30 dezembro 2009

Videoclipe - Julian Casablancas


11th Dimension

Revéillon é a na Play!

Ah sim, eu esqueci de dizer que ia discotecar na Play! na semana passada, mas como deu para perceber o Drops anda um pouco parado, já que estamos todos tirando um recessinho de Natal e Ano Novo. A noite foi muito bacana e quem não compareceu, deixou de escutar muito rock até às 5h50 da manhã.
A Play! continua essa semana e faz uma edição especial de Ano Novo, nesta quinta-feira, dia 31 de dezembro, a partir das 22h. Os nossos queridos Marcos Pinheiro e Penny Lane irão discotecar, juntamente com os convidados Flávio Forgotten, Alysson Lago, Ruiz Lopes e Weirdo e Thiago Freitas. Gonzalo Insônia, o residente, também estará por lá. Os ingressos custam R$ 15,00 (antecipados) e R$ 20,00 (na hora). Você pode encontrá-los na A.loja.com. Mais informações no site.

Feliz Ano Novo para todos e em 2010 o Drops Cultural volta com mais novidades para vocês!

Mallu Magalhães - "Mallu Magalhães"

A primeira pergunta que se faz quando você descobre que saiu o novo disco da Mallu Magalhães em dezembro é: “Quem deixou isso acontecer?”.
Não é de hoje, que vemos lançamentos serem adiados para saírem num mês melhor. Ano passado, os fãs de Lily Allen tiveram que esperar “pacientemente” até fevereiro deste ano para poderem ouvir It's Not Me, It's You, disco que já estava pronto há mais de 6 meses. Um exemplo mais próximo é a banda Watson, que resolveu lançar seu primeiro disco em março de 2010, embora já esteja prontinho.
A menina, agora quase mulher (Mallu completou seus 17 anos), deixou a independência de lado e agora trabalha com a Sony/BMG. Na contramão, o disco foi produzido por um dos caras mais importantes do indie, Kassin. É nítida a influência do produtor e músico no disco da garota. Em músicas como “Nem fé, nem santo” e “Shine Yellow”, encontramos todos aqueles barulhinhos característicos de suas bandas (+2 e o projeto Artificial), mas claro no tom para um disco meio folk. É, meio.
Embora o principal caminho seja o folk, Mallu se arriscou mais neste álbum. Há um pouco de country, ska, blues e até reggae. Também deixou a vergonha de lado e resolveu escrever mais canções em português, das 13 que compõem o disco, seis são na língua mãe.
Mas o jeito meio Bob Dylan de cantar continua presente. Aquele jeito meio arrastado e com a voz às vezes por falhar. Talvez seja para não forçar a voz, já que Mallu descobriu um cisto na corda vocal, onde se instalam uma rachadura e um calo.
A cantora e compositora mostra mais maturidade em suas letras e músicas, mas poderia ter sido mais criativa na hora de escolher o nome do disco, que mais uma vez se chama Mallu Magalhães.
Destaque para “Make it Easy”, “O Herói e o Marginal” e "Shine Yellow", cujo o videoclipe você pode assistir aí abaixo:

18 dezembro 2009

Entrevista - Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta


A Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta nasceu em 2003, quando Ronei Jorge resolveu montar uma banda e foi chamando a galera para participar. Edson Rosa (guitarra e vocal), Sérgio Kopinski (baixo e vocal) e Maurício Pedrão (bateria) aceitaram o convite e estão até hoje com na banda, que lançou este ano o seu segundo disco “Frasco Comprimidos Compressas”. A banda conseguiu ganhar o edital do programa Petrobras Cultural e o álbum teve uma produção mais elaborada. Além de disco físico, a banda resolveu disponibilizar o álbum para download gratuito no site oficial da banda. O primeiro disco, que é homônimo, saiu em 2005 e como toda banda independente teve seus problemas. Para falar sobre esse novo lançamento e um pouco sobre a banda, conversamos com Ronei. Confira:

Drops Cultural: Ronei, a banda nasceu a partir de você. Neste último disco, Frascos Comprimidos Compressas (2009), por exemplo, as letras são todas suas (com exceção de “Circule seu Sangue”). A Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta não poderiam ser encarados como um projeto seu, que acabou por ser tornar uma banda?
Ronei Jorge: Na verdade, as letras e músicas são minhas, com exceção de “Circule seu Sangue” que letra é minha e a música é uma parceria com Edson Rosa. Isso acontece desde a primeira banda que tive. Sempre tive o papel de levar a canção pronta (letra, melodia e harmonia) pra que depois a banda fizesse o arranjo. É uma prática mais comum do que se imagina. Assim foi com os Beatles, Roxy Music, Pink Floyd, Los Hermanos e etc… Acho que é um projeto conjunto de um compositor e uma banda, é a junção dos dois.

