31 outubro 2011

Apresentando: The Black Angels



Com o nome tirado de uma música do primeiro disco do Velvet Underground (The black angel’s death song), a banda The Black Angels surgiu em Austin, no estado do Texas, em 2004.

Musicalmente o grupo poderia ser descrito como rock 'n' roll psicodélico, porém bem distante do colorido paz e amor hippie. Algo como um híbrido entre o próprio conjunto do Lou Reed com os californianos do 13th Floor Elevators, mas com cara de século 21. Atualmente, arriscaria dizer que a única banda com proposta musical próxima é o Black Rebel Motorcycle Club. Timbres vocais semelhantes, efeito repetitivo e circular arrastado e muita intensidade instrumental. Ou seja, recomendado para quem gosta de música lisérgica, mas gosta de vestir preto.

O som dos americanos tem seguido firme através da sua trajetória ainda jovem, percorrendo festivais como SXSW (Austin) e Lollapalooza (Chicago). Ano passado eles lançaram seu melhor disco, uma pérola da psicodelia noise chamada Phosphene Dream e apesar de ser considerados alternativos, o Black Angels já emplacaram canções em trilhas de seriados (“Californication” “House”, “True Blood”) e filmes (“Sentença de Morte”, “Eclipse”).

Detalhe: O Black Angels está confirmado para o dia 14 de novembro do festival SWU, em Paulínia, interior de São Paulo.

The Black Angels - "Haunting at 1300 McKinley"

Videoclipe - Lucy and the Popsonics

O power trio Lucy and the Popsonics acaba de lançar seu segundo videoclipe (veja aqui o primeiro) do disco Fred Astaire. Clipe simples e bem legal.


Lucy and the Popsonics - "Por que você não morre?"

28 outubro 2011

Voodohop este sábado

Como sempre o pessoal da Voodoohop revelou o local da festa na última hora e desta vez a festa será na... Tchan, Tchan, Tchan! Star night (Setor Comercial Sul, Quadra 05, Bloco C. De frente para o Shopping Pátio Brasil). Sim, sim, sim! Será exatamente na na boate de...hum..você sabe. De moças comportadas.

Essa é uma das festas mais legais que está rolando em Brasília este ano. A última edição, foi no dia 16 de setembro, lá no Clube da Imprensa e a convidada especial da noite foi a contora Jesse Evans. A maericana deu uma de doidinha na festa. Ficou irritada com o som e fez cara feia. Até parou o show para brigar com o cara, que era o Bill! Sim, Gustavo Bill, o cara do Macaco Malvado.

Embora teve rolado este incidente, o show foi muito bacana. Jessie dançou com o público e foi várias vezes pro meu da galera. Inclusive no final do show ficou dançando com a galera, enquanto o DJ botava um som. pela foto dá para ver a a figura é mesmo diferente, né?

Amanhã, a partir das 23h,a VoodooHop, edição Gran Baile de Los Muertos, terá os DJs Thomash (Voodoohop/ALE), Souksouklow (Voodoohop/FRA), Pazes (Exponential EUA/BRA), The Miguelitos (aka Jisko Kid/Brasília), Oops (Criolina/Brasília), Thiago Freitas (Homem da Marreta) e Spot & Speedkills.

27 outubro 2011

Videoclipe - Arctic Monekys

Arctic Monkeys - "Evil Twin"

Damn Laser Vampires em Brasília



O Damn Laser Vampires nem parece uma banda brasileira, mas os caras se formou bem ali em Porto Alegre, Rio Grande do Sul e estarão este sábado, dia 29 de outubro, no Cult 22 Rock Bar. Mais uma vez o Cult 22 trazendo mais um grupo de rock gaúcho. o último convidado foi Júpiter Maçã.

Juntos desde 2005, o trio formado por Ron Selistre (guitarra & voz), Francis K (guitarra) e Michel Munhoz (bateria) faz uma louca mistura de punk com rock e muita psicoledia. Mas essa onda psicodélica não está no som não e sim nas vestimentas. Uma lombra vampiresca (meio Batman) do grupo está logo ali no videoclipe de "Boom Shack-A-Lak".

O segundo disco, Three-Gun Mojo saiu este ano e são essas músicas que eles vem mostrar aqui. Uma das treze canções, “That Thing You Have”, está na trilha do filme Trantastic da ScUMBAG Movies.

