30 agosto 2010

Videoclipe - The Drums

The Drums – Down By The Water

Últimas: Porão do Rock

Darshan
Dependendo apenas de uma banda para fechar o seu line-up, é assim que o festival Porão do Rock começou a segunda-feira pós última seletiva. Ontem em Taguatinga foram escolhidas as duas últimas bandas do DF que irão tocar pela primeira vez no festival.

Estamira e Lost in Hate se juntaram às já escolhidas Enema Noise e The Squintz (seletiva Plano Piloto), Darshan e Zilla (seletiva Planaltina).

Com o resultado das três seletivas promovidas pela organização do festival, a 13° edição do Porão por enquanto terá a presença das seguintes bandas: She Wants Revenge (EUA), The SuperSuckers (EUA), Los Primitivos (ARG), The Right Nos (ESP), André Matos (SP), Autoramas (RJ), Gangrena Gasosa (RJ), Filhos da Judith (RJ), Mechanics (GO), Korzus (SP), Mombojó (PE), Pato Fu (MG), Música Diablo (SP), Zémaria (ES), Sick Sick Sinners (PR), Cassino Super Nova (DF), Death Slam (DF), Deceivers (DF), Galinha Preta (DF), Dynahead (DF), Mork (DF), Soatá (DF), Tributo a Led Zeppelin (DF), Trampa (DF) e Watson (DF).

O line-up com o último nome a ser definido, será divulgado até amanhã (31). O Porão do Rock se realiza dia 11 de setembro no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson. Os ingressos podem ser retirados nas lojas e quiosques da Chilli Beans.

Janis

Zapeando os canais na segunda-feira passada, acabei caindo no Telecine Cult, no já começado documentário Janis. Lançado em 1974, com direção de Howard Alk, o documentário traz entrevistas da cantora, apresentações e bastidores dos mesmos e de gravações de singles/LPs.

A construção do doc é muito interessante, já que traça a trajetória de Joplin através de sua própria fala. Sabemos a partir dela, em uma entrevista dada a uma TV, como ela se sentia quando era uma adolescente e como hoje lida com a fama. A passagem pelo Brasil, por exemplo, é citada, mas nem um pouco aprofundada. Ao contrário do que acontece aqui, quando o Serguei abre a boca.

Janis Joplin é uma mulher de fibra, mas no fundo é também uma menina assustada com o sucesso e machucada com o passado. Teve problemas na escola por pintar, vestir-se de maneira diferente e não querer ser uma simples dona de casa.

No palco ela se transforma. Mostra toda a sua energia e alegria. Brinca, dança, chama o público para subir no palco e põe o microfone na boca de cada um. Como uma grande diva do rock deve ser.

Está dada a dica. Vale a pena procurar o filme e ficar ligado na programação o Telecine Cult, que toda segunda-feira a partir das 22h exibe um documentário que fez história.

Promoção - Ganhe um CD da Lulina


Acabou hoje a promoção para você ganhar o CD da Lulina, Cristalina, na sua casa. Agradecemos a todos que participaram e não deixem de passar pelo nosso blog, pois este é só o começo dos nossos brindes.

E o CD vai para.... Que rufem os tambores! A brasiliense Camila Marques! Camila, parabéns! Entramos em contato com você para pegar seu endereço e mandar o seu CD, ok?

27 agosto 2010

Planeta Terra anuncia bandas nacionais

Mombojó
O festival Planeta Terra finalmente anunciou as bandas nacionais que estarão no line-up. São elas: Mombojó, Hurtmold, Holger, Novos Paulistas (formada por Tulipa Ruiz, Dudu Tsuda, Thiago Pethit, Tiê e Tatá Aeroplano) e República. Entre os internacionais estão Smashing Pumpkins, Pavement, Of Montreal, Girl Talk, Yeasayer, Phoenix, Hot Chip, Mika, Empire of the Sun e Passion Pit. Os ingressos agora estão em seu úiltimo lote, custando agora R$ 220,00.

Rock in Rio 2011 "é no Brasil"!

Eu já sabia há muito tempo que o Rock in Rio iria voltar ao Brasil, mas a minha fonte insiste em dizer que eu não acreditei quando ela me contou. Acho que porque, entendi que o festival se realizaria este ano ainda. Como alguém faria um festival tão grande quanto ao Rock in Rio no mesmo semestre em que vai rolar o SWU, o Natura About Us e o Planeta Terra? Realmente não faz nenhum sentido e esse deve ter sido um dos motivos para se pensar nele apenas no ano que vem.
O Rock in Rio abandonou o seu país de origem e se mudou para o mundo em 2001 (último ano no Brasil). Passando por Portugal e Espanha, volta ao Brasil e já dá ares de que pode não ser tão bom assim. Duvida? Então dá uma olhada na vinheta animada que eles já fizeram para anunciar o Rock in Rio:

Vinheta do Rock in Rio

Não disse? As atrações internacionais provavelmente tenha um bom peso, já se fala na internet em Pearl Jam, que como vocês sabem, entrou em hiato. Mas as nacionais são sempre bem preocupantes. Então, segue um conselho para os organizadores do evento: “Eu quero é rock! Isso não é rock não!”.
Só para constar, o festival será em dois finais de semana, entre os dias 23 e 25 de outubro e 30 de setembro a 1º de outubro. Já vai juntando a sua graninha!

26 agosto 2010

Ok Go - Of the Blue Colour of the Sky



Você com certeza já ouviu falar do Ok Go. Sabe aquela banda que fez o tal clipe usando apenas esteiras e que passou até na televisão, canal aberto(!)? Pois, agora eles estão com um álbum novo. Por aqui ainda deve ser um pouco difícil de encontrar, mas dá para fazer um contrabando e baixá-lo por aí.

