30 maio 2011

Arctic Monkeys - É Pra Ouvir!


O grupo britânico Arctic Monkeys botou seu novo disco para streaming no site oficial. Suck it and See It, já teve duas músicas lançadas (aqui e aqui) e agora, quem quiser pode ouvir tudinho, tudinho!

Videoclipe - Galinha Preta

O Galinha Preta acaba de lançar o videoclipe da música "O Padre Baloeiro", feita em homenagem ao padre Adelir Antônio de Carli, 42 anos, que resolveu se amarrar em uma penca de balões e planar por aí. O cara pegou um mau tempo e sumiu! O corpo nunca foi encontrado, mas todo mundo sabe que ele está morta, já que roupas e os balões foram encontrados.

A música da banda brasiliense, que se apresenta dentro do Festival das àguas, no dia 4 de junho, na Concha Acústica, junto com Titãs e In Natura, Alceu Valença e outros, está no último disco, chamado Ajuda Nóis Aê! (2010).

Galinha Preta - "O Padre Baloeiro

Outra banda que está trabalhando em um videoclipe é o Super Stereo Surf, que pelas fotos, disponíveis no Facebook de um dos integrantes, a coisa deve ficar bem engraçada. A música escolhida foi "Curtindo a Vida Adoidado". Para quem quiser ter uma ideia, a banda preparou um making of, que está no Youtube. Dá uma olhadinha: 

 
Super  Stereo Surf - Making Of do clipe "Curtindo a Vida Adoidado"

23 maio 2011

Zé Ramalho de graça no T-Bone

.

Foi em 1974 que Zé Ramalho se juntou a Lula Cortês para gravar o CD Paêbirú, um dos primeiros discos nacionais (senão o primeiro) a usar a psicodelia como cargo chefe nas músicas. O disco ganhou um documentário chamado Nas Paredes da Pedra Encantada realizado pelos jornalistas Cristiano Bastos e Leonardo Bonfim e lançado no último dia 30, no festival In-Edit, em São Paulo. Infelizmente, Lula que deu os caminhos para a produção do doc, não poderá assisti-lo, já que faleceu em março deste ano, vítima de um câncer na garganta. 

Ainda não há nenhuma perspectiva de exibição em Brasília, mas o paraibano de Brejo da Cruz chega a cidade nesta quinta-feira, dia 26 de maio, para se apresentar dentro do projeto Noite Cultural T-Bone, na 312 Norte e com entrada franca. 

Zé apresenta os sucessos de sua longa carreira, que marca mais de 50 anos e 20 discos lançados. O último, Zé Ramalho canta Jackson do Pandeiro, é o terceiro álbum em homenagem a algum compositor. Ele já homenageou Bob Dylan em Zé Ramalho Canta Bob Dylan – Tá Tudo Mudado (2008) e Zé Ramalho canta Luiz Gonzaga (2009). Todos, influências em sua música. O cantor e compositor mistura rock n’roll e jovem guarda com música nordestina.

Apresentando: Me & The Plant


Foi em 2009 que nasceu o projeto Me & the Plant, do redator e músico Vitor Patalano, mas só agora ele conseguiu chegar à mídia com mais facilidade, depois de ter adicionado a sua composição dois elementos muito importantes: Rodrigo Barba (Los Hermanos) na bateria e Kassin, na produção do primeiro disco e dando uma palhinha. 

A coisa toda parece mesmo meio esquizofrênica, já que a tal planta realmente participa de tudo. Ela inclusive já mandou e-mail para jornalista, faz parte dos videos e ainda fala! Vai entender. Mas as músicas são bem legais. Passam pelo popfolkindie que muitos de vocês gostam de ouvir por aí, como Belle and Sebastian e Bon Iver.

O disco, The Romantic Journeys Pollen, está  à venda no site do grupo e custa apenas R$ 9. Dá para ouvir todas as 13 músicas, que são todas cantadas em inglês e ainda têm as letras para poder cantar junto. Complementam a banda Gabriel Bubu (Do Amor), no baixo e Marcos Lobato, nos teclados e slide guitar.


Me & the Plant - "Bondary Rider (The Go-Betweens cover)"

21 maio 2011

Jack Johnson em Brasília


Influenciado por Bob Marley, o havaiano Jack Johnson começou a compor depois que um acidente o deixou longe do surf durante 90 dias. Foi o seu “padrinho musical”, Ben Harper, que o indicou para uma gravadora e daí veio o primeiro disco de Jack Johnson, Brushfire Fairytales (2002).

O cantor e compositor não parou mais e virou sucesso nas rádios pops do mundo inteiro. O segundo disco alavancou ainda mais sua carreira e um videoclipe divertido com Ben Stiler da canção “Taylor”, ajudou-o a se promover ainda mais.

Johnson nem precisava mais se esforçar. Porém em seu terceiro disco, In Between Dream (2005) conseguiu emplacar três singles praticamente de uma vez: “Better Together”, “Banana Panckakes” e “Sitting, Waitting, Wishing”. No ano seguinte, ele foi convidado para fazer a trilha do filme infantil George, o curioso, de um macaquinho que vivia se metendo em confusões.

Veio o videoclipe mais fofo de sua carreira e a canção “Upside Down”. O quarto disco Sleep Through the Static (2008) conseguiu chegar ao primeiro lugar em vendas nos EUA, segundo a Billboard e o quinto e último álbum de sua carreira (até agora) é o que ele apresenta no show em Brasília, dia 25 de maio, no Estacionamento do Mané Garrincha.