Na mesma noite ainda rola Johnny Flirt e Cabaret Zumbi. Entrada: R$ 8 (para quem for fantasiado) e R$ 10(sem fantasia).


Damn Laser Vampires - "Boom Shack-A-Lak"

CCBB em cartaz e Melancolia


A mostra CCBB em Cartaz, que embora tenha este nome está no Cine Brasília (106/7 sul), parece que virou uma grande sensação muito mais pelo filme mais controverso de sua programação, Melancolia, de Lars Von Trier. 

Assisti ao filme no último sábado e honestamente não gostei tanto, mas como eu não ando muito afim de polêmica, não vou dizer exatamente o que eu acho do longa não. Mas claro, ele é videografia obrigatória. Mesmo que você não curta, é Lars Von Trier. 

A história do filme vai se revelando aos poucos, através da vida das irmãs Justine (Kristen Dunst, que está ótima e belíssima) e Claire (Charlotte Gainsbourg), que estão acompanhando a passagem de um planeta chamado Melancolia, aqui pertinho da Terra. É claro, que ele entra em outros assuntos mais profundos, que eu não vou comentar aqui para não estragar os mistérios do longa. 

Melancolia entra em cartaz neste domingo, dia 30 de outubro, às 20h50. A dica? Chegue pelo menos 1h30 mais cedo, porque as filas para assisti-lo estão de dar voltas no quarteirão e eu não estou mentindo. Para quem não sabe, as senhas são distribuídas pontualmente 1h antes de cada sessão. 

Outro longa que vale muito a pena assistir é Lola. O filme filipino conta como a vida de duas sennhoras, duas avós (no idioma filipino "lolas"), se cruzam depois que o neto de uma mata o neto de outra. A película é belíssima e tem um ar também documental, mostrando como é a vida de quem mora hoje nas Filipinas. 

Ainda dá tempo de aproveitar a ótima seleção de filmes feita pela produção do evento, feita pela Ossos do Ofício. Se você quiser só fazer carão e beber uma cervejinha (leve seu isopor), dá para ficar sentadinho do lado de fora, nos bancos decorados que estão por lá. 

Boa sessão!


20 outubro 2011

Júpiter Maçã no Cult 22. Como foi?

Foto: Vinicius Werneck

Júpiter Maça passou por Brasília na semana passada para apresentar o novo compacto. O show foi no Cult 22, para quem não lembra ou não sabe onde é, é o antigo Landscape. Antigo, mas alguns problemas continuam os mesmos.

Quando o Moptop fechou um festival na cidade no mesmo local, o calor era tanto, que até os músicos soltaram uma piadinha sobre tocar num "inferninho". O mesmo foi ouvido dois anos depois, com Flávio Basso, o Júpiter Maçã. Cheio, lotado e com muita gente querendo entrar. Ninguém esperava que o Cult 22 Rock Bar fosse encher tanto em uma quinta-feira à noite, para ver um cara do undergroud do rock porto-alegrense, nem mesmo os donos do bar. Tanto é que a cerveja acabou e no "lugar" foram vendidas Bavarias.

Mas quem ficou lá dentro no calor e ainda mais com um maravilhoso cheiro de ciagrros, já que muita gente esqueceu que o local era fechado e resolveu fumar ali (até mesmo o Júpiter estava fumando), adorou o show, que trouxe várias músicas da carreira do cantor. Júpiter também não estava muito feliz com o som, que deu umas falhadas feias.
É... O Cult 22 Rock Bar não é um local de shows que enchem, já que o local fica insuportalmente quente.

Videoclipe - Coldplay

Coldplay - "Paradise"

Matanza está chegando


 Após algum tempo longe da capital, o quarteto country rock carioca formado por Jimmy, Donida, China e Jonas aterrissa com o Matanza em Brasília para o lançamento do Odiosa Natureza Humana, disco lançado em fevereiro.

A apresentação acontece no dia 5 de novembro, mesmo dia em que, em terrinhas paulistas, o festival Planeta Terra - a comparação é inevitável, uma vez que a vontade de ir é imensa - traz  The Strokes, Interpol e White Lies, por exemplo.

Além dos cariocas, sobem ao palco do clube Cedec (912 sul) as bandas, Bruto, Seconds of Noise, Motorreco (tributo ao Motorhead) e Kamura (GO). Ou seja, vá preparado para ouvir muito peso.

Os ingressos estão a venda nas lojas Abriu pro Rock no shopping do Gama, Porão 666 em Taguatinga e na Berlin Discos, no point Conic. Informações sobre preço no número 3484-0132.


