29 setembro 2010

Videoclipe - Zémaria

O pessoal da Rádio Levis deu uma ajudinha ao pessoal do Zémaria e juntos eles produziram este videoclipe bem legal. A música "The Space Ahead" é também o nome do disco, lançado no ano passado. 

Zémaria - "The Space Ahead"

Norah Jones no Brasil

Norah Jones
A cantora Norah Jones é mais uma das atrações internacionais que aportam no Brasil em novembro (além do Belle & Sebastian, Paul McCartney e do Planeta Terra, que nós já falamos aqui). Eles fará 4 shows em solo nacional, em Curitiba, no dia 12, São Paulo (14/11), Rio de Janeiro (16/11) e Porto Alegre (18/11).

A apresentação na capital paulista terá entrada franca, mas ainda não há mais definições sobre isso. A única coisa que sabe é que ele será no Parque da Independência, às 16h. Aqui, ela promove o disco The Fall, lançado no passado. 

Não tinha visto, que a Norah Jones tinha cortado o cabelo. Achei uma gracinha! Bem melhor do que o cabelo longo e esvoçante que ela usava antes.

Never Hide in Concert - Vote na sua banda favorita


A Ray Ban, marca de óculos que conquistou o mundo, está organizando o festival Never Hide in Concert, mas não é nada como o Natura About Us, nem o Planeta Terra ou o SWU. O que eles querem é eleger uma banda independente bacana para deixar o dita anonimato e pelo menos, tentar no mainstream.

Para isso há uma votação rolando no site oficial do evento, com as bandas que já passaram pelo crivo dos produtores. Entre as 8 finalistas, estão a brasiliense The Pro, o Charme Chulo e a paranaense Nevilton. O prêmio é um contrato com a 3Plus Assessoria e um show na festa de aniversário da Revista Rolling Stone.

Lá não tem o dia em que a banda será selecionada, o que é bem estranho diga-se de passagem, mas sabemos que o The Pro vai para São Paulo este fim de semana para participar de uma seletiva. Logo damos mais informações.

Videoclipe - Flaming Lips

Flaming Lips, “See The Leaves” 

Velet Pub completa 1 ano

O atual único pub da Asa Norte, o Velvet (102 norte) completa hoje 1 ano de vida e comemora a noite com os DJs que mais tocaram na casa neste tempo. Estarão lá Gonzalo Insônia, Cookie Valentino, Titi's, Gus (dono do estabelecimento) e eu, Alê dos Santos. Maraskin, que deveria estar nesta lista, está viajando e só por isso não irá tocar também. 

A festa tem entrada franca, mas você tem que deixar pré-pago R$ 15 de consumação, ou seja, 3 cervejinhas. A noite cheia de rock ainda terá sorteio de brindes. Aparece lá!

28 setembro 2010

Do Meu Jeito Favorito #2

Andamos pela cidade este fim de semana e encontramos mais uma moça para fazer parte da nossa coluna de moda. A Do Meu Jeito Favorito pescou a bem vestida Anelise Pinto, empresária e publicitária, de apenas 24 anos, na festa Live! Covers Sessions. Como roqueira que é, Anelise estava de preto, mas para contrastar pôs um casaquinho de oncinha, uma bolsinha marrom pequena (ótima pedida para festas) e uma botinha preta de cano baixo. Outro toque especial ficou para os detalhes, a bolsa e a saia com tachinhas.

Muito ligada em moda, a moça explicou que montou o look da noite através de blogs sobre o assunto que visita com frequência, mas isso não quer dizer que ela não tenha estilo. “Gosto muito de preto, é minha cor favorita. Mas hoje estava meio de saco cheio e quando estou assim, um pretinho sempre salva!”, explicou. O preto geralmente é a melhor escolha para aqueles dias em que você não sabe o que vestir. Ele é básico e sempre está de acordo com o local que você vai naquela noite. Seja um jantar ou uma festa.

O estilo roqueiro da garota se evidenciou logo e ela revela: “Adoro misturar coisas. Usar uma camiseta de banda rasgada, com uma roupa mais arrumadinha”. Essa mistura anda super em alta desde a última estação, assim como o xadrez, que voltou com força no inverno. O mix de roupas novas e velhas, ou caras com baratinhas, do chamado hi-low também. Mas por ser uma mulher mais objetiva, Anelise não curte muito essa onda de brechó: “Acho muito legal quem compra roupas em brechó e sabe usar, mas eu não consigo comprar. Tem que procurar muito e disso eu não gosto”. Entre os últimos lançamentos da moda, o que a conquistou foram as botinhas de cano curto. Não à toa, ela estava usando uma.

A peça chave de seu guarda-roupa é o blaser. “Adoro blasers! Casacos em geral. Tenho um monte. Acho que eles dão um toque diferente. Se você estiver com uma roupa simples e colocar um blaser por cima, já dá outra cara para o seu look. Uso até mesmo no calor”, explica. E foi realmente o que se viu, mesmo com a noite quente, ela estava com seu leve casaquinho de oncinha, enquanto muita gente estava apenas de shortinho e camiseta.

Agora é só aguardar e seguir bem-vestido, pois você pode ser o próximo aqui, na Do Meu Jeito Favorito. Saiba mais sobre a festa aqui

Videoclipe - The Apples in Stereo


The Apples in Stereo - "Told You Once"

Sonhando Acordado


Gael García em cena
O Telecine Cult está mais uma vez com uma programação especial. Durante toda esta semana, o canal de TV pago traz os longas que passaram no Festival de Cinema do Rio. Eles serão exibidos sempre às 22h e as sessões começaram no domingo, dia 26 de setembro, com Sonhando Acordado, de Michel Gondry (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças).

Estrelado por Gael García e Charlote Gainsbourg, o filme traz a história de Stephane, um homem de 30 anos, que volta a morar com a mãe depois que ela lhe consegue um emprego. Ele vive no México, país de origem de seu pai e a mãe, na França. O rapaz de muita imaginação passa a trabalhar em um escritório de calendários, mas o emprego não era bem o que ele imaginava. Nesse ínterim, ele conhece e se apaixona por Zoe, a amiga de Sthepanie (Charlotte Gainsbourg), sua nova vizinha.

Esqueça todos os efeitos especiais que você viu em Hollywood, em Sonhando Acordado, o diretor optou por trazer o tom lúdico através de coisas mais reais. Tudo foi fabricado e testado. O carrinho de papelão, a cidade de rolos de papel higiênico, a água de papel celofane, que ganham um toque a mais com a animação. E este é o grande segredo da trama.

A história é bem confusa, às vezes não dá para saber se Stephane está acordado ou não e na maior parte do tempo, ele parece mais uma criança do que um rapaz de 30 anos. Está sempre sonhando. Sonhando com aquilo que quer, aquilo que gostaria que acontecesse, ao invés de ir atrás.

Tudo se complica mais em sua vida, quando ele descobre que gosta mesmo é de Sthephanie e não de Zoe. A vizinha não quer saber de namoro, mas adoraria ser sua amiga. Dói para um coração apaixonado. Conviver com isso é quase que uma obsessão e Stephane não para de sonhar, confundindo a realidade e a utopia. O filme é médio, ganha 3 estrelas. A atuação do casal Gael e Charlotte está ótima, assim como os efeitos especiais delicados.

Trailer de "Sonhando Acordado"

Noite de Remixes na Drops

A noite do último sábado funcionou como um presente para os amantes da música eletrônica e um aperitivo para aqueles que daqui a 12 dias irão para Itu curtir o festival ecológico SWU. A dupla de DJs cariocas Luciano Oliveira e João Miguel, mais conhecidos como The Twelves, se apresentam no primeiro dia do festival e foi a principal atração da Drops Music Bar, no último sábado, dia 25 de setembro. A festa também marcava a inauguração do coletivo Tempo Zero.

Vários foram os DJs que se apresentaram para um público que até às três da matina parecia tímido. Depois do sorteio de cinco pares de tênis da marca Pony, a dupla entrou em cena e esquentou o clima com um remix devastador de “Liztomania” do Phoenix (veja vídeo abaixo). Vários foram os remixes durante a apresentação, como o “mais” famoso da dupla, o da música “Boyz” da cantora M.I.A.

O set foi uma mistura de músicas executadas no computador e remixadas (algumas) ali, ao vivo e a cores, com intervenções ao vivo (live P.A) de um pequeno teclado que era manuseado por João Miguel. Depois da noite de sábado, acho que a tenda Heineken no SWU vai ser bem concorrida.

The Twelves em Brasília

27 setembro 2010

"Comer, rezar, amar" novo filme com Julia Roberts

Eu adorei a matéria que foi ao ar ontem no Fantástico, com a Julia Roberts e o Javier Bardem. Sobre o novo filme que ambos protagonizam, o "Comer, rezar, amar", inspitado no best-seller de mesmo nome, que deve estrear no Brasil este fim de semana. Por isso, segue abaixo a matéria da jornalista Guiliana Morrone, correspondente da TV Globo em de Nova Iorque. 

Belle & Sebastian volta ao Brasil

Belle & Sebastian

"É de fazer chorar", você já ter o seu ingresso de um grande festival para uma semana depois dos shows do Belle & Sebastian no Brasil. O grupo não passa por aqui desde 2001, quando tocaram no Free Jazz Festival e olhando as contas bancárias, ir para São paulo ou Rio para assistí-los está fora de questão. Até porque, como vocês leram aí embaixo, tem o show do McCartney, né?

O grupo viria apenas para tocar no Via Funchal, em São Paulo, mas um movimento muito bacana formado por cariocas que estão cansados da mesmice da cidade em parceria com o Circo Voador (famosa casa de shows do Rio) conseguiram fazer com que o grupo escocês também chegue à cidade maravilhosa. Marcados para os dias 10 e 12 de novembro, respectivamente (SP e RJ), o Belle & Sebastian traz ao Brasil o show de seu mais novo CD (que será lançado este ano, mas disponível clandestinamente na internet), Write Abou Love.

Os valores dos ingressos ainda não foram divulgados, mas em breve haverá mais informações. Acalmem-se!

Depois do Planeta Terra tem Paul McCartney

Paul e Ringo, mas só o primeiro vem ao Brasil
É isso mesmo que você leu. As especulações em cima deste show rolam desde que Brasília iria completar os seus 50 anos e fazer um mega show, mas o Arruda (governador da cidade na época) foi preso pela falcatruas que cultivou do governo anterior (de Joaquim Roriz, que agora colocou a mulher no lugar dele para concorrer às eleições deste ano, porque ele pode ser impugnado com a aprovação da Lei da Ficha Limpa). Mas agora amigos parece que é verdade mesmo! 

O local escolhido para abrigar o show do ex-(eterno) Beatle foi o Morumbi, estádio do time São Paulo e as datas, dias 21 e 22 de novembro, domingo e segunda, foram confirmadas por  Adalberto Baptista, diretor de marketing do time.

A assessoria de Paul ainda não disse nada, mas a esperança é a última que morre e diante de uma notícia dessas, só se cair um raio perto da casa do cantor, que ele não deve vir. Vamos combinar! 

Videoclipe - Foals

Foals - "2 Trees"

Festa Live! Covers Sessions encheu mais do que devia

Galera curtindo Let It Beatles
Uma festa cheia, deixa qualquer organizador feliz, de um jeito de dar até inveja. Foi o que aconteceu no último sábado, dia 25 de setembro na Live! Covers Sessions. Na noite estavam previstas as apresentações das bandas Let It Beatles (cover de Beatles) e NYC Cops (cover dos Strokes) e mais DJs, para ninguém ficar parado. 

Chegamos lá meia-noite e haviam duas filas, uma para entrar no Clube da Asceb e outra para entrar no Club da 904 (Sentiu o drama, né?). O local ficou bem cheio e quente, como era de se esperar e o que deixou  mais trabalhoso pegar uma cervejinha para se refrescar. Ao contrário do que acontece na Play! (que rola toda sexta no mesmo local), o lugar foi aberto, dando mais conforto a quem esteve por lá. Os banheiros do Club ficaram todos para as meninas (uma ótima pedida) e os homens tiveram que se contentar com os químicos, o que eu acho muito válido. 

O Let It Beatles subiu ao palco 1h da manhã tocando "Revolution" do Álbum Branco e daí foram só hits, como foi a carreira do quarteto de Liverpol. Foram 1h e 20min de muito rock e calor. Deram uma paradinha e finalizaram o show com "Helter Skelter". O mesmo rolou com o NYC Cops, que começou a tocar mais tarde e ainda com a casa cheia, às 3h da matina. Assistir ficou meio desconfortável por conta do calor, mas valeu a pena dar uma chegadinha lá. 

Veja as fotos no nosso Flickr!

Velhos e Usados chega ao seu fim

Velhos e Usados
É com aquela dorzinha no peito que o My Favorite Way anuncia o fim da banda Velhos e Usados. Recebemos um e-mail do grupo informando que a banda acabou, mas calma! Eles não brigaram nem nada, apenas rolou aquilo que acontece com as bandas independentes nacionais, cada um foi para o seu lado cuidar da sua carreira profissional. Pelas palavras do grupo:

"Nesta sexta-feira, 24 de setembro de 2010, nós (Diego, David, Marco e Arthur) decidimos encerrar as atividades dos Velhos e Usados.Os motivos são variados: mudança de cidade, dedicação a profissão e outras coisas que nos deixariam numa situação muito difícil para sustentar o comprometimento necessário para seguirmos como uma banda."

Os Velhos já tinham perdido um dos integrantes, o Rodrigo Cavallare (primeiro da esquerda na foto) no ano passado e estavam seguindo aos poucos. Fizeram inclusive um show memorável na festa Cansei de Ser Cult. Uma pena! Esperamos que rolem algumas apresentações surpresas por aí. 

24 setembro 2010

Resultado da promoção Live! Covers Sessions



A outra promoção da semana foi a festa Live! Covers Sessions, que vai trazer as bandas NYC Cops e Let it Beatles para tocar covers das bandas The Strokes e Beatles, como está fácil de reconhecer. Já que o agito vai ser bem legal para quem gosta das duas bandas, lá no Clube da 904, fizemos a pergunta: "Como você conheceu o My Favorite Way?". Claro que era muito mais para saber quais os canais estão dando retorno para gente e o Twitter foi o vencedor!

Mais uma vez, agradecemos a quem entrou no blog para, pelo menos, saber como participar da promoção e pedimos que entre aqui de vez em quando, para dar uma espiadinha. Sem mais lero-lero, quem ganhou a promoção foi a Patrícia Ramos. Patrícia, seu nome estará na entrada da festa e você tem direito a um acompanhante.

