06 junho 2011

Chuva - crítica


Fui no Liberty assistir Chuva, cara que filme bom. Estava precisando ver algo que me fizesse sair do cinema bem. É, o Liberty não é um lugar legal para ver filmes, bem que os caras podiam fazer uma reforma naquele lugar, mas...Nem assessoria de imprensa eles se preocupam em ter, imagina mesmo se eles um dia vão ter a metade do conforto que outros cinemas de Brasília proporcionam. E digo mais, sem Academia de Tênis, Embracine Casapark e até sem o Cine Brasília, estamos acabados. Aí, embaixo tem uma crítica sobre o filme. Aqui rolou apenas um desabafozinho. 

"Chove, chuva, chove sem parar!"

Duas pessoas que passam por problemas pessoais se encontram em um dia de chuva e engarrafamento em Buenos Aires, esse é o mote para o filme Chuva (Lluvia) de Paula Hernández, que está em cartaz no cinema do Liberty Mall. 

No filme, Paula Hernández, que além de diretora é também roteirista da película, trata de maneira leve o problema que essas duas pessoas têm em resolver o conflito em que se encontram e não sabem expressar. Alma (Valeria Bertuccelli) acaba de deixar a casa onde mora com Andrés, mas não consegue contar para ninguém o que está acontecendo. Ela passa a morar no carro durante alguns dias, numa maneira de escapar do que está sentindo.

Já Roberto (Ernesto Alterio) está em Buenos Aires para encontrar o pai, que está à beira da morte e ele precisa resolver pormenores como a desocupação do apartamento, o funeral... Tudo muito difícil e ainda pior quando não se fala com este pai desde os seis anos de idade. Barra dura para os dois personagens, que se trombam por um acaso. A chuva também não dá trégua. Chove muito em Buenos Aires e o ar fica ainda mais nostálgico. Parece até que complica mais as coisas.

Tudo que elas precisam é conversar e um pouco de carinho não faz mal a ninguém. Em dado momento, Alma revela: “Você é a única pessoa com quem eu conversei mais de 10 em três dias”. Ou seja, muitos segredos estão escondidos nessas duas vidas.

A leveza de Hernández é que dá a magia e maestria do filme. Até o tempo se transforma numa coisa, quase que banal, já que o tempo vai e volta no longa-metragem sem que o espectador perceba que isso aconteceu. E, às vezes, é a chuva que se torna a protagonista do filme, principalmente quando dá mais dramaticidade às cenas.

Chuva fica em cartaz até esta quinta-feira, dia 9 de junho, em dois horários, às 14h40 e às 16h50. Os ingressos custam R$ 12 (inteira), segundas, terças e quintas e R$ 5 (o dia inteiro), às quartas.

Trailer de "Chuva"

Um comentário:

Felipe Nunes disse...

fiquei curioso em assistí-lo! e fiquei sabendo de mais essa baixa relacionada ao Embracine. O cinecal e o CCBB são as melhores alternativas atualmente.