Matanza - "Remédios demais"

17 outubro 2011

Viddeoclipe - Pato Fu


Pato Fu - "Rock and Roll Lullaby"

Livro: 24 letras por segundo

Um livro de contos nem sempre é uma daquelas coisas legais de ler. Quando apenas um escritor se presta a fazer isso inclusive, parece que a história se repete várias vezes, só o enredo muda. Algo meio novela da Globo. Mas, Rodrigo Rosp resolveu fazer uma coisa diferente. Juntou 17 escritores e lhe fez um desafio, escrever contos inspirados em seus cineastas favoritos. O resultado foi o livre 24 letras por segundo.

Entre os diretores está a nova geração, que movimenta o cinema hollywoodiano e deixa a mesmice de lado (tirando o Spilberg). Quetin Tarantino, Tim Burton, os irmãos Cohen, Woody Allen, Polanski, Bertolucci , Pedro Almodóvar e David Lynch são alguns dos nomes poresentes na coletânea.

Lendo o livro, a sensação que se tem é de estar entrando em algum dos filmes (claro que fica mais fácil se você conhecer a filmografia do cara). 

Bernardo Moraes, escritor porto-alegrense, que já tem três livros publicados, é um apaixonado por Kill Bill, que em suas palavras é um misto de “violência, sangue, palavrões, diferentes pontos de vista, uma história de vingança e referências ao mundo pop”.

No conto “O túmulo frio de Mimi Meyers” ele mistura Cães de Aluguel com Kill Bill numa maestria quase que genial. Fechar os olhos e imaginar a cena é quase que inevitável.

Outro conto que se destaca é “Todos os homens dizem eu te amo” do prórpio Rodrigo Rosp, que escreve sobre Woody Allen. Numa brincadeira com o narrador, que Allen adora fazer, Rodrigo faz com que o neurótico Alvin discuta um pouco sobre ele vai fazer nos próximos 5 minutos. A mistura é de Noivo neurótico, noiva nervosa (1977) e Dirigindo no Escuro (2002).

Para explicar o cinema de Allen, ele diz: “O clima geral da obra pode ser resumido em uma frase retirada de Descontruindo Harry: ‘é tudo niilismo, cinismo, sarcasmo e orgasmo”.

O livro, além dos contos, também traz a filomografia dos cineastas e uma ficha técnica dos autores, o que pode te ajudar a procurar àqueles que gostar mais.

Apresentando: Astronauta Pinguim

É bem provável que nenhum representante desta ou mesmo de outras épocas da produção musical brasileira seja capaz de traduzir com tanta propriedade a sonoridade ímpar exposta pelo krautrock alemão da década de 1970 (Can, Faust, Tangerine Dream, etc) com tanta propriedade e competência quanto o músico gaúcho Astronauta Pinguim.

Perdido em algum vórtice temporal que o mantém confortavelmente enclausurado nessas duas décadas de excêntricas construções musicais, o artista faz de seus discos uma porta para um universo de sons sempre nostálgicos e programações analógicas capazes de reverberar um tipo de música sempre empoeirada e hipnótica.

Tecladista estudiosos e apaixonado pelo sintetizador Moog, amante das idéias musicais de Ennio Morricone, de Brian Eno e um profundo interessado nos temas instrumentais propostos por grupos como Kraftwerk, Can ou mesmo David Bowie, fase Berlin, Pinguim faz de seu mais recente trabalho um fruto óbvio de anos de audições e experimentos em sua vasta biblioteca musical. Sob o nome emblemático de Zeitgeist/Propaganda, o álbum se distancia visivelmente das antigas transições do músico por qualquer forma de som mais ensolarado, reproduzindo assim um trabalho visivelmente mais sério.

Diferente do que fora apresentado em seu trabalho de 2008, o excelente SuperSexxxySounds, Pinguim traz um novo tipo de possibilidade ao seu trabalho, transformando o novo álbum em um projeto essencialmente urbano que faz brotar composições verdadeiramente entusiasmadas e densas. Porém, mesmo agradável e aparentando um salto musical em relação ao último disco, Zeitgeist/Propaganda e sua longa duração acabam pesando na hora em que sentamos para apreciar o álbum. Com mais de uma hora de duração e faixas que ultrapassam os sete ou oito minutos, o disco poderia ser mais enxuto e direto.


