30 outubro 2010

Almoço em Agosto

Almoço em Agosto

O grande barato em apreciar obras cinematográficas, em especial as européias, é a chance de conhecer um pouco de determinada cultura e realidade. No caso, a película italiana, Almoço em Agosto, nos dá essa possibilidade, e mais, nos brinda com um passeio por vinhos e pela culinária daquele país.


A premissa do filme dirigido e atuado pelo genial e pacato Gianni di Gregorio (roteirista de Gomorra)  é bem simples, e a simplicidade é algo que permeia todo o filme. Começando pela sua duração, que atinge a mísera marca de pouco mais de 70 minutos, fugindo assim da “obrigação” de arrastar um filme por quase duas horas, mesmo que esse não tenha conteúdo para tanto. Giovanni (Di Gregorio), homem de meia idade, encarregado dos cuidados para com sua mãe já idosa, aceita passar o feriado de 15 agosto (Ferragosto como é conhecido na Itália), com as mães, também idosas, de alguns colegas para assim abater algumas contas que lhe afligem. É essa inversão de papéis que dá o toque minimalista do filme e monta o palco para uma comédia que tem doses suaves e precisas de humor, misturada com uma dose poderosa e mortal de realidade.

A relação entre idosos com personalidades e manias diferentes e pessoas mais novas é o grande trunfo do filme e do roteiro. Possibilitando a grande surpresa; atuações magníficas e simplórias que tocam em uma ferida que incomoda grande parte da sociedade. Tenho certeza que muita gente pode virar o rosto para o filme, já que não é uma sessão de efeitos e explosões hollywoodiano, por isso a sensibilidade se faz necessária para poder assistir ao longa. Almoço em Agosto se faz presente por sua doçura e simplicidade, em mostrar a realidade daquilo que iremos nos tornar um dia.

29 outubro 2010

Promoção Ônibus Nokia N8 e Planeta Terra


Como de costume, depois de todos os lotes de ingresso esgotados, o festival Planeta Terra lança a promoção onde um ônibus customizado leva você e mais uma cabeçada de amigos pra curti-lo em um camarote feito do seu jeito.

A sacada da promoção é criar/customizar o seu ônibus aqui, e depois disso, é partir para a divulgação. O ônibus que durante a primeira fase (até 10/11) tiver o maior número de seguidores é classificado para a fase seguinte. Nela, o "dono" do ônibus mais popular leva oito acompanhantes, somando nove credenciais. Além disso, na segunda fase, que acontece até o dia 17 de novembro, 15 pessoas terão a chance de mostrar que são populares o bastante para entrar nessa.

Para você que ainda não começou a participar e não sabe qual ônibus escolher para seguir, os cinco primeiros colocados respectivamente são, Antifrase, Epic Bus, FiestaIntruders, Buzz! e o MovethatJukebus. E aí, dia 20 vocês vão embarcar em qual ônibus?

Goiânia Noise Festival

Walverdes - atração do terceiro dia de festival
Depois de confirmar alguns nomes inflamados para a edição 2010, o Goiânia Noise fecha o pacote e promete promover uma verdadeira salada musical, que terá como ingredientes, o barulho pesado do Krisiun até a doçura de Nina Becker.

Sendo realizado em dois lugares na nova intitulada "capital do rock", o centro cultural Martin Cererê (17 a 20), e no Ambiente Skate Shop (dia 21), a 16ª edição do festival promoverá ainda alguns encontros no seu primeiro dia. Exemplos disso, são Macaco Bong com o naipe de metais do Móveis Coloniais de Acaju, Superguidis dividindo o palco com Felipe Seabra, eterno Plebe Rude, e a inesperada mistura de Lucy and the Popsonics e John Ulhoa do Patu Fu.

Com uma lista que claramente dá preferência a bandas locais, o festival recebe quatro nomes gringos bem diferentes em suas propostas musicais. El Mató A Un Policia Motorizado e Cuartro Invitados chegam da vizinha Argentina, Viv Albertine do Reino Unido e os veteranos do The Mummies dos Estados Unidos. Boas surpresas também chegam de terras brasileiras com a confirmação do sempre animado Otto e a dobradinha carioca feita pela já citada Nina Becker e o quarteto quase "caetano" Do Amor, que aparentemente dá um pulinho aqui em Brasília no dia 22 (informações em breve). A programação completa do Goiânia Noise Festival você confere aqui.

Especial Planeta Terra - Pavement

Pavement





No início do segundo semestre, com o fervor dos grandes festivais nacionais fechando seus respectivos line-ups, o Planeta Terra divulgou a volta aos palcos daquela que talvez seja uma das maiores bandas de rock alternativo/indie dos anos 90, o Pavement

A banda da Califórnia que começou como um projeto incial dos guitarristas Stephen Malkmus e Scott Kannberg em 1989, entrou em hiato indeterminado em 1999 e se reuniu após 10 anos para voltar a fazer shows. Na bagagem, a banda carrega cinco discos elogiados por crítica e público e uma coletânea intitulada Quarantine the Past: The Best of Pavement lançada no ano passado. Por falar em público, ele é um grande diferencial da banda. Legiões de fãs os seguem  não só nos EUA, mas em todo o mundo, e tenho certeza que não será diferente aqui no dia 20 de novembro. 

Durante o hiato, Scott tocou alguns projetos solos, como o Spiral Stairs e Stephen também deu continuidade a alguns projetos, exemplo do Stephen Malkmus and the Jicks. A vinda do Pavement ao Brasil é um plano que vai se concretizar após alguns anos. Em 1999, antes do recesso indeterminado, a banda tinha planos de se apresentar no país.

O grupo é atração do palco Sonora Main Stage, antes do Smashing Pumpkins, promovendo o que promete ser, um verdadeiro revival do rock dos anos 90. Esperamos que as duas bandas não toquem em feridas antigas, criadas por desavenças entre Billy Corgan e Stephen, quando Stephen citou o nome dos Pumpkins na música "Ranger Life" e desagradou o careca.

Em entrevista recente à Folha de SP, Scott Kannberg deixou claro que o que o Pavement quer no Brasil é somente fazer música. Em relação aos conflitos existentes outrora com a banda de Corgan, ele soltou a seguinte frase: "Eu não sabia disso, mas eles nunca significaram nada pra gente. Eles são de outra era".

Pavement - "Shady Lane" (ao vivo em Dublin)

28 outubro 2010

Videoclipe - The Drums

The Drums - "Me And The Moon"

Pixies reformula site

Pixies
Os Pixies até que enfim descobriram a internet! O grupo mandou um e-mail para os cadastrados dizendo que o grupo está reformulando o site. Em poucas semanas, os fãs poderão baixar vídeos de apresentações ao vivo, músicas e ainda saber de todas as novidades em primeira mão.

Para começar, já dá para baixar parte da apresentação no Coachella de 2004. Eu já estou fazendo isso!

Oficinas na Funarte

O projeto Música na Linha do Tempo vai abrir duas oficinas no mês de novembro e você já pode fazer sua inscrição pelo site oficial do evento.

A primeira oficina é para quem deseja apresentar projetos para o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e ainda aprender a prestar contas à Secretaria de Cultura. No dia 11 de novembro é a sua chance de descobrir como esse processo funciona. O workshop será ministrado por Rosa Coimbra (Ex-Secretária Adjunta de Cultura) e Renato Armando (Gerente do Núcleo de Prestação de Contas e Gerência de Projetos da Secretaria de Cultura do DF).

Já nos dias 18 e 25 de novembro músicos e interessados no processo de gravação de um disco, poderão participar da oficina de "Produção Fonográfica", ministrada por Hamilton Pinheiro. Vale ressaltar que a oficina foi dividida em duas partes, então para completar o ciclo é importante participar das duas. Entre os temas abordados estarão concepção e sonoridade, arranjo, músicos, noções de áudio, gravação, mixagem, masterização, prensagem, direitos autorais e ISRC.