Aguardem, que logo teremos mais coisas legais!

Resultado da Promoção The Twelves


A dupla de Niterói, Rio de Janeiro, The Twelves irá tocar este fim de semana lá na Drops Music Bar e nós perguntamos para os nossos queridos leitores: "De onde esse povo é?". A resposta eu já dei no começo do texto e quem mandou o e-mail já sabe se acertou ou não. Mas quem será que ganhou?
Primeiro, obrigada a todos que participaram e voltem sempre! Porém, só podíamos sortear uma pessoa e o ferlizardo foi o Rafael Peres Acosta, que terá o seu nome na porta da Drops e pode levar um acompanhante!

Até uma próxima, galera!

23 setembro 2010

Videoclipe - Vampire Weekend

Não, não é nenhum vídeo novo do Vampire Weekend, sou apenas eu reavivando a banda. Gosto muito desse disco e dessa música. Dá uma conferida!

Vampre Weekend - "Holiday"

Cake com música nova

Pesquei lá no Move That Jukebox a música nova do Cake, que como informaram os colegas de blog (eles já viraram um site) a canção não está em nenhum site, mas uma rádio de Seatle, a 107.7 (muito boa, por sinal!) tocou o primeiro single, que deve fazer parte do CD ainda sem nome, data de lançamento ou até capa.



Legal essa música, né? O Cake é uma daquelas bandas que você nem liga se não estão sem gravar desde 2004, mas quando você escuta dá uma saudades.

Noite Membrana

Velásquez
A primeira Noite Membrana inaugura não só o coletivo e selo de mesmo nome, que visa fazer um intercâmbio entre as bandas de Brasília e de fora, mas também traz duas bandas para tocar na próxima noite de terça-feira, dia 28 de setembro, no O'Rilley (408 sul). A capital anda mesmo meio parada na terça, na quarta e na quinta com o fim recesso das festas do champagne no Cabíria (413 norte), Toranja e Cansei de Ser Cult, respectivamente.

Na (noite) Membrana, os grupos convidados são Os Dinamites (já conhecidos pelo rockabilly que fazem) e o Velásquez. A última, honestamente nunca tinha ouvido falar. Fui no Myspace dos rapazes, mas não achei grande coisa. A banda tem uma batida legal, músicas dançantes, mas o vocalista não se adequa muito as canções. Às vezes soa fora do ritmo. Claro que vocês têm que tirar a prova dos noves, então passem lá na Myspace deles!

Os shows serão entremeados pela discotecagem de Moraes, vocalista do banda Tiro Williams. Os ingressos são R$ 10 e quem chegar até às 21h, entra de graça!

22 setembro 2010

Videoclipe - Animal Collective

O Animal Colletive acaba de colocar em seu site oficial mais um videoclipe de seu último disco Merriweather Post Pavilion. A música escolhida para ganhar mais um vídeo tresloucado foi "Bluish", assista abaixo:

Animal Collective - "Bluish"

Promoção - The Twelves


The Twelves e o ursinho
Mais uma promoção ronda o My Favorite Way! Quem quiser ir à festa que trará a dupla The Twelves no Drops Music Bar tem de hoje até às 21h do dia 24 de setembro para mandar um e-mail para contato.favorite@gmail.com e responder à pergunta: "De onde é a dupla The Twelves?". Quem responder certo, concorre a uma par de ingressos para participar da festa. Se você quiser saber mais detalhes, volte no nosso post "Antes do SWU tem Brasília". 

E o guitarrista do The Drums?

Essa foi muito boa. O guitarrista do The Drums Adam Kessler saiu da banda em um dia e no outro o grupo já tinha conseguido outro guitarrista (na verdade uma semana depois). Nesse meio tempo, o povo ficou meio triste, cabisbaixo, afinal o que seria da nova aposta internacional do momento? Pronto! Resolvido, Tom Haslow foi convidado para entrar no quarteto formado por Jonathan Pierce (vocal), Jacob Graham (guitarra) e Connor Hanwick (bateria). Se você não se lembra quem são os The Drums, dá uma olhada no clipe abaixo, pois essa música é uma das mais executadas no Myspace dos caras.

The Drums - "Let's Go Surfing"

21 setembro 2010

Promoção - Um par de ingressos para festa Live! Cover Sesions

Let It Beatles

A festa Live! Cover Sessions que rola neste sábado, dia 25 de setembro, no Club 904 (o mesmo que abriga todas as sextas-feiras a Play!) traz uma noite de shows com as bandas Let it Beatles e NYC Cops, covers do Bealtes e The Strokes, respectivamente. A noite vai juntar esses dois ícones do rock internacional, cada um com a sua importância e ainda colocar DJs para animar a noite. Estão convidados Montana, Gonzalo Insônia, o trio Les Tripletes e Erick Elysio. Os ingressos custam R$ 15 (até 01h) e R$ 20 (após). Dá para comprar antecipado na loja Aloja.com, no Brasília Shopping por R$ 10.

Para dar mais uma vontade em quem curte as bandas haverá um sorteio de 1 box exclusivo com todos os álbuns da banda The Strokes (que são três) e 1 box com os três volumes da coletânea Anthology, dos Beatles. 

Mas se você quiser tentar a sorte e ganhar um par de ingressos para curtir a festa, mande um e-mail para contato.favorite@gmail.com, com o assunto: "Quero ir na Live!" e nos conte como você conheceu o nosso blog. A promoção segue até às 21h do dia 24 de setembro, sexta-feira

Instiga lança nova música

Instiga

O grupo de Campinas Instiga está se preparando para lançar seu quarto álbum e soltou na semana passada mais um single que estará na tracklist. "Parabéns" é a terceira música depois de "Mariachi" (escute e assista abaixo) e "Nosso Lugar". Logo mais o disco estará completo na internet, mas os meninos não deixarão de fazer um disco físico, como já disse Christian Camilo, vocalista da banda.

Instiga - "Mariachi"

Cerco Elétrico no Gama

Cassino Supernova
Você que mora no Gama ou perto da cidade, pode se preparar para um dia de rock e arte no Espaço Cultural Bagagem. Os grupos Cassino Supernova, Darshan, Vitrine e a convidada Evening de Goiânia farão uma tarde agitada neste domingo, dia 26. Os shows começam a partir das 15h, com entrada franca.

Além das bandas, a tarde que ganhou o nome de Cerco Elétrico ainda terá grafite com Mickemball, instalações artísticas e intervenções cênicas com o perfomer Leandro Sena. Além de uma cervejinha gelada, é claro! Porque rock sem cerveja não combina, né? Para quem não sabe, o Espaço Cultural Bagagem, fica na quadra 40 loja 16, do Setor Central, do Gama. Vai lá!

Videoclipe - Ting Tings

Estava ouvindo a NME Radio (muito indicada para o indies de plantão, inclusive) e lembrei que o Ting Tings lançou o videoclipe da música "Hands", que estará no segundo álbum da banda Kunst previsto para novembro deste ano. O eletrônico que marcou o grupo com músicas ótimas para a pista de dança como "Great DJ", "That's Not My Name" e outras continua presente. Porém, "Hands" consegue abrigar mais sintetizadores do que antes. Dá um curtida e diga o que achou. 