Drops Cultural: Como surgiu o convite dos outros integrantes?
Ronei Jorge: Eu já conhecia Pedrão. Chamei ele pela afinidade musical. Edson tocava com Pedrão numa banda de música brasileira instrumental. Pedrão chamou Edinho e tínhamos que arranjar um baixista. Sérgio foi o único que não conhecíamos, até porque ele era o único que não tocava no mesmo circuito de bandas.

Drops Cultural: Em 2005, o grupo lançou um disco homônimo. Por que só agora, 04 anos depois, saiu o segundo?
Ronei Jorge: Basicamente porque banda independente não tem grana disponível pra gravar todo ano. Acabou sendo bom, porque demos uma amadurecida no repertório, nos arranjos e nas canções.

Drops Cultural: Vocês acabaram provando a “glória” de lançar um disco com incentivo da Petrobras. Mas conta para gente as dificuldades de se gravar um bom disco, como vocês fizeram com o primeiro. E mesmo com as facilidades de hoje, o que está uma banda querendo gravar um disco pode esperar pela frente?
Ronei Jorge: A gente teve uma oportunidade incrível de poder gravar o primeiro disco com Luiz Brasil. Ele se entregou ao projeto totalmente. Tivemos que tirar do bolso pra fazer o disco e contar com o apoio de Luiz e de alguns amigos. Acho que o artista independente tem que buscar alternativas para poder gravar, enfim, registrar o seu trabalho. A alternativa para a gravação do segundo CD foi fazer o projeto para o Petrobras de música. Com a conquista do edital, pudemos chamar Pedro Sá para produzir e gravar em melhores condições, com mais tempo de estúdio. Mas mesmo com o Petrobras contamos com a colaboração de todos, inclusive do próprio Pedro Sá. Para viabilizar o próximo passo temos que pensar em outra alternativa.

Drops Cultural: Muita gente sempre pergunta se nessa era digital vale mesmo a pena lançar um disco físico. Já que o álbum se tornou apenas um cartão de visitas. Quais os prós e os contras que você aponta em um lançamento físico?
Ronei Jorge: Não vejo nada que seja ruim em lançar o disco. Acho que continua sendo o melhor registro de um trabalho, o mais fiel em termo de som. Geralmente, o som disponibilizado na internet não é tão bom quanto o do disco. Outra coisa que dança também é a ordem das faixas, coisa que acho muito interessante no formato físico. Nem sempre um trabalho funciona com faixas separadas. Tem a arte, a relação tátil, o fato de ir pra loja comprar o disco. Olha, até virar o lado de disco eu gosto. Dito isto, admito que, com a internet, o mundo se abriu, as pessoas passaram a ouvir muito mais coisa, o trabalho do artista pode chegar nos lugares com muito mais velocidade, ele pode apresentar o seu trabalho com mais facilidade.

Drops Cultural: O Forgotten Boy pensou certa vez em fazer o álbum e dar de presente uma mídia para as pessoas baixarem o disco no site deles. Queria saber o que passou pela cabeça de vocês para divulgar este novo álbum. Ou vocês preferiram mesmo fazer da forma tradicional?
Ronei Jorge: Eu acho que pra a gente foi bom fazer as duas coisas: disponibilizar o disco na internet e ter o disco físico. Acho que um não anula o outro. Tem gente que gosta do disco com capa, encarte, fica atento a quem tocou o quê, quem compôs tal musica. Tem gente que só quer ter a música, que não se importa com outra informação. Depende do freguês. Eu gosto de pensar em capa, em encarte, ordem das músicas, gosto de saber quem toca o quê em cada faixa, quem são as participações especiais, quem fez a arte, ler as letras, pegar no disco. Isso faz parte de minha cultura de consumidor de música e aprendi muito com isso, mas é geracional, hoje já é diferente. Não é melhor nem pior, é diferente.

Drops Cultural: Ronei, você é o compositor principal da banda. Ninguém nunca chegou com uma letrinha para você não?
Ronei Jorge: É o que disse antes. Há um grande equívoco quando se pensa em compositor unicamente como letrista. Compositor faz letra, música e harmonia. A não ser que ele tenha algum parceiro. Nesse caso ele pode ser só letrista, ou só melodista, ou dividir as funções, fazer só a harmonia…
Por exemplo, acabei de participar de um trabalho de trilha para uma peça e três músicas foram criadas a partir de letras produzidas pelos diretores. Eu compus somente a harmonia e melodia.
Eu sempre fiz letra e música, mas nunca impedi que alguém da banda fizesse parte disso. Tanto que incentivo Edson a fazer mais música, pois ele é um ótimo compositor, mas ele não se entusiasma tanto. Agora, eu tenho parcerias fora da banda. Fiz mu sica com Paquito (compositor soteropolitano), Lucas Santtana, Adalberto Filho (do Numismata) e Luizão Pereira (Dois em Um). Acho que o pessoal da banda gosta do que eu faço e prefere deixar assim.