O terceiro disco leva o curioso (e grande) nome de Of the Blue Colour of the Sky, tirado de um artigo publicado por militar norte-americano, que divaga sobre luzes azuis que podem curar doenças. Freak? Talvez, mas não é a cara do Ok Go?

O single escolhido pelo quarteto foi "WTF”, e já ganhou seu formato de videoclipe. A música não mostra lá muitas mudanças de sonoridade. Ou seja, ainda dá para reconhecê-los.

É ouvindo o disco, que descobrimos outras nuances. Algumas vezes (e algumas batidas) parecem totalmente roubadas de “Thriller” (o álbum) de Michael Jackson, mostrando a veia pop dos meninos (escute “I Want You So Bad I Can't Breathe”). Em outras, a sensação é de estar ouvindo algo mais experimental, como na faixa “Neding /Getting”. E ainda dá para colocar uma pitada de Talking Heads. Parece uma salada que não dá certo, mas eles conseguiram misturar bem o eletrônico e o pop, deixando lugar até para a balada “Last Leaf”.

Depois de 5 anos de seu último lançamento, Oh No, (EMI, 2005), o grupo parece um pouco perdido, mas certo de uma coisa, apagar a imagem deixada por "Here It Goes Again" e mostrar que eles são muito mais criativos do que demonstrado neste videoclipe. Para isso, além do disco, já fizeram um novo vídeo (que tem duas versões), deixando bem clara essa intenção. O clipe “This Too Shall Pass” foi inspirado na máquina maluca de Rube Goldberg e se você não conhece terá uma idéia agora:

 Ok Go - "This Too Shall Pass"

2010 foi também o ano em que a banda resolveu se soltar das amarras de uma gravadora e passar para um vôo solo no mercado independente. Tudo, porque a EMI desativou a incorporação dos videoclipes da banda no Youtube, por não dar retorno financeiro a nenhum dos dois lados. Será? Damian Kulash e seus amigos pensam justamente o contrário e decidiram romper o contrato com a toda poderosa EMI. Para se ter uma idéia, “Here It Goes Again” foi visto por mais de 50 milhões de pessoas e “This Too Shall Pass” já está na casa dos mais de 16 milhões.

Se foi o certo a se fazer, não dá para ter certeza, mas que já está mais do que provado é que uma banda pode viver independentemente de uma manager por trás, isso é bem verdade! O bom mesmo é poder ver os vídeos divertidos e inteligentes do Ok Go sem problemas nenhum.

Videoclipe - Apanhador Só

Apanhador Só - "Prédio"

Pequenas Sessões de boa música

Ruído/mm_Mari Zarp
Achei muito legal um festival que vai rolar lá em Minas, apenas com bandas instrumentais, chamado Pequenas Sessões. Na minha programação acrescentaria apenas do Guizado, mas o pessoal conseguiu juntar nomes interessantes para tocar de graça em Belo Horizonte e Sabará.

Entre as bandas estão M. Takara 3 (SP), Ruído/mm (PR), Constantina (MG), Juan Stewart (ARG), Porto (SP) e Lise + L_ar (MG), que se destacaram no último ano. Os shows começam hoje e seguem até domingo, a programação completa você encontra aqui.

25 agosto 2010

MGMT - Congratulations

E na chuva de videoclipes, encontrei mais que vale entrar no nosso blog, o clipe dos "loucáços" do MGMT. Eles escolheram a música "Congratulations", que dá nome ao último disco para ganhar sua versão animada. O MGMT era uma banda para vir para o Planeta Terra, não é? 

MGMT - "Congratulations"

Palco Oi Novo Som no SWU

CSS

O SWU se juntou a Oi Novo Som e juntos formataram um palco especialmente para as bandas independentes do Brasil. Desde a semana passada está rolando uma votação, onde você, nobre gafanhoto, pode votar na banda que quer ver no festival. Serão 12 artistas escolhidos para um seletiva, que terá 4 bandas cada, uma em São Paulo, outra no Rio e uma no Recife.

A votação segue até esta sexta, dia 27 de agosto e já tem uma penca de banda se mobilizando pelos Twitters e E-mails da vida. E advinha quem já está confirmado para este palco? É, o Móveis! O grupo CSS (Cansei de Ser Sexy) também está confirmado para tocar no festival no dia 11 de outubro.
Para participar da votação clique aqui.

Videoclipe - Wander Wildner

Wander Wldner - As Coisas Mudam 

Móveis ganham Prêmio Multishow

Não, simplesmente não dava para assistir ao Prêmio Multishow todo, quando as atrações são Luan Santana, Cine, NX Zero, Pitty, entre outros nomes que é melhor nós deixarmos no esquecimento. Mas ganhar um prêmio é sempre bacana e não é que o Móveis ganhou?

Acho que foi mais do que merecido, já que o grupo está aí há mais de 10 anos na estrada batalhando e como disse muito bem o Frango Kaos, vocalista do Galinha Preta: "A banda pode não tocar rock, mas está levando o nome de Brasília para toda parte desse país".

Os nossos conterrâneos estavam disputando a estatueta do "Experimente" com Brasov, Cidadão Instigado, Copacabana Club, Edu Krieger,  Lucas Santtana, Nina Becker, Replace e Stop Play Moon. Veja o vídeo:

Móveis Coloniais de Acaju ganhando o Prêmio Multishow

24 agosto 2010

Videoclipe - Holger

O grupo paulistano, Holger retorna com mais um videoclipe. Dessa vez, a música escolhida é "Let'em Shine Bellow", que estará no primeiro disco da banda, Sunga, previsto para 11 de setembro e sai pela Trama.

Holger - Let'em Shine Bellow

Charme Chulo e Beto Só no Velvet

Charme Chulo

Já que vamos perder o show do Júpiter Maça, tem um alento para quem gosta de indie. Essa semana, dia 27 de agosto, haverá mais uma Noite Senhor F com os shows dos paranaenses do Charme Chulo e Beto Só. 
O grupo convidado faz uma mistura de rock com música caipira. É isso, mesmo! Em algumas canções tudo funciona muito bem, mas em outras a banda deixa a desejar. Fiquei cusiosa agora para saber como é um show do Charme Chulo. Se não me engano, essa é a primeira vez deles aqui. 