Ting Tings - "Hands"

20 setembro 2010

Radiohead com CD pronto


Radiohead


2010 foi um ano de especulações sobre o novo disco que o Radiohead estava gravando. A banda soltou algumas notícias sobre a gravação e ainda divulgou que ele deveria sair este ano. O ano ainda não acabou e Colin Greenwood, baixista do grupo, informou em um texto que escreveu para o site Index On Censorship.

De acordo com Colin, as músicas estão prontinhas, mas o grupo está discutindo qual é a melhor maneira de lançá-las. Será que vale a pena voltar a fazer como no In Rainbows (2007)? Lembram do "pague quanto quiser", né? Enquanto o grupo confabula, nós aguardamos pacientemente até o disco chegar.

Videoclipe - Ok Go

Depois de lançar o ótimo vídeo de "This Too Shall Pass", do último disco Of the Blue Color of the Sky, o grupo norte-americano Ok Go inova mais uma vez ao mostrar "White Knuckles", com a colaboração de um monte de cachorrinhos. Me pergunto de onde eles tiram tanta criatividade!

Ok Go - "White Knuckles"

17 setembro 2010

Pop-Pop-Sonics lançam segundo álbum

Lucy and the Popsonics
O agora trio Lucy and the Popsonics lança este sábado, dia 18 de setembro o seu segundo disco Fred Astaire. A festa Pop-pop-sonics será no Drops Music Bar (perto do Casa Park) e terá vários DJs tocando eletro, rock e muito pop para a galera. A banda Eletrodomesticks foi convidada para fazer a abertura do show. Os ingressos custam R$ 10 (até 1h30) e depois R$ 15. 

O Lucy, que por muitos anos foi uma dupla, agora enfrenta o desafio de ter mais um integrante tocando bateria. Antes, o grupo trabalhava com uma bateria eletrônica, carinhosamente apelidada de Lucy. Formado em 2005 por Pill e Fernada Popsonic, a banda lançou o seu primeiro disco A Fábula (ou a frasa?) de dois eletropandas, em 2007 e seguiu sua carreira tocando pelo Brasil, Europa e Estados Unidos. Hoje conta também com Beto Cavani, ex-integrante da Suíte Super Luxo. O segundo disco, Fred Astaire teve produção de John Ulhoa, do Patu Fu e tem 10 faixas, todas inéditas. O single, homônimo ao disco, já pode ser ouvido no Myspace da banda. A festa está marcada para às 22h30. 

Resultado da promoção Lafusa


Mais uma promoção do My Favorite Way chega ao fim. Gostaríamos de agradecer a todos que participara e visitaram o nosso blog. A quem não ganhou, fique ligado! Mais uma promoção vem por aí logo logo! E sem mais delongas....Quem ganhou a camiseta do Lafusa e mais um par de ingressos para assistir à banda lançando o seu primeiro disco foi: Amanda Ellen! Amanda, nós entraremos em contato com você via e-mail. 

Obrigada a todos!

16 setembro 2010

VMB 2010 - Onde foi parar o rock nacional?



Triste é você abrir o jornal hoje e ler: “Restart é o grande vencedor do VMB 2010”. O prêmio dedicado à música brasileira, especialmente ao rock nacional, pela MTV é sempre muito comentado pela mídia, mas sempre nos deixa muito cabisbaixos. “O que será que aconteceu com a música brasileira?”, nos perguntamos.

Quando se trabalha no meio independente e sabe-se da existência de bandas como Mombojó, Holger, Nevilton, Mallu Magalhães, Black Drawing Chalks, Apanhador Só e isso apenas para citar os que vieram a minha cabeça neste momento, como encarar o resultado das “votações”? Vai ver que esses artistas tem grande qualidade musical, mas infelizmente não fazem parte de nenhuma “família”, como os coloridos do Restart.

Não, não adianta falar que eles são um fenômeno. O que eles fazem são uma mistura clássica de pop, com letras grudentas e visual diferente marcante. Se você parar para analisar, verá que essas bandas, podemos colocar no balaio Cine, NX Zero, Fresno e afins, apenas pegaram uma velha fórmula e reformularam para a uma nova realidade.

O videoclipe de “Recomeçar”, por exemplo, é facilmente desvendado por quem um dia assistiu a MTV e viu “The W.A.N.D”, do Flaming Lips. Viu as roupas coloridas de Wayne e companhia? As roupas coloridas também são roubadas dos artistas da música eletrônica, que por sua vez, se inspiraram no movimento clubber. Sem contar que eles ainda dão uma de moderninhos cults, com os seus óculos Rayban de grau. A fabricação desse tipo de banda é tão triste para a música brasileira. Os cabelos amigos, vem lá de trás. E o pior? Eles nem são bonitos! Tira toda essa maquiagem e veja o que sobra. 

Não podemos descaracterizar totalmente a MTV, pois a TV é sim um sonho para toda banda de rock que se preze e ainda uma vitrine para bandas novas. O que se lamenta é o não reconhecimento de grupos e competentes, que poderiam subir ao palco, ganhar o prêmio, mostrar sua música e serem comerciais. Parabéns ao Thiago Petit! 

Videoclipe - Stop Play Moon

Stop Play Moon - "Mysterious Way" 

15 setembro 2010

Coluna: Do Meu Jeito Favorito # 1

Gabi Brito
Começamos hoje a coluna Do meu jeito favorito, que vai falar de moda, mas não da maneira convencional, dando diquinhas para você. Queremos é mostrar o que você usa na rua, no trabalho, para sair, ir a um show, ao cinema, e por aí vai!

Encontramos a bem vestida Gabriela Brito, de 22 anos, correndo para o show do Estamira no Porão do Rock e conversamos um pouquinho com ela sobre o seu estilo.

A moça está hoje fazendo um trabalho voluntário de paleontologia e é formada em Biologia na FTB. Por isso explicou o que gosta de vestir no seu dia a dia: “Uso muito calça jeans e camiseta, por conta do meu trabalho. Preciso me sentir bem à vontade. É por isso também, que o que não pode faltar no meu guarda-roupas é um par de tênis bem confortável”.

Gabi, como é conhecida entre os amigos e familiares, disse que não sabe definir muito bem o seu estilo, mas dá para ver que ela gosta de se vestir bem quando vai sair: “Quando saí de casa hoje, a minha mãe perguntou: ‘Gabi você vai para o Porão ou para uma boate?’”, confessou rindo. O que envidencia também que a moça deve ter mudado um pouco de estilo, ficando mais feminina com o passar dos anos.

A mãe de Gabi, dona Rita também participa muito no que a filha veste: “Ela é quem compra as minhas roupas. Essa blusa foi ela quem me deu e a saia foi presente do meu pai”, explicou Gabriela. Além das vestes, os acessórios também chamavam a atenção. A moça ostentava um belo relógio rosa, que poderia ser facilmente confundido com uma pulseira, uma bolsa preta com alça dourada e uma Melissa bem confortável para aguentar a noite de shows.

Fique ligado, porque você pode ser o próximo clicado pelas nossas lentes!