Drops Cultural: E na hora de compor a música? Os meninos participam ou os ladrões são responsáveis mesmo pelo show?
Ronei Jorge: O processo é o seguinte:
Eu vou ao estúdio com o violão e toco a música que fiz em casa: letra, melodia e harmonia. Eles ouvem e começam a fazer os arranjos, decidem sobre: andamento, introdução, solos, dinâmica, compassos, convenções… Todos nós participamos dos arranjos, inclusive dando pitaco no instrumento do outro. Esse é o nosso método, mas tem banda que o cara vai com um texto na mão, a banda toca alguma coisa e o cara sai cantando.

Drops Cultural: Vocês estão numa safra muito boa de músicos de Salvador e conseguiram tirar aquele estigma de que “Bahia só tem axé”. Embora vários músicos tenham provado que isso é mentira. Hoje, como está a cena independente de Salvador?
Ronei Jorge: O cenário musical de Salvador sempre foi muito rico. Ele ficou um pouco obscurecido com a indústria da Axé Music, que conseguiu se expandir e acabou se formalizando como “música baiana”. Ficou uma coisa meio folclórica e turística, não que no meio da Axé Music não tenha coisa boa. Tem muita coisa boa que foi enquadrada nesse rótulo. Mas de qualquer forma, esse rótulo aprisionou a Bahia em um formato.Logo aqui, que teve um cara dos primórdios do Rock e ótimo artista, Raul Seixas; uma banda de rock das mais populares, Camisa de Vênus; e quatro dos mais conhecidos caras da música popular brasileira: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Dorival Caymmi e João Gilberto. Isso sem falar em Novos Baianos, Tom Zé, Gal Costa, Bethânia... Aqui sempre foi diversificado. Teve banda de Hard Rock boa, como a Úteros em Fúria, a melhor banda de psichobiilie que eu já ouvi, Dead Billies, a banda indie Brincando de Deus, a banda pop Penélope. Hoje tem Cascadura, Retrofoguetes, Orquestra Rumpillez, Baiana System, Mariella Santiago etc… Como todo estado brasileiro, rola uma diversidade muito grande.

Drops Cultural: Percebi que “Frascos Comprimidos Compressas” tem muitas músicas que falam de amor. Coisa que acontece com outra banda que já entrevistamos aqui no Drops Cultural, a Transmissor, com sua “Sociedade do Crivo Mútuo”. Porém, a música que dá nome ao disco foi a que mais me chamou atenção. Você pode contar a história dela?
Ronei Jorge: Ela é uma música que fala de relacionamento. Acho que o disco fala mais de relacionamento do que de amor. Essa letra fala um pouco da busca por uma resposta sentimental rápida, da urgência em se sentir correspondido.

Drops Cultural: Como foi a escolha de “Vidinha” para o single?
Ronei Jorge: Nós não escolhemos “Vidinha” para single. A música que tem tocado na rádio daqui é “Você sabe dessas coisas”.

Drops Cultural: Para finalizar, onde foram tiradas as fotos que compõem o encarte de “Frascos Comprimidos Compressas”?
Ronei Jorge: No apartamento de um conhecido de Oske, o fotógrafo. Ele colheu algumas imagens depois de tirar fotos da gente dentro de um apartamento de um amigo.

17 dezembro 2009

Pete Yorn & Scarlett Johansson - Break Up


Um disco de duetos inspirado nas gravações de Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot nos anos 60 é a característica da união entre o músico Pete Yorn e a atriz-cantora Scarlett Johansson. Tudo isso resultou em um disco agradável e prazeroso aos ouvidos.

Pete decidiu convidar Scarlett para fazer um disco minimalista. Break Up é singelo, frágil e pequeno, sim, pequeno. O disco conta com nove faixas que chegam aos seus 29 minutos.

Quem virou a cara para o primeiro disco da nova musa de Woody Allen, o Anywhere I Lay My Head, que funcionava como um tributo a Tom Waits, agora pode dar uma nova chance para a moça. Ela parece ter crescido. E neste segundo álbum trabalha como coadjuvante, apenas dando auxílio ao músico, que não teve medo de arriscar e a deixou usar sua voz com toda a liberdade.

Break Up é um disco para qualquer hora e momento. Faixas como “Relator” funcionam bem em vários ambientes, acompanhado ou não. Destaque também para “Clean”, que remete a baladas tristes de Cat Power, com discretas batidas eletrônicas. Em seus melhores momentos, Pete e Scarlett provam que a parceria deu bons frutos. Scarlett se encontrou e deu um ponto final satisfatório àqueles que a criticaram na sua primeira caminhada pelo mundo musical.

Videoclipe - Belle & Sebastian

Acordei com vontade de escutar Belle & Sebastian. E você?


