11 agosto 2011

Cobertura Porão do Rock - 1º dia

Foi na semana retrasada, o maior festival de música independente de Brasília, mas só agora tivemos tempo de colocar tudo por aqui. Então, lá vai a primeira parte da nossa cobertura que contou com a colaboração de Lúria Rezende, Felipe Nunes, Tom Young e Laís Marinho. Divirtam-se!

Garotas Suecas_Andressa Anholete
Garotas Suecas
"Nós somos os Garotas Suecas", assim repetiu inúmeras vezes o vocalista Guilherme Saldanha que, pela primeira vez, tocou no palco do Porão do Rock e em Brasília. Composta também por Tomaz Paoliello (guitarra), Irina Bertolucci (teclados), Fernando Freire (Fernando), Antonio Paoliello (bateria) e Sergio Sayeg (guitarra), a banda paulista, formada em 2005, teve um repertório harmonioso e bem dançante, que soube aproveitar bem instrumentos como gaita e teclado. No decorrer do show, com muita luz e fumaça, o público agitou ao som de "Codinome Dinamite", que contou também com um solo vibrante de bateria. Quem via a banda pela primeira vez, soltava frases como: "Essa banda é incrível!".Ao serem questionados sobre a primeira vez em solo brasiliense, o Garotas Suecas afirmou estar bastante honrado, já que a capital federal tem uma vibe e atmosfera que inspiram rock. A banda Garotas Suecas ficou conhecida por ter vencido o prêmio Aposta MTV em 2008. Sua trajetória conta com dois Eps: Difícil de Domar e Dinossauros e o CD Escaldante Banda. (Laís Marinho)

Copacabana Club
Copacabana Club_Alessandro Dantas
Explosivo, sensual, colorido, e por que não, boêmio, assim foi a primeira apresentação da banda curitibana Copacabana Club em Brasília no Festival Porão do Rock. A banda combina visual com talento, e isso resulta em um show bonito e cativante, daqueles que chamam a atenção. Com um repertório composto completamente de músicas do primeiro disco, Tropical Splash, lançado há pouco mais de um mês, os Copas empolgaram o público que respondeu com muita animação, ao som altamente dançante do quinteto. Com muitos sintetizadores, o som da banda auxiliado por um som limpo, fez com que os cinquenta minutos de apresentação passassem rapidamente em apenas seis músicas. O famoso single "Just do It' do primeiro EP, Kight of the Nigth, e lançado com novos acordes no disco foi deixado por último e recebido calorosamente pelo público. A banda deixou o palco sob os pedidos de "Mais uma!", mas o guitarrista Alec Ventura emendou "Galera, é festival, se fosse por nossa conta, tocaríamos a noite toda". (Felipe Nunes)


Vespas Mandarinas
A banda do atual vj da MTV, Chuck Hipólito, Vespas Mandarinas é boa. E só. E o pior, durante todo o show lembrei constantemente de sua antiga banda, o empolgante e saudoso Forgotten Boys. A nova proposta é interessante. Fazer rock n roll com letras em português e ser assumidamente pop, sempre emulando bandas dos anos 80, período áureo do estilo no Brasil. Nenhuma musica é ruim. Mas, por outro lado, todas são esquecíveis.  Fui ao festival cheio de vontade de comprar ao menos algum dos dois únicos eps (Da doo Ron Ron e Sasha Grey) já lançados pelo quarteto. Desisti. (Tom Young)

Hamilton de Holanda_Clausem Bonifácio
Hamilton de Holanda
Singular e criativo. Esses são os dois adjetivos que melhor definem o bandolinista Hamilton de Holanda. Expectativa à parte, os aplausos da plateia foram o termômetro para definir o sucesso do instrumentista dentro da programação do Festival Porão do Rock 2011.Com jeito tímido e dedos expressivos, Hamilton de Holanda, junto à banda brasiliense Galinha Preta deu show de estilo e musicalidade. Nem um pequeno problema com o som no início da apresentação atrapalhou o desenvolvimento do espetáculo. Em meio aos “bate-cabeças” do rock, o músico deixou o público de boca aberta ao desfilar um repertório refinado ao seu estilo. Entre as canções estiveram “Ajaccio” (na abertura), “Something” (Beatles), “Caos e harmonia” (composição em homenagem aos 50 anos de Brasília), entre outras. Cria da cidade, o bandolinista começou a tocar aos cinco anos de idade e hoje é considerado o re-invetor do instrumento. No palco, ele agradeceu a oportunidade de poder participar do evento. “Eu cresci aqui do lado, no Clube do Choro e pra mim é uma honra tocar para vocês”, disse. Elemento essencial do espetáculo, o gaitista Gabriel Grossi fez peculiar sua participação arrasadora em sintonia perfeita com os outros integrantes da banda. Denominado pela mídia americana como Jimmy Hendrix do bandolim, Hamilton fez jus à alcunha do grande astro. Mesmo tendo sido forjado no berço do choro, o instrumentista mostrou no show desta noite seu lado rock n’roll, principalmente, quando o vocalista do Galinha Preta, Frango Kaos, fez uma breve aparição, assumiu o microfone e encerrou com a música O mundo não acabou em grande estilo. Depois de uma hora de show, Hamilton de Holanda e a banda Galinha Preta saíram do palco sob pedidos de “fica” e ovacionados pelo público.(Lúria Rezende)

Cidadão Instigado
Cidadão Instigado_Andressa Anholete
O quinteto cearense paulistano intitulado Cidadão Instigado não se deixou abalar pelos 25 minutos de atraso dados por conta de problemas no som. O grupo liderado pelo guitarrista Fernando Catatau, iniciou o show com o psicodelismo em alta, característica latente nos dois primeiros discos do grupo.
Embalado por guitarras, pelo baixo marcante de Rian Batista e pelos sintetizadores agudos coordenados por Dustan Gallas, o rock oitentista com pitadas de música brasileira e com espaço para música eletrônica, a banda levantou o público que prestigiava o palco Chilli Beans. Com poucas palavras, a galera entendeu ao recado e celebrou quando Catatau declarou que o "show estava sendo um rock’n’roll do bom". Com a pesada e intensa “Calma” o Cidadão Instigado marcou sua passagem pelo Porão do Rock com um show correto, harmonioso e roqueiro, como manda o figurino. (Felipe Nunes)

The Tormentos_Andressa Anholete
The Tormentos
Formada no final de 2001, a decana e respeitada banda portenha de surf music não decepcionou os amantes do estilo. Figurino, danças ensaiadas, muita pose e fidelidade a musica instrumental cheia de maresia. Reloucado na programação devido a um atraso no vôo para Brasilia, os argentinos fizeram o que sabem fazer de melhor e mostraram ainda que tem muita lenha pra gastar e quadris a balançar. Que venham sempre bandas latinas. Para o festival é sempre uma solução barata e com retorno musical garantido. (Tom Young)

DTs
Tudo o que vou descrever abaixo é pessoal, não tem a mínima intenção de ser imparcial ou algo que o valha. Dts foi o melhor show do primeiro dia. Quem viu, quem optou por sair do show tecnicamente competente do Cidadão Instigado pra conferir o impressionante shows dos americanos dificilmente se arrependeu. Nunca o clichê foi tão saudado, comemorado e, por que não, brindado como aconteceu ali diante do palco UniCeub. Só fico tentando imaginar o estrago que eles fizeram no Metrópolis no dia anterior, na versão goiana do festival. Se no palco enorme do Porão do Rock eles pareceram estar completamente a vontade,  no modesto “palco” da acanhada casa de shows de Goiânia eles viraram heróis imortais, certamente. Um brinde ao rock n roll berrado, de guitarras altas e sem frescuras!!!

Helmet_Andressa Anholete
Helmet
Page Hamilton não estava de brincadeira quando anunciou o retorno do Helmet, famosa banda dos anos 90 que segundo a crítica, faz um heavy metal pensante. O Helmet fez um show ensurdecedor e encerrou as atividades do palco Chilli Beans no primeiro dia de festival. O grupo mostrou um peso que não é fácil de se ver hoje em dia. Apenas com Hamilton como componente da formação original, o quarteto formado por Kyle Stevenson na bateria, Dan Beeman na guitarra e o ‘enfurecido’ Dave Case no baixo mostrou músicas novas e antigas e Page cantou e tocou com vigor marcante em seus riffs compassados e harmoniosos. O vocalista conversou bastante entre uma música e outra e ainda arriscou um português agradecendo em um ‘obrigado’ americanizado. Várias palhetas jogadas ao público e um bis que teve direito a duas músicas. Foi assim que o Helmet passou pelo Brasil e por Brasília, mostrando que peso não se faz apenas com longos cabelos e roupas pretas. (Felipe Nunes)

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