18 junho 2011

Volver, perto da próxima estação

Em tempos longínquos, eu fiz uma entrevista o grupo pernambucano Volver, que está preparando o lançamento do terceiro disco. A entrevista era para o site/blog Bloody Pop que anda meio parado. Então, resolvi (de comum acordo com o editor) publicar aqui. 

Quer saber mais sobre o novo disco do Volver? Então se liga aí!



Faltam apenas os últimos detalhes para que o disco do grupo pernambucano Volver chegue finalmente nas mãos dos fãs. É por isso, que na melhor das hipóteses, ele sai ainda neste primeiro semestre.

Para quem gosta da banda, Bruno Souto (o vocalista e ainda o único membro remanescente do Volver) inventou de fazer um blog para falar sobre as participações, dias de gravação e da ralação que é gravar um disco: “Tivemos essa idéia pra que as pessoas que gostam da banda, acompanhassem todo o andamento das gravações. E também pra deixar registrado, claro. As pessoas gostaram bastante”, explicou o vocalista. 

O álbum também teve participações especiais. Gabi, uma cantora “talentosa” que está começando em Recife, aparece em “Ana”. Rogério Medeiros está com o banjo, em “Gente”; Thiago Régis se apresenta na guitarra, em “A Dor Que Goza” e Léo D, que também co-produziu Próxima Estação (e emprestou o estúdio Mr. Mouse), também gravou vários teclados. Tudo isso foi feito com os próprios recursos do grupo, que teve apoio também da Faculdade Barros Melo.

A banda sofreu baixas nesse meio tempo (entre ida para São Paulo e gravação do disco), o que não dificultou as coisas, mas deu uma certa tristeza em Bruno: “Desde o início da banda, a formação já mudou muitas vezes. Essas trocas de integrantes foram em diversos momentos diferentes. Particularmente, um momento muito difícil foi quando o Diógenes decidiu nos deixar pra ir morar na Europa. Foi ele que fundou a banda comigo e era meu grande parceiro nas composições e idéias”, explica. Diógenes deixou a Volver depois das gravações e Acima da Chuva (2008), segundo disco do grupo e Zeca Viana, que completava o trio saiu antes da gravação do novo álbum. Além de Bruno, o grupo é formado por Rildinho (bateria) e Kleber Cróccia.

Segundo Bruno, a diferença entre os dois álbuns (Acima da Chuva e Próxima Estação) é bem tênue. O som parece um tanto com o Volver que se conheceu em 2008, só que as letras agora estão mais “confessionais”. E ele admite: “Tínhamos um receio de não conseguirmos gravar um disco tão bom, ou melhor, que o Acima da Chuva, pois fomos pra Recife gravar só com idéias das músicas, sem arranjos definidos. Mas fico feliz de ver que conseguimos”.

A mudança para São Paulo em 2009, parece não ter influenciado muito no som, mas abriu portas para a Volver: “Estar em São Paulo deu amplitude e visibilidade do nosso trabalho. Logo quando viemos pra cá, por exemplo, nos seis primeiros meses, conseguimos participar de cinco programas de TV com alcance nacional”.

Depois de passar por perrengues normais para quem muda de cidade, eles já foram conquistados pela atribulada São Paulo: "São Paulo agora é nosso lar, com sentimento de pertencimento e tudo. Claro que afetivamente, nunca vai substituir nossa terra, mas estamos felizes. Quando se está focado e psicologicamente preparado, as dificuldades não te derrubam. Pelo contrário, isso se torna até um combustível criativo e te fortalece. Fora algumas amizades que já fizemos aqui, que são pra vida toda. Um lance mais espiritual mesmo”, desabafa o músico.

A Volver também gravou o DVD em 2009, quando Zeca ainda estava na banda, num show que ficou na memória de muitos pernambucanos que compareceram no Teatro de Santa Isabel em Recife. A falta de grana não deixou que eles lançassem o material e Bruno avisa que ele não deve sair mesmo, já que até a banda mudou de integrantes e digamos que ficou velho. 

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