A To the Sea Tour 2011 passa por São Paulo, dia 21 de maio, dentro do festival Natura About Us, depois segue para Belo Horizonte (24), Brasília (25), Fortaleza (27), Recife (28), Porto Alegre (2 de junho), Florianópolis (3) e Rio de Janeiro (5). Os ingressos já estão à venda no site Livepass ou no Brasília Shopping e variam de R$ 260 a R$ 700. Entre as curiosidades da gravação do álbum, uma que vale contar é que ele foi gravado em apenas três semanas, pelo selo do Johnson, a Brushfire Records, num estúdio com energia solar.

Jack Johnson é um cara muito preocupado com o meio ambiente, tanto é que ele doará todo o dinheiro de sua turnê para ONGs relacionadas ao surfe, música e arte. Para diminuir os efeitos que invariavelmente uma turnê causa ao meio ambiente, a equipe de Johnson usa veículos movidos a biodiesel, as camisetas e souvenirs são de material recicláveis (o chamado eco-friendly) e os locais dos eventos são adaptados para reduzir a produção de lixo e aumentar a reciclagem.

Jack Johnson - "Upside Down"

20 maio 2011

Resultado da Promoção - Bnegão


E a promoção relâmpago no My Favorite Way teve uma felizarda. Gabriela Brasil foi quem ganhou um par de ingressos para ver hoje o show de BNegão e respondeu corretamente a pergunta "Qual banda BNegão fez parte nos anos 90, antes de seguir em carreira solo?", o Planet Hemp é claro!

Obrigada a todos que participaram. E fiquem de olho no nosso blog, pois estamos cheios de promoções. 

Videoclipe - A Banda mais Bonita da Cidade

Tá bom, é muita pretensão uma banda se chamar: A Banda Mais Bonita da Cidade, mas num é que ela é bonita mesmo? Eles lançaram ontem o primeiro videoclipe e ele já virou um viral! Você já deve ter recebido por e-mail, mas agora pode assistir o vídeo (que é lindo e com um ar meio Beirut) aqui no nosso blog. Falaremos mais sobre a banda em breve:

A Banda mais Bonita da Cidade - "Oração"

Promoção - B Negão


B Negão se apresenta hoje no Blackout Bar (912 sul) e o My Favorite Way faz uma promoção relâmpago para quem quiser ir de graça. Para isso basta responder a seguinte pergunta: "Qual banda B Negão fez parte nos anos 90, antes de seguir em carreira solo?". Mamão com açúcar, hein? Mande a resposta para o e-mail contato.favorite@gmail.com, até às 17h de hoje e concorra a um par de ingressos! Resposta hoje às 18h. 

Boa sorte!

19 maio 2011

Serge Gainsbourg é homenageado por Scandurra e companhia

Edgard Scandurra acompnhado pelo trio Les Provocateurs_Giovanna Vitulli
 
O compositor e cantor francês Serge Gainsbourg (2/5/1928 a 2/3/1991) influenciou várias gerações de músicos. Aqui no Brasil, o último nome a receber influências da “chanson française” foi Thiago Pethit, mas covers e versões de músicas dele já foram entooadas por aí. Bandas como Placebo, Luna, Nick Cave, Arcade Fire, Kyle Minogue e muitos outros nomes já homenagearam o cantor e compositor sofisticado de Paris.

Brasília recebe nesta sexta-feira, dia 20 de maio, às 20h o músico Edgard Scandurra e o grupo Les Provocateurs para um show especial, dedicado a Gainsbourg. “Descobri em Serge Gainsbourg um exemplo de artista que se desprendia do passado, criando sempre novas músicas em diversos estilos. Tanto para ele quanto para outros artistas. Essa sempre foi a minha meta como músico, Não ficar olhando para o meu passado e poder sempre apontar novos caminhos em minha música”, explica o guitarrista Edgard Scandurra, que encabeça o projeto.      

Esta celebração ao trabalho de Serge Gainsbourg nasceu em 2008, quando o francês completou 80 anos. Passaram-se 20 anos desde sua morte e ainda hoje ele é lembrado. O trio feminino que acompanha Scandurra é formado pela mulher Andrea Markel e pelas cantoras Juliana R. e Bárbara Eugênia. Mais uma agregação que aconteceu por um acaso na música: “Abri um pequeno bistrot em São Paulo, chamado “Le Petit Trou”, já influenciado pela cultura francesa. Vi a possibilidade de fazer pequenos shows no meu espaço e, através do amigo e agitador cultural Eduardo Beu (que fará as projeções do show), conheci a Juliana R. e a Bárbara Eugênia, todas fãs de Serge Gainsgbourg. Mas a Andrea talvez seja a responsável por minha investida na música e na gastronomia, já que ela é a minha esposa”, revela Scandurra.

Além das cantoras do Les Provocateurs o show ainda terá a participação do carioca Fausto Fawcett, que segundo o guitarrista “é também um grande admirador” de Gaingsbourg. Para completar, a banda é formada ainda por Astronauta Pinguim (teclado), Claudio Fontes (bateria), Henriqeu Alves (baixo), Christophe Hidalgo (voz), que dão um ar mais “rocker” para as canções.

