29 janeiro 2010

Destaques Nacionais 2009

Dessa vez, o nosso destaque vai para os discos nacionais lançados em 2009 e nós achamos que você deve ouvir. Contamos com a colaboração de Israel Bumajny.
Black Drawing ChalksLife Is a Big Holiday For Us
O grande disco nacional do ano saiu de Goiânia para o resto de todo o país. Black Drawing Chalks mostrou que o stoner rock pode ser feito em terras tupiniquins não devendo em nada pr'aquele feito por Josh Homme. (Felipe Nunes)




PulloversTudo que eu sempre sonhei
Lançado em maio de 2009, Tudo que eu sempre sonhei (Pisces Records), já era uma forte candidato a “Melhor Disco do Ano”. O quarto álbum do grupo, encabeçado por Luiz Venâncio é o início das composições em português. Cheio de poesia, o disco marca o amadurecimento de um compositor e de um homem. (Alê dos Santos)


Móveis Coloniais de AcajuC_MPL_TE
Com C_MPL_TE (Trama Virtual), segundo álbum lançado pelo Móveis Colonais de Aacaju, o grupo alcançou a unidade que precisava. A banda foi convidada para trabalhar com o produtor Miranda e refinou seu som. Aprenderam de vez a trabalhar juntos. O som ficou mais pop e as letras mais chiclete, o que não é demérito nenhum. (Alê dos Santos)

Tiro WilliamsTiro Williams
O que esperar de um disco gravado dentro de um quarto e com takes até no banheiro? Boa coisa não seria, mas o resultado do debut do Tiro Williams impressionou até aos integrantes do grupo. Influenciados basicamente pelos anos 90, o quarteto lembra outra banda que segue o mesmo caminho, o Superguidis. Às vezes tem cara de Smashing Pumpkins e Weezer, mas ainda sim são originais. (Alê dos Santos)

(Mande um e-mail dropscultural@gmail.com, respondendo: “O que quer dizer Tiro Williams?” e a resposta mais criativa ganha um CD do grupo).

Caetano VelosoZii e Zie
Caê se juntou novamente a banda Cê (Marcelo Callado, Pedro Sá e Gustavo Benjão) e misturou samba com rock, fazendo o que ele mesmo chamou de “Transambas”. Neste disco, Caetano está menos rebelde e agora leva a tristeza com calma. Dá mais espaço a sua banda, que faz longos solos em algumas músicas. (Alê dos Santos)

Lucas SanttanaSem nostalgia
Em seu último trabalho, o baiano Lucas Santtana acaba com o mito de que música ao violão tem que ser feita com um microfone e um banquinho. Lucas faz um frenesi regado a violões e todos os sons que esse instrumento pode oferecer. Tudo isso, sem deixar de lado a harmonia e o respeito a MPB de lado. Sem nostalgia (YB) é feito por quem toca a linda MPB, e por quem a toca com gosto. (Felipe Nunes)

WadoAtlântico Negro
Embora ainda prefira Terceiro Mundo Festivo, Wado é audição obrigatória. Em seu quinto álbum, o alagoano dá mais ênfase à música brasileira (afoxé, samba) e representa um pouco da cultura portuguesa e africana com Mia Couto, mostrando os laços do Brasil. (Alê dos Santos).



ZémariaThe Space Ahead
Na linha de CSS, Zémaria se encaixa nos synthpop's que embalam as pistas gringas. O disco lançado no meio do ano, é composto por nove músicas que vão a calhar desde uma pista de dança até o mais simples headphone. (Felipe Nunes)




CéuVagarosa
Deixando o samba que fez questão de apresentar em seu trabalho de estreia em 2007, Céu apresenta um álbum consistente e centrado no dub. Depois de participar de projetos como Sonantes e 3 na massa com integrantes da Nação Zumbi, a paulistana mudou de ares e acertou a mão. (Felipe Nunes)




Rômulo Fróes - No Chão Sem o Chão
A maioria das letras de No Chão Sem o Chão são dos artistas Clima e Nuno Ramos. E, como uma obra de arte, o disco deve ser apreciado com contemplação, tempo e dedicação. O álbum é formado por duas “sessões”: Cala Boca Já Morreu e Saiba Ficar Quieto. No release que serve de contracapa, o cantor conta que tem suas músicas preferidas e poderia tê-las condensado em um disco. Sabiamente não o fez. Porque, assim como o "Kill Bill" de Tarantino, as duas partes se completam, fazem sentido juntas e devem ser vistas como uma só. No Chão... é samba, indie, jazz e MPB, tudo misturado, uma coleção de belas letras musicadas à altura, pela banda que acompanha Fróes: Guilherme Held (guitarra), Fábio Sá (baixo) e Pedro Ito (bateria). Melancolia, alegria, ironia, beleza. No chão... tem tudo isso. É só parar para ouvir. (Israel Bumajny)

4 comentários:

Leocádia Joana G.P. disse...

OI, ALESSANDRA!

Leocádia Joana G.P. disse...

Ah! Esqueci - sou Leocádia!

Leocádia Joana G.P. disse...

Comprei só alguns discos neste ano.
Exemplo: Zélia Duncan, F.Fires, P.Pit e aqueles que ficam no monte, sabe? Vale coletânea? Blur.

Alê dos Santos disse...

Fala, Leocádia! Essa aí é só a nossa singela lista de nomes que achamos que você deve escutar. Aqui as coisas são mais indies. Agora, que discos estão no seu monte? rs!
Escutei esses discos que vc citou e também curti.