Todas as oficinas serão na Funarte e se realizam sempre de 14h às 17h. 

27 outubro 2010

Entrevista - Kid Vinil

Na última edição da festa Play!, o convidado especial da noite era um dos ícones dos anos 80, o cantor, jornalista e DJ e mais um monte de outras coisas, Kid Vinil. Nós conversamos um pouco com ele antes dele subir ao palco e botar a galera para dançar. A discotecagem passou por um monte de indie, alternativos e bitpops da vida, entre as coisas conhecidas (que foram poucas), Kid tocou David Bowie e Pavement.

Se liga na pequena conversa que tivemos, que seguiu depois por e-mail. Falamos sobre a vida de DJ, deixado de lado um pouco de sua longa trajetória no rádio, TV e bandas de rock.

Kid Vinil_Alê dos Santos
My Favorite Way: Kid, hoje você está trabalhando onde?
Kid Vinil: Hoje eu ganho dinheiro com isso. Discotecando, tocando...

MFW: Nossa! Sério?! Então você está totalmente independente. Mas às vezes rola uns convites também, né? Para apresentar coisas. Ano passado você estava lá no Planeta Terra.
Kid Vinil: Sim e este ano eu estarei de novo lá. O pessoal me chama muito para festa dos anos 80, para discotecar. Eu não sei bem o porquê. (risos) Vou levando a minha vida assim hoje.

MFW: Mas já teve meses duros?
Kid Vinil: Já! Já tive que me virar com pouquíssima grana. Mas foi essa vida que eu escolhi.

MFW: Você tem filhos?
Kid Vinil: Não. Escolhi uma vida diferente, né? Com ela não dá para ter filhos, família. Sou feliz assim.

MFW: E como você começou a discotecar pela noite?
Kid Vinil: Eu comecei a vida trabalhando em rádio aos 20 e poucos anos de idade e em 1978 comecei a fazer festas de punk e new wave na periferia para promover o meu programa de rádio. Daí, continuei fazendo festinhas na decada de 80. Tocava em várias casas naquela época em São Paulo, como Rose Bom Bom, Hong Kong e Paulicéia Desvairada. Na decada de 90 continuei no rádio e fazendo festas de rock alternativo. Acabei ficando conhecido também como DJ em São Paulo, graças ao meu envolvimento com os programas de rádio. Aprendi a discotecar fazendo rádio, usando meu conhecimento musical. E às vezes ataco de residente no DJ Club aqui em SP às sextas, mas como viajo muito fazendo shows com minha nova banda (Kid Vinil Experience) e festas, não dá pra ser residente com muita frequência.

MFW: Você toca músicas suas em suas discotecagens, das suas bandas? Me perguntaram se ia rolar um "Tic Tic Nervoso" naquele dia.
Kid Vinil: Dependendendo da festa eu até toco alguma coisa minha ou de rock nacional, mas como a idéia da Play! é mais pro alternativo interncional decidi poupar os presentes de ouvirem alguma música minha. Mas confesso que tive vontade de tocar! Como meu set era muito curto, só 1 hora a pedido do Gonzalo, não deu tempo. Na primeira festa que eu toquei (Kid já esteve três vezes na Play! como DJ convidado), lembro que toquei "Tic Tic Nervoso" e a galera curtiu! Sei que tinha gente lá na festa esperando por isso, mas o tempo foi pouco.

MFW: E para você o que é um DJ? Eu sempre vejo várias definições por aí, do tipo: "O DJ é aquele cara que faz música" ou "que ele é só mais um tocador de CDs"...
Kid Vinil: Tem todo tipo de DJ hoje em dia. Aqueles que só tocam CDs e ainda de qualidade duvidosa (!), pois é tudo baixado e nada original. Tem o DJ laptop, que é pior ainda, pois é só apertar o play e soltar o programa. O DJ Ipod... É muito fácil ser DJ hoje em dia,  mas eu levo em consideração aqueles que conhecem música, pois tudo depende de uma boa seleção musical com bom gosto e bom senso. Tem também os DJs que constroem em cima das músicas, como o Zé Gonzales que eu considero um dos melhores e o rapper DJ HUM. Esses caras pegam várias músicas e transformam tudo com batidas diferentes, scratches, etc. A era do hip hop dos anos 80 criou outras maneiras de ser DJ usando efeitos e trabalhando em cima dos vinis, que hoje é mais raro na era digital. Mas existem DJs como o HUM que só tocam com vinis e fazem um trabalho de mixagens espetacular.


Veja fotos da Play! no nosso Flickr

Especial Planeta Terra - Passion Pit

Passion Pit
O Passion Pit poderia ser facilmente só mais uma banda de indie pop no mundo não fosse por dois detalhes. A fama do grupo veio antes dela ser formada realmente e a BBC os escolheu com uma das promessas do ano seguinte, no caso 2009. Não deu outra!

Tudo começou com o vocalista da banda, Michael Angelakos querendo simplesmente agradar sua namorada. Ele gravou um Ep com seis músicas e deu de presente para a felizarda. O Ep se espalhou pelo campus de sua faculdade em Boston, caiu na boca do povo e ganhou uma versão comercial pela gravadora Frenchkiss.

Chuck of Change ganhou críticas elogiosas pelo mundo (blogs, revistas, rádios, jornais) e abriu espaço para os meninos gravarem o seu primeiro álbum, Manners (2009). O disco cheio de sintetizadores, samples e muito embalo (várias músicas caem muito bem na pista de dança) figurou na lista de melhores do ano e deve fazer parte da trilha sonora de muitos Ipods, que ainda não se curaram do hype em volta da banda.

O Passion Pit ainda junta o indie pop com clipes muito legais, que podem levar a crer que o show também contará com efeitos especiais, será? Entre os melhores estão “Make a Light” (música que abre o disco, mostrando o quanto a banda gosta de dançar), “Little Secrets” (segunda faixa do álbum, que segue o mesmo parâmetro da anterior) e “The Reeling” (o primeiro single e clipe da banda). As canções citadas também podem facilmente serem as melhores de Manners, junto com “Month’s Wings” (faixa em que Michael está mais seguro) e “Folds in your Arms”.Outra coisa que chama muita atenção é a voz de Michael, que nada tem de grossa. A voz fina, se for ouvida sem atenção, pode até passar como a de uma mulher.

O Passion Pit é uma das do Palco Gillete Hands Up ou Indie Stage, às 21h30, batendo com a apresentação do Phoenix, no palco principal. 

21 outubro 2010

Sílvia Machete estará no teatro Oi Brasília

Sílvia Machete_Divulgação
Sílvia Machete volta à Brasília para apresentar o show do CD Extravaganza. A carioca estará no Teatro Oi Brasília, no dia 29 de outubro, próxima sexta, a partir das 21h.

Extravaganza saiu este ano e traz a brincalhona e divertida Sílvia Machete sabendo dosar melhor sua voz e seu talento. O disco está com músicas mais tranquilas, deixando de lado a alegria, ás vezes exagerada dos bambolês utilizados no show do disco Nunca fui Santa. A moça agora está refinada, mas sem deixar algumas loucuras de lado. Percebemos logo isso, depois de ver a capa do disco, uma samambaia gigante, que está no lugar de seu corpo, deixando apenas as pernas de fora.

Das 12 canções que compõem o álbum, Machete assina cinco e também têm parcerias com Erasmo Carlos ("Feminino frágil"), com o amigo Rubinho Jacobina ("Vou pra rua") e Hyldon (“Coração Valente). Fez regravações, como "Noite torta", de Itamar Assumpção, "Underneath the mango tree", de Monty Norman, e "Manjar de reis", de Nelson Jacobina e Jorge Mautner. E ainda ganhou de e Domenico Lancellotti e Alberto Continentino a canção "Sábado e domingo" e de seu guitarrista e diretor musical, Fabiano Krieger "Fim de festa" e "Tropical extravaganza". No site oficial da cantora você consegue ouvir o CD na íntegra.