A música “Requiem Pour un Con” foi traduzida para o português por Alex Antunes e “Elisa” e “Amores Perdidos” ganharam versões aportuguesadas com letras de Arnaldo Antunes, com quem Scandurra está tocando desde o lanaçamento do disco Iê iê iê. O paulista amante do francês ainda explica que as canções cantadas na apresentação estão mais focadas nos anos 60, “na fase mais iê iê iê de Serge Gainsbourg”.

Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Para mais informações ligue no 3206 9448.

11 maio 2011

Comédia Italiana na Caixa


Cena de Nós que nos amávamos tanto, de Ettore Scola
A comédia foi realmente o gênero que mais se popularizou no cinema italiano. Outro motivo para ela ser tão celebrada é ter florescido com o grande movimento da sétima arte, o neorealismo.

Iniciado na década de 1940 e ganhando força na década seguinte, a escola cinematográfica surgiu a partir de filmes de nomes como Vittorio de Sica, Federico Fellini e Mario Monicelli, entre outros.
Os neorealistas trouxeram um grande marco para o cinema, deixando os estúdios de lado e colocando os atores e às vezes, nem atores, mas pessoas “comuns”, para atuarem na rua, coisa que não acontecia até então.
A Caixa exibirá a mostra Commedia all’italiana com longas que fizeram história e devem fazer parte de qualquer lista de filmes, até este domingo, dia 15 de maio A entrada é franca para todos os dias do evento.
No sábado (14), haverá um debate com o cineasta e professor Sérgio Moriconi e Hernani Heffner, diretor de conservação da cinemateca do MAM (Museu de Arte Moderna do Rio), às 18h. E um curso sobre comédia italiana será ministrado de terça a sexta, pela professora de USP, Roberta Barni. As inscrições devem ser feitas no site http://www.commediaallitaliana.com.br./

Durante a mostra, será lançado o livro Commedia all’italiana – primeira publicação sobre o gênero, que será editada no Brasil. Organizado por Kelly Santos e Raphael Fonseca, o livro é uma contribuição de pesquisadores brasileiros e italianos para o cinema internacional.

Dentre os filmes, selecionei três que você não pode deixar de ver:
Boccacio 70’ – o filme é divido em quatro episódios e consegue juntar os quatro maiores nomes da comédia italiana. Mario Monicelli dirige o “Renzo e Luciana”, onde um casal de operários não pode assumir a união, senão será mandado embora da empresa. Federico Fellini é responsável por “As tentações do Dr. Antonio”, um homem amargurado, que terá que conviver com um outdoor de uma bela mulher em sua janela. O diretor Luchino Visconti faz “O trabalho” e mostra a vingança de mulher contra o marido. Para finalizar, temos Vittorio de Sica com “A rifa”, sobre uma mulher que resolver fazer uma rifa e se dar como prêmio. Quinta-feira, dia 12/05, às 18h.

Nós que nos amávamos tanto – Na trama três amigos muito diferentes tem uma paixão em comum, Luciana, interpretada por Stefania Sandrelli. Passando pela história da Itália, o longa mostra como a vida desses três homens está 30 anos depois, quando se reencontram. A película tem grandes inovações de linguagem, como quando os atores falam para o espectador, olhando para a câmera. O filme é considerado a obra-prima de Ettore Scola e traz uma homenagem a Federico Fellini, o próprio Fellini, Marcelo Mastroianni e Vittorio de Sicca fazem participações interpretando eles mesmos. Sábado, dia 14, às 20h.

O Incrível Exército de Brancaleone – Dirigido por Mario Monicelli é considerada a comédia mais “pastelão” do movimento, porém tem tiradas muito inteligentes e críticas ácidas ao feudalismo e à Igreja Católica. Inspirado na história de Dom Quixote, o longa mostra a cavalaria medieval passando pela guerra, peste e fome, que marcaram o século XIV. O grupo de atores ficou bastante conhecido no mundo todo pelo tipo de comédia que fazia. Domingo, dia 15, 16h.

Trailer de O Incível Exército de Brancaleone

Del Rey no Criolina Deluxe


Roberto Carlos não é o rei à toa. A fama que nasceu quando ele ainda era um adolescente na jovem guarda, perdurou durante anos e até hoje ele ainda a carrega. Pegando carona no sucesso do Rei, os meninos que fazem parte do grupo pernambucano Mombojó se juntaram ao amigo China (ex-vocalista do Sheik Tosado) fundaram o Del Rey

Tudo começou sem pretensão nenhuma, mas a banda ganhou notoriedade e vive fazendo shows, principalmente no eixo Rio-São Paulo e claro, Recife. O dinheiro ganho pelo Del Rey, ajuda os integrantes do Mombojó a manter a carreira autoral. 

O grupo lançou ano passado o disco Amigo do tempo de forma independente e o que veio do Del Rey foi muito bem vindo. China também precisa do Del Rey, porém com mais ressalvas, já que agora está trabalhando como VJ da MTV

O show será dentro da edição da festa Criolina Deluxe, no Varanda Tropical e ainda terá os DJs Maraskin, Cochlar, Pezão e Barata agitando nas picapes. Os ingressos custam R$ 20 (antecipados), à venda nas lojas Balaio café (201 norte), Bendito Suco (413 norte), Funhouse (Conic) e Koni Store. 