14 setembro 2010

Videoclipe - Florence and the Machine


Florence and the Machine - "Heavy In Your Arms" (diretamente da trilha de "Eclipse")


Porão do Rock 2010 - Cobertura


Cassino Supernova
Com atrasos que passaram de mais de uma hora, a 13ª edição do Festival Porão do Rock iniciou sua maratona musical de 11 horas. O palco GTR que contou somente com atrações de heavy metal e suas vertentes e que ganhou instalação individual dentro do ginásio Nilson Nelson, começou por volta das 18h, uma hora a mais do que o programado. O público já era grande quando a primeira atração, a banda Mork, subiu ao palco e iniciou o gultural regado de riffs.

Pouco depois, no palco Chilli Beans, a Cassino Supernova começou sua apresentação que teve pouco mais de vinte minutos. O show contou com a participação do gaitista e vocalista da banda Korina, Guilherme Cobelo. A banda ainda dedicou uma de suas músicas, aos músicos do She Wants Revenge, que se apresentaria mais tarde no mesmo palco. (Felipe Nunes)

Watson
O atraso no começo do Porão foi ótimo para as bandas que abriram o festival. Caso do Watson, que deixou para cantar apenas para meia dúzia de gatos pingados, o que não quer dizer que o local estava cheio.
Quase uma hora depois, o grupo brasiliense subiu ao palco e mostrou porque deveria voltar ao Porão este ano. Um pouco sérios no começo (depois do show, Miguel jurou que isso foi loucura minha), o grupo foi se soltando e mostrou um show com bastante energia. Durante a apresentação, o vocalista pediu que os presentes apoiassem as bandas de Brasília Ironia ou não, o show terminou com “Tupanzine”, uma “música e
m homenagem aos shows meio vazios que nós fizemos por aí”, explicou Miguel. (Alê dos Santos)

A banda carioca, os Filhos da Judith foi a segunda atração do palco Pílulas e conquistaram lentamente o público que ainda chegava e explorava a estrutura do festival. Com a recente experiência de atualmente ser a banda de apoio na volta aos palcos do Erasmos Carlos, o eterno hitmaker e parceiro Roberto Carlos, eles fizeram um show correto com melodias estilo Rickembaker e figurino com terninhos justos. Os irmãos Luiz (guitarra e vocal) e Pedro (baixo e vocal), são realmente os dois filhos de dona Judith e orgulharam a mãe mais uma vez. Ao final da apresentação, o público já era definitivamente maior e mais interessado. Eles tem um disco lançado chamado “Eu Quero Ser Vinil”. (Bruno Fonseca)

Felipe S. tira roupa!
Após exatos 9 anos do ataque as torres gêmeas em NY, a banda pernambucana Mombojó atacou o público do Porão do Rock com hits certeiros e uma sequência final apenas com canções do disco de estréia que deixou os presentes satisfeitos, felizes e roucos de tanto cantar junto com o incansável vocalista Felipe S. E tem noites onde tudo dá certo. Até uma ausência que poderia comprometer, acre
scentou ainda mais a apresentação da banda. O baixista original Samuel não veio a Brasília, “porque está gravando a novela das 8”, como explicou Felipe no palco. Porém, com isso a substituição não poderia ser mais acertada. O conterrâneo Dengue (Nação Zumbi e 3 na Massa), caiu como uma luva e transformou a já competente cozinha da banda ainda mais interessante e cheia de grooves. Resumindo. Som bom, alto e definido, repertório excelente, músicos entrosados, público na mão e ainda o palco ao lado da entrada, tudo contribuiu para uma noite inesquecível e praticamente perfeita. (Bruno Fonseca)

A banda Sick Sick Sinners apareceu fazendo um psychobilly do mal. Nada mais é do que uma fuzão do rockabilly norte americano do anos 50 com influências do punk dos anos 70. Na prática seria um híbrido de um Jonhny Cash mal humorado com Cramps em começo de carreira. Com dois ex-integrantes de outra banda relevante do estado sulista, O Paraná, os Catalépticos, o Sick Sick Sinners capricharam no visual, na voz grutural estilo Dath Vader e mantiveram boa parte do público atento. No repertório, músicas do disco “Road Of Sin” lançado no final de 2008 pela monstro discos de Goiânia, além de novas que estarão no próximo. (Bruno Fonseca)

Na sequência, subiram os argentinos de Buenos Aires, Los Primitivos. Em comparação ao anterior, uma sonoridade mais pop e mais alegre. Bem fiel ao rockabilly dos anos 50, estilo Stray Cats. Além dos topetes com

gel, do baixo de pau (em pé), da calça com a barra dobrada pra cima, o chapéu de cowboy do guitarrista, a maior prova da fidelidade ao estilo foi o baterista. Assim como nas bandas ícones do gênero, ele tocou em pé e agitando o tempo todo. Há 20 anos na estrada defendendo o estilo com maestria, os portenhos fizeram um show excelente, colocando o público para dançar, mesclando músicas do recém relançado “Hasta Que Caigas Muerto”, com antigas. Mostraram que não estão nem perto da aposentadoria. (Bruno Fonseca)

Também não muito pontualmente, a banda local Trampa agitou os fãs mais fieis no palco Pílulas, que também teve a participação do já não tão bom trio carioca, Autoramas. O grupo fez um show que concorreu com o rapper GOG e que não acrescenta nada de novo. Participações a parte, Érika Martins, eterna ex-Penelope e mulher de Gabriel Thomaz, subiu ao palco sob a alcunha de cantora mais feminina do Brasil (?). (Felipe Nunes)

Pato Fu
O Pato Fu lançou seu novo disco este ano, mas já era de se esperar que nenhuma das canções presentes em “Música de Brinquedo” fossem cantadas naquela noite. O grupo já havia dito por aí em entrevistas, que em festivais os shows eram diferentes e no palco Fernanda Takai explicou: “Nós fizemos uma seleção de músicas de todos os tempos (do Pato Fu)”. E fizeram mesmo, tanto é que músicas há muito não tocadas, como “Perdendo os Dentes”, “Depois”, “Anormal” e até canções do “Rotomusic de Liquidificapum” (1993) entraram na dança. (Alê dos Santos)

Justin Warfield, do She Wants Revenge
O Zémaria seria a banda seguinte, mas o She Wants Revenge estava louco para entrar, ou simplesmente queriam ir embora logo, já que o show estava marcado para 0h50 e no relógio passava de uma da manhã. Na verdade, foi bem essa a impressão que o grupo californiano deixou em mim. Esperava que o show fosse mais animado, mas eles optaram por colocar mais músicas do “This is Happening”, CD mais lento e dark da dupla. Do primeiro disco, só cantaram as batidas, “These Things”, “Out of Control” e “Tear You Apart”. O som também estava muito alto. Uma pena, já que este era o show que me criou mais expectativa, principalmente depois de ver a longa passagem de som. O que mais me chamou a atenção foi o vocalista da banda, Justin Warfield não se parecia nenhum um pouco com as fotos que encontrou na internet dele, onde ele parecia apenas um rabanete, magrinho e franzino, mas com uma voz poderosa. Não, não poderia ser mesmo. Justin está bem longe dessa definição. Ele estava super na moda, fazendo combinação chamada de hi-low, onde se combina peças caras com antigas e muito baratinhas. A blusa cinza estava completamente rasgada na barra, a calça jeans era preta desbotada, a jaqueta de couro preto e a bota era bem batida. E magro ele era, mas franzino de jeito nenhum! Ele era bem mais alto do que eu imaginava, tinha braços largos e mãos grandes. E não, uma enorme aliança! Por isso, ele não deu a menor bola para a menina que colocava um papelzinho nos seios e tentava jogá-lo no palco. (Alê dos Santos)