Os ingressos para a apresentação única custam R$ 80 (inteira) e você pode adquirir na bilheteria do Teatro Oi Brasília ou pelo site ingresso.com.br.

Texto originalmente publicado no site Brasiliagenda

20 outubro 2010

Arnaldo Antunes em Brasília

Arnaldo Antunes
Arnaldo Antunes chega a Brasília no final da semana que vem, dias 30 e 31 de outubro, para participar de mais uma edição do projeto MPB Petrobras, no Teatro Nacional.

O músico apresenta o seu mais recente show do disco Iê Iê Iê, lançado no ano passado, que conta com os singles “Longe” (que já ganhou videoclipe), “Invejoso” e a música homônima ao álbum.

Em um tom divertido, não distante de todos os setes CDs que o cantor e compositor já lançou, tirando é claro, os projetos e participações especiais, Iê Iê Iê têm letras interessantes, divertidas e cheias de brincadeiras verbais. Como o próprio nome revela, as músicas presentes no álbum têm um quê do rock sessentista, lembrando em muito as canções que fizeram parte da jovem guarda. Arnaldo também não deixará de cantar músicas antigas que marcaram o seu extenso trabalho solo e porque não uma fase Titãs?

A abertura do show será com a dupla Luiz Theodoro e Mário Theodoro. Os ingressos, como é o objetivo do projeto tem preços bem populares, R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Os preços são tão bons, que é melhor correr para a bilheteria da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional e garantir logo o seu, pois eles evaporam feito água.

Matéria originalmente publica no site Brasíliagenda

Especial Planeta Terra - Mika

Mika

Mika é considerado um artista indie só porque agrada a um público mais seleto de fãs, mas na verdade o pop é quem manda em sua música. Extravagante e cheio de energia, o cantor chega ao Brasil para se apresentar no Planeta Terra 2010.

Embora seja considerado um artista inglês, já que desde os 9 anos de idade Mika foi morar com a família em Londres, Mika nasceu em Beirute, no Líbano. Foi em Londres que ele passou se envolver com a música clássica e participar de algumas montagens em seu colégio. Mas, como a música pop era o auge em sua adolescência, o rapaz começou a fazer a mistura de hoje.

Comparado com Freddy Mercury, Prince e até com Elton John em certos momentos, o artistas de 27 anos explora em sua música temas infantis e mais adolescentes, com raras exceções. “Billy Brown”, por exemplo, conta a história de um homem casado que tem um afair com outro homem.

A música está em seu primeiro disco Life in Cartoon Montion (2007), que tem ilustrações de sua irmã mais velha, Yasmine. Lá também é onde encontramos os seus maiores hits “Lolipop”, “Grace Kelly” e "Big Girl (You Are Beautiful)". O segundo disco lançado no ano passado, The Boy Who Knew Too Much, traz o single que não para de tocar nas rádios, “We are Golden”. O crescimento do primeiro para o segundo disco não é muito notório. Na verdade, Mika apenas melhorou a fórmula de Life in Cartoon Motion e soube aplicar melhor em The Boy Who Knew Too Much.

A grande polêmica que ronda o artista são as especulações sobre sua sexualidade. No palco (e em qualquer lugar), Mika parece mesmo ser homossexual, mas ele nunca disse se isso é mentira ou não. O fato é que parece mesmo. Em uma de suas poucas oportunidades, disse que pode ser considerado um bissexual, já que não escolhe quem leva para cama.

O show, se seguir o que eu assisti na França (pela televisão) deve ser bem animado e com muitos objetos em cena. Desde gente fantasiada, a trocas de figurino e um cenário deslumbrante.

Mika é a quarta atração do Sonora Main Stage, tocando momentos depois do Of Montreal, às 20h30.

Mika - "We Are Golden"

19 outubro 2010

Escute o novo disco do Cérebro Eletrônico

Cérebro Eltrônico
O Cérebro Eletrônico está um hotside muito bacana, que te dá a possibilidade de escutar, vejam escutem vocês, o novo disco inteirinho da banda, Deus e o Diabo no Liquidificador.
Além de ouvir também dá para comprar o álbum em várias versões, que vão de R$ 8 até (imaginem vocês!!) R$ 600.

Videoclipe - Duffy

Duffy - "Well, well, well"

Paul McCartney. Acabaram-se os ingressos e marcaram novo show

Todo mundo já sabia que o Paul McCartney faria dois shows em São Paulo. Nós falamos aqui que o Adalberto Baptista, diretor de marketing do São Paulo, responsável e dono do estádio do Morumbi, já havia reservado duas datas para a produção do evento e é claro, que ia rolar.

A "punhetagem" de não falar logo que iam rolar dois shows, fez com que uma galera corresse desesperadamente para a fila de venda e para a internet, tentando adquirir o seu precioso ingresso. Afinal, não dá para saber quando Paul irá voltar ao Brasil. Toda essa correria desvairada fez com que o patrocinador do evento ganhasse a pré-venda para quem utilizava os seus serviços e esgotou. A produtora Plan Music, sabiamente jogou a venda para os pobres mortais para a segunda-feira, que seria feita em três parte: site da ingresso.com, telefone (4003-3222) e pelas bilheterias do Pacaembú.

O grande problema é que, as filas estavam intermináveis. O telefone só ocupado. E a venda na internet ficou exatamente de 8h às 10h30 funcionando e depois parou. Exatamente na hora em que meu namorado oficializava a nossa compra e ida a esse show que tem tudo para ser histórico, o Ingresso.com deixou bem grande em sua capa que: "Os ingressos estão esgotados". 

Fico me perguntando se 60 mil ingressos foram vendidos tão rapidamente. Assim, como não consigo entender que o primeiro lote do Planeta Terra acabou em questão de horas e o segundo em um dia. Mas esses são os mistérios que só a produtora pode explicar e resolver. Agora é chorar ou tentar comprar de algum cambista. Alguém conhece um aí?

Planet Hemp de volta

Planet Hemp
O Planet Hemp acabou e seus principais integrantes, Marcelo D2 e B Negão seguiram suas carreiras solos e projetos que quer vocês queiram, quer não, revelou outros atributos de ambos e ainda fez sucesso. Muito sucesso!

Agora a MTV (ou muita grana) conseguiram juntar novamente o grupo, numa das reuniões mais esperadas poir quem viveu sua adolescência nos anos 90 e acompanhou a carreira do Planet Hemp. O grupo vai se reunir no palco para comemorar os 20 anos da emissora, comemorados amanhã. 

Os fãs já estavam pedindo esta reunião a bastante tempo e na última entrevista que deu por aí, marcelo D2 informou que estaria de mudança para os Estados Unidos. Um dos motivos era justamente esse, parar de escutar a frase: "E aí? Quando Planet Hemp volta?". 

18 outubro 2010

Especial Planeta Terra - Yeasayer

Yeasayer

Direto do Brooklyn aterrisando no festival Planeta Terra, o Yeasayer mostra pela primeira vez no país a sua mistura de sons e misticismo.

Composta por Anand Wilder, Chris Keating, Ira Wolf Tuton e Luke Fasano, o Yeasayer tem como principal característica, a miscigenação de ritmos, cores e percussões pesadas. Além de toda essa variedade musical, o grupo ainda acha lugar para experimentações e sintetizadores. O som da banda dificilmente tem momentos de quietude, e mesmo quando existem, texturas e ambientações acompanham ao fundo.

O grupo tem dois álbuns lançados. O primeiro, All Hour Cymbals, lançado em 2007, mostrou ao mundo o som místico e brutal da banda, que "começou" a despontar no mundo pop após a apresentação no festival South by Southwest no mesmo ano. O segundo disco, lançado em fevereiro, é o explosivo Odd Blood, que disputa o título de melhor do ano em algumas listas.

Com tanta experimentação, o Yeasayer chega ao festival no dia 20 de novembro para engrossar a lista de preciosidades que o público terá a chance de conferir. O grupo se apresenta no palco Gillette Hands Up (indie stage) após o também experimental Holger.

16 outubro 2010

SWU o festival difícil de encontrar

Pedimos para um amigo que foi ao primeiro dia do SWU para nos contar como foi a experiência de passar por lá. Em um relato bem pessoal, Igor Araújo conta como foi difícil chegar até à fazendo Maeda, em Itu e como perdeu o show dos Los Hermanos.

Arena SWU_Yahoo!Música
Fui no SWU meio que na "roubada".Como não planejei com antecedência comprei o ingresso e passagem faltando 03 dias para o evento. Fui com uma turma do trabalho para curtir o show de Rage Against the Machine. Fomos no sábado e voltamos no domingo.

Como conseguimos uma promoção pela Azul, fomos direto para Campinas. O que acabou sendo a melhor opção, já que Campinas fica mais práxima de Itu que São Paulo. Na chegada do aeroporto tivemos muita dificuldade de descobrir qual a melhor forma de chegarmos ao evento. Percebemos inclusive, que era um problema comum a todos que lá desembarcavam. Não havia condução que fizesse o translado ou qualquer balcão de informações. Nem o quiosque de informações turísticas do próprio aeroporto soube nos informar quais as opções! Os taxistas do aeroporto estavam cobrando R$ 160,00 para nos levar para Itu e achamos que o valor era um abuso. A distância era de apenas 50km. Acabou que achamos um táxi de rua que topou nos levar por R$ 80,00.

Não chegamos a tempo de ver o show de Los Hermanos, pois quando finalmente conseguimos entrar no local, já estava tocando a última musica. O show de Rage foi irado! Pulamos muito e eu curti o show inteiro com um sorriso no rosto! Me senti um privilegiado por estar lá curtindo um momento histórico. Tiveram dois problemas durante o show, o primeiro foi a confusão gerada pela quantidade de pessoas próximas ao palco (inclusive eu). Quando eles começaram a tocar, as rodas de pogo foram abrindo e as pessoas que estavam amontoadas na frente tiveram que se afastar para trás. Esse movimento causou um efeito dominó, que acabou atropelando um monte de gente! O segundo problema foi o som. Ele foi cortado duas vezes e em uma as luzes do palco foram apagadas. Erro imperdoável para o show mais esperado de todo o festival naquele dia! Confesso que o meu maior medo no momento era da banda se recusar a continuar tocando, mas para minha surpresa, mesmo sem som, eles continuaram tocando e cantando com a mesma energia. Quando o som finalmente voltou, o show continuou como se não tivesse parado!

A tenda eletrônica estava muito boa (pra quem curte musica eletrônica), o espaço era muito amplo e não vi nenhum tumulto. Entretanto, a organização que alega ter apenas tido 4 meses para planejar todo o evento, pecou em várias outras coisas.O espaço era muito longe de tudo e o transporte insuficiente. Não percebi o evento como sustentável. As comidas e bebidas eram caríssimas e o pessoal que ficou hospedado no camping reclamou muito da hospedagem, alegando que para tudo tinham filas intermináveis.

Avalio que o evento tirará boas lições para as próximas edições e torço que festivais assim continuem acontecendo de forma regular. Nós sempre sofremos por carência de bons shows, e poder reunir Rage, Queens of the Stone Age, Pixies, Kings os Leon, Dave Matthews e outras bandas do porte já é motivo de muito orgulho!

15 outubro 2010

Especial Planeta Terra - Holger

Holger_Ariel Martini


O Holger começou mesmo suas atividades em 2008, quando lançou o seu primeiro EP, o Green Valley. Nele, a banda mostrava suas influências que iam do folk, passavam pelo indie e aportavam no pop. Ganharam então toda a crítica do mundinho alternativo.

Não era bem essa a ideia delas, já que o grupo formado pelos Marcelos Altenfelder e Vogelaar, Pedro Longhi, Artur Brito e Beto Rolla são apenas 5 amigos apaixonados por música que queriam tocar. A pretensão não era grande, mas aconteceu e os meninos começaram a surfar na crista da onda. Lançaram o seu primeiro disco pelo projeto Álbum Virtual da Trama, que já está disponível para download desde o mês passado.

O CD, Sunga, tem invariavelmente um nome diferente e canções com um formato que não dava muito para imaginar. O Holger, nome tirado de um sueco que um dos integrantes conheceu em Of Montreal (Canadá), conseguiu misturar o indie com ritmos brasileiros.

Em “She Dances” escuta-se um tamborim, encontradas em baterias de escola de samba. Já “Genecambique” parece mesmo com os sons étnicos que ouvimos durante a última Copa do Mundo na África. E “Beaver” consegue juntar as duas coisas em uma música só! “Eagle” me lembrou bastante músicas de grupos de eletro que estão nascendo por aí, dois deles inclusive também estarão no Planeta Terra, Passion Pit e Yeasayer. A mais empolgante é com certeza “ToothlessTurtles”, que mescla tecladinhos batidos, mas superdivertidos com um refrão grudento. O engraçado é saber que o disco que é todo cantada em inglês, e que tem tantos elementos que mostram que o Holger é uma banda brasileira foi pensado por Roger Paul Manson, um gringo.
Se formos comparar com uma banda de fora, o Holger tem muito a ver com o Vampire Weekend.

O single do disco foi “Let’em Shine Bellow” que embora tenha ganhado destaque em tudo quanto é lugar, inclusive aqui no MyFavorite Way é a mais fraca do CD, mas o videoclipe é muito bom. O que é ótimo, já que as outras canções estão acima e o disco aumenta seu valor de estrelas.

No show que será no Palco HandsUp ou IndieStage, o grupo se apresenta logo após ao Hurtmold e o que se pode esperar é muita animação. Os meninos trocam de instrumentos durante suas apresentações. O que toca baixo, toca guitarra, que toca bateria, que toca banjo, que toca teclado, que toca baixo e por aí vai! E tirando pelo disco e Ep já lançados não dá para imaginar você parado assistindo ao Holger, que já teve seu show bastante elogiado. A dúvida que fica agora é: “Assistir ao Holger ou ao Of Montreal?”.

Green Day em Brasília - Já se preparou?

Green Day
O grupo norte-americano de punk Green Day chega a Brasília, depois de passar por Porto Alegre e Rio de Janeiro para mostrar o show de seu último disco, 21th Century Breakdown (2009), neste domingo, dia 17 de outubro, no Ginásio Nilson Nelson. A turnê nacional ainda passa por São Paulo, dia 20.

A banda já está na ativa desde 1987 e na década de 90 ganharam notoriedade, principalmente depois do disco Dookie (1994) que trazia as músicas que marcariam sua carreira, como “Basket Case” e “She”. A formação atual é Billie Joe Armstrong (vocal e guitarra), Mike Dirnt (baixo e vocal) e Tré Cool (bateria, percussão e vocal), que estão juntos desde 1990. 

A apresentação promete ser bem animada, com músicas do último disco e do anterior, American Idiot (2004), além das antigas, que já embalaram muitas festinhas de rock. 

O show de abertura será com a banda brasiliense Tiro Williams, que foi escolhida pela produção do show. O vocalista da banda, Vítor de Moraes, explicou que eles ligaram para a Trama, um dos maiores portais de música independente nacional, que os indicou. O grupo tocará apenas 30 min e promete um set bem animado: “Vamos tentar tocar sem pausas, para poder tocar o que queremos. As músicas serão animadas. Tocaremos “O Verão”, “1,2,3” e outras”, disse. Veja o clipe da banda aqui

Os ingressos para o show do Green Day estão meio salgados, variam de R$ 100 a R$ 240 e dá para comprar via internet no www.livepass.com.br ou nas lojas Mormaii.

Eu infelizmente não vou poder ir, porque preferi usar o meu dinheiro para o Paul McCartney e para o Planeta Terra.

Matéria publicada oficialmente no site Brasiliagenda. 

Resultado da promoção London Calling


Para saber mais informações sobre a London Calling, basta entrar clicar aqui. Ou dar uma olhadela na parte direita da nosso blog, onde ainda dá para o que rola na festa. Mas não é para isso, que um monte de gente está ansiosa!  Jogamos a promoção que te levaria à festa sem pagar nada e mais uma vez agradecemos pelos retorno, porém só uma pessoa pode ganhar e ela foi a Letícia de Souza. Boa festa para você e como sempre, fiquem ligados no My Favorite Way.

13 outubro 2010

The Mars Volta e Queens Of The Stone Age no SWU

Josh Homme_Fabrício Viana (Popload)
Sendo a última banda a se apresentar no palco Água do primeiro dia de festival, o The Mars Volta mostrou experimentalismo e músicas longas.

Com as duas primeiras músicas, o grupo liderado pelo estiloso vocalista Cedric Bixler matou 25 minutos de apresentação. A banda funciona como uma peça só no palco. Músicos integrados, bem vestidos, som limpo (mesmo pela TV) e uma euforia que economizou palavras a Cedric.

Com a “difícil” missão de abrir o tão esperado show do RATM, o The Mars Volta mostrou a sua “viagem” sonora regada a riffs, progressões e todos os apetrechos que deixem a música longa e suportável.

Já no último dia de festival, conferi a apresentação que mais queria ver em todo o line-up, a dos caras do QOTSA. Com um atraso que beirou a uma hora, e que de certa forma “ajudou” a galera do CSS que se apresentava no Palco Oi, o super grupo entrou no palco mandando uma sequência devastadora de hits, começando com a “drogada” "Feel Good Hit of the Summer", "The Lost Art Of Keeping A Secret" e "3's & 7's".

A satisfação de Josh Homme por estar tocando no Brasil depois de uma antiga e conturbada apresentação era clara em sua expressão. Com um set list que passou por todos os discos da banda com excessão do homônimo de 1998, a banda conseguiu apagar a má impressão deixada no Rock in Rio em tempos atrás e me fez querer ainda mais presenciar uma noite de rock do deserto.

Pixies no SWU

Pixies_Roberto Setton (UOL)

O Queens of Stone Age demoraram para subir no palco e quando entraram não conseguiram empolgar. O show (ou a banda) é muito repetitivo, eles poderiam ter feito um show mais para cima, talvez. Tocaram as músicas conhecidas, mas deixaram a desejar.

O show a seguir mostraria que essas bandas novas talvez ainda tenham que comer muito feijão para poder fazer um bom show. O Pixies foi pontual e como esperado tocou hits do começo ao fim. As músicas eram animadas, radiantes. Francis Black e sua parceira no vocal Kim Deal nem precisavam falar muita coisa para contagiar o público, já que a música cumpria este papel.

O disco mais famosa de sua carreira, o Doolittle, lançado em 1989 foi tocado quase que na íntegra. Teve “La la Love You”, “Here Comes Your Man”, "Monkey Gone to Heaven" e outras. No bis implorado pelos fãs rolou “Planet Of Sound”, “Where is My Mind?” e “Gigantic” na sequência. O gostinho foi de quero mais!

Aí embaixo o vídeo de “Here Comes Your man” para vocês verem como a galera deu uma aumentada na cintura com o passar doa nos.

Pixies - "Here Comes Your Man"

Videoclipe - Curumin

Curumin - "Mal Star Card"

11 outubro 2010

Promoção - London Calling


Não, não é ára ganhar o CD do The Clash que você vai concorrer a essa promoção, mas sim para entrar na festa London Calling, que além dos Djs Najagawa, Montana, Telma & Selma e Gonzalo Insônia terá um dos covers mais legais da cidade, o Clash City Rockers e o grupo Invasão Britânica, com vários com o melhor do britpop.

Para quem não conhece, o Clash City Rockers é formado por um time de peso Phillipe Seabra nos vocais, Pinduca (guitarra) e Pedro Ivo (baixo), Rafael Farret (teclado), e Txotxa (bateria), que numa votação dos melhores músicas de Brasília, organixada pelo jornal Correio Brazilisense foi considerado o melhor baterista de Brasília. 

A festa/show será no Arena Futebol Clube este sábado, dia 16 de novembro, a partir das 23h.Os ingressos custam R$ 10 (antecipados), R$ 15 (até1h) e R$ 20 (depois), os antecipados estão a venda na Aloja.com, no Brasília Shopping.  Se liga no flyer massa que você pode ver em 3D!

Como que faz para participar? Cara, manda um e-mail para contato.favorite@gmail.com e no assunto escreva: "Eu quero ir na London Calling". 

O vencedor ganhará um par de ingressos para participar da festa. A promoção vale até dia 14 de outubro, portanto se apresse! 

Boa sorte! 

Kings of Leon no SWU

Kings of Leon_Julia Chequer
O Kings of Leon não demorou muito para subir ao palco e o frio que estava fazendo no SWU mostrou que a banda ainda curte uma botinha e a jaqueta de couro de outros tempos. Nós não fomos para Itu, infelizmente, mas como o Multishow está mostrando alguns shows dá para assistir e comentar com vocês.

O KOL não parecia muito animado não. Caleb, vocalista da banda tentou interagir um pouco, falou o tradicional: “Obrigado!”, mas a energia da banda parecia um pouco baixa. As músicas mais dançantes “Molly’s Chambers" e "The Bucket" do primeiro álbum ficaram um pouco mais arrastadas na versões apresentadas.

Nos 45 minutos apresentados pelo canal (eles tocaram 1h), a banda passou principalmente pelas músicas de seu último disco, Only By The Night (2008) deixando as músicas novas de lado, coisa que agradou o público. Passaram por "Closer", que teve Matthew Followill brincando de tocar com os dentes, "Revelry", "Be Somebody" e "Sex on Fire". 

A única coisa que entristece é que com músicas tão legais como são as do Kings of Leon não conseguem levantar a galera, principalmente pela frieza que o grupo demonstra em cima do palco entre si. 

Videoclipe - Foals

Não faz muito tempo que divulgamos um videoclipe do Foals aqui e não é que eles já estão com um novo? Dá uma olhada!

Foals - "Blue Blood "

08 outubro 2010

Tiro Williams abre para Green Day

Tiro Williams_Fabiana Closs
A banda brasiliense Tiro Williams foi a banda escolhida para abrir o show do Green Day em Brasília. Em São Paulo, quem abre são os rapazes do Nevilton e em Porto Alegre, os Superguidis. 

O show será no próximo domingo, dia 17 de outubro, para quem ainda não comprou os ingressos saiba, o mais barato custa R$ 100,00 (meia). Depois trazemos mais informações. 

SWU na TV

Você que vai ficar em casa do dia 9 ao dia 11, datas em que acontece o mega festival em Itu, tem bons motivos para comemorar. O canal pago Multishow vai transmitir alguns dos principais shows. Para aqueles que não possuem tv a cabo, a globo transmite flash durante a madrugada.

O canal há alguns dias já anuncia a empreitada que terá shows ao vivo e gravados, assim como ocorreu no começo do ano na apresentação do Radiohead. A única mudança anunciada foi a substituição do show do Linkin Park pela dos caras do Avenged Sevenfold.

Programa-se:


Na Tv aberta, a Globo segue a seguinte programação com os melhores momentos:

Dia 9 (Sábado), após SuperCine, Los Hermanos, The Mars Volta e Rage Against The Machine.

Dia 10 (Domingo), após Domingo Maior, Jota Quest, Capital Inicial, Regina Spektor, Sublime e Joss Stone.

Dia 11 (Segunda), após Programa do Jô, Dave Matthews Band e Kings of Leon.

Dia 12 (Terça), após Programa do Jô, Quens of the Stone Age, Pixies e Avenged Sevenfold.

Ps: O show do Pixies também será transmitido na segunda com horário programado para às 22h30.