Sublime with Rome neste domingo em Brasília


O grupo Sublime se desfez depois que o vocalista Bradley Nowell morreu de overdose em 1996. A banda tinha oito anos de vida e já havia emplacado sucessos como “Santeria” e “What I go”. 


Seus outros integrantes decidiram retomar as atividades em 2009 em um festival e só, depois de uma briga judicial com a família de Nowell sobre o uso do nome Sublime, conseguiram voltar de vez com a banda em 2010. 

Faz pouco tempo, mas o grupo já esteve no Brasil com sua nova formação. São eles os remanescentes Bud Gaugh (bateria e percussão) e Eric Wilson (baixo), completado pelo vocalista Rome Ramirez. Daí o novo nome Sublime with Rome

Eles tocaram no Festival SWU, na pequena cidade de Itu, no interior de São Paulo. Em Brasília, eles se apresentam no dia 15 de maio, no Opera Hall (antigo Marina Hall), às 21h. Os ingressos variam de R$ 50 a R$ 150 (meia entrada) e estão à venda no Live Pass

Depois seguem pelo Brasil tocando em Porto Alegre (18, Pepsi Onstage), Belo Horizonte (19, Chevrolet Hall), Rio de Janeiro (20, Fundição Progresso), Recife (21, Clube Português) e Fortaleza (22, Barraca Biruta). 

10 maio 2011

Film Socialisme deixou a sala de cinema do CCBB vazia


Esta é a última semana para conferir o festival Inéditos em Brasília, que traz os filmes Moscou de Eduardo Coutinho, O Bom Coração de Dagur Kári, o infantil A Casa Verde, de Paulo Nascimento e Film Socialisme, o último lançamento de Godard. .

O controverso longa de Jean-Luc Godard começou com a sessão com o aviso de que a legendagem havia sido feita de acordo com o pedido do diretor, portanto não havia erro de legenda. E o aviso aconteceu justamente porque a legenda em português não foi literal. Na verdade, ela pegava apenas algumas partes dos discursos dos personagens deixando muita coisa no ar.

Esse foi um dos motivos para a sala começar cheia e terminar com metade das pessoas que entraram. Só mesmo os corajosos conseguiram ir até o fim. Film Socialisme é realmente uma película muito difícil de se assistir. Aqui, Godard retorna aos velhos tempos, lá nos idos de 60, revolucionando a linguagem do cinema, com a nouvelle vague.

“Acho que o filme segue bem a linha dele. O Godard tenta mostrar a história do separatismo europeu numa linha socialista, já que ele é socialista. O longa é uma desconstrução da linguagem cinematográfica. E ele quer mesmo isso, gerar conflito. Quer que a pessoa saia do cinema instigada. Dizem que um bom filme é aquele que você vai jantar e continua discutindo sobre ele, então...”, explica e deixa em aberto o médico Sílvio da Mota.

A mulher de Sílvio, Tássia, teve mais dificuldade para entendê-lo, já que não falava nenhuma das línguas do filme. Ela parecia um pouco indignada com a legendagem, mas no fundo só queria mesmo ter tido uma compreensão maior do que assistia: “Quando que eu vou passar um filme brasileiro sem uma legenda em francês na França? Acho isso uma falta de respeito”, disse Tássia. Ambos estavam no CCBB pela primeira vez e moram em Brasília há pouco tempo, vindos de Pernambuco.

Outro casal que teve problemas com a língua foram os arquitetos alemães Uta e Hendrik Beissert, que estavam visitando Brasília este fim de semana. Eles não falavam francês e só conseguiram entender a parte em alemão e inglês, que eram bem curtas, mas elogiaram o que viram: “A parte visual é bem interessante, ele consegue transpor a metáfora da imagem com a linguagem muito bem”, fala Hendrik.

O certo é que o filme de quase duas horas não foi feito para quem não conhece a obra de Godard e nem para os impacientes, pois sua linguagem é lenta, bem lenta.

Os filmes O Bom Coração e Moscou entram em cartaz esta semana. No primeiro, Jacques é dono de um bar em Nova York, que leva Lucas, um jovem morador de rua que tentou o suicídio há pouco tempo, para cuidar de seu bar. O segundo mostra a montagem do espetáculo As Três Irmãs, de Tchekhov, pelo grupo Galpão, numa linha tênue entre a realidade e a ficção.

Veja a programação completa no site do CCBB.

Trailer de Film Socialisme, Godard

Live P.A. - Poderia ter sido melhor


Não empolgou. A área externa do CCBB estava cheia, mas o show de Moreno Veloso e Nina Becker não conseguiu empolgar a galera que estava em pé ou sentada em cangas pelo gramado. O show abriu a sequência do Live P.A, que trará sempre dois artistas independentes em um encontro com um computador.

A dupla teve muitos problemas com o som e não soube trazer músicas mais animadas. O show mais parecia feito para teatro e não para o ar livre numa sexta-feira à noite.

No sábado, Thalma de Freitas e Gabriel Moura (Farofa Carioca) conseguiram fazer uma apresentação mais pra cima, porém levaram a parte do laptop muito a sério e os dois mais fizeram backing vocals do que cantaram no palco. Um show ficou com aquele ar de desleixo. Faltou um pouco da “feitura” de uma música ao vivo e mais batidas ao invés de canções gravadas. Na noite de sábado, o local estava com menos gente, mas ainda cheio.