Pelo menos há uma certeza, com o Beto Só não haverá decepção. O show começa às 22h e terá as discotecagens de Pedro Brandt, Ju e Fernando Brasil, ambos do Phonopop. Ah! É lá no Velvet Pub, na 102 norte. Os ingressos custam R$ 10 (até meia-noite) e R$ 12 (depois). 

Ganhe o CD da Lulina


Ficamos sem atualizações, mas calma, estamos de volta. Eu passei 5 dias em Buenos Aires e o Felipe acabou sem tempo de mexer por aqui. E de hoje e até o final da semana, estaremos atualizados. 
Para começar, vamos de promoção!
Quem quiser ganhar o CD da Lulina, Cristalina, nossa última entrevistada, mande um e-mail com o Assunto: "Quero o CD da Lulina na minha casa!". Coloque também onde você mora (basta o estado e se for Brasília, só a cidade) e como conheceu o nosso blog! Senão, são vale. 

O sorteio será na segunda-feira, dia 30 de agosto, portanto, você tem até o dia 29 para mandar o seu e-mail para contato.favorite@gmail. 

18 agosto 2010

Seletivas Porão - erratinha



Não é bem uma errata, mas é para dizer que a banda que vai abrir os shows da primeira Seletiva deste ano, lá na Torre de TV e com entrada franca, é o Supergalo. Tá vendo como é bom ser amigo/parente do pessoal das produções da vida?

A noite será encerrada com o show da Plebe Rude, que em setembro se apresentará em Brasília.

Todos os Sons tem Móveis Coloniais de Acaju

Móveis Coloniais de Acaju

O projeto Todos os Sons realizado no CCBB está fazendo uma edição especial este ano e trazendo apenas artistas da cidade para se apresentar nos jardins do local. Tudo isso para fazer uma homenagem aos artistas e ainda aos 50 anos de Brasília, completados este ano.

Nesta domingo, dia 22 de agosto os grupos Móveis Coloniais de Acaju, Sacassaia e Atitude Feminina são os convidados da 4° edição 2010. O melhor? Tudo tem acesso livre. A programação começa às 17h, portanto leve o seu casaco e os óculos escuros, para pegar o pôr-do-sol.

Só para lembrar, os Móveis já estiveram em uma edição disputadíssima no CCBB há mais ou menos 4 anos.

17 agosto 2010

Natura About Us

Jamiroquai

Na corrida dos grandes festivais nacionais do segundo semestre,o Natura About Us, organizado pela linha de produtos de beleza, não chega tão badalado quanto os "concorrentes".O que não quer dizer que seja menos interessante. Muito pelo contrário, o festival anunciou um line-up que não fica atrás daqueles mais concorridos.

Depois de uma primeira edição que foi no mínimo confusa, convocando Sting, Jason Mraz e Carlinhos Brown, parece que os organizadores aprenderam a lição. Em sua segunda edição, o Natura About Us anuncia nomes de peso, além do duo francês Air, que já havia sido anunciado, juntam-se a eles, Jamiroquai, o cultuado Snow Patrol, o íncrivel Bajofondo e seu "tango eletrônico", e as nacionais, Céu, Vanessa da Mata, Karina Buhr, Marcelo Jeneci, e as bandas Móveis Coloniais de Acaju e Cidadão Instigado. Tudo isso acontece na Chácara do Jóquei no dia 16 de outubro, sob a modesta quantia de R$ 500,00 (Pista Premium) e R$ 60,00 (Pista).

Pato Fu
No segundo dia de festival (17), as atrações serão dedicadas às crianças, e as atrações variam de Adriana Calcanhotto com o projeto Partimpim e Pato Fu (que divulga seu último disco Música de Brinquedo), Palavra Cantada, que traz Sandra Peres e Paulo Tatit, e o grupo Pequeno Cidadão, dos músicos Arnaldo Antunes, Edgar Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto.

E aí, agradou?

Júpiter Maçã Cancelado!


O show do Júpiter Maça em Brasília foi cancelado. Conversamos com a Cida, produtora do Sarau Psicódelico, evento que traria o gaúcho à cidade e ela nos explicou o que aconteceu:

"O Júpiter iria fazer um show lá em Goiânia e de lá, ele viria para cá. Como o evento de Goiânia foi cancelado, tivemos que desmarcar o show aqui também. Infelizmente, nós não temos dinheiro para trazê-lo apenas para Brasília. Ficaria muito caro e a produção não tem esse dinheiro. Mas, ele foi muito gentil e deixou em aberto uma outra oportunidade. Quando pudermos, ele virá, com certeza".

Uma pena!

Kele - The Boxer


De parecido com o Bloc Party, só mesmo a voz de Kele Okereke. Isso é mais ou menos o que podemos dizer da nova empreitada do vocalista do grupo britânico. The Boxer soa como um disco que foi feito única e exclusivamente para às pistas, e nele, Kele parece se libertar de alguns “empecilhos” que o impediam de levar o seu verdadeiro gosto musical a frente. Trabalho esse que foi parcialmente demonstrado em Intimacy, último disco da banda, hoje em hiato.

Assim como os demais integrantes do Bloc Party (que inclusive já tem trabalhos lançados. Caso do guitarrista Russel Lissack que trabalhou no 1º disco do projeto Pin Me Down, ou do baixista Gordon Moakes que junto com integrantes do The Automatic e La Roux, para formar o Young Legionnaire), Kele dá o pontapé inicial com seu The Boxer.

A abertura já é com a eclética “Walk Tall”, e logo depois, o eletro inocente de “On The Lam”. O álbum não é propenso a hinos, como os trabalhos anteriores de Kele no Bloc Party, mas traz surpresas. Como a explosiva “Tenderoni”(veja o videoclipe abaixo), que foi altamente criticada, por grande parte do público (provavelmente pelo papelão feito pelo eles em uma certa premiação), e “Unholy Thoughts”, que entre as 11 músicas, talvez seja a que mais lembre a banda britânica.

Parece que a mudança na relação com a imprensa, o fato de ter assumido a sua sexualidade e uma série de outros fatores, fizeram bem ao seu processo criativo, que andava em falta no Bloc.

Mesmo que não seja um disco de Indie, ou coisa do gênero, The Boxer tem pitadas de todos os trabalhos dos britânicos. Muito provavelmente por que um tenha muito de outro e vice-versa. Porém, em The Boxer, o que sobressai mesmo é somente Kele, sem o Okereke.

16 agosto 2010

Porão do Rock anuncia seletivas

O Porão do Rock definiu este fim de semana a lista de bandas que participarão das seletivas deste ano.

Além dos shows das bandas, que será de apenas 15min, também haverá dois grupos convidados para cada dia. Um para abrir a programação e outro para fechar. Na primeira seletiva, no dia 22 de agosto, a convidada confirmada é a Plebe Rude e as concorrentes a uma vaga são Brown-Há, Coral de Espíritos, Enema Noise, Live Wire, Perfecto, Red Old Snake, The Squintz e Tiro Williams.

Plebe Rude

No segundo, dia 28 de agosto, a seletiva passa para a Praça dos Estudantes, em Planaltina e terá shows das bandas Raimundos e Gilbertos Come Bacon. As concorrentes são Arsênio 5A, Darshan, Golpe de Foice, Homem Carta, Jazahu, Lótus Negro, Mallak e Zilla.

No terceiro e último dia de seletiva, as bandas Besouro do Rabo Branco, Bonecas de Trapo, Estamira, Lost in Hate, Valdez, O Verde, Violeta e Yacoby concorrem a uma vaga e o Matanza fecha a noite no América Rock Club, em Taguatinga.

Todos os shows terão acesso livre.

O Porão de 2010 se realizará no dia 11 de setembro, no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson. Em um primeiro momento, a produção havia anunciado dois dias de festival, porém agora só vai acontecer, caso eles tenham verba suficiente.

As bandas já confirmadas para esta edição são: Cassino Supernova, Soatá, Trampa, Watson, Deceivers, Dynahead, Galinha Preta, Mork, André Matos (SP), Korzus (SP), Mechanics (GO), Mindflow (SP), Música Diablo (SP), Sick Sick Sinners (PR), Zemaria (ES), Gangrena Gasosa (RJ), Filhos da Judith (RJ), She Wants Revenge (EUA), The Supersuckers (EUA), Los Primitivos (Argentina) e Right Ons (Espanha).

13 agosto 2010

Entrevista - Lulina

Lulina

“Hoje é sexta-feira, 13 de agosto, o mês do Cachorro Louco!” é assim que canta Celso Blues Boy em uma de suas músicas. A sexta-feira 13 também foi a inspiração que Lulina, uma pernambucana que migrou para São Paulo há 4 anos. Ano passado, a moça resolveu fazer um disco especial com a colaboração de você, internauta. Era simples, a cada dia 13 você mandava uma frase e ela transformava em uma canção. A idéia inicial era lançar exatamente hoje, mas não rolou: “Não conseguimos finalizar as 3 últimas músicas”, diz Lulina um pouco desapontada.

O disco se chamará Meus dias 13 e agora não tem data certa para sair: “Talvez eu deixe para lançar em dezembro. Daí vira um disquinho Natalino”, revela Lulina.

A simpática reficense, que foi criada em Olinda e conheceu alguns de seus ídolos em uma viagem a Glasgow, a cidade escocesa que revelou bandas como o Franz Ferdinand, respondeu por e-mail uma entrevista para o My Favorite Way e ainda aguentou a minha pentelhação via Gtalk. Tudo porque o seu primeiro disco cheio, Cristalina, veio parar na minha mão.

O mundo lúdico criado por Lulina, ou Lulilândia, é cheio ETs, minhocas, com bichinhos que te ajudam a dormir e príncipe encantado nada usual entraram na pauta do dia, o resultado desta entrevista você pode conferir abaixo.

My Favorite Way: Lulina queria começar te perguntando de onde vem o seu nome?
Lulina: O nome é um apelido que surgiu na novela do “Clichê”, um jornalzinho que a gente fazia na faculdade e que tirava sarro de todo mundo. Meu nome é Luciana Lins, meu apelido era Lulins e no jornalzinho a personagem inspirada em mim se chamava Lulina. Quando fui convidada para fazer meu primeiro show em Recife, a minha banda nem tinha nome ainda. Aí comentei com o Mad, grande amigo da faculdade e ele sugeriu: “Por que não coloca Lulina e os Pnins?”. E assim começou.

MFW: Dizem por aí, que um CD deve ter no máximo 13 músicas, para que ele seja perfeito. O seu primeiro disco, Cristalina tem 18. Como foi a escolha para essas canções?

Lulina: O Cristalina é uma compilação dos melhores momentos dos meus primeiros 6 anos de composições. Fazer uma seleção foi muito difícil e não conseguimos cortar mais canções do que isso. Eu queria ter lançado o disco com 13 músicas, até porque eu curto o número 13, mas sempre que tentava cortar algumas rolava um simpático quebra pau com a banda e os produtores, pois ninguém queria abrir mão das suas preferidas. Aí deixei com 18, sem me preocupar com esses padrões do que é perfeito ou o que é melhor para um disco.