Sanny (linda) vocal do Zémaria
Depois de uma apresentação conturbada do She Wants Revenge, subiram por volta das três da manhã, o grupo de eletro pop Zémaria. Me arrisco a dizer que o quarteto fez a melhor apresentação do festival. Som limpo, presença de palco contagiante, mesmo com as poucas pessoas que permaneceram na arena. O show passou por músicas dos seus primeiros discos, como “Kao Ok”, e por trabalhos do último disco, o “The Space Ahead”. (Felipe Nunes)

No release da banda, eles são classificados como uma banda de rock alternativo com influências de stoner, industrial, pós-punk além de sonoridade dos anos 90, o que deixa um ponto de interrogação sobre a real sonoridade da banda. Besteira! O som da banda é bem resolvido e os músicos competentes e experientes. Teoricamente eles foram escalados em um horário privilegiado, após a banda gringa principal, o She Wants Revenge e antes dos queridinhos da cena punk do DF, o Galinha Preta. Apesar do esforço dos integrantes e do bom repertório de músicas próprias, o Enema Noise pareceu meio desconfortável com a obrigação de manter as pessoas interessadas. Certamente agregaram novos fãs, mas a sequencia de shows ( Patu Fu, Zé Maria e She Wants Revenge) prejudicou um pouco a atenção do público que quereria ir atrás de outros palcos para os últimos shows do festival. (Bruno Fonseca)

Com um rock agressivo e com influências de country, os americanos do Supersuckers fecharam o palco Pílulas com um show cheio de gás e animação, porém um pouco burocrático. Confesso que me decepcionei um pouco. Achei tudo um pouco parecido e recheado de clichês do estilo. A banda tem anos de estrada e pareceu estar meio cansada de si mesmo. Desde os primeiros acordes, o público se aproximou em direção ao palco e demonstrou interesse e vontade de se divertir com o som dos americanos. Mas as músicas foram se sucedendo e a atenção dos presentes se dispersando, naturalmente. A interação público/ banda foi fator fundamental para bom andamento da relação. Esperava mais. Mas poderia apenas estar cansado e com frio mesmo. (Bruno Fonseca)

Galinha Preta
O Galinha Preta ganhou uma responsabilidade dupla ser a última banda do banco Chilli Beans e ao mesmo tempo fechar o Porão do Rock 2010. Como eles se saíram? Muito bem, obrigada. O grupo tocou mais do que os 30min reservados e subiu ao palco às 4h45, para um público cativo. Cheio de irreverência, Frango Kaos contava entre uma música e outra um “causo” para anunciar a canção da vez e a galera gritava de alegria. O show ainda teve a participação de uma moça apelidada de Naná, que tocou baixo no lugar de Bruno Tartalho em “Roubaram o meu Rim”. Brincando (e ao mesmo tempo falando a verdade), Frango disse: “Se tocar errado não tem problema não, Naná!”. Com o dia já amanhecendo, o Galinha Preta deixou o palco em grande estilo, isso depois do vocalista ter passado o dia inteiro fazendo o som das outras 9 bandas que passam pelo palco ficar bom. (Alê dos Santos)

Veja mais fotos no nosso Flickr.


Colaboração: Bruno Fonseca

Antes do SWU tem Brasília

The Twelves
Chegando com pompa de super balada, o coletivo Tempo Zero faz sua festa de inauguração, no próximo dia 25, na Drops Music Bar.

Uma das atrações da tenda de música eletrônica do festival SWU, o The Twelves chega como principal convidado da noite. Além da dupla carioca, a pista vai contar com DJs locais e convidados. Intervenções artísticas acontecem durante toda a noite e ainda vai rolar promoção de tênis e camisetas da grife PONY.

Os ingressos estão saindo a R$ 15,00 os 100 primeiros, R$ 20,00 com seu nome na lista (listatempozero@gmail.com) e R$ 25,00 sem o nome na lista. Maiores informações você encontra no site: www.tempozero.com.br.

Videoclipe - Neil Young

Neil Young - "Angry World"

13 setembro 2010

Promoção - Ganhe um par de ingressos e uma camiseta do Lafusa

Lafusa_Leon Rodrigues

A banda Lafusa lança nesta sexta-feira, dia 17 de setembro o seu primeiro CD, O Preço do Horizonte. De acordo com o vocalista, Aloízio Michel, a banda cresceu desde o lançamento do EP Quadricôlor, disponível no perfil da banda no Trama Virtual, "Quando lançamos o EP, eu estava começando a faculdade, com os meus 18 anos. Agora estou com 22 e lançando o primeiro disco. Então, tudo mudou! O jeito de compor, cantar, tocar...", explica. Entre as músicas novas, está "Sépia", gravada no estúdio da Trama no especial "12 Horas no estúdio". Nesse tempo de maturação, o grupo também ganhou e perdeu integrantes. Luiz Ribeiro baixista da banda foi estudar em Nova Iorque, o que calhou na entrada de Marcus Pereira. E ainda houve a adição de Samyr Aissami, brincando com os teclados e violões. O CD estará disponível para download a partir do dia 15, esta quarta-feira, afirma Aloízio.

O Lafusa apresenta mais um Lafusicando, projeto que sempre traz bandas de fora e de Brasília para tocar. Dessa vez, foram convidados os grupos Cassino Supernova, Ganeshas (RJ) e Johnny Hoocker e Candeias Rock City (PE). Os shows serão no Arena, que fica no Setor de Clubes Sul. Os ingressos custam R$ 10 (antecipados) e R$ 15 (na hora).

Mas... Se você quiser tentar a sorte, mande um e-mail para contato.favorite@gmail.com e nos diga: "Quantos integrantes tem no Lafusa hoje?" e você estará concorrendo a um par de ingressos e uma camiseta para curtir o show uniformizado! A promoção vale até o dia 16 de setembro, quinta-feira!

11 setembro 2010

SWU e Planeta Terra mais uma vez

Esgotaram-se os ingressos para o Planeta Terra e você, meu filho, se não comprou perdeu mesmo! A última oportunidade que você terá é se a produção do festival resolver dar uma de boazinha e soltar mais alguns ingressos. Mas honestamente falando, esses ingressos acabaram muito rápido não?

O SWU soltou ontem o line up do Palco Oi Novo Som e tem uma penca de coisa boa, mas não precisa dizer que Sobrado 112 é um "jabázinho", né? Não vejo essa e algumas outras bandas escolhidas como realmente representativas no mercado indie/independente não, são mais tapa-buraco.

Palco Oi Novo Som
09/10
Apples In Stereo
Cidadão Instigado
Mallu Magalhães
Superguidis
Curumin
Sobrado 112
Letuce + quinhO

10/10
Otto
Bomba Estéreo
Rubinho e Força Bruta
Tulipa Ruiz
Volver
Luísa Maita

11/10
CSS
Josh House
BNegão e Os Seletores de Frequencia
Autoramas
Mombojó
Fino Coletivo
Tono

A programação completa do festival você vê no site oficial.

Conheça o She Wants Revenge

She Wants Revenge

O She Wants Revenge com certeza é uma das bandas mais aguardadas para tocar no Porão do Rock 2010. A banda californiana tocou em São Paulo na última quinta, dia 09, com ingressos a R$ 90. Aqui em Brasília, as pessoas terão o privilégio de assistir ao show de graça.