Nesta semana, será a vez dos irmãos Sá, Pedro (que faz parte da banda Cê, de Caetano Veloso) tocar com Jonas Sá, sexta, dia 13 de maio. Sábado, a internacional Cibelle toca com Wladimir Gasper. Dessa vez, vamos ver se os artistas resolvem tocar mais seus instrumentos, cantar mais canções autorais e improvisar de uma maneira mais interessante.

Todas as apresentações começam pontualmente às 22h30 e têm entrada franca.

Pílulas News - as novidades do Mundo Rock


O Pixies, que esteve no Brasil ano passado no SWU está com planos de lançar material novo. Em entrevista a revista Spinner, o guitarrista Joey Santiago, e o baterista David Lovering disseram que até o Bono Vox, vocalista do U2 quer que eles gravem um disco de inéditas, então isso deve acontecer em breve. Mas como informam os dois, isso é uma coisa que deve envolver toda a banda, por isso, pode demorar.


O show que Alice Cooper faria em Curitiba, dia 3 de junho foi cancelado. Segundo a Time For Fun, a desculpa é “impedimentos técnico”. Agora os curitibanos, caso queiram ver Cooper, terão que viajar para Porto Alegre, onde ele se apresenta dia 30 de maio, São Paulo, onde o show será dia 2 de junho ou para o Rio, que teve o show marcado para o dia 03.
Depois da saída de Mike Portnoy, em setembro do ano passado, o Dream Theater procurou um baterista pra ficar em seu lugar. O escolhido foi Mike Mangini, que já tocou no Annihilator, no Extreme e na banda de Steve Vai. A banda aproveitou para fazer um pequeno reality show e divulgou no facebook como foram as audições. Dá para ver os vídeos no Youtube. Veja a primeira parte do vídeo:

Para quem vai ao Rock in Rio é bom saber que não adianta querer ir de carro. O transporte principal para a Cidade do rock será o ônibus. A produção do evento fechou com a secretaria de transportes do Rio e com a Prefeitura da cidade, duas linhas especiais para o translado, além das linhas interestaduais e estaduais que passam por lá. Vale lembrar que não haverá estacionamento. Os ingressos do site, primeiro lote, já estão esgotados. O Grupo Evanescence é mais uma das atrações do festival.


O Friendly Fires lançou esta segunda-feira pelo Hype Machine o disco Pala (apenas para streamming). Para ouvir clique no link e seja feliz. O disco sai na gringa dia 16 de maio.

Este ano sai pela Fantasy Records/Concord Music Group um tributo ao roqueiro Buddy Holly, que terá participações de vários artistas, entre eles Paul McCartney, Lou Reed, Florence and the Machine, Cee Lo Green e muitos outros. De acordo com o release divulgado pela gravadora, as bandas não seguiram fielmente as canções originais.

O Arctic Monkeys lançou mais uma música de seu quarto álbum. Escute abaixo: "Reckless Serenade", de Suck it and see.

Arctic Monkeys - "Reckless Serenade"

07 maio 2011

Resultado da promoção: Tulipa Ruiz

Opa! Mais uma vez obrigada a todos que participaram da nossa promoção e como sempre, logo mais teremos mais! Assim, repetido o "mais" mesmo.
Como só podemos escolher um ganhador, essa semana a felizarda foi Mariana Lessa, que vai assistir ao show da cantora paulista Tulipa Ruiz, no sábado, às 21h, no Teatro Oi Brasília. Parabéns, Mariana! Você terá mais informações sobre a promoção no seu e-mail.

Bom show!

06 maio 2011

Entrevista - Tulipa Ruiz

Tuliap Ruiz_Nina Quintana

Tulipa Ruiz nasceu em São Paulo, mas passou parte da infância e adolescência morando numa cidade do interior de Minas Gerais, São Lourenço. No meio de muita natureza, ela e o irmão Gustavo se divertiam bastante. 

Talvez seja daí também que nasceu a vontade de desenhar e ir meio que contra o movimento natural da casa, a música. O pai, Luiz Chagas é jornalista cultural e músico, e o irmão Gustavo Ruiz virou instrumentista. 

Essas são, claro, as influências óbvias. O pai, por exemplo, sempre passava os discos que recebia para resenhar para os filhos, mas uma loja de discos, em que Tulipa trabalhou dos 17 aos 19 anos também a ajudou na formação musical da cantora. 

A moça demorou um pouco para iniciar a cantar e compor. “Comecei a fazer música fora de casa, muito no receio do meu pai e irmão não gostarem. Mas era um receio muito meu, na verdade meu pai me incentiva muito”, explica Tulipa. 

Ela colocou algumas canções no Myspace e chamou tanta atenção, que acabou por gravar um CD, o “Efêmera”. O disco apareceu em várias listas de Melhores de 2010 e foi eleito pela Rolling Stone o melhor lançamento do ano passado.


Além de fazer parte da brincadeira/banda Novos Paulistas, a cantora acumula convite para tocar no Rock in Rio com a Nação Zumbi e uma pequena turnê na Europa. Ela esteve em Brasília em dois shows lotados, em janeiro, pelo projeto Sai da Rede e volta para tocar no Teatro Oi Brasília, hoje e amanhã, às 21h. Os ingressos custam R$ 25. 

Conversamos com Tulipa por telefone sobre tudo isso e mais um pouco. Confira a entrevista: 

My Favorite Way: Vamos começar com influências, já que toda entrevista começa assim. Você trabalhou numa loja de discos quando morava em São Lourenço. Como essa experiência ajudou na sua formação musical? 