MFW: Por falar nisso, você tem uma história, digamos, engraçada com a música. Foi numa tarde chuvosa, na casa de um namorado, que você resolveu trabalhar nisso pela primeira vez. Mas tenho certeza que esse desejo devia estar guardado há tempos em você. Qual foi a sua primeira experiência com a música?

Lulina: A minha mãe me lembrou esses dias de algo que eu já havia esquecido. Aos 9 anos eu tinha uma "banda" com meu irmão e meu vizinho. A gente construía os próprios instrumentos (guitarras de madeira que a gente pintava e que não saía som que prestasse e bateria feita com latas de leite ninho). Naquele tempo a gente já gostava de compor. Acho que minhas primeiras experiências com música foram ali e na escola, onde eu gostava de inventar canções para decorar os assuntos mais difíceis. Até hoje sei, por exemplo, quais são os óxidos anfóteros por causa de uma canção. As gravações caseiras começaram por acaso, como uma brincadeira, quando eu tinha 22 anos. Mas as músicas gravadas já existiam há anos. Componho (arranhando um violão) desde os 15.

MFW: Eu vejo em suas canções muitas referências de outras bandas. Pode parecer loucura minha, mas acho “Subtexto” muito parecida com “About A Girl” do Nirvana. Mas só os primeiros acordes. Uma banda que faz isso muito bem e não tem medo de dizer é o Patu Fu. Você também não tem problemas com isso, ou essa coincidência que eu apontei é só mesmo uma coincidência?

Lulina: Eu sou uma pessoa de pouco conhecimento musical, tanto em termos de referências, quanto em termos de estudo (sou autodidata). E gosto de ser assim, porque fico mais livre para compor a minha visão, sem me preocupar em estar fazendo algo manjado na estrutura. Mesmo nesse contexto, é claro que acontece de se notar uma influência, até porque aprendi a tocar violão tirando os acordes de revistinhas com canções de Raul Seixas, Ramones e até Nirvana. Então, na hora de compor, o que eu conhecia eram aqueles acordes e rolavam algumas sequências parecidas. O começo de “Subtexto (que é de 2002) realmente parece “About a girl” e eu adoro isso. Para mim soa mais como homenagem, porque quando começo a cantar, a canção é outra, completamente diferente em harmonia e na sequência de acordes. Mas, cá entre nós, essa combinação de mi menor e sol do começo de “Subtexto” é uma das mais manjadas do mundo, existem mais de um milhão de músicas assim.

MFW: Li na Revista O Grito! um texto que você fez especialmente para eles sobre a pequena turnê nos Estados Unidos. Você falou do carinho do público, que mesmo sem entender uma só palavra lhe recebeu muito bem. Como foi o começo aqui no Brasil, especialmente em São Paulo, lugar onde você mora
hoje. Você ganhou o mesmo carinho? Como era a receptividade do público?

Lulina: O começo em São Paulo foi maravilhoso. Meu primeiro show, armado por amigos, lotou a Genercis, saudoso e pequenino espaço de shows na Vila Madalena. O público indie paulistano é muito receptivo e curioso, gosta de prestigiar coisas novas. Tocávamos em lugares pequeninos e a turma que nos acompanhava – hoje grandes amigos meus – era fiel e cantava junto, pedia disquinhos caseiros, incentivava demais.
Capa de "Cristalina"

MFW: Nas suas músicas você fala muito de sono, de dormir, sonhar. Quão importante é isso na sua vida? Você é daquelas pessoas que se sente “sonhando acordada”?

Lulina: As músicas do Cristalina que falam de sono/sonho fazem parte do Cochilândia, um disco caseiro lançado em 2002 que é só sobre essa temática. Como o Cristalina é uma compilação, várias músicas do Cochilândia fazem parte do disco e é por isso que essa temática vem a tona novamente. Mas, digamos que essa FOI uma temática importante naquela época, em Olinda. Hoje em dia, a realidade está bem mais presente e muita coisa do que tenho composto nos últimos anos está mais voltada para o que está fora de mim e a minha visão de tudo isso.

MFW: Embora você tenha uma música como “Meu Príncipe”, que é meio machista ou feminista. Em outras letras, você consegue ser bem doce. Você se considera uma pessoa romântica?

Lulina: Acho que ninguém é uma coisa só. O equilíbrio é bem melhor do que ser doce ao extremo ou ácida ao extremo. Digamos que sou uma romântica pé-no-chão.

MFW: O encarte do seu disco, ao invés de ter as letras das músicas tem suas explicações, que estão relacionadas à “Lulilândia”. Então a pergunta é, de onde veio essa tal “Lulilândia”? Também há um mapa desse lugar, que é entre Olinda e Glasgow. Qual a sua ligação com essas duas cidades? 

Lulina: A Lulilândia nada mais é do que a minha cabeça e a minha história musical. O apelido surgiu de amigos, que zoavam a minha visão inocente de mundo nos meus primeiros anos em São Paulo, como se eu vivesse nessa cidade própria. Como Cristalina é uma compilação, nada mais verdadeiro do que assumir essa cidade e mostrar no mapa toda a minha história musical, que começou com os caseiros em 2001. O mapa está repleto de referências a diversas canções e sacaneia vários amigos. A referência a Olinda, obviamente é por causa da minha origem. Digo que sou olindense de formação porque, apesar de ter nascido em Recife, morei muitos anos em Olinda e adoro essa cidade. Foi lá que comecei a compor e gravar. Glasgow entra na história como uma homenagem musical. Gosto muito das bandas de lá e visitei a cidade com meus amigos da Open Field Church alguns anos atrás, onde tive a oportunidade de conhecer e trocar idéia com membros do Belle and Sebastian, Pastels e Franz Ferdinand (o Nick, guitarrista do Franz, até nos deu abrigo por alguns dias em seu apartamento). Foram semanas muito especiais e a música daquele lugar marcou minha vida por muitos anos. Então, Glasgow também não podia faltar no mapa.