I'm a cuckoo

15 dezembro 2009

Descontraída Rita

No ingresso para o show da Rita Lee haviam dois horários. Um indicando a abertura da casa e o outro o horário do show. Pecou quem viu apenas um e chegou lá cedo como eu. É, ou era de praxe, que todos os shows no Centro de Convenções começassem apenas meia-hora atrasados, isso se atrasassem. Deixando de começar às 21h para começar às 21h30. As coisas mudam, né?
Enquanto Rita Lee assistia a “novela das 8”, quem esperava do lado de fora teve que ouvir covers de MPB e Pop Rock (num volume desagradavelmente alto) e poderia consumir pelo bar.
A entrada para o teatro só foi liberada às 22h. Lá dentro, músicas instrumentais dos anos 60 e música clássica.

Marcada para às 22h30, a apresentação para a divulgação do DVD Multishow Ao Vivo Rita Lee, só foi começar às 22h55, mostrando que muito provavelmente havia acontecido alguma coisa na coxia. Vaias já eram ouvidas, quando uma música alta foi jogada e instantes depois Rita Lee subiu ao palco.

Cheio de sucessos, que foram desde “Amor e sexo” a “Doce Vampiro”, Rita mostrou que mesmo no alto de seus 64 anos está cheia de energia. Ela não consegue ficar parada um minuto. Enquanto apresentava a banda, por exemplo, andava para lá e para cá no palco, sempre fazendo uma brincadeira com os músicos. Quando foi apresentar o marido, Roberto Carvalho, disse: “E esse é o presidente vitalício da minha vida”, revelando que mesmo depois de tanto tempo, o amor ainda reina.

A cantora também mostrou que está antenada com o que está acontecendo na política do país. Quando teve a oportunidade, comentou sobre o escândalo do pagamento de propina, que seria capitaneado pelo governador José Roberto Arruda. Tirou sarro dos próximos candidatos à presidência, criticou o voto obrigatório, falou mal da novela de Manoel Carlos, elogiou a “Cinquentinha” (nova minissérie da Globo) e até brincou com Michelle, a primeira-dama dos Estados Unidos, antes de cantar “Bwana”.

Muito divertida e descontraída, Rita só pareceu se aborrecer um pouco quando ouviu um “mala maluco” gritando de lá: “Toca Raul!”. Sem perder a majestade, disse: “Sabia!” e fez uma pequena versão para “Como vovó já dizia”. Com muito humor, ela ainda falou: “Eu não sei nem cantar as minhas músicas mais e você me faz um negócio desses? Tô até com uma colinha aqui.”, se referindo as letras no palco.

Com cola, ou sem cola, o brilho de Rita Lee não seria ofuscado. Destaque para o momento em que Rita canta “Ovelha Negra” e no telão passam várias fotos dela e capas de seus tantos discos. Mesmo terminando com “Agora Só Falta Você”, o público quis mais e foi brindado no bis com “Ando Meio Desligado”, “Mania de Você, “Erva Venenosa”, “Lança-Perfume” e “Chiquita Bacana”.
Mais fotos no Flicrk.

12 dezembro 2009

Videoclipe - Of Montreal

Acabei de dar uma passadinha no Trabalho Sujo e encontrei esse videoclipe aqui. O Matias faz um comentário muito legal. Você lembra do Ratinho do Castelo Rá-Tim-Bum? Pois. Dá uma sacada nesse clipe do Of Montreal. Nossa, minha infância está no Youtube. E a sua?


of Montreal - Brush Brush Brush from kate zee on Vimeo.

10 dezembro 2009

Autoramas - MTV Apresenta: Autoramas Desplugado


Depois de lançar álbuns do Móveis Coloniais de Acaju, CSS e Macaco Bong, o projeto Álbum Virtual disponibiliza o MTV Apresenta: Autoramas Desplugado. A banda liderada por Gabriel Thomaz tirou todos os fios e fez um disco dançante do início ao fim, apenas com as cordas do violão.

O disco leva 15 faixas, que vão de sucessos anteriores da banda, músicas novas, releituras e covers. As músicas “Gente boa” e “Samba rock do Bacalhau” são inéditas. Além disso, a banda repaginou “Galera do Fundão” da época de Little Quail & The Mad Birds, regravou “I SawYou Saying” (composta por Gabriel e o ex-Raimundos Rodolfo) e fez um cover esperto de “Eu vou vivendo” dos gaúchos do Walverdes.

O projeto é ousado, já que traz uma banda enérgica como Autoramas pra tocar versões “desplugadas”. Mas nem a proposta de tocar apenas violão deixou Gabriel Thomaz sentado. A gravação do projeto que foi exibido na MTV, dia 13 de novembro foi gravado com platéia, Gabriel e Flávia Couri (baixista) de pés, com muita animação. Peça fundamental das apresentações do grupo.

Seguindo a linha rock’n roll dançante misturado com uma pitada de surf music e rock sessentista, o disco conta com participações especiais de Roberto Frejat, Érika Martins, Big Gilson e Mulher Misteriosa Jane DeLuc nas castanholas e Humberto Barros. Destaque para as faixas “A 300 km/h” que incrivelmente ganhou mais força que a original. “Sonhador” que leva a voz de Frejat e o dueto feito por Gabriel e Érika em “Música de Amor”.