O duo formado por Justin Warfield e Adam 12 começou suas atividades em 2005 e já em 2006 lançou o seu primeiro álbum homônimo. Este contém uma maioria de músicas dançantes e ótimas para a pista. Engraçado foi ouvir há pouco: “Eles têm umas músicas boas, né?”, de uma pessoa que conhece um monte sobre rock.

O ar soturno da banda acaba por levar a comparações ao Joy Division, Bauhaus e até ao Depeche Mode. Há quem diga que o vocal de Justin lembra demais o de Ian Curtis e por isso, o She Wants Revenge nada mais é do que um novo (ou uma cópia) do Joy Division.

Além das músicas, o bom relacionamento do grupo também chamou a atenção para eles. No videoclipe de “Tear You Apart”, por exemplo, a direção é de Joaquin Phoenix (quando se fala em bandas de rock lado b, lá está ele!). E a vocalista do Garbage, Shirley Manson dá uma pontinha no vídeo de “Theses Things”.

She Wants Revenge - "These Things"

Depois de três anos, o She Wants Revenge está gravando o seu terceiro disco ainda sem nome, que irá tomar o lugar de This is Happening e no show que mostrará no palco Chilli Beans deve rolar algumas músicas novas. Em entrevista à Rolling Stone, Warfield informou que eles não vão deixar de cantar as antigas também, já que muita gente irá ver o show pela primeira vez. Ressalva que foi dada especialmente para a apresentação em São Paulo, onde o duo tocou pela segunda vez. O novo álbum, de acordo com o cantor segue um novo rumo, mas é especialmente para os fãs da banda. Eles não gostam de se repetir, informou.

Aqui em Brasília, talvez seja mais fácil encontrar os ídolos e pedir autógrafos, porque como disse Warfield ao G1: “Não somos rockstars, somos dois caras que têm uma banda. Somos acessíveis, descemos do palco e vamos ficar com o pessoal depois do show”. Será que aqui vai rolar?

10 setembro 2010

Entrevista - Watson

Watson_Rodrigo Dalcin




Sempre tive uma grande curiosidade sobre de onde vinha o nome da banda brasiliense Watson. Para quem não sabe, o grupo começou em 2002 com o um trio e o curioso nome: “Watson e o progresso da ciência”. Não soa como um desenho animado ou um filme infantil?
A verdade é que ele surgiu por um acaso, de um amigo de Miguel (vocal e guitarra), Jack (bateria) e Adriano (baixo) que tinha mania de inventar nomes malucos de bandas e como o Watson já fazia parte da vida dos meninos... Ficou! O nome ganhou uma música e depois virou o nome do grupo. O grupo fez outras músicas, começou a se apresentar por Brasília e chamou bastante atenção após a gravação de “Eu quero envelhecer” por Beto Só, numa coletânea organizada pelo programa Cult 22, onde artistas da cidade escolhiam canções de artistas daqui para fazer uma versão. Estava consolidado o começo da carreira do Watson.

Em 2006, eles tiveram a adição de um novo integrante. Filipe Viana entrou como guitarrista e dois anos depois participou da gravação do EP Lei Seca, o primeiro bem gravado e lançado pelo Senhor F. Depois de tanto tempo estava na hora do Watson lançar o seu álbum cheio. Ele chegou este ano e ganhou um lançamento especial em um dos centros comerciais mais antigos e tradicionais de Brasília, o Conic, tudo com entrada franca. Hoje meio abandonado estruturalmente (de noite o local é ponto de sexo fácil e drogas), porém cheio de vida. Ele acolhe as melhores lojas de camisetas da cidade e ainda a Faculdade Dulcina de Moraes.

A banda toca pela segunda vez no Porão do Rock e estão uma das atrações do Palco Chilli Beans, dedicada aos estilos indie e alternativo. Conversamos com o vocalista, Miguel Martins sobre o grupo, disco, os próximos passos do Watson e o Porão, que será neste sábado (mais conhecido como amanhã), dia 11 de setembro.


My favorite Way: No começo, o grupo tinha o extenso nome “Watson e o progresso da ciência”, quando e por que vocês resolveram reduzi-lo? Foi apenas para ficar mais fácil lembrar da banda ou isso tem a ver com um novo conceito de vocês? O que mudou?

Miguel Martins: Quando a gente se chamava "Watson e o progresso da ciência", a última coisa que a gente perseguia era um conceito. Era tudo bem maluco mesmo, do nome às musicas. Tinha funk, ska, blues, indie, Beatles, de tudo um pouco. Era uma banda de colégio mesmo, o nome deixava isso claro. Watson era o jeito que chamavam a gente, os Watsons, e como cansamos de ouvir “como é que é?” depois de dizermos o nome da banda, acabamos ficando com Watson mesmo por comodidade. É só um nome qualquer, e acho que o melhor nome de banda é aquele que menos empurra um conceito para as pessoas, nome conceitual só dá musica ruim. Claro que temos uns problemas com isso, o pessoal fica achando que a gente se chama “Banda Watson”, tipo “Banda Eva”, por causa das redes sociais, do nosso site... mas faz parte.

MFW: O primeiro disco do Watson saiu apenas 08 anos depois da criação da banda, enquanto isso vocês lançaram Eps. Entre eles está o Lei Seca (2008), que teve uma forcinha do selo Senhor F. Você acha que é importante esse período de maturação entre a criação e o primeiro disco de um grupo?

Miguel Martins: No nosso caso, acho que sim. Você ouve o disco do Tiro Williams e pensa: “Poxa, os caras gravaram um ótimo disco em pouquíssimo tempo de banda”. Por que com o Watson não foi assim? Acho que tanto pela nossa completa despretensão no início, como também pela evolução das possibilidades de se gravar em casa, com um bom equipamento, com estrutura barata. Nosso primeiro EP foi gravado em placa soundblaster, que você comprava na feirinha pra melhorar o som do Doom ou do Quake. Não tinha como ser muito bom, ou pelo menos atraente, mas sempre foi na raça. Na tentativa e erro. A gente realmente descobriu-se melhor quando o Filipe entrou, antes éramos um powertrio com várias limitações, e a partir do Lei da Seca passamos a entender bem melhor a musica que a gente podia fazer. E como já tínhamos gravado tudo caseiramente, pensar em um primeiro disco dessa forma não era atraente, queríamos fazer num estúdio mesmo, rolou muita pré-produção. Mas é impressionante o que se pode conquistar hoje com o homestudio. O Gustavo Bill, produtor do Lei da Seca e do Tiro Williams, é uma prova disso.

MFW: O Lei Seca foi o Ep definitivo para o disco Watson. Mas quando foi que vocês pararam e perceberam que o Watson (o grupo) tinha que ir para este e não para aquele lado? Por que, por exemplo, o Lei Seca e o disco tem as canções mais trabalhadas, vamos dizer assim, e com as letras mais interessantes.

Miguel Martins: Ah, acho que vem da maturidade mesmo. Quando você é adolescente, você pode até acertar, mas você erra muito mais que acerta. A gente acertou algumas na adolescência, não tanto o formato, mas algumas músicas eram boas. A banda teve momentos difíceis em 2007, quase acabou, mas daí eu compus o Lei da Seca e todo mundo comprou muito as músicas. Foi um renascimento da banda mesmo, tínhamos organizado melhor nossas influências, mas continuávamos a ter uma cara própria.

