20 fevereiro 2011

127 Horas - Crítica


 Para quem já conhece a incrível história real do montanhista Aron Ralston, sabe (um pouco) o que acontece durante o filme 127 Horas, um dos dez indicados ao Oscar de melhor filme de 2010, que estreia hoje nas salas de cinema do país. Já para quem não conhece a história real, eu posso afirmar, vocês irão encontrar uma direção afiada do sempre competente Danny Boyle (eterno Trainspotting), um roteiro bem amarrado e sem nenhuma, ou com muito poucas falhas, uma fotografia deslumbrante, uma edição voraz, e claro, a magistral atuação de James Franco, que a meu ver, sempre foi um ótimo ator.

Danny Boyle através de pouco mais de 90 minutos, consegue com sua camêra rápida, sentimental, louca e totalmente inventiva contar uma história dramática de alguém que aparentemente, ama a vida, e iria a extremos para não perdê-la. Não caia na armadilha de achar que e por ser um filme onde um cara fica preso em uma fenda de rochas, ele será maçante e arrastado. Além de todos os quesitos já expostos aqui, Danny salva o longa por fazer um trabalho exato, me referindo ao tempo. Talvez outro diretor colocaria 30 minutos a mais, fato que quebraria a hábil narrativa.

A atuação de James Franco, a qual espero não ser injustiçada como na edição de 2009, onde Mickey Rourke foi tristemente deixado de lado, é a de simplesmente viver uma pessoa que ainda está viva. A linha tênue entre caracterização e imitação. 
127 Horas trata uma história que genialmente e necessariamente foi levada às telas e nos faz pensar, talvez, no verdadeiro valor da vida. Com isso, vá ao cinema preparado.

Um comentário:

Lucas Soares disse...

A história é realmente contada de forma única pelo Boyle. Algum outro diretor poderia se apegar mais ao drama descomedido e esquecer que, apesar de tudo, isso é a história real de alguém que passo pelo que Franco enfrenta no personagem e ponto. Não achei nada ali fora de medida!

E torço por Franco, apesar de não ter assistido a todos os indicados.