Astronauta Pinguim - "Wir sind nicht allein"

11 outubro 2011

Júpiter Maçã lança compacto em Brasília


O músico gaúcho Flávio Basso é o homem por trás da alcunha de Júpiter Maçã (ou Jupiter Apple, como ele é conhecido fora do Brasil) e transita livremente do pop ao rock e do tropicalismo a bossa nova, cantando em português, francês e inglês. O homem está constantemente na vanguarda da cultura pop nacional e é aclamado por artistas consagrados como Caetano Veloso e os americanos do Stereolab.

Cantor, compositor, músico e cineasta, Flávio Basso começou sua carreira na lendária banda de rock, TNT e formando mais tarde, com Frank Jorge, Os Cascavelettes. Em 1996 se reinventou novamente e trocou seu nome para Júpiter Maçã, dando vida à pérola psicodélica chamada A Sétima Efervescência, que mais tarde foi justamente eleito pela revista Rolling Stone Brasil como um dos 100 discos brasileiros mais importantes da história. Além de ter sido eleito pela revista Aplauso o maior e mais influente álbum do rock gaúcho em toda história.

Mudando seu nome novamente em 1999 para Jupiter Apple, ele lançou o delicado e bossa novístico Plastic Soda. O álbum conquistou sucesso de crítica e foi premiado pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). O sofisticado e eletrônico Hisscivilization (2002) e o bluesy/folky Bitter (2007) demonstraram ainda mais o talento inquieto, ímpar e influente de Flávio.

Em 2008, revisitou a tropicália no sublime Uma Tarde na Fruteira que caiu nas graças da crítica espanhola e alemã. Acabou lançado na Europa pelo selo Elefant Records.

Em 2009, single “Modern Kid” foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil como uma das melhores canções do ano e o clipe da canção concorreu ao VMB na MTV. No ano seguinte, lançou um novo single: "Calling All Bands", seu hino celebratório à cultura das bandas pop.

Imagine o neo-Tropicalismo dos Mutantes e Tom Zé , com uma pitada de Caetano Veloso e João Gilberto, com um toque fundamental dos Beatles, Beach Boys, Supergrass e você começará a ter uma ideia do universo sonoro de Flávio Basso. Sempre original, Júpiter tem sido, até agora o segredo musical brasileiro mais bem guardado.

E antecipando o lançamento do compacto em vinil, com tiragem limitada, de Modern Kid/Calling All Bands, que sai pela nova empreitada de Júpiter, o selo J.A.C.K. (Jupiter Apple Corporation and Kingdom), o músico faz show na capital federal na próxima quinta-feira, dia 13, no Cult 22 Rock Bar. Masterizado em Abbey Road, o compacto foi produzido por Simon Gibson, um dos engenheiros responsáveis pela recente remasterização dos albuns dos Beatles.


Júpiter Maçã - "Modern Kid"

Forgotten Boys lança single

Para dar o gostinho do novo disco, Taste It!, o grupo paulista Forgotten Boys lançou este sábado (9 de outubro) no site da Trama o primeiro single, "Another Place. Curti!
O álbum mesmo está previsto para o começo de novembro e foi mixado, vejam vocês por Roy Cicala (!!!), o cara que já trabalhou com  John Lennon, Lou Reed, Patti Smith, Alice Cooper, Davie Bowie e hoje está radicado em São Paulo.

08 outubro 2011

Marisa Orth - "Romance Vol 2"


Você sabia que a consagrada atriz Marisa Orth (cala boca Magda!) é também uma excelente intérprete vocal e lançou recentemente um belo disco, chamado Romance volume 2?

Mas o lado cantora de Marisa é antigo. Nos anos 80, quando o rock 'n' roll cantado em português comandava o show business nacional e dezenas de bandas lotavam estádios, frequentavam rádios e programas de TV, a banda Luni, estava pela vanguarda paulistana com seus nove (!?) integrantes e teve uma música ("Rap do Rei") do seu único disco ( de 1988) inserida na trilha sonora da saudosa novela Que Rei Sou Eu?.

Já nos 90, Marisa veio com a banda Vexame, fruto de uma pesquisa do amigo e também ator Fernando Salém, sobre o universo da chamada música brega. Cultuado pela dramatização exagerada de músicas cafonas, Orth encarnava Maralu Menezes, personagem que comandava a banda em um híbrido entre piadas impagáveis e canções de dor de cotovelo. Sem causar o mesmo impacto de outrora, a banda acabou sendo deixada de lado aos poucos por seus integrantes, apesar de nunca ter terminado de fato.

