02 maio 2011

Arnaldo Antunes se apresenta na Caixa


Esta semana, Arnaldo Antunes completa três shows em Brasília apresentando o disco Iê iê iê. Ano passado, ele tocou pelo projeto MPB Petrobras e no Salão do Artesanato. Nos dias 04 e 05 de maio, o cantor e compositor estará no Teatro da Caixa, sempre às 20h e com ingressos a preços populares, R$ 20 (inteira). 

Iê iê iê (2009) é o nono disco de estúdio de Arnaldo e marca um retorno a sua veia mais roqueira. O CD tem influências claras dos anos 60 e MPB, trazendo um ar mais “moderno” às canções. Assim, como fez Caetano Veloso, Arnaldo escolheu seus músicos a dedo e sua banda é hoje formada por nomes importantes do cenário independente. São eles Edgar Scandurra (guitarra), Curumin (bateria), Marcelo Jeneci (Wurlitzer, bateria eletrônica, órgão), Chico Salem (guitarra e violão) e Betão Aguiar (baixo). O disco ainda teve produção do Cidadão Instigado, Catatau. 

O CD também virou DVD, intitulado Ao vivo lá em Casa. Nele, Arnaldo chamou os amigos, fez um cenário simples e bonito em sua própria casa e gravou tudo. Entre os convidados estão Catatau, Demônios da Garoa, Jorge Benjor e Erasmo Carlos. Do último vale contar uma curiosidade: Arnaldo lançou o disco Iê iê iê no mesmo ano em que Erasmo lançou o álbum Rock n’ roll. Erasmo iniciou sua carreira fazendo iê iê iê e Arnaldo nos 80, começou a carreira tocando o chamado rock ‘n roll. A produção é do diretor Andrucha Waddington. 

A música de trabalho escolhida foi “Longe”, que fez em parceria com Jeneci. Mas são as músicas mais animadas que chamam mais atenção. Na canção que dá nome ao disco, ele brinca com a fama, diz que ainda vai gravar um CD, ganhar um cachê e assim, vão gostar mais dele. Uma crítica clara ao sistema fonográfico e claro, aos interesseiros. Em “Invejoso” ele segue a mesma linha e brinca com o cara de espírito pequeno e ambições enormes: “O carro do vizinho e muito mais possante e aquela mulher é tão interessante. Por isso ele parece muito mais potente, sua casa foi pintada recentemente”, canta Antunes nos primeiros versos. 

Ele também não deixa de falar de amor, em “A Casa é Sua” fala como a casa fica vazia sem a companhia desejada: “A casa é sua! Porque não chega agora? Nem o prego aguenta mais o peso desse relógio”. Feita para dançar, em "Aonde você for eu vou", ele faz tudo que a moça quiser e vira o guarda ou o bandido. Apresse-se para comprar o seu ingresso, pois eles já estão esgotando. 

Arnaldo Antunes dando uma canja - "Invejoso"

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