Com esse disco, o Autoramas mostrou que desplugado ou não, ainda comanda várias pistas, principalmente a do "Rrrrroock"!

Portishead lança single

Mal tinham lançado o terceiro álbum e o trio inglês, Portishead já estava falando em um quarto álbum ainda para este ano. Não deu. Mas você já pode ouvir a nova música do grupo, "Chase the Tear", composta especialmente para ajudar a ONG Anistia Internacional. Toda a verba arrecadada com o download da canção (que não está disponível no Brasil) será doada a instituição.


Chase the Tear

09 dezembro 2009

Cat Power preparando novo disco

Cat Power (na foto com a banda) já avisou, está preparando seu nono disco e dessa vez vai seguir a linha “voz e violão”. Ela deixará de lado a banda Dirty Delta Blues, que a acompanhou em seu último disco Jukebox e também excursionou com a cantora. Para fazer um disco apenas com seus dotes musicais. Saiba que além de violão, Chan também toca piano e guitarra. É muito talento não é não? E ela ainda é linda!

Videoclipe - The Killers

O Bob Dylan fez um disco especialmente para uma das datas comemorativas mais importantes do ano (para algumas pessoas), o Natal. O Killers não quis tanto, mas soltou um single e videoclipe especial em comemoração a data. Para não passar em branco pelo Drops, dá uma olhadinha!


Happy Birthday Guadalupe

Billy Corgan faz música para filho (que não teve)

Billy Corgan, vocalista do Smashing Pumpkins lançou nesta segunda-feira, dia 07 de dezembro, a música "Song for a son". A mais nova música do grupo está disponível para audição no site Spinner.
Corgan explicou que a música é uma reflexão do fato dele ele não ter filhos.
Assista o videoclipe de "Zero". Só porque está na camiseta do Billy!

05 dezembro 2009

Goiânia Noise - 2° dia de último dia de cobertura

Depois de encontrar um hotel chulé, dormimos de 4h às 8h e rumamos para um hotel melhor. Era o mínimo que se podia fazer para dormir mais confortavelmente e com ar condicionado, porque Goiânia é bem quente. Depois de um rolê pela cidade (assuntos profissionais de um dos colegas de quarto), fomos almoçar baratinho num restaurante muito bom. A tarde ficamos por lá mesmo conversando, apareceu o Renato (do Black Drawing Chalks) com o Chuck Hipolitho. Mais conversa e mais cerveja, enquanto esperávamos uma amiga de Brasília chegar para os shows de sábado. De volta ao hotel e sem água para todo mundo tomar banho, acabamos chegando atrasados mais uma vez no Martim Cererê. Já haviam passado pelos palcos Evening (GO), The Backbiters (GO) e o Mini Box Lunar (AP), dava os seus últimos acordes, para então os goianos do Mugo subirem ao palco. O show animou o pouco público presente, que pedi músicas e cantava/berrava junto com Pedro, vocalista da banda. Pelos os seus mais de 2 milhões de acessos no Myspace talvez a banda merecesse mais.
Cassim & Barbária foi uma das grandes surpresas da noite. Achei que a banda mandava um folk rock e o que eu vi foi uma porrada. A banda não é tão pesada quanto o Mugo, mas também não é tão leve quanto eu imaginava. Eles se apresentaram com dois bateristas, que além de gordinhos e barbudos, ainda vestiam a mesma camisa. A dupla também se revezava nos efeitos sonoros. A grande atração do show era o baixista, Amexa, que ficou sério do começo ao fim da apresentação. Ele parecia estar em outra dimensão, às vezes, mas não ficou indiferente quando os amigos fizeram brincadeiras do lado de cá do palco.

O cansaço já estava batendo, mas por indicação de um amigo, nós não poderíamos perder o Los Lotus. Os argentinos, que não tem cara de argentinos, não da maneira em que vocês os visualiza na mente, fazem também um garage rock. Rock simples e direto, mas não com a mesma competência dos nossos amigos chilenos do Guiso, porém empolgaram.

Depois de bater um papo com o baixista da Grimskunk, seria uma injustiça não ver a banda. E mais uma porrada estava por vir, o som é uma mistura de rock com elementos do hardcore e até um pouco de rap. O show levantou a galera e a energia foi parar no palco. O vocalista principal, Franz Schuller, arranhou várias vezes o português para tentar se comunicar com a galera. Em certo momento disse: “Eu não sei falar português, mas vou tentar” e mesmo com dificuldade conseguiu. Engraçado ver que a língua dele sempre travava quando ia dizer: “Goiânia”. O grupo inteiro estava muito animado, mas o tecladista com certeza chama atenção. Ás vezes era penoso tirar uma foto, já que ele não parava de mexer a cabeça.