Sangue de ET? (Ariel Martini)
MPW: Para finalizar, eu não posso deixar de perguntar. E os Ets?

Lulina: Os ETs são apenas mais uma metáfora para fuga da realidade (ou busca de uma nova realidade). Sou uma cética que se permite sonhar, que adoraria que eles existissem mas que não acredita em nada do que sai por aí sobre eles. Gosto muito de física e astronomia, gosto de buscar uma visão humilde de nossa existência. Acreditar que somos os únicos inteligentes no universo soa tão pretensioso quanto a teoria geocêntrica, quando acreditávamos que éramos o centro do universo. Mas evidências dessa existência, infelizmente ainda não temos. É por isso que os ETs são para mim apenas uma metáfora de que pode existir um mundo melhor lá fora, com valores mais evoluídos do que os que temos aqui hoje.

Black Drawing Chalks no SWU

Black Drawing Chalks_Amanda Teixeira

O grupo goiano Black Drawing Chalks foi um dos mais votados para tocar no festival SWU. Além deles, hoje também saíram os nomes de outras duas bandas nacionais que estarão no festival, o Glória e O Teatro Mágico.

Com certeza, o grande merecedor foi sim o BDC, que ano passado ganhou projeção pelo país com o seu stoner rock. Ao vivo a banda faz show vigoroso e animado. Em Brasília, eles estiveram pela última vez dia 21 de abril, tocando no Velvet Pub (102 norte) e por coincidência, eu era uma das DJs da noite. No SWU,  eles tocarão no dia 09 de outubro com Os Mutantes e Rage Against The Machine.

Para comemorar, nada melhor do que uma cervejinha, não acham?


Hahahahahahahahahahahaha!

Último dia para cadastro do Porão

She Wants to Revenge

O Porão do Rock finaliza hoje o cadastro para as bandas que querem concorrer nas seletivas deste ano. Lembrando, que quem já se inscreveu em anos anteriores não precisa refazer a inscrição, pois ela ainda está valendo.

As seletivas se realizarão nos dias 24, 28 e 29 de agosto, no Plano Piloto, Planaltina e Taguatinga, respectivamente.As bandas selecionadas tocarão no Palco Principal, pois este ano o Palco Pílulas será abandonado. Haverá apenas dois palcos com alternância de grupos.

A 13ª edição do Porão do Rock está prevista para os dias 11 e 12 de setembro. As atrações confirmadas são She Wants Revenge, Supersuckers, Los Primitivos e Right Ons. O Porão também terá entrada franca novamente.

10 agosto 2010

Entrevista - Apanhador Só

Apanhador Só


Conta a lenda que o nome Apanhador Só veio de uma fusão entre o título do livro O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D Salinger e da música “Marinheiro Só”, de Caetano Veloso. Pelo menos é o que contam os integrantes da banda gaúcha, recém indicada ao VMB, quando lhe perguntam a origem desse tal “Apanhador Só”. Mas a verdade é que nem eles mesmos sabem, pois Marcelo Souto, que o inventou saiu da banda e não contou para ninguém.

O que se sabe com certeza é que nos últimos 4 anos o grupo criou grande expectativa com os EPs Embrulho pra Levar (2006) e Apanhador Só (2008), criando um bom espaço pare seu primeiro álbum cheio ressoar. O álbum foi lançado em abril em CD (dono de uma bela capa e trabalho gráfico assinado por Rafael Rocha, editor da Revista Noize) e download no site oficial da banda.

Conversarmos com o vocalista do Apanhador Só, Alexandre Kumpinski sobre essas e outras coisas que envolvem a vida de uma banda, principalmente, independente.

My Favorite Way: Li que a banda já existe desde os tempos de colégio, quando vocês ainda tinham seus 15 anos, pelo menos o esboço dela já estava nas garagens. Mas qual foi o ponto em que a coisa ficou séria e vocês pensaram: “Agora nós somos uma banda!”. A gravação do primeiro EP, Embrulho pra Levar (2006) tem alguma coisa com isso?

Alexandre Kumpinski: Sim. Foi justamente o Embrulho pra Levar que nos levou a acreditar que tínhamos uma banda de fato. Foi a partir dele que começamos a fazer mais shows, com algum público nosso. Também teve o lance da internet, do Trama Virtual, que tava no auge, e de várias possibilidades alternativas de divulgação da nossa música. Ali, entendemos que não precisávamos assinar contrato com uma grande gravadora ou cair nas graças de algum produtor mágico que faria tudo dar "certo" no final pra existir dignamente.

MFW: Como foi esse começo? Porto Alegre é um bom lugar para bandas que estão começando? E o público? Costuma aceitar coisas novas?

Alexandre Kumpinski: Não sei direito o que seria um lugar bom pra bandas que estão começando. Acho até que esse lugar não existe (risos). O começo de uma banda é extremamente difícil de se entender e de se lidar com. Primeiro tu se junta com uns amigos numa garagem e tenta conseguir tocar alguma coisa decente. Os primeiros ensaios são muito ruins. Tu pensa em desistir e ir andar de skate ou fazer qualquer outra coisa mais divertida. Mas algo te faz continuar. Então tu passa a tocar melhor, teus amigos passam a conseguir te escutar. Então tu passa a compor tuas próprias músicas quando não aguenta mais tocar covers e depois passa a querer fazer shows pela cidade. Só que ninguém na cidade te conhece e por isso mesmo ninguém vai querer marcar show contigo. Sem show, as pessoas vão continuar não te conhecendo. É um ciclo que parece não ter solução, mas algo te faz continuar. Aí tu batalha pra gravar um EP, implora pra que alguém ouça aquilo, algumas pessoas passam a curtir, tu consegue um show aqui, outro lá, e basicamente só os amigos vão. Tu passa por mil perrengues, mil desastres e tenta se divertir ao máximo no meio disso tudo, porque, afinal de contas, algo te faz continuar. Aos poucos (e não sei explicar como) as coisas vão mudando, melhorando. E tu segue continuando.