Play! beneficente


A festa Play!, que se realiza todas as sextas-feiras no Club da 904, faz esta semana uma edição beneficente para arrecadar brinquedos. Com o Dia das Crianças aí, a festa fará a alegria dos pequenos que ficam na Creche Comunitária Anjo da Guarda, em São Sebastião. Para entrar é preciso doar 1 brinquedo e pagar R$ 10. Para quem não tiver brinquedo, a entrada fica mais cara. Sobe para R$ 15, até às 2h e depois para R$ 20.

Os DJs convidados para esta edição foram Fernando Rosa, o Senhor F, Vanessa dos Gonorants e Gustavo Bill. Gonzalo Insônia, dono da Play! também passará pela pick-ups.


Festa do Cult 22

Marcos Pinheiro, Bernardo Scartezinni, Bruna Senseve, Alê dos Santos, Phú e Abê Mendes Jr.

O Cult 22 fez seus 19 anos no ar e a celebração, além de ter uma torta alemã deliciosa contou com todos os colaboradores do programa e eu também estava lá! No meu espaço fiz um mix. Toquei "Personal Jesus", do Depeche Mode, "Let'em Shine Bellow", do Holger, "Goy My Eyes on You", do Forgotten Boys e para finalizar, "Eduardo e Mônica", do Legião Urbana. 

No foto está faltando a querida Penny Lane, pois ela já tinha corrido para a Play!, onde ia discotecar e o Welbert Rabelo, que faz o quadro "Metal Atack". 

Especial Planeta Terra - Of Montreal

Of Montreal
A primeira atração gringa a dar as caras no Planeta Terra é o Of Montreal, que nada tem a ver com o Canadá, como sugere o nome. na verdade, o grupo é dos Estados Unidos e foi formado no estado da Geórgia em 1997 e é liderado pelo vocalista Kevin Barnes.

Of Montreal é um dos principais representantes que apareceram na leva de artistas da gravadora Elephant 6, caso de The Apples in Stereo e Neutral Milk Hotel. Além do vocalista, a banda é formada por mais nove músicos, alguns de apoio e outros não.

Nesses 13 anos de carreira, eles colecionam um vasto leque de lançamentos, incluindo, discos, singles, EP’s, compilações e a música "Requiem for O.M.M" para a série televisiva The O.C. O grupo tem nada menos que 10 discos lançados, entre eles está o mais recente trabalho intitulado False Priest (2009), que embala a atual turnê da banda, que tem como característica, o dinamismo e o figurino nada discreto.

A voz “mutante” de Barnes deve ser um dos grandes pontos fortes do show ao vivo. Além do aparente entrosamento entre os integrantes e a mistura original entre R&B, pop indie e rock “alternativo”. Of Montreal chega ao festival como uma das grandes e interessantes promessas desse ano. Cabe a você comprovar se a “trupe” realmente vale tudo aquilo que aparenta ser.

O Of Montreal se apresenta no palco Sonora Main Stage, por volta das 19h, após a apresentação do grupo Novos Paulistas.

06 outubro 2010

Videoclipe - Tiro Williams

Tiro Williams - "O Verão"

Nova música do Gorillaz

O Gorillaz nem descansou do lançamento terceiro disco Plastic Beach (2010) e já está jogando na internet música nova! "Doncamatic (All Played Out)" teve participação de do cantor britânico Daley. Para quem não sabe, o Gorillaz nasceu em 1998, a partir da louca ideia de Damon Albarn (Blur), em fazer um grupo animado.

Gorillaz - "Doncamatic (All Played Out)"

Goiânia Noise 2010 apresenta algumas atrações

El mato a un policia motorizado
Goiânia Noise, de longe um dos melhores festivais de música independente do Brasil, será realizado de 16 a 21 de novembro, o que me dá a tristeza de não poder ir, já que o Planeta Terra está garantido.

O festival anunciou na semana passada as atrações já confirmadas de seu line-up e são elas Black Drawing Chalks, Do Amor, El Mato A Un Policia Motorizado (banda da Argentina, que esteve no Porão do Rock e fez um show muito bom), Krisiun, Musica Diablo, Nina Becker, Otto, The Mummies (EUA), Vespas Mandarinas e Walverdes. 

A programação nem está fechada e já está ótima! Mais uma vez só podemos dar os parabéns a organização do evento. 

Tiramos a notícia lá do Meio Desligado, que está de cara nova. Aproveite e dê uma lida na cobertura completa da 15ª edição do Festival no ano passado

Cat Power quer tocar mais instrumentos em seu disco



Voltou a pauta esta semana a gravação do CD da (lindíssima) Cat Power. Em uma entrevista à Rolling Stone EUA, em uma coletiva que comemorava os 10 anos da Matator Records (gravadora da cantora), ela informou que no seu próximo disco quer tocar mais instrumentos.

O ato seria uma conexão maior com a música, coisa que ela procurou sua carreira inteira e ainda já a fez deixá-la durante um período. A maturação foi importante para seus próximos discos. O novo álbum, que ainda não está nem naquele período de gravações, vai "substituir" o anterior, Jukebox (2008), onde a cantora fez versões de músicas que gosta de artistas que admira. O CD também ganhou um extra com 5 músicas (leia mais). 

Cat Power esteve no Brasil em maio deste, na Virada Cultural Paulista, tocando em Jundiaí e São José dos Campos. Confira como foi o show dela em setembro, em São Paulo

Especial Planeta Terra - Novos Paulistas

Dudu, Tiê, Tatá, Pethit e Tulipa, os Novos Paulistas

O quinteto Novos Paulistas, de acordo com Thiago Pethit, nasceu de um convite de Ana Garcia, do Coquetel Molotov. Ele então chamou seus melhores amigos cantores para fazer parte do grupo, que reúne os novos, últimos e bons nomes da MPB-rock (se é que isso existe) saídos de São Paulo. São eles Tiê, Tulipa Ruiz, Dudu Tsuda e Tatá Aeroplano (Jumbo Elektro), além de Pethit.

Juntos, eles já fizeram mais do que subir no palco do Sesc Vila Mariana, onde foi montada inclusive uma exposição sobre eles, com desenhos, um pouco da música e fotos. Todos já cooperaram entre si de alguma forma. Tiê, por exemplo, convidou Tulipa para cantar em seu debut lançado no ano passado. E Tiê por sua vez cantou no disco de Pethit.

“Nós não somos um grupo. Não somos um coletivo. Não somos nada. Essa reunião é uma celebração da amizade”, explicou Tulipa em uma entrevista ao Trama TV. Até porque cada um também segue em sua carreira solo. Os três citados anteriormente lançaram no ano passado ou neste ano, caso de Tulipa, seu primeiro disco. Tsuda e Tatá estão trabalhando no futuro disco do Cérebro Eletrônico, embora Dudu não faça parte do grupo. Ao mesmo tempo que excursionam pelo Brasil divulgando o Jumbo Elektro.
A produção dos Novos Paulistas, como deu para perceber, é de Pethit, já que ele reuniu todo mundo. Foi ele também que começou a montar o repertório, que tem músicas de todos os artistas envolvidos. Entre elas, “Essa canção Francesa” (Thiago Pethit), “Mar Morro” (Tatá Aeroplano) e “Só sei dançar com você” (Tulipa).

O grupo é uma das grandes expectativas do Festival Planeta Terra, já que muitos ainda não conferiram o show do grupo e nem podem escutar algum disco dos 5 juntos. O dever de casa, portanto, é pelo menos entrar no Myspace de cada um dos integrantes e escutar um pouquinho do som.

Os Novos Paulistas tocam no Sonora Main Stage, a partir das 17h30.

04 outubro 2010

É Oficial


Paul McCartney virá ao Brasil e fará dois shows, um em Porto Alegre no dia 07 de novembro e outro no Morumbi (SP), no dia 21 de novembro. O que dá uma margem de alguns dias de folga no Brasil, ham? Para onde será que o ex-Beatle vai passar? Aposto que deve ir ao Rio tomar uma caipirinha, porque é o que todo gringo gosta de fazer.