Uma parada para a cerveja, uma sentadinha e uma “aguinha”, enquanto Porcas Borboletas (MG) +Paulo Patife (SP) e Confronto (RJ) se apresentavam. As pernas queriam um tempinho para poder conhecer o Mama Rosin, ver o Black Drawing Chalks e claro, o Dirty Projectors.

O trio suíço Mama Rosin já poderia ser visto caminhando pelo Martim Cererê desde sexta-feira e sábado a tarde dando uma voltinha pela cidade. Quando o grupo começou a tocar, um susto. A banda é composta por um bateirista, um guitarrista e um... Sanfoneiro! Acha que não pode dar certo? Mas dá sim. O som alegre, nos é familiar, mas não dá para imaginar aquilo saindo da Suíça. Muito simpáticos, os meninos trouxeram barras de chocolate para presentear o público, mas quem se deu bem foi a fotógrafa perto do palco.


Os Black Drawing Chalks eram sim muito esperados naquela noite. Não foram poucas vezes que eu ouvi: “Hoje eu vim aqui para ver vocês, hein?”, enquanto conversava com algum deles. A banda entrou sozinha no palco, mas na terceira música, “My Radio”, o convidado Chuck Hipolitho pegou sua guitarra para agitar ainda mais a noite. Na meia-hora que tinham disponível, os goianos cantaram parte do disco “Life is a Big Holiday For Us”, lançado pela Monstro. Um dos motivos para Fabrício Nobre ser o convidado de honra no palco do BDC, “Esse é o orgulho lá de casa”, disse. E como não poderia deixar de ser, cantaram juntos “Burn, baby, burn”, do MQN. O show ainda contou com os “moshs” de Renato (tocando a guitarra) e Douglas, que saiu da bateria para Chuck tocar. Animado? Não tanto quanto o do MQN, mas eles estão no caminho.

Espera na porta do Pyguá para poder ficar bem pertinho do Dirty Projectors. Deu certo. Fiquei no canto direito do show, por isso as fotos tiveram um ângulo só. O show começou apenas com Dave e Angel Deradoorian cantando “Two Doves”, do último disco do grupo, Bitte Orca. Ao final da música parte do grupo entrou no palco com várias palmas e gritos ao fundo. O outra componente, Haley Dekle, entrou apenas na terceira música para emprestar a sua voz. O show que tinha tudo para ser parado tendendo para o sem graça, surpreendeu a todos que foram para ver a banda. O Dirty Projectors deixou o folk de lado e passaram para um show vibrante. Foi impressionante ver todas aquelas barulhinhos reproduzidos no palco, pelo teclado e pelas vozes das meninas. A áurea era de encantamento. Durante a apresentação é nítida a total dependência que os outros intregrantes da banda têm a Dave. Ele parece o maestro daquelas orquestra eletrônica, indie e até folk. O ponto alto rolou quando tocaram “Temecula”, “Stillness is the Move”, “No Intention” e “Remade Horizon” na sequência, apontando o final do show. Mas, por insistência, a banda voltou e mandou mais duas músicas no bis. Uma noite feliz. Brasília estaria nos planos apenas depois do meio-dia, quando teríamos que deixar o hotel. No caminho para cá, Jerivá, é claro!

Mais fotos no Flickr.

02 dezembro 2009

Cobertura Cerrado Virtual 2009

A sexta edição do Cerrado Virtual, que aconteceu no último final de semana, dias 27 e 28 de novembro, mesmo com sua megaestrutura pareceu um festival do improviso.

Na primeira noite marcada para começar as apresentações às 19h, o horário era tomado pela agitação e o corre-corre da produção para colocar tudo em seu lugar. Os shows começaram com quase duas horas de atraso e a primeira banda a se apresentar foi a brasiliense A Muringa. Fazendo um rock-maracatu para pouquíssimas pessoas. Soatá se apresentou antes dos goianos do Black Drawing Chalks, pois a vocalista Ellen Olléria, teria outra apresentação.

Após um show curto do Soatá, subiram ao palco os rockeiros do Black Drawing Chalks. O show foi enérgico como de praxe, alternando músicas do novo e do antigo álbum, que serviu como uma prévia do que poderia ser visto no dia seguinte no Goiânia Noise Festival, onde eles se apresentariam ao lado do guitarrista Chuck Hipolitho, ex-Forgotten Boys. Foram cerca de 40 minutos para um público pequeno e animado.

Depois dos goianos, o palco principal da arena foi tomado pela banda Manjahro. A banda faz uma mistura de reggae com rap e conseguiu animar alguns presentes. Estes se dividiam entre o palco e a tenda mix, que recebia o DJ Twin Brain. Com a ausência do Public Enemy, o ponto alto do festival foi adiantado. As homenagens a Tom Capone começaram com a apresentação de um vídeo emocionante sobre a trajetória e vida do produtor, e ainda depoimentos de artistas consagrados com quais o produtor trabalhou.

A primeira banda a prestar a homenagem foi a Peter Perfeito, na qual Tom tocou guitarra. O grupo não se apresentava há 11 anos. Fizeram um show curto, com apenas cinco músicas. Logo depois o palco foi tomado pelo Raimundos. Um show pesadíssimo, com guitarras á la Suicidal Tendencies.

Raimundos fez um show longo, com quase duas horas de duração e algumas participações especiais. O ex-baterista Fred Castro tocou em duas músicas: “Mulher de Fases” e “Puteiro em João Pessoa”. O “detonauta” Tico Santa Cruz cantou “Eu quero ver o Ôco” e mais duas de seu grupo carioca.

Tico assumiu que iria se apresentar em alguns shows junto com o grupo, mas que ensaios ainda faltavam. Para quase fechar o show, a ex-Penélope, agora em carreira solo, Érika Martins emprestou sua voz para “A Mais Pedida” e “Namorinho de Portão”. O final do show ficou por conta de familiares de Tom e do produtor Carlos Miranda dando uma canjinha.

Após o show de homenagem, o grupo Tropa de Elite se apresentou no outro palco. Por volta de 02h30 o grupo carioca O Rappa subiu ao palco, com várias declarações de Falcão ao amigo Tom Capone. A banda também se apresentou durante mais ou menos duas horas e o público cantou todas as músicas do início ao fim.

O segundo dia de festival não foi muito diferente do primeiro. Muitos atrasos e algumas alterações. A primeira banda a se apresentar foi a Roda na Banguela, que fez um show para um público menor que o da primeira noite. Após o primeiro show, a banda Na Lata fez seu show antecipado, pois os integrantes do Etno não apareceram. A produção não deu nenhuma nota sobre a ausência dos caras.

Logo depois, os maranhenses da Raiz Tribal agitaram o público com um reggae dançante. A noite continuou com seus improvisos e alterações de line-up. Os brasilienses do Jah Live se apresentaram por volta de 23h. Com alguns problemas técnicos, a banda seguiu em frente com seu show, que fez a platéia cantar algumas músicas do seu primeiro disco.

Outra alteração ocorreu, e o grupo paulista Farufyno se antecipou. A banda fez uma mistura de MPB e samba rock e agradou quem estava por perto. Com o show acontecendo no palco ‘menor’, o palco principal recebia a estrutura para a apresentação de Marcelo D2.

O carioca fez um show que animou grande parte do público, grande parte foi embora logo após o seu final. O ponto forte foi com Fernandinho fazendo beat box em ritmo de Seven Nation Army do White Stripes. Com uma leva de pessoas indo embora depois do show de D2, o ex-Planet Hemp B Negão subiu ao palco com seu mais novo projeto, Turbo Trio. Além de B Negão, o projeto conta com os DJs e os produtores Alexandre Basa e Tejo Damasceno. O show foi pra cima e animou o público, principalmente os que esperavam por músicas animadas e dançantes.

Após essa apresentação, B Negão corria para o palco principal onde aconteceria um dos shows mais esperados do festival. O Instituto prestou uma homenagem a Tim Maia digna de aplausos e atenção. Além de B Negão, o show do coletivo contou com participações de Thalma de Freitas, Carlos da Fé e Mc Kamal. Daniel Ganjaman comandava a trupe, que ainda tinha o saudoso Curumin na batera, e o multi-instrumentista Fernando Catatau na guitarra. O show permeou grandes músicas da fase racional de Tim. Canções como “Que Beleza”, “O Caminho do Bem” e “Energia Racional” levantaram aqueles que esperavam pela apresentação.

O público que estava presente parece não ter aproveitado bem a situação, já que não respondia aos pedidos do grupo, como por exemplo, palmas ou a participação entre uma música e outra. No final das contas, o festival conseguiu cumprir com suas metas, e se mostrou mais real do que virtual.

Dica de Sábado


Nasce mais uma banda em Brasília e para marcar este nascimento, nada melhor do que um show. É neste sábado, dia 05 de dezembro, que a banda Korina começa os seus trabalhos já lançando o EP, Todo Mundo Vive Reclamando da Minha Falta de Assunto. A noite também será animada pelas bandas Tiro Williams e Club Silêncio. Os ingressos custam R$ 15,00 e a "night" começa a partir das 22h, mas vale dar uma passada antes no Piauí. As discotecagens são dos "watsons" Jack, Adriano e Tornozelo (também conhecido como Felipe).

Videoclipe - Bob Dylan


Must be Santa

Goiânia Noise - 1° dia de cobertura

Chegamos ao Martim Cererê atrasados. Eu e mais dois amigos nos aventuramos em pegar a estrada a noite para poder assistir aos shows do Goiânia Noise de sexta-feira, dia 27 de novembro. A grande expectativa era conseguir assistir ao show da banda pernambucana Volver, mas não deu. Mesmo com o atraso de uma hora na programação, a chuva e os engarrafamentos na saída de Brasília fizeram com que nós chegássemos à Goiânia apenas às 22h. Já haviam passado pelos palcos/teatros/caixas d'água Pyguá e Yguá as bandas Sattva (GO), Hellbenders (GO), O Melda (MG), Rinoceronte (RS) e a Volver. Mesmo decepcionada, ainda havia toda uma noite pela frente e o Noise poderia sim me surpreender. Não conhecia muitas das bandas e resolvi que também não iria procurar nenhuma delas, mas ia me deliciar com o show de cada uma. Depois de passear um pouco pela arena, conhecer o stand da Converse, da Petrobrás, do estúdio, da Monstro, ver onde ficavam os banheiros, dar uma volta nas barraquinhas (local apelidado de shopping) e descobrir quanto ia custar a água, voltei para os shows.

No palco uma banda meio estranha. O vocalista parecia ter saído de um desfile de Alexandre Herchcovitch e ainda te fazia lembrar do Thom Yorke. O guitarrista tinha acabado de sair de um videoclipe do Weezer, o baixista fora integrante do Metallica e o bateirista...O bateirista era o único simples entre eles. O som da banda me agradou logo na primeira música, mas como tinha chegado atrasada, tive que passar por exatas 5 pessoas para descobrir o nome da banda. O que me surpreendeu, pois muitos ali dentro não sabiam qual era a proposta da banda, nem muito menos o nome dela, mas estavam lá dentro curtindo o show sem medo de ser feliz. O Milocovik faz uma mistura de rock com música eletrônica e lembrando um pouco Jumbo Elektro e todas essas bandas de rock que resolveram fazer essa mistura em seus últimos discos. Cito Franz Ferdinand, Killers, Friendly Fires, Rakes, mas há sim uma pitada brasileira e a cara dos meninos. O Milocovik tem apenas 3 anos de vida e um EP lançado (Sex Pack), só agora eles resolveram levar a banda a sério, como contou Gustavo (baixista da banda). Eles ainda tem muito o que crescer, mas já mandam bem na mistura de idiomas, cantam em inglês, espanhol e português.

Devidamente pulado, o show do Punch (GO), fui para o Vivendo do Ócio. Escutei a banda pela primeira vez no programa Senhor F e não gostei. Achei uma cópia deslavada do Arctic Monkeys e resolvi não escutar, mas ao vivo tive que dar o meu braço a torcer. Os meninos, que tem cara de ter 15 anos, mandam bem. O som fica mais pesado ao vivo e os amigos “antárticos” ficam para trás. Assim como o Milocovik, eles ainda tem todo um caminho pela frente e ainda precisam aprender como se portar em um palco. Porém, ainda são adolescentes e suas preocupações são outras. É por isso que as letras ainda não tem profundidade alguma.

O show seguinte era de uma banda que tinha um visual interessante. Um dos vocalistas e também guitarrista da banda, Alejandro Gómez, estava com óculos Rayban branco e parecia muito com De Martino do Ting Tings. O Guiso veio diretamente do Chile e faz um som bem rock, simples e direto, bem no estilo goiano. Quando bem feito, esse tipo de som não tem como desagradar e o Guiso arrancou várias palmas e gritos delirantes da galera. Além de terem aprendido alguns palavrões soltos durante a apresentação, Alejandro terminou agradecendo ao público, ao Fabrício Nobre e falando em português: “Espero que o Guiso volte ao Brasil mais vezes”.

O som pesado dos Devotos, que estão comemorando os seus 20 anos de carreira foram comemorados em um Cult Brasil, no Cult 22 e eu preferi guardar forças para assistir a combinação MQN (GO) + Walverdes (RS). “Um gordo e uma anão, o que poderia ser pior?”, questionou Gustavo "Mini", vocalista do Walverdes. Para muitos ali dentro, a pergunta era: “o que poderia ser melhor?”. As duas bandas se juntaram para um show especial na 15ª edição do Goiânia Noise e não decepcionaram. A energia no palco foi duplicada e jogada direto no público, que pulou sem parar. “Essa é a melhor coisa que eu já fiz na vida”, disse Fabrício Nobre quase no final do show. Foi aí que eles mandaram dois covers “os mais óbvios possíveis”. O primeiro, Black Sabath e para finalizar o show, Nirvana.
A noite estava perto do fim, mas a animação ainda estava grande. Para fechar o festival, o Móveis Coloniais de Acaju e Bocato. A fila era grande fora do teatro e o local ficou lotado. Teve gente que ficou do lado de fora batendo palmas e tentado participar do show. Um momento bonito de deixar qualquer brasiliense orgulhoso. A banda tocou músicas de seus dois discos e finalizou com "Copacabana" numa roda pequena e vibrante. Lá se foi a primeira noite do Goiânia Noise e ainda tínhamos que procurar um lugar para dormir.

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