Porém, no novo projeto, e pela primeira vez assumidamente solo, Marisa Orth canta com uma charmosa despretensão ritmos como blues, boleros e baladas. Em vez de clássicos do brega, o romantismo rasgado temperado com doses de sarcasmo é quem dá o tom. Como é o caso da música “Insanidade Temporária”, de André Abujamra, que conta a história de uma mulher que no auge de uma crise de TPM mata seu amado. Humor negro incrivelmente hilário!!

Quando decidiu lançar o disco, a atriz sabia que seria um projeto inicialmente pequeno e que teria que investir em gastos e energia para realizá-lo. “No início tudo partiu do meu bolso, mas a coisa foi crescendo. Fiquei muito feliz quando ganhei o clipe”, comentou Marisa em entrevista do ano passado. “Se eu e minha banda estivéssemos em uma grande gravadora, acho que eu escolheria essa mesma música”, comemora ela, que também contribuiu com idéias para a concepção do vídeo.

Veja, comente e se identifique.

Marisa Orth - "Insanidade Temporária"

05 outubro 2011

Videoclipe - Cachorro Grande

O grupo Cachorro Grande acaba de lançar o videoclipe da música "Difícil Segurar",que fará parte do sextodisco, Baixo Augusta, que desta vez sai pela Trama. Será que eles vão conseguir se superar. Embora tenha curtido o últimoálbum, achei-o bem fraquinho em comparação ao que eu conheço dos trabalhos anteriores. 


04 outubro 2011

Música nova do The Hives



O The Hives estava meio ssumido da mídia, mas eis que há alguns dias, eles soltaram a versão de estúdio da música "Thousand Answers", que estará no próximo álbum do grupo. Dançante e vibrante, taí, uma boa música para a pista de dança, pena que é tão curtinha.



03 outubro 2011

Apresentando: Os Haxinxins


Vindos da Zona Lost, apelido dado para a Zona Leste da cidade de São Paulo, e também de onde vieram as principais bandas garageiras da cena alternativa nacional, Os Haxixins talvez sejam a mais obscura de todas. Influenciados rock dos anos 60, pelo garage punk e a psicodelia suja e mal gravada, o curioso nome da banda surgiu inspirado no livro “Clube dos Haxixins”, de Téophile Gautier.

A recomendada obra relata as experiências de um grupo de fumantes de haxixe fundado em 1845, que reunia, em Paris, artistas e intelectuais da época, tais como o poeta e escritor Charles Baudelaire (Paraísos Artificiais), o pintor Eugene Delacroix, além do próprio autor do livro. Os encontros, sempre realizados no mítico Hotel Pimodan, na capital francesa, serviam para promover o uso do haxixe, levando seus membros a se deliciarem nas mais fantásticas alucinações e pesadelos, inspirando suas obras e, após mais de um século, influenciando igualmente os atuais Haxixins de São Paulo.

Além do visual retrô, os caras só tocam com equipamentos antigos, analógicos e fazem questão de carregar seus Gianinis Tremendões e Phelpas por onde vão. Outro diferencial das apresentações do grupo são as projeções de luzes psicodélicas sobre os músicos.

Depois de quase desistirem de gravar um disco devido a tentativas frustradas de fazê-lo como as bandas dos anos 60, em 2007 eles foram apadrinhados pelo Berlin Estúdio, na capital paulista e produzidos por um dos donos, Jonas Serodio e, finalmente conseguiram chegar ao resultado tão esperado com o uso de gravador de rolo, amplificadores valvulados e instrumentos de época.

O disco de estréia, homônimo, e o segundo “Under The Stones / Debaixo das pedras” saíram pelo selo português Groovie Records em vinil de 12 polegadas, apresentando composições próprias banhadas em ácido lisérgico, e covers de bandas obscuras de garage rock, como "Dirty Old Man" (The Electras) e "In The Deep End" (Artwoods). Na seqüência, veio a primeira turnê européia, que passou por Portugal, Espanha e Itália.

Com letras em português, guitarras fuzz, baixos hipnóticos e órgãos derretidos, os Haxixins proporcionam uma viagem visual e musical, com ou sem sua droga predileta.

E tudo isso para convidar a todos para o show dos paulistas no Cult22 Rock Bar, no próximo dia 7 de outubro!



Os Haxixins - "Onde meditar"