23 julho 2010

Superguidis – “Superguidis”



Um disco que demore três anos para ficar pronto, de uma banda promissora em um mercado que atualmente poderíamos chamar de “falido”, tem tudo para se tornar o lançamento do ano? Se a sua resposta é sim, parabéns, por que o novo disco homônimo dos gaúchos da Superguidis tem pompa para isso, e porque não, para muito mais.

Com produção de Phillipe Seabra, o front man da Plebe Rude, o terceiro CD de uma das maiores promessas do rock nacional, chega e chega forte. Mesmo antes de ser lançado oficialmente, os caras soltaram o single “Não fosse o bom humor” que foi chamado de novo hino por aqueles que o seguem. Pouco tempo depois, o disco foi lançado e outros hinos foram descobertos.

Não fosse o Bom Humor

“Roger Waters” abre a série de onze músicas mostrando que já houve evoluções comparando com o antecessor, A Amarga Sinfonia do Superstar. O vocal de Andrio Maquenzi é ao mesmo tempo doce e explosivo, como “Quando se é Vidraça” ou “Fã Clube Adolescente”, em uma espécie de homenagem à banda Teenage Fanclub.

Mas nem só de pancadaria vive o disco. Momentos “calmos” como “De Mudança” mostram que a banda continua tratando dos mesmos assuntos em suas letras, como desilusões, garotas, o dia a dia do jovem e outros temas que fizeram o banda ser o que é hoje, mas de uma maneiro mais adulta.

No todo, o disco vale cada minuto da longa espera. A banda se mostra mais séria, e ao mesmo tempo, jovial. E sincera a proposta inicial de fazer o mais puro indie brasileiro.

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