Tulipa Ruiz: Eu trabalhei lá dos 17 aos 19 anos. Quando essa loja abriu em São Lourenço, eu passava por lá e ficava namorando-a. Pensava: “Um dia ainda vou trabalhar nessa loja”. Resolvi ir lá e pedir emprego, o dono da loja ficou de cara com a minha cara de pau e me contratou. Eu sempre comprava muitos discos e sempre fui apaixonada por capas. E tinha uma coisa engraçada. Fora da loja havia uma estrutura onde a gente colocava os 10 discos mais vendidos e eu acabava colocando os 10 que eu mais gostava. Ás vezes, a gente nem tinha vendido nenhum daqueles e quando alguém chegava na loja para comprar algum presente, geralmente levava o primeiro mais vendido. E poderia até ser de uma banda de São Lourenço mesmo, que nós não tínhamos vendido nenhum. Assim, eu acabei vendendo discos que não saíam. (Risos) 

MFW: Você acabou fomentando a cena da cidade. 
Tulipa Ruiz: Isso. 

MFW: Quando escuto “A Ordem das árvores”, não consigo dissociar da sua vida em São Lourenço. A cidade também é uma influência? 

Tulipa Ruiz: Absolutamente. A cena de São Lourenço é muito rica, embora pouco divulgada. Tem muitos músicos e pouco incentivo. Foi lá que eu comecei a sair e ter contato com música acústica nos bares e as festas sempre tinham música também. Então, foi muito importante. 

MFW:Para fechar essa parte de influências musicais, como que é essa interação música/desenho?

Tulipa Ruiz: Sempre gostei de capas de disco e me inspirei nisso. Eu achava que desenhar capas de disco era a profissão mais bacana da face da Terra. Eu passei a pensar na imagem para cada tipo de som. O show é bem assim. Tem projeções de desenhos meus... 

MFW: E você está conciliando sua vida de cantora e de ilustradora ou a música já tomou conta?

Tulipa Ruiz: As duas andam juntas, mas estou na maior parte do tempo com a música. No final dos shows tem gravuras minhas para vender, tem camiseta. E rolou uma coisa legal. Quando eu toquei no Rio, uma moça viu o show e me chamou para ilustrar um livro infantil. Eu vou receber a boneca semana que vem para pensar nos desenhos. 

MFW: E o seu pai? Foi ele quem fez a letra de “Sushi” para você, né? 

Tulipa Ruiz: Meu pai é uma grande influência. Ele sempre me incentivou, mas eu tinha um receio, não sei, de não agrada-los. Ele e o meu irmão, Gustavo, que também é músico. Por isso eu fui fazer música fora de casa primeiro, para depois mostrar para eles. No caso de “Sushi”, nós fizemos o caminho ao contrário, porque ele é o músico, né? Então, a ordem natural seria ele fazer a música e eu a letra, mas dessa vez eu fiz a música e disse: “Você tem 2 horas para me passar uma letra para essa música” e ele me entregou. Ele foi muito fiel à melodia e a temática. Foi uma obra do acaso e deu certo. 

MFW: Você acabou de voltar de uma pequena turnê na Europa (Tulipa foi fazer a promoção do CD, que acaba de ser lançado pela Totolo, que já lançou Orquestra Imperial e Wilson das Neves na Europa). A pergunta que a gente sempre faz é: Como foi a receptividade lá? 

Tulipa Ruiz: Foi muito interessante. Fomos eu e o Gustavo fazer um show voz e violão. Então eu fiquei meio insegura, meio que pensando que as minhas músicas estavam peladas, sabe? Mas a cada show tinha mais gente e os brasileiros sabiam cantar as músicas. Nós tivemos boas críticas, até de quem não sabia a língua. Saiu uma crítica muito boa no Guardian (jornal londrino). Nós queremos voltar de novo, levando a banda inteira para fazer um show completo. 

MFW: O show que você fez aqui em Brasília teve casa lotada nos dois dias. Você esperava isso ou nem sabia que tinha um público desse aqui em Brasília?

Tulipa Ruiz: Não imaginava, não fazia nem ideia. Ainda fico surpreendida com o fato do disco chegar antes da gente, mas tenho que me acostumar. Quando eu fiquei sabendo que o show tinha lotado, brinquei via Twitter: “E se rolasse um show extra?”. E as pessoas foram pedindo. Daí o pessoal da produção me ligou dizendo: “Não, a gente vai fazer um show extra sim”. Foi super legal! Foi a primeira que nós fizemos dois shows seguidos. 

MFW: E o convite para o Rock in Rio? Você já tinha tocado antes com a Nação Zumbi? Já conhecia algum deles.

Tulipa Ruiz: Foi fantástico! Gosto muito da Nação, sempre acompanhei a carreira deles. Escutava programa de rádio, tenho todos os CDs. E como eles moram aqui em São Paulo, a gente sempre se cruza. O Pupilo me convidou para gravar uma canção do projeto dele, o 3namassa... 


MFW: Mas você não cantou nesse último disco deles não, né? (interrompendo)
Tulipa Ruiz: Não. É do CD novo que eles estão gravando. Então, a gente estava em contato nesses últimos tempos. 

MFW: Quando que sai o videoclipe (Tulipa gravou o videoclipe da música “Sushi”, com direção da Leandra Leal)?

Tulipa Ruiz: Ele está bem no finalzinho, logo mais ele sai. Talvez no próximo semestre. 

MFW: Você não pensa em lançar o disco em vinil? Talvez com um trabalho seu de ilustração. Um livro, por exemplo? 

Tulipa Ruiz: Vinil com certeza! Devo pensar nisso também para o segundo semestre. Quando eu fiz o disco, já pensava em lançá-lo em vinil. 

MFW: Para finalizar, eu li numa entrevista sua em que você dizia que às vezes é inevitável, mas “tudo acaba em amor”. E a maioria das suas músicas, ou das músicas do mundo de uma forma ou de outra falam sobre amor. Num próximo disco, algo que você deve está pensando bem mais para frente, teremos uma Tulipa mais “ácida” ou política? 

Tulipa Ruiz: Eu não faço ideia! (Risos) Falar de amor é uma coisa inevitável. Ás vezes a gente quer escrever uma música sobre outra coisa, mas acaba entrando nesse tema. Mas eu gosto de exercícios para fazer músicas diferentes. Talvez eu passe um dia desenhando e faça uma música sobre esses desenhos depois. Ou passe o dia assistindo noticiário para fazer uma música de protesto. Não sei como vai ser.

Bidê ou Balde em Taguatinga


Alguém aí se lembra da banda gaúcha Bidê ou Balde que fazia uma mistura inusitada, divertida e irônica do som dos anos 80 da Blitz com o power pop do Weezer? Pois então, ela continua na ativa, cheia de planos para o futuro* e vai tocar hoje, às 21h, no América Rock Clube, em Taguatinga. Quem quiser pode comprar os ingressos antecipados na GTR (111 sul) por R$ 15, porque na hora eles vão custar R$ 20.

Desde de 1998 na cena, com três discos na bagagem, alguns eps e mais de dez anos na estrada, a Bidê conta atualmente com quatro integrantes. Marcos Rübenich (do Walverdes), na bateria e Pedro Porto (ex-Ultramen), no baixo, são os nos integrantes da banda, que ainda tem Carlinhos Carneiro e Vivi Peçaibes, que continuam no grupo desde o início.
Este ano, o grupo lançou o EP Adeus, segunda-feira triste, com apenas cinco músicas, que mostram que a banda não está parada. Eles não lançavam nada novo desde seu terceiro disco É preciso dar vazão aos sentimentos, de 2002.

O EP segue a linha sarcástica estampada no nome da banda (afinal, bidê ou balde, só pode mesmo ser uma grande brincadeira) e começa com a divertida "Me Deixa Desafinar", com os versos: “Me deixa desafinar, eu tenho direito! Me Deixa desafinar! Eu tenho defeito”.

O primeiro disco, Se Sexo é o que Importa, só o rock é sobre amor (2000) traz a música que projetou a banda nacionalmente, "Melissa".

04 maio 2011

Apresentando: Anna Calvi



Em um mundo onde você tranca dez pessoas em uma casa durante três meses e todas saem de lá artistas, a pudica Sandy vira devassa no carnaval, a considerada maior artista do planeta está para lançar apenas o segundo disco e a Gisele Bündchen virou dona de casa ignorada pelo marido em comercial de TV, escutar um disco de estréia como o da britânica Anna Calvi é um frescor para todos aqueles que ainda acreditam na arte e no talento.

E como para qualquer artista novo, as comparações são inevitáveis. PJ Harvey, Siouxsie and the Banshees e a própria Patti Smith, são as mais óbvias.

O respeitado produtor Brian Eno declarou recentemente que o surgimento de Anna Calvi é “o acontecimento musical mais importante desde Patti Smith” e, posteriormente, lhe enviou uma carta de próprio punho em que afirmava que a música dela era “repleta de inteligência, romance e paixão. O que mais podemos exigir da arte?”, escreveu o inspirado Eno.


O intenso compositor australiano Nick Cave foi outro que se rendeu aos encantos sonoros de Calvi. Após elogios rasgados a moça, ele a escolheu pessoalmente para abrir a primeira parte da concorrida turnê do Grinderman, em 2010.

No entanto, por mais lisonjeiro e agradável que seja ser associado a nomes tão significantes e conceituados do mundo da música como estes, é preciso reforçar bem que Calvi não é uma acólita destes, muito menos uma cópia ou um tributo.


Anna Calvi - I'll Be Your Man (live)


Assim, logo no seu álbum de estreia, Anna Calvi impõe-se com bastante segurança como uma figura a ser levada a sério, com capacidade de revelar muito mais e para se sustentar sem apoio de pilares externos ou de ser atrelada a tantos nomes esquecíveis. Fique de olho na menina.

Detalhe: Ao vivo as músicas superam as originais. Veja no vídeo que ilustra essa matéria.

03 maio 2011

Promoção: Tulipa Ruiz


Os ingressos para o show da Tulipa Ruiz já estão acabando, se você não garantiu o seu pode tentar a sorte aqui. Mande um e-mail para contato.favorite@gmail.com e responda a seguinte pergunta: "Qual o nome do debut de Tulipa Ruiz?". Não precisa queimar muito a mufa, hein? O e-mail pode ser enviado até dia 06 de maio, às 22h

A cantora paulista se apresenta esta sexta e sábado, no Teatro Oi Brasília. Quem ganhar, irá assistir o show de sábado, 07/05 com direito a um acompanhante! O resultado sai na manhã de sábado. Aguardem!

02 maio 2011

Arnaldo Antunes se apresenta na Caixa


Esta semana, Arnaldo Antunes completa três shows em Brasília apresentando o disco Iê iê iê. Ano passado, ele tocou pelo projeto MPB Petrobras e no Salão do Artesanato. Nos dias 04 e 05 de maio, o cantor e compositor estará no Teatro da Caixa, sempre às 20h e com ingressos a preços populares, R$ 20 (inteira). 

Iê iê iê (2009) é o nono disco de estúdio de Arnaldo e marca um retorno a sua veia mais roqueira. O CD tem influências claras dos anos 60 e MPB, trazendo um ar mais “moderno” às canções. Assim, como fez Caetano Veloso, Arnaldo escolheu seus músicos a dedo e sua banda é hoje formada por nomes importantes do cenário independente. São eles Edgar Scandurra (guitarra), Curumin (bateria), Marcelo Jeneci (Wurlitzer, bateria eletrônica, órgão), Chico Salem (guitarra e violão) e Betão Aguiar (baixo). O disco ainda teve produção do Cidadão Instigado, Catatau. 

O CD também virou DVD, intitulado Ao vivo lá em Casa. Nele, Arnaldo chamou os amigos, fez um cenário simples e bonito em sua própria casa e gravou tudo. Entre os convidados estão Catatau, Demônios da Garoa, Jorge Benjor e Erasmo Carlos. Do último vale contar uma curiosidade: Arnaldo lançou o disco Iê iê iê no mesmo ano em que Erasmo lançou o álbum Rock n’ roll. Erasmo iniciou sua carreira fazendo iê iê iê e Arnaldo nos 80, começou a carreira tocando o chamado rock ‘n roll. A produção é do diretor Andrucha Waddington. 

A música de trabalho escolhida foi “Longe”, que fez em parceria com Jeneci. Mas são as músicas mais animadas que chamam mais atenção. Na canção que dá nome ao disco, ele brinca com a fama, diz que ainda vai gravar um CD, ganhar um cachê e assim, vão gostar mais dele. Uma crítica clara ao sistema fonográfico e claro, aos interesseiros. Em “Invejoso” ele segue a mesma linha e brinca com o cara de espírito pequeno e ambições enormes: “O carro do vizinho e muito mais possante e aquela mulher é tão interessante. Por isso ele parece muito mais potente, sua casa foi pintada recentemente”, canta Antunes nos primeiros versos. 

Ele também não deixa de falar de amor, em “A Casa é Sua” fala como a casa fica vazia sem a companhia desejada: “A casa é sua! Porque não chega agora? Nem o prego aguenta mais o peso desse relógio”. Feita para dançar, em "Aonde você for eu vou", ele faz tudo que a moça quiser e vira o guarda ou o bandido. Apresse-se para comprar o seu ingresso, pois eles já estão esgotando. 

Arnaldo Antunes dando uma canja - "Invejoso"

Tom Zé na Villa-Lobos


É difícil dizer o que esperar de um show de Tom Zé. O baiano faz um dos shows mais imprevisíveis do Brasil. É fácil esperar músicas conhecidas de sua carreira, mas a cenografia é que sempre deixa todos atônitos.

O músico estará em Brasília dias 07 e 08 de maio para se apresentar o novo show Pirulito da Ciência, dentro do projeto MPB Petrobras, que leva música pelo país a preços populares, com o intuito de promover a arte. Os ingressos custam apenas R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Este show foi registrado em CD e DVD pela Biscoito Fino e tem direção do Titã, Charles Garvin. No palco, ele é acompanhado pelos músicos Lauro Léllis (bateria), Cristina Carneiro (teclado, voz), Daniel Maia (guitarra, voz), Renato Léllis (baixo, voz), Jarbas Maria (percussão, cavaquinho, viola 12 cordas, voz) e Luanda (voz). Como explica o próprio Tom Zé, a banda que o ajuda a fingir que ele canta alguma coisa.

Na abertura, o brasiliense Dillo Daraujo músicas de seus segundo álbum, Mestiço, de 2008 e aproveita para lançar o DVD Música Roqueira Popular Brasileira (2010).

Os Dinamites - Baixe com exclusividade o 2° EP da banda, "Legal"


Os Dinamites lançaram oficialmente (oficialmente, o EP foi lançado na Play!, dia 25 de março) no último sábado (30/04) em show no Cult 22 Rock Bar, o segundo EP de sua carreira, intitulado Legal. Numa breve conversa com o guiatrrista da banda, descobrimos como está soando este novo lançamento: "A diferença entre o novo EP e as músicas antigas está também na banda de uma forma geral. A nova formação está mais clássica, agora com contra-baixo (ou rabecão) e o saxofone. Com isso, as músicas estão inevitavelmente soando mais como as do anos 50. Legal ganhou uma produção musical mais refinada e tem o foco mais definido no rockabilly, mas ainda conta com a originalidade e irreverências, que são características da banda".


Legal é a cara dos anos 50, com pitadas animadoras de sopro e um baixo deliciosamente envolvente, marca registrada neste tipo de som. Com cinco músicas rápidas e agéis, Os Dinamites vêm inflamados, rumo ao seu primeiro disco. Aproveite para baixar com exclusividade Legal.