16 outubro 2010

SWU o festival difícil de encontrar

Pedimos para um amigo que foi ao primeiro dia do SWU para nos contar como foi a experiência de passar por lá. Em um relato bem pessoal, Igor Araújo conta como foi difícil chegar até à fazendo Maeda, em Itu e como perdeu o show dos Los Hermanos.

Arena SWU_Yahoo!Música
Fui no SWU meio que na "roubada".Como não planejei com antecedência comprei o ingresso e passagem faltando 03 dias para o evento. Fui com uma turma do trabalho para curtir o show de Rage Against the Machine. Fomos no sábado e voltamos no domingo.

Como conseguimos uma promoção pela Azul, fomos direto para Campinas. O que acabou sendo a melhor opção, já que Campinas fica mais práxima de Itu que São Paulo. Na chegada do aeroporto tivemos muita dificuldade de descobrir qual a melhor forma de chegarmos ao evento. Percebemos inclusive, que era um problema comum a todos que lá desembarcavam. Não havia condução que fizesse o translado ou qualquer balcão de informações. Nem o quiosque de informações turísticas do próprio aeroporto soube nos informar quais as opções! Os taxistas do aeroporto estavam cobrando R$ 160,00 para nos levar para Itu e achamos que o valor era um abuso. A distância era de apenas 50km. Acabou que achamos um táxi de rua que topou nos levar por R$ 80,00.

Não chegamos a tempo de ver o show de Los Hermanos, pois quando finalmente conseguimos entrar no local, já estava tocando a última musica. O show de Rage foi irado! Pulamos muito e eu curti o show inteiro com um sorriso no rosto! Me senti um privilegiado por estar lá curtindo um momento histórico. Tiveram dois problemas durante o show, o primeiro foi a confusão gerada pela quantidade de pessoas próximas ao palco (inclusive eu). Quando eles começaram a tocar, as rodas de pogo foram abrindo e as pessoas que estavam amontoadas na frente tiveram que se afastar para trás. Esse movimento causou um efeito dominó, que acabou atropelando um monte de gente! O segundo problema foi o som. Ele foi cortado duas vezes e em uma as luzes do palco foram apagadas. Erro imperdoável para o show mais esperado de todo o festival naquele dia! Confesso que o meu maior medo no momento era da banda se recusar a continuar tocando, mas para minha surpresa, mesmo sem som, eles continuaram tocando e cantando com a mesma energia. Quando o som finalmente voltou, o show continuou como se não tivesse parado!

A tenda eletrônica estava muito boa (pra quem curte musica eletrônica), o espaço era muito amplo e não vi nenhum tumulto. Entretanto, a organização que alega ter apenas tido 4 meses para planejar todo o evento, pecou em várias outras coisas.O espaço era muito longe de tudo e o transporte insuficiente. Não percebi o evento como sustentável. As comidas e bebidas eram caríssimas e o pessoal que ficou hospedado no camping reclamou muito da hospedagem, alegando que para tudo tinham filas intermináveis.

Avalio que o evento tirará boas lições para as próximas edições e torço que festivais assim continuem acontecendo de forma regular. Nós sempre sofremos por carência de bons shows, e poder reunir Rage, Queens of the Stone Age, Pixies, Kings os Leon, Dave Matthews e outras bandas do porte já é motivo de muito orgulho!

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