MFW: Houve uma grande expectativa para o primeiro disco de vocês, devido o pequeno/grande sucesso dos EPs. Grande parte das músicas do disco já foram lançadas neles, como foi a escolha das músicas? O CD teve apóio da prefeitura de Porto Alegre, como que rolou essa parceria?

Alexandre Kumpinski: O financiamento do Fumproarte (Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre) se consegue através de edital. Tu tem que fazer cronogramas, orçamentos, justificativas etc. É bem trabalhoso, mas vale muito a pena, depois que tu consegue ganhar. Foi esse financiamento que nos permitiu gravar um disco com um bom produtor (Marcelo Fruet) se dedicando ao máximo, num estúdio legal, com um projeto gráfico bem cuidado (pelo Rafa Rocha, com cards ilustrados pelo Fabiano Gummo) e tal e coisa e coisa e tal. Daí que a escolha das músicas foi um pouco pautada por esse lance, porque pra conseguir o financiamento, a gente usou o Embrulho pra Levar como demo pro disco, então teoricamente todas as músicas do Embrulho deveriam ser regravadas. No final, a gente entrou com um pedido e conseguimos trocar algumas músicas por músicas novas que a gente queria gravar mais.

MFW: O download gratuito possibilitou que várias pessoas baixassem o debut de vocês. De onde veio essa idéia?

Alexandre Kumpinski: A gente sempre disponibilizou o material da banda gratuitamente na internet. Essa idéia é totalmente presente pra essa nova geração de bandas, que se valeu da internet pra conseguir existir de alguma forma. O Embrulho mesmo já tava todo lá no Trama Virtual disponível pra download ( Nota da Redação - Na verdade não está mais), e mesmo assim a gente vendia os disquinhos nos shows. Só o que mudou agora é que fizemos o nosso próprio site pra disponibilizar o material em alta qualidade e com todo o projeto gráfico incluído. E tu tá certa: isso possibilita que várias pessoas conheçam a banda. Ninguém vai comprar disco de uma banda que não conhece. Então colocamos pra download gratuito e não custa nada pra alguém baixar e conhecer. E se essa pessoa gostar, vai ir em show, vai passar a ser público. E é isso que a gente quer: que as pessoas conheçam nosso trabalho.

MFW: Vocês são uma das bandas elogiadas por saber usar bem as mídias digitais para divulgação. Qual a dica que vocês podem dar para as bandas novas?

Alexandre Kumpinski: Acho que com tantas bandas às vezes você pode se perder nesse vasto mundo que é a internet. Imagino que bandas novas sejam integradas por pessoas mais novas do que a gente e que devem saber usar melhor a internet do que nós, então dar dicas aqui pode ser muito arriscado. De qualquer forma, acho que tá acabando esse lance de ser ou se sentir um rock star. A internet veio dar voz à quem não tinha opção além de se deixar emudecer. E isso não só pra artistas, mas também pra jornalistas, público e todos os envolvidos. Unificou a galera, sabe? Então assim: se tu faz parte dessa galera, então aja de acordo.

MFW: Os primeiros EPs não tiverem nenhum produtor, certo? Ficou tudo por conta de vocês. Como um produtor pode influenciar o trabalho de uma banda? Como o Marcelo Fruet influenciou vocês?

Alexandre Kumpinski: Na verdade, o Embrulho foi produzido pelo Gude, da Procura-se Quem Fez Isso. A gente gravou no estúdio deles e foi ele que fez as vezes da produção do ep. Claro que com o Fruet foi diferente, porque foi muito melhor planejado. O Fruet nos acompanhou desde a pré-produção do disco, indo nos ensaios, pensando os arranjos junto com a gente. Depois, já em estúdio, o trabalho do Fruet foi sensacional. Ele se preocupa muito em fazer a banda amadurecer musicalmente, além de gravar um bom disco. Ele quer que tu saia do estúdio sabendo realmente tocar o que tu gravou e o porquê de tu ter gravado do jeito que gravou. É um pouco difícil saber exatamente no quê o Fruet nos influenciou, porque desde o início, o trabalho com ele foi muito harmonioso. Mas com certeza ele foi muito importante pro resultado final e durante um tempo a gente não queria nem mesmo ensaiar mais sem ele.

Capa do primeiro disco, Apanhador Só
                                                       
MFW: O Lucas Pocamacha (Superguidis), disse em uma entrevista à TV Trama, que “o disco físico vende sim”. Mesmo com o download, o Apanhador escolheu prensar o primeiro álbum. Como estão as vendas? Há alguma distribuição pelo Brasil? Ou vocês vendem apenas nos shows?

Alexandre Kumpinski: As vendas estão indo bem. A gente prensou 1000 cópias e elas estão quase acabando. De fato, “disco físico vende sim”. Principalmente se tu tem o cuidado de fazer um projeto gráfico legal, com algum diferencial. Porque as pessoas não compram mais disco pra escutar as músicas. Todo mundo já tem os mp3 no computador. As pessoas compram o disco porque querem ter o objeto em casa, porque acham a capa bonita, porque gostaram tanto das músicas que querem tocar naquilo, enfim.

MFW: Além disso, vocês capricharam na arte do álbum. As letras, ao invés de estarem num encarte, estão em cards. Isso veio da cabeça de álbum colecionador de cards da banda? Quem foi o responsável pela arte e cards que acompanham o álbum?

Alexandre Kumpinski: A idéia foi do Rafa Rocha (como já dito lá em cima) e surgiu em reuniões entre eu, ele e o Fabiano Gummo, que foi quem fez as ilustrações dos cards. Fechou muito com a nossa vontade de ter um projeto gráfico diferente pro disco e topamos no ato. Depois veio a idéia também de usar a caligrafia de pessoas que colaboraram de alguma maneira com o disco pra escrever as letras nos cards. Tem gente que acha que a gente usou uma fonte diferente em cada card, mas a verdade é que as caligrafias são de verdade.

