30 dezembro 2009

Mallu Magalhães - "Mallu Magalhães"

A primeira pergunta que se faz quando você descobre que saiu o novo disco da Mallu Magalhães em dezembro é: “Quem deixou isso acontecer?”.
Não é de hoje, que vemos lançamentos serem adiados para saírem num mês melhor. Ano passado, os fãs de Lily Allen tiveram que esperar “pacientemente” até fevereiro deste ano para poderem ouvir It's Not Me, It's You, disco que já estava pronto há mais de 6 meses. Um exemplo mais próximo é a banda Watson, que resolveu lançar seu primeiro disco em março de 2010, embora já esteja prontinho.
A menina, agora quase mulher (Mallu completou seus 17 anos), deixou a independência de lado e agora trabalha com a Sony/BMG. Na contramão, o disco foi produzido por um dos caras mais importantes do indie, Kassin. É nítida a influência do produtor e músico no disco da garota. Em músicas como “Nem fé, nem santo” e “Shine Yellow”, encontramos todos aqueles barulhinhos característicos de suas bandas (+2 e o projeto Artificial), mas claro no tom para um disco meio folk. É, meio.
Embora o principal caminho seja o folk, Mallu se arriscou mais neste álbum. Há um pouco de country, ska, blues e até reggae. Também deixou a vergonha de lado e resolveu escrever mais canções em português, das 13 que compõem o disco, seis são na língua mãe.
Mas o jeito meio Bob Dylan de cantar continua presente. Aquele jeito meio arrastado e com a voz às vezes por falhar. Talvez seja para não forçar a voz, já que Mallu descobriu um cisto na corda vocal, onde se instalam uma rachadura e um calo.
A cantora e compositora mostra mais maturidade em suas letras e músicas, mas poderia ter sido mais criativa na hora de escolher o nome do disco, que mais uma vez se chama Mallu Magalhães.
Destaque para “Make it Easy”, “O Herói e o Marginal” e "Shine Yellow", cujo o videoclipe você pode assistir aí abaixo:

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