04 maio 2011

Apresentando: Anna Calvi



Em um mundo onde você tranca dez pessoas em uma casa durante três meses e todas saem de lá artistas, a pudica Sandy vira devassa no carnaval, a considerada maior artista do planeta está para lançar apenas o segundo disco e a Gisele Bündchen virou dona de casa ignorada pelo marido em comercial de TV, escutar um disco de estréia como o da britânica Anna Calvi é um frescor para todos aqueles que ainda acreditam na arte e no talento.

E como para qualquer artista novo, as comparações são inevitáveis. PJ Harvey, Siouxsie and the Banshees e a própria Patti Smith, são as mais óbvias.

O respeitado produtor Brian Eno declarou recentemente que o surgimento de Anna Calvi é “o acontecimento musical mais importante desde Patti Smith” e, posteriormente, lhe enviou uma carta de próprio punho em que afirmava que a música dela era “repleta de inteligência, romance e paixão. O que mais podemos exigir da arte?”, escreveu o inspirado Eno.


O intenso compositor australiano Nick Cave foi outro que se rendeu aos encantos sonoros de Calvi. Após elogios rasgados a moça, ele a escolheu pessoalmente para abrir a primeira parte da concorrida turnê do Grinderman, em 2010.

No entanto, por mais lisonjeiro e agradável que seja ser associado a nomes tão significantes e conceituados do mundo da música como estes, é preciso reforçar bem que Calvi não é uma acólita destes, muito menos uma cópia ou um tributo.


Anna Calvi - I'll Be Your Man (live)


Assim, logo no seu álbum de estreia, Anna Calvi impõe-se com bastante segurança como uma figura a ser levada a sério, com capacidade de revelar muito mais e para se sustentar sem apoio de pilares externos ou de ser atrelada a tantos nomes esquecíveis. Fique de olho na menina.

Detalhe: Ao vivo as músicas superam as originais. Veja no vídeo que ilustra essa matéria.

Nenhum comentário: