09 março 2011

Patti Smith e "Só Garotos"

O carnaval para muitos é um momento de extravasar, dançar e beber até cair. Eu, mais uma vez, passei o carnaval em casa me dedicando a leituras e filmes. Entre os livros, consegui terminar um que há tempos estava empacado. Finalmente li (pulando alguns parágrafos finais, é bem verdade),  “Só Garotos”, da Patti Smith.

Para quem espera conhecer a trajetória musical de Patti, é melhor ir esquecendo. É claro que pelo livro, você sabe que ela saiu da casa dos pais em Nova Jersey e resolveu tentar a sorte em Nova York, lugar onde ela sofreu uns bocados. Lá conheceu Robert, com quem passou alguns anos de sua vida e a quem amou de forma verdadeira. E se existe algum motivo para que uma das percussoras do punk rock tenha escrito esse livro, esse motivo é Robert.

Sendo assim, a história de vida de Patti fica muitas vezes apagada. Principalmente nas segunda e terceiras partes do livro, quando há saltos grandes de intervalos de tempo. Uma pena, já que imagino que a trajetória de Patti seja bem interessante.

Também achei o livro muito devagar. A leitura não flui tranquilamente ou rapidamente. Não foi um livro que tive vontade de ler compulsivamente, como "Agosto" de Rubem Fonseca que li em um dia (terça-feira de carnaval). 

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