MFW: Algum videoclipe em vista?

Alexandre Kumpinski: Sim. Em agosto a gente vai lançar um clipe ao vivo rodado no show de lançamento do disco aqui em Porto Alegre, já aproveitando o momento da indicação ao VMB 2010 na categoria Aposta MTV. Depois pretendemos lançar um outro clipe “de estúdio” mais pro fim do ano.

MFW: Qual foi a emoção ao ver o disco de vocês pela primeira vez?

Alexandre Kumpinski: A emoção não foi exatamente em ver o disco pela primeira vez, porque ele chegou aqui em casa todo desmontado. Primeiro chegaram os CDs, depois chegaram os encartes. A gente que montou tudo separando um card de cada tipo, colocando junto com o CD dentro do encarte, fechando e colocando tudo dentro do envelope. Parece trabalhoso, mas perto do trabalho que a gente tinha carimbando à mão encarte por encarte do Embrulho, é barbadinha.

Mas enfim, a emoção rolou foi quando o caminhão chegou aqui em casa, e os carregadores atiraram as caixas de qualquer jeito na garagem enquanto eu pedia calma e dizia que o trabalho de muito tempo estava ali dentro, que tudo precisava ser tratado com muito carinho e corria de um lado pra outro, não sabendo se eu ajudava a carregar ou se abria as caixas pra ver enfim materializado o produto de tanto tempo de dedicação. Foi um momento mágico.

MFW: Você é o centro das composições. Ele sempre está no meio de alguma música. Como é o processo de composição? Tem alguma coisa definida?

Alexandre Kumpinski: Não tem nada definido. Às vezes uma música surge a partir de uma letra, às vezes a partir de alguns acordes e até mesmo a partir de uma improvisação num ensaio. E as parcerias são numerosas porque quando uma música tá meio empacada, eu peço ajuda pros amigos pra ver se o baile cola.

MFW: As influências de vocês são diversas. Na música “Maria Augusta”, por exemplo, há gradações. Ela começa com um instrumental, vai para o rock e deságua num ar meio circense. Como surgiram essas inserções na música de vocês. Também há vários sons diferentes inventados por vocês.

Alexandre Kumpinski: Normalmente essas nuances e mudanças de arranjo se desenvolvem nos ensaios. Eu mostro uma música nova e a galera sai tocando junto, e quando vê, rola um processo coletivo de criação muito doido, muito espontâneo, que vai gerando essas gradações de que tu falou na pergunta.

MFW: As letras têm bastante trato. Em “Bem me Leve” o eu-lírico é feminino. Acabei lembrando do Chico Buarque. Ele é uma influência? Qual é a história dessa música? Alguma amiga, irmã ou prima que sofreu com relacionamento e ganhou uma música?

Alexandre Kumpinski: Ele é influência, com certeza. Eu meio que aprendi a tocar violão tocando Chico. E durante muito tempo na minha adolescência ele foi um herói pra mim na composição. Enfim, não tenho como dizer com certeza, porque essa música brotou um dia quase pronta, mas o lance do eu-lírico feminino deve ter a ver com ele sim. E ela não foi composta a partir da história de ninguém em especial. Não conscientemente, pelo menos.

MFW: Mesmo com o disco, vocês devem ter algumas sobras de músicas. Já dá para pensar em outro disco?

Alexandre Kumpinski: Sim. Já estamos tocando músicas novas nos shows e, somando a elas músicas que a gente ainda não gravou. Já temos quase um segundo disco cheio. Só que gravar esse disco ainda não está nos nossos planos. Temos muito o que trabalhar em cima desse primeiro. Quem sabe um single daqui a pouco.

Entrevista originalmente publicada no Bloody Pop.

04 agosto 2010

02 agosto 2010

Planeta Terra acende a chama nas convocações

Que Copa do Mundo que nada! Convocação de seleção brasileira, o que! O Line Up mais esperado entre os alternativos e moderninhos do Brasil é o do Planeta Terra! Para não deixar os fãs ávidos por notícias, já que o SWU não para de falar de suas atrações, o Terra soltou semana passada um time de músicos para não botar defeito. 




Estão confirmados Smashing Pumpkins, Pavement, Of Montreal, Girl Talk 3rd Band e Yeasayer. Isso porque já estavam para lá de confirmados o Passion Pit, Hot Chip e o Phoenix. E sabe qual é a felicidade maior? Esse line up ainda vai crescer. A grande expectativa é que o Belle & Sebastian também toquem, mas se rolar um Wilco, Gorillaz, Yeah Yeah Yeahs, The Gossip e outros, aposto que ninguém vai reclamar. 


Os ingressos já estão à venda por todo o Brasil, geralmente nas Livrarias Saraiva e Fnac. Aqui em Brasília, você pode adquirir o seu na Fnac do Parkshopping e corra (!), porque o primerio lote de ingressos a R$ 160,00 já se foi! Os ingressos agora estão R$ 180,00, mas calma, que você estudante paga meia. Para quem quer se apressar, dá para comprar pela internet no site da Tickets For Fun.

Júpiter Maçã em Brasília


O louquíssimo Júpiter Maçã passará por Brasília dia 04 de setembro. O músico se apresentara dentro do projeto Sarau Psicodélico, que já acontece na cidade há algum tempo. Ainda não há local definido nem o preço dos ingressos. Aguardem mais detalhes.

Para quem não conhece nada do gaúcho, o que podemos dizer é que já passou da hora de conhecer! Júpiter tem 5 álbuns de estúdio em sua carreira solo, além de vários outros com o TNT e os Cascavelletes. Sim, ele fez parte da formação dessas duas grandes bandas dos anos 80! E está preparando mais um ainda para este ano.