02 fevereiro 2011

Destaques Nacionais de 2010 - Parte II

A última parte da nossa lista de Destaques de 2010 traz mais uma remessas de álbuns que você não pode deixar de ouvir. Eu destacamos Feito pra Acabar, de Jeneci e Efêmera de Tulipa Ruiz, os dois queridinhos e "debutantes" do ano passado. 

Tulipa RuizEfêmera (YB Music)
Tulipa Ruiz se transformou em uma das cantoras mais badaladas do mundo indie após o lançamento de seu primeiro disco, “Efêmera”. Cantando, a paulista parece não fazer força para cantar e com melodias doces e letras sobre seus pares, agrada aos ouvidos. Numa das letras mais bonitas, ela docemente explica: “A ordem das árvores não altera o passarinho”. (Alê dos Santos)


Marcelo Jeneci Feito Pra Acabar (Slap/Som Livre)
E se Tulipa Ruiz é uma das vozes femininas mais badaladas, seu amigo Jeneci além de um música super badalado é agora uma das vozes masculinas mais cobiçadas dos independentes. O segredo deles é o mesmo, porém Jeneci consegue se sobressair em suas letras, que falam mais sobre sentimentos, uma coisa mais do que universal. Na canção que abre o álbum, “Felicidade” ele fala: “haverá um dia em que você não haverá de ser feliz. (...)Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser”. Impossível não se apaixonar. (Alê dos Santos)

Thiago PethitBerlim, Texas (Independente)
Pethit entrou na música quase que por acaso. Um amigo lhe matriculou em um curso de música, quando ele fora para Argentina e ele se encontrou como artista. Em seu primeiro álbum, ele traz uma mistura dos cabarés com o tango, ou seja alegria e melancolia se completam em seu álbum. Destaque para a participação de Hélio Flanders, em “Forasteiro” e para "Mapa-Múndi", que virou hit. (Alê dos Santos)

Nina BeckerVermelho (YB Music)
Gravado em quatro dias com o grupo Do Amor como "banda de apoio" que dá um tom perfeito em faixas que não vacilam em nenhum momento, Vermelho se contrapõe a Azul', completando o lançamento duplo da cantora Nina Becker. Destaque para "Do avesso", que tem o nome de Nervoso na autoria e a roupagem de "Lágrimas Negras" (Rubinho Jacobina). Vermelho é uma estreia quente de uma artista que já ferve há algum tempo. (Felipe Nunes)

Apanhador SóApanhador Só (Independente)
Tá bom, tá bom! Todo mundo (que não entende que hoje existe o indie musicalmente falando) criticou esses meninos dizendo que eles são uma mera cópia de Los Hermanos. É claro que eles tem um quê dos Los Hermanos e seu “4”, mas eles renovam o estilo mostrando sua própria cara. As brincadeiras com instrumentos diferentes e irreverentes já deixam bem claro que eles não querem apenas reproduzir uma fórmula já pronta. (Alê dos Santos)

HolgerSunga (Trama Virtual)
Se quiser música para não ficar parado, eis o CD certo para colocar o seu som. Sunga da banda paulista Holger. A mistura de ritmos nacionais o indie, confere a banda uma ar de internacional. O som se assemelha ao um grupo que anda fazendo sucesso por aí, o Vampire Weekend. As canções podem não dizer muito, mas o ritmo é contagiante. (Alê dos Santos)

Maquinado - Mundialmente anônimo (Independente)
Riffs, rock, hip hop, samples e uma pitada de Nação Zumbi ditam o ritmo do segundo trabalho solo do guitar (mangue) hero Lúcio Maia auto intitulado Mundialmente Anônimo, o magnético sangramento da existência. Versões de “Dandara” e “Zumbi” de Jorge Ben foram feitas nos moldes modernos de Lúcio, que também homenageia São Paulo na instrumental “SP”. A única participação, a contrário do primeiro disco é de novo, Lourdes da Luz que canta as mazelas nacionais em “Tropeços Tropicais”. No final, é um trabalho lírico e sonoro. (Felipe Nunes)

GuizadoCavalera (Trama Virtual)
Do Punx ao Cavalera, Guizado parece ter passado por um caminho colorido regado a jazz e metais. (Felipe Nunes)

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