31 janeiro 2010

O fim também é um começo

Dia 15 de janeiro, o Drops Cultural completou seus 02 anos de vida e hoje é o dia em que nós terminamos com ele.

Decidi acabar com o Drops, por vários motivos. O primeiro deles é que me sinto apenas mais uma pessoa na internet escrevendo sobre música, quando um monte de outros blogs fazem isso. Agora me dedicarei mais ao A Festa Nunca Termina, que está bem largadão e ao Bloody Pop.

Obrigada a todos que passaram por aqui e leram com tanto carinho. 2009 foi realmente um ano muito bom para o Drops e para mim. Quem quiser saber das novidades, também pode me seguir via twitter.

29 janeiro 2010

Destaques Nacionais 2009

Dessa vez, o nosso destaque vai para os discos nacionais lançados em 2009 e nós achamos que você deve ouvir. Contamos com a colaboração de Israel Bumajny.
Black Drawing ChalksLife Is a Big Holiday For Us
O grande disco nacional do ano saiu de Goiânia para o resto de todo o país. Black Drawing Chalks mostrou que o stoner rock pode ser feito em terras tupiniquins não devendo em nada pr'aquele feito por Josh Homme. (Felipe Nunes)




PulloversTudo que eu sempre sonhei
Lançado em maio de 2009, Tudo que eu sempre sonhei (Pisces Records), já era uma forte candidato a “Melhor Disco do Ano”. O quarto álbum do grupo, encabeçado por Luiz Venâncio é o início das composições em português. Cheio de poesia, o disco marca o amadurecimento de um compositor e de um homem. (Alê dos Santos)


Móveis Coloniais de AcajuC_MPL_TE
Com C_MPL_TE (Trama Virtual), segundo álbum lançado pelo Móveis Colonais de Aacaju, o grupo alcançou a unidade que precisava. A banda foi convidada para trabalhar com o produtor Miranda e refinou seu som. Aprenderam de vez a trabalhar juntos. O som ficou mais pop e as letras mais chiclete, o que não é demérito nenhum. (Alê dos Santos)

Tiro WilliamsTiro Williams
O que esperar de um disco gravado dentro de um quarto e com takes até no banheiro? Boa coisa não seria, mas o resultado do debut do Tiro Williams impressionou até aos integrantes do grupo. Influenciados basicamente pelos anos 90, o quarteto lembra outra banda que segue o mesmo caminho, o Superguidis. Às vezes tem cara de Smashing Pumpkins e Weezer, mas ainda sim são originais. (Alê dos Santos)

(Mande um e-mail dropscultural@gmail.com, respondendo: “O que quer dizer Tiro Williams?” e a resposta mais criativa ganha um CD do grupo).

Caetano VelosoZii e Zie
Caê se juntou novamente a banda Cê (Marcelo Callado, Pedro Sá e Gustavo Benjão) e misturou samba com rock, fazendo o que ele mesmo chamou de “Transambas”. Neste disco, Caetano está menos rebelde e agora leva a tristeza com calma. Dá mais espaço a sua banda, que faz longos solos em algumas músicas. (Alê dos Santos)

Lucas SanttanaSem nostalgia
Em seu último trabalho, o baiano Lucas Santtana acaba com o mito de que música ao violão tem que ser feita com um microfone e um banquinho. Lucas faz um frenesi regado a violões e todos os sons que esse instrumento pode oferecer. Tudo isso, sem deixar de lado a harmonia e o respeito a MPB de lado. Sem nostalgia (YB) é feito por quem toca a linda MPB, e por quem a toca com gosto. (Felipe Nunes)

WadoAtlântico Negro
Embora ainda prefira Terceiro Mundo Festivo, Wado é audição obrigatória. Em seu quinto álbum, o alagoano dá mais ênfase à música brasileira (afoxé, samba) e representa um pouco da cultura portuguesa e africana com Mia Couto, mostrando os laços do Brasil. (Alê dos Santos).



ZémariaThe Space Ahead
Na linha de CSS, Zémaria se encaixa nos synthpop's que embalam as pistas gringas. O disco lançado no meio do ano, é composto por nove músicas que vão a calhar desde uma pista de dança até o mais simples headphone. (Felipe Nunes)




CéuVagarosa
Deixando o samba que fez questão de apresentar em seu trabalho de estreia em 2007, Céu apresenta um álbum consistente e centrado no dub. Depois de participar de projetos como Sonantes e 3 na massa com integrantes da Nação Zumbi, a paulistana mudou de ares e acertou a mão. (Felipe Nunes)




Rômulo Fróes - No Chão Sem o Chão
A maioria das letras de No Chão Sem o Chão são dos artistas Clima e Nuno Ramos. E, como uma obra de arte, o disco deve ser apreciado com contemplação, tempo e dedicação. O álbum é formado por duas “sessões”: Cala Boca Já Morreu e Saiba Ficar Quieto. No release que serve de contracapa, o cantor conta que tem suas músicas preferidas e poderia tê-las condensado em um disco. Sabiamente não o fez. Porque, assim como o "Kill Bill" de Tarantino, as duas partes se completam, fazem sentido juntas e devem ser vistas como uma só. No Chão... é samba, indie, jazz e MPB, tudo misturado, uma coleção de belas letras musicadas à altura, pela banda que acompanha Fróes: Guilherme Held (guitarra), Fábio Sá (baixo) e Pedro Ito (bateria). Melancolia, alegria, ironia, beleza. No chão... tem tudo isso. É só parar para ouvir. (Israel Bumajny)

14 janeiro 2010

Destaques Internacionais 2009

Ano passado não rolou uma lista, mas algumas dicas foram dadas. Este ano, com Felipe Nunes no time, resolvemos fazer uma lista com os discos que ganharam destaque em 2009. Não, está não é uma lista de "Melhores Discos", mas sim uma lista composta por tudo aquilo que nós ouvimos e achamos que você também deveria ouvir. Afinal, ninguém escuta todos os discos lançados em um ano com a mesma atenção. Isso, se é que escuta, né?