Os ingressos ainda não estão à venda, mas quinta-feira, dia 07 de outubro devem rolar mais notícias sobre isso aí. Agora é só uma notinha mesmo.

No twitter está rolando uma especulação gigantesca e entre os comentários importantes está o do @screamyell, que disse que pode sim rolar um show extra em São Paulo. Mas vamos pensar. O cara do São Paulo (futebol clube) não disse que há dois dias guardadinhos para um show de Paul? Pois é...

E se você entrar no site oficial do músico verá que a Up And Coming Tour estará sim no Brazil! (Eu adorei essa foto, por isso copiei de todo mundo que falou dessa turnê aí)

Vídeo - Weezer

O Weezer cantando o seu novo single em um táxi preto. Obra do Black Cab Sessions. Tirei lá do Lúcio.

Weezer - "Memories"

01 outubro 2010

Entrevista - Lucy and the Popsonics

Encheu, mas nem tanto e algumas pessoas foram embora quando a banda começou a tocar. Fato que só reafirma o que Fernanda Popsonic comentou na entrevista abaixo, o Lucy tem mais público fora de Brasília e do Brasil, do que aqui. O show em questão era o de lançamento do segundo disco da banda, o Fred Astaire, nome dado em homenagem ao dançarino norte-americano. Também há de se dar um desconto já que o grupo subiu ao palco quase às 3h e mesmo sendo sábado, abandonar o barco para dormir é sempre uma boa pedida. (Veja as fotos do show aqui)

Ao vivo, o som agora ganhou mais peso, mais representatividade. Tudo por conta da bateria de Beto Cavani (ex-Suíte Super Luxo), que agora com Pil e Fernanda faz parte do Lucy and the Popsonics. Isso não quer dizer, é claro, que o grupo esqueceu as batidas eletrônicas que o fizeram famoso. Elas estão mais do que presentes.

O Lucy cresceu musicalmente e tem uma mãozinha de um cara chamado John Ulhoa (Pato Fu), que produziu o disco junto com os demais integrantes da banda. Ele botou Fernanda para fazer aulas de canto e ainda mostrou um monte de hardwares novos para fazer um som bacana. Até os viciou em sorvete!

Extrovertida como sempre, a Popsonic brincou com o público e até mandou um: “Olha, a gente vai vender o disco aqui do lado. Não vamos ser hipócritas, eu baixo disco pra c*r*lh*! Mas quem quiser ajudar é R$ 20! Além de dinheiro, você também pode pagar com 10 cheques de R$ 2!”. Foi com ela que conversamos sobre o grupo, sobre o namoro, hoje casamento com Pil, sobre a carreira, o futuro e sobre o novo disco.


Fernanda, Pil e Beto ou os Popsonics

My Favorite Way: Vocês preparam este novo disco com uma bateria eletrônica. Agora como é esse som que com uma baterista de verdade? Como rolou o convite para o Beto Cavani (ex-integrante da Suíte Super Luxo)?

Fernanda: A gente já tinha muita vontade de começar a tocar com baterista. Assistimos muitos shows no exterior com bandas que não tinham baterista como a gente, mas quando entrava uma com baterista fazia muita diferença sonora. Era uma coisa que batia, sei lá! Pintou a vontade e pronto. O Beto entrou por meio de uma seleção. Ele se destacou bastante. Ele é experiente e viciado em tocar bateria. Além disso, baterista é o bicho mais complicado do mundo, o Beto não é. Ele tá curtindo tocar com a gente. Por enquanto é isso. A coisa tá rolando.

MFW: Vocês começaram a banda em 2005, quando ainda eram namorados. Casaram há pouco tempo (ano passado, certo?), como é conciliar essa vida de rock e casal?

Fernanda: Muita coisa mudou. Para a nossa música ficou mais fácil, mas a gente caiu naquela de ter uma casa para sustentar, fazer compras no supermercado, etc. Antes de casar, não faltava papel higiênico em casa. Descobri que essas coisas não nascem em árvores. Hehe! Por outro lado, você assiste o filme que quer, a hora que quer, come o que quer. Fizemos mil festas, jantares e somos bem espalhafatosos com isso. Ficamos mais próximos, mais íntimos. Já cuidávamos um do outro e agora parece que houve uma fusão de nossos corpos. Nosso “schedule” envolve uma atenção especial com nossos corações. Com relação a música a gente tem outros projetos para dar andamento como o “Parallel Lines” (não o disco do Blondie), esse é nosso projeto com um amigo de NY. Queremos fazer muita música ainda. Essa é a nossa vida. Temos além do nosso amor pelo outro, amor eterno a música. Estamos a cada dia que passa mais conectados com a música e de uma forma pura. Ah, quase ia esquecendo. Começamos a namorar por causa da música. Então…

MFW: Consideram o som de vocês “roqueiro”? Ou é pop e ponto? Já que a mistura é de punk com eletrônico.

Fernanda: Acho que essas definições são coisas do passado, coisa de velho mesmo, em outras palavras. Aqui em casa toca reagge, ragga, rock, eletrônico, samba, MPB, tudo! Qualquer coisa é bem vinda, basta ser música de qualidade.

O que fazemos é uma mistura. Foi engraçado ir para a Europa e as pessoas nos identificarem como brasileiros, porque nossa forma de cantar lembra um pouco a MPB. Sinceramente, acho que ninguém no Brasil pensa isso da gente e nem a gente da gente mesmo (essa foi difícil), enfim… Somos uma mistura de tudo que ouvimos.

Para aqueles que insistem demais a gente diz que é “rock eletrônico indie”. Só para pararem de perguntar.

MFW: Em 2007, li uma matéria perguntando se o Lucy and the Popsonics seria o novo hype daquele ano. E eu pergunto: como enxergam a carreira da banda hoje, lançando o segundo CD e ainda tendo tocado na Europa, EUA e ainda em vários festivais pelo Brasil? E aqui em Brasília, como é a receptividade do púlico?

Fernanda: Vamos ser sinceros. Essa história do hype é uma grande furada. Estávamos no olho do furacão na época, uns 4 anos atrás. O CSS e o Bonde (do Role) eram muito famosos e estávamos realmente aguardando viradas das bandas independentes. O sentimento que algo ia acontecer era geral, partia de todos os lados. Olhando de longe, o independente brasileiro é insustentável por si só ainda. E estamos longe do que acontece no mercado médio no exterior. O Brasil não gosta do novo, como acontece na Inglaterra, por exemplo. Todo mundo faz revival de músicas do passado para vender e ponto. E se faz isso com apoio de gravadoras que precisam pagar os salários do próximo mês.

Estávamos na Fnac um dia desses para tocar e entre a passagem de som e o show fiquei olhando os discos. Bom, o que o Brasil se interessa é por sertanejo, forró e Roberto Carlos. Não tem muito para onde correr. Macaco Bong é massa pra caralho, eu amo, mas nunca se apresentarão num Faustão da vida. Quando eu olho para trás, o rock já foi pop no Brasil. Meus pais cantarolavam Legião Urbana. O Brasil estava na euforia de ser jovem e tocar rock. Meus pais já foram de certa forma roqueiros e meu pai usava um visual disco. Inclusive já falei para ele que se ele passasse na minha frente na época eu ia namorá-lo. Hahaha!

Hoje é chique gostar de porcarias nacionais, infelizmente e ainda batem no peito dizendo que se precisa valorizar o nacional a qualquer custo, mas quando vão ao show de alguém é para pegação, beijação, etc. Não se há respeito pela arte, como vimos acontecer fora do Brasil, o que é uma pena.