MFW: O lançamento do disco foi em um dia memorável para Brasília, pois levou indies e alternativos para o Conic. De onde surgiu essa idéia para um feriado?

Miguel Martins: Foi uma confluência interessante. Fomos pedir ajuda pro Rafael Oops, da Criolina, pra organizarmos um evento diferente de lançamento, algo ao ar livre. Ele levou a gente na Ossos do Ofício, que fica no Conic, e papo vai, papo vem rolou a sugestão de ser no próprio Conic. Conversamos com a Flavia Portela, prefeita de lá e ela topou. Aí, foi correr atrás de patrocínio, porque queríamos que fosse de graça, montamos um projeto muito bom, com tudo bem planejado e conseguimos. É motivo de orgulho pra banda ter organizado algo para a cidade, no lugar que todo rockeiro de 16 anos chega a frequentar alguma vez na vida, pagando todo mundo igualmente e tentando tirar a cultura do Plano Piloto do óbvio de casas de show e de festinhas em casas do lago sul e lago norte. Brasília tem que ser mais usada, esse concreto todo tem muito potencial cultural, não precisa ser só funcionalismo não.

Show de lançamento no Conic_Alê dos Santos
MFW: O disco saiu oficialmente e tem seu download gratuito no site oficial, mas o CD físico ainda não está nas mãos dos fãs. Quando isso será possível? Ouvi dizer que o show também vai virar DVD. Isso já está certo? Quando será lançado?

Miguel Martins: No Porão vai estar rolando o disco, 15 conto! Digipack bonitinho, com encarte e CD prensado de fábrica, tudo nos conformes. Alguns fãs já tem o disco, alguns até compraram pela Livraria Cultura, gente de Curitiba, Belo Horizonte. Mas agora, em todo show nosso vai estar rolando. E em breve, vamos ter uma loja virtual também. Quanto ao DVD, estamos lançando uma musica por vez no canal do youtube do Watson, vamos lançar a segunda ainda esse mês, mas DVD só no ano que vem mesmo.

MFW: Vem cá, como vocês foram parar em Porto Alegre para gravar Watson? E vocês acham que isso ajuda como cartão e visitas para o disco?

Miguel Martins: A gente já era bem amigo do Gustavo Dreher, que mora em Brasília, produziu um monte de coisa daqui também, Bois, Sapatos Bicolores... E estávamos em São Paulo (eu e o Filipe) e ficamos vendo uns vídeos do Thomas, irmão do Gustavo, explicando as gravações do Júpiter Maçã. Curiosamente, o Gustavo tava em São Paulo, a gente saiu e o Filipe soltou “nosso sonho era gravar em PoA”. E ele respondeu: “Bá, mas é um sonho mais que realizável”. E foi isso. Deu muito certo, os dois juntos são brilhantes, trabalham muito bem, e foi tudo muito simples, natural.

MFW: O conceito disco/banda/música ganhou uma versão gráfica bem interessante. Como essa estética surgiu e a união com o Virgílio Neto?

Miguel Martins: O Virgílio é um gênio. Ele cria mundos visuais com uma facilidade absurda. E ele leu e releu as letras, a gente sabia que ele iria além de uma arte puramente plástica, ele queria que tivesse conteúdo também, que as letras fossem importantes para os desenhos. Ele é de Anápolis, então pra ele Brasília é um prato cheio.A banda queria que Brasília estivesse no disco, não de forma óbvia e caricata, mas como um lugar exótico. Brasília é exótica, a gente mora aqui e esquece disso...

MFW: A banda embora tenha concorrido à Seletivas do Porão do Rock, nunca conseguiu uma vaga. Porém, ano passado vocês foram convidados por também ser uma banda representativa do cenário brasiliense. Como foi recebido esse convite?

Miguel Martins: Muito bem recebido, como não podia deixar de ser. Seletiva é um troço duro, um bando de amigos disputando vagas e sendo obrigados a competir por uma noite;. É um climão! Mas tocar no Porão é completar um certo ciclo na cidade. Toda banda quer. Mas se você faz por onde, é natural. Acabam te chamando.
Cartaz do show para ter idéia dos desenhos do Vírgilio Neto

MFW: O que foi mais importante para vocês como banda: tocar no Palco Pílulas (palco menor não só em tamanho, como em estrutura e atenção do público) do Porão do Rock em 2009 ou tocar no Conic? O que deu mais retorno? Mais visibilidade?

Miguel Martins: Conic. O Porão tem muitas atrações maiores que a gente, o Conic era nosso evento, 500 pessoas a fim de ver você é bem diferente de 1000 apenas de passagem. Mas a experiência do Porão ano passado amadureceu a banda, percebemos alguns erros que cometíamos em shows grandes. Esse ano, estamos bem confiantes de um bom show.

MFW: Vocês estão de volta ao Porão, o que inclusive é meio estranho, já que a produção do evento adora bater na tecla do ineditismo das bandas que traz, e agora vão se apresentar em um palco menor mais uma vez. A diferença é que agora ele é especialmente para as bandas alternativas. Bandas como Mombojó, Patu Fu e She Wants to Revenge passarão por lá. Vocês enxergam isso como uma nova oportunidade para apresentar o trabalho de vocês ou esse é só mais um show pela grana?

Miguel Martins: É uma nova oportunidade, e também uma oportunidade melhor. Festival não dá muita grana pra banda não, o que importa mesmo é a visibilidade, passar uns discos para uma galera que pode ajudar. Quando você faz um festival, quer fazer vários, porque você aprende muito com a diversidade. E dessa vez, vamos poder tocar com o Mombojó, Pato Fu, GOG... É empolgante!

MFW: Agora com o disco, há algum planejamento de shows pelo Brasil ou vocês vão fazer isso através de festivais por exemplo? Tem algum lugar que vocês gostaria de tocar e ainda não tiveram a oportunidade?

Miguel Martins: Tocamos em Campo Grande e Palmas esse ano. Vamos fazer um show em Belo Horizonte dia 10 de outubro, no n’A Obra. Temos festivais de várias regiões em vista. A gente quer tocar em São Paulo, claro, que é uma vitrine importante. Mas se tem um lugar que queremos ir, porque todo mundo elogia muito, é Belém.

MFW: Tá bom, pode parecer estranho porque eu também sou de Brasília, mas como é ser uma banda daqui? Tem espaço para tocar? O público é interessado? Você não acha que falta um lugar para revelar novas bandas? Por que, por exemplo, aqui nós não temos um Indie Festival, como Minas e São Paulo.

Miguel Martins: Não temos mesmo.Ou é o Porão ou é showzinho. Eu acho que as bandas vão se articulando melhor aqui em Brasília.Tem uma galera legal do coletivo Bloco, tem as festas semanais, tem iniciativas criativas a todo momento. Um dia, vamos ter um Indie festival. A verdade é que Brasília é muito boa de banda, mas muito deficiente de cena, de articulação. E a culpa é do Watson também e de todos. Acho que nós ficamos olhando muito para o horizonte aqui, admirando o tempo passar. Todo mundo acaba virando amigo, não tem porque não articular coisas novas. Sou otimista com Brasília.