Yeah Yeah YeahsIt’s Blitz!
“Adeus guitarras! Venham sintetizadores!”. Parece que foi essa a tendência de muitas bandas que antes estavam “enterradas” no rock e o momento liberdade rolou com a aliança com o eletrônico. Ou seja, todo mundo resolveu escutar um monte de música dos anos 80. Karen O’ do Yeah Yeah Yeahs fez o mesmo, junto-se com os meninos Nick Zinner (guitarra) e Brian Chase (bateria) para lançar um disco diferente. It’s Blitz! (que sem o “z”, “não seria um disco do YYY”, como disse Karen) tem uma das melhores músicas lançadas em 2009, “Zero” e ganha destaque na faixa “Heads Will Roll”. (Alê dos Santos)

The GossipMusic For Men
A grupo liderado por Betty Dito merece uma menção por ter ousado. Music for Men quebrou o paradigma de que The Gossip fazia discos parecidíssimos, e este é um álbum para pista nenhuma botar defeito. A veia punk continua, mas agora acoplada à veia pop altamente dançante. (Felipe Nunes)

Franz FerdinandTonight: Franz Ferdiand
Fazer um disco cheio de singles é realmente complicado. Dá para conseguir isso no primeiro álbum, mas no terceiro é bem complicado. O Franz por muito pouco não conseguiu isso. Das 12 faixas, pelo menos 9 entram na berlinda. Eles entraram na vibe dos sintetizadores e brincaram enlouquecidamente em “Lucid Dreams”. A digamos, ópera rock, já que existe uma história por trás de todas as músicas, do Franz Ferdinand é ousada. Tem até versão acústica de “No You Girls” no final, em “Katherine Kiss Me”. (Alê dos Santos)

Kid CudiMan On The Moon: The End of The Day
Hip Hop nunca foi meu forte, e está bem longe de ser. Mas mesmo assim, Kid Cudi, como fez o parceiro kanye West, abriu meus horizontes para o estilo, e conseguiram de alguma forma mudar a minha percepção de que os rapper's americanos estão sempre rodeados de dinheiro e mulheres saradas. Kid Cudi fez um disco de hip hop com um pouco de electro e o som dito de 'adolescentes'. Logo no primeiro álbum contou com participações de ratatat e MGMT. Não é coisa pouca. (Felipe Nunes)

Florence and the MachineLungs
Vocal potente, instrumental orquestrado e apoteótico, esses são um dos chamarizes para o disco Lungs de Florence Welsh e sua máquina de fazer barulho. (Felipe Nunes)



PhoenixWolfang Amadeus Phoenix
Que “Liztomania” foi a música mais discotecada de 2009 nas festinhas indies, isso eu não tenho dúvidas! Mas o quarto álbum do Phoenix, Wolfang Amadeus Phoenix é cheio de músicas dançantes. A banda também seguiu a linha: eletrônico com rock, que muitas bandas fizeram ano passado e se destacou. E como muitos pensam por aí, a banda não é americana não, é francesa! Se você não sabia disso, é porque não viu os videoclipes da banda passeando por seu país natal, né? “1901”, “Lasso” e “Rome” também merecem ser ouvidas com atenção. (Alê dos Santos)

Dirty ProjectorsBitte Orca
O grupo orquestrado por Dave Longstreth lançou em 2009 seu terceiro álbum e escreveu de vez o seu nome no mundo indie. Cheio de singles, Bitte Orca esteve em praticamente todas as listas de “Melhores” e ainda ganharam destaque com a faixa “Stillness is the move”. Além disso, passaram pelo Brasil e fizeram sim, um dos melhores shows do ano. Vale a pena escutar! (Alê dos Santos)

Grizzly BearVeckatimest
Também chegando ao terceiro álbum e também compondo a nova safra de bandas nova-iorquinas que você não pode deixar de escutar. O Grizzly Bear lançou um mais álbum intimista, cheio de influências do folk. A imagem da banda também foi muito bem construída com videoclipes meio nonsenses, mas divertidos. O grande destaque de Veckatimest é a música “Two Weeks”. (Alê dos Santos)


Animal CollectiveMerriweather Post Pavilion
Nonsense mesmo só os caras do Animal Collective! Já mais rodados que os amigos acima, o (para mim) Melhor Disco Internacional de 2009, Merriweather Post Pavilion é o oitavo álbum de Avey Tare (David Portner), Panda Bear (Noah Lennox), Deakin (Brian Weitz) e Geologist (Josh Dibb). Se formos definir em apenas uma palavra o Animal Collective a melhor seria “experimentação”. Os meninos já fizeram de tudo nesse meio eletrônico/rock. Os discos não têm uma unidade (embora “MPP” e “Strawberry Jam” se pareçam) e mesmo assim o trabalho deles é elogiado. Destaque para “Brothersport”, “My Girls” e “Summertime Clothes”, mas você vai ficar feliz de ouvir tudo... No REPEAT! (Alê dos Santos)

Goiânia Noise e Converse

Até que enfim o pessoal da Converse nos passou o vídeo com um pouquinho do que rolou na promoção "Hands On", no Noise do ano passado. Além de dar Converses para quem participou da promoção, os mais animados podiam levar seus tênis e personalizar na tenda. Quem circulava pelo festival também ganhava um monte de suvenirs. Cadarços, colares, chaveiros... Tudo muito legal!