Vejo-me fora disso. Prefiro fazer música que eu gosto, mesmo que não receba nada em troca. Optamos por cantar em português, mas não acho que venderei milhares de discos por aí. O que queremos é continuar a tocar e compor até morrer. A música faz sentido na minha vida. Este ano eu tive a pior depressão da minha vida inteira e foi o Lucy And The Popsonics e as aulas de canto que me salvaram. É isso que farei sempre, acho.

Sobre nosso público em Brasília não sei a quantas andam. Espero que o show esteja cheio como dizem que será, mas se tiver uma pessoa apenas faremos como se tivesse um milhão. O que importa afinal de contas para as pessoas que querem nos ver? Um show e é isso que faremos naquele palco.

MFW: O que dá para esperar desse novo disco “Fred Astaire”? O John Ulhoa (que produziu o álbum) falou que ele está mais potente que “A Fábula (ou a farsa?) de dois eletropandas e diz que ele teve um upgrande. Qual foi esse up? Como o Gollo e o Farret participaram (produtores do primeiro disco)?

Fernanda: Eu acho que o artista que não busca produtor ou um mentor, diríamos assim, está se limitando de conhecimentos extraordinários. É como você entrar na faculdade, mas não ter mentores para mostrar o que seria interessante você buscar. As coisas mais importantes na produção do disco é a experiência, o seu aprendizado musical… É um olhar externo que quando você está envolvido demais deixa passar os detalhes que fariam toda uma diferença. O que rola também é que você se coloca na posição de ter que repensar algo que parecia estar bom. Come on! Produzir não é tocar nem compor, muito menos apenas gravar. Está além disso. Você chega com uma demo e o produtor te ensina a ler a música, timbrar, usar técnicas para fazer algo que você não deu conta de fazer sozinho e te coloca para gravar em um estúdio de verdade, onde você tem todo o aparato necessário para fazer um negócio mais potente do que se você fizesse em casa.

Uma coisa que aprendemos na época do primeiro disco é que a música fala por si só. Você não tem muito o controle sobre o que ela pede. Aí entra a criatividade de usar aquilo que ela pede de uma maneira mais interessante.

O Zé e o Rafa foram mais que nossos produtores do primeiro disco, são nossos amigos. Trocamos músicas, experiências de vida, musicais e por causa deles viramos experts em alguns harwares por aí. Eles mudaram muito nossa vida, assim como aconteceu com o John.

O John nos mostrou inovações de softwares, fez-me aprender técnicas vocais interessantes, mostrou-nos timbres legais. Com seu conhecimento de engenharia de som nos ensinou os limites dos sons e nos viciou em sorvetes!

Pense nos melhores discos da sua vida e veja se algum deles não teve participação de um produtor foda! Todos os meus preferidos tiveram. A Björk, que para mim é a melhor cantora do mundo, já foi produzida pelo Timbaland. Essa coisa de fazer tudo sozinho é tupiniquim e coisa para inglês ver, a não ser que você já tenha se tornado um Brian Eno da vida.

Falei tudo isso porque sinceramente vejo no Brasil uma coisa bem boba com relação a isso. Para você ter algum respeito você deve escrever músicas tristes, mesmo que você não seja triste, e compor no máximo voz e violão porque se tiver tecnologia deixa ser música, como já ouvimos algumas vezes, de músicos ortodoxos, claro.

MFW: De uma conversa no aeroporto, para uma no Rec-Beat e em seguida a produção do CD. Se não fosse com o John, teria algum outro estúdio ou produtor à vista?

Fernanda: Fizemos o possível e o impossível para que ele nos produzisse desde que ele se mostrou interessado na proposta. Somos fãs há muitos anos do Pato Fu. Eu já fugi de casa para assisti-los algumas vezes na minha adolescência. E estar do lado deles era algo inimaginável até o dia que caiu a ficha que estávamos alí, muito perto. Era uma coisa que não poderíamos deixar de escapar e rolou, graças a nossa persistência e a disposição do John, claro. Mas, se nada disso tivesse rolado, provavelmente teríamos sido produzido por alguém do Hip Hop ou DJ de música eletrônica roots, visto que estávamos mais que nunca numa onda muito Kraut.

Capa de Fred Astaire, segundo disco do grupo

MFW: E a estética do novo álbum? Quem é o responsável pela parte gráfica?

Fernanda: Zé Otávio. Ele é um artista de São Paulo do qual sempre fomos muito fãs. Aliás, ele ainda me deve um autógrafo no nosso disco. Hahaha! Sério, quando terminamos o disco eu falei pro Pil que tínhamos que conversar com o Zeh e daí cruzamos os dedos.


MFW: Vocês já tiveram a oportunidade de fazer uma turnê pela França e talvez até em outros países. Por que não fizeram? Não dá para viver de música no Brasil?

Fernanda: Nós fizemos mais de 200 shows no exterior. Não dá para viver no Brasil com o som que fazemos, é fato. Não nos mudamos do Brasil porque optamos por ter qualidade de vida e manter nosso casamento em um ambiente estável. Tocar é uma delícia e é muito foda, mas a estrada é muito hardcore e não é para qualquer um. Não é a toa que se não for pelo dinheiro, muitas bandas não sobrevivem. É um mundo realmente muito difícil. Queremos ser saudáveis, ter uma vida, sabe? Quando você está na estrada você às vezes se depara com a situação de ter de escolher entre dormir, comer ou tomar banho. Você faz em ordem do que mais te incomoda no momento. Não é a toa que muitas pessoas, muitas mesmo, jogam-se às drogas. É desumano.

Quantos shows você se depara com uma banda cansada? Não são poucas. O público acha que você está de pouco caso, mas a verdade é que aquele cara do palco às vezes queria apenas tirar um cochilo respeitável, tomar um banho ou comer uma vez bem naquele dia.

Teve uma tour de 40 dias que fizemos em 2008. Todos os shows foram fodas demais, mas teve um dia que eu sentei no chão cansada de carregar instrumentos e malas e comecei simplesmente a chorar de cansaço. O Pil sentou do meu lado e falou: “Calma Fer, faltam apenas mais 10 dias”. Hahaha!

O que pretendemos é viver bem, comer bem, cuidar da nossa vida, escutar muita música, ler muitos livros, ver muitos filmes, sermos felizes, saudáveis e fazer música até cansarmos.

MFW: Nos shows, você geralmente está com roupas bem diferentes. No Porão de 2008, por exemplo, era uma coisa meio intergaláctica, um prateado bem chamativo. Você escolhe suas roupas? As compra ou faz os seus figurinos? Quão ligada em moda você é?

Fernanda: Eu e o Pil gostamos de moda. O Pil gosta de um tipo específico de moda que é camisetas. Ele tem lojas (ele é um dos donos do Verdurão, uma das lojas de camisetas mais conceituadas de Brasília) para se divertir com isso e eu vivo usando coisas que ele faz. Estou prestes a fazer um curso de costura como terapia. Moda para mim é tão arte quanto a música. Eu gosto de usar roupas diferentes, fazer maquiagens diferentes. Eu era daquelas meninas que pegavam as coisas da mãe e calçava sapatos altos com uma maquiagem bem forte. Hahaha! Eu mesma faço minha maquiagem, escolho minhas roupas, algumas eu rasgo e recosturo, etc. Eu ganho algumas coisas. Tenho amigas que trabalham com moda. Uma das minhas madrinhas de casamento estuda moda em Paris e de vez em quando me manda coisas. Gosto de estilistas novos e comprometidos com a estética. Esses são poucos no Brasil. Eu gostaria de ter mais talento para isso, mas não é muito o meu caso. Venho de uma família de costureiras. Minha bizavô antes de morrer não enxergava, mas colocava a linha na agulha e costurava coisas legais para minhas bonecas. Minha avô era uma costureira famosa e ela costurava tudo para mim até uma certa idade. Tenho orgulho dos meus ascendentes e profunda admiração por tecidos. Até hoje quando vejo minhas fotos super pequena eu ainda me sinto super fashion. Hehehe!

Entrevista publicada originalmente no site Bloody Pop.