01 setembro 2009

Fraude ou uma piada divertida?


A internet é realmente um meio maravilhoso de difusão cultural. Nela você pode ver a Vanusa detonando o nosso hino nacional, ou um carinha defendendo a Xuxa, só porque ela (ou a Sasha) não sabem escrever corretamente as palavras no twitter. Dá para ler coisas interessantes, saber mais sobre filmes, músicas, bandas... A internet se tornou uma coisa tão importante, que até os veículos mais conceituados de comunicação foram parar na rede. Alguns até já possuem twitter!

Um bom exemplo disso é a Revista Época, da editora Globo. Há tempos revistas como Veja, Época e Isto É, já saíram da lista de revistas para se ler algo que realmente valha a pena. Para quem curte o meio independente, tivemos uma prova cabal de que elas não sabem mesmo o que dizem.

Móveis Coloniais de Acaju nasceu nos idos dos anos 2000, quando seus integrantes ainda estavam na faculdade e resolveram montar uma banda. Como se sabe uma das coisas mais complicadas é dar nome a qualquer coisa. É difícil ser original, não copiar. A sensação que se tem é que tudo já foi inventado, provado, fabricado. Parece que não há mais lugar para o novo. De certa forma, todos nós sabemos que é verdade.

Depois de uma quebrar a cuca, a banda resolveu se inspirar numa revolta da antiga história brasileira. A Revolta do Acaju, que aconteceu em 1813, na Ilha do Bananal (Tocantins). Fato que foi reproduzido e desde 2005, ano em que eu conheci a banda, soube que o nome dela veio por isso. A única coisa que ninguém esperava era de que tudo fosse mentira. Precisou que os repórteres André Fontenelle e Lívia Deodato fizessem uma matéria para desmascarar a banda.

A brincadeira de anos, então foi revelada. Mas não como deveria ser, com todo mundo rindo no final. Tão pretensiosa, a revista Época deu um tom de “esporro” e “indicou” que os meninos estavam desrespeitando a linda e maravilhosa história brasileira, cheia de índios javaés felizes. Uma a fronta, é claro! A matéria está na íntegra no site da revista e não precisa ler muito para ver que o grupo é visto como um falsário (Dá só uma olhada na legenda da foto). E também dá para perceber como esses ditos jornalistas não devem entender absolutamente nada de música. O mais engraçado e contraditório é escreverem para uma editoria chamada Mente Aberta.


Os Móveis, para se defender, acabaram fazendo um post especial no blog da banda. O que eu, honestamente não achava necessário. Já que jornalismo assim, só serve de exemplo para os estudantes da área do que não fazer quando se formarem. Mas...A ideia e justificativa foram no mínimo engraçadas.

Dando um pequena lida nos comentários do blog dos Móveis encontrei um que dizia, que o “jornalismo produz a fraude”. E daí, tenho que defender a classe. Em todos os lugares existem os bons e maus profissionais. No jornalismo não é diferente. Há aqueles que fazem os benditos “CTRL+C, CTRL+V” e aquelas que realmente trabalham (embora isso também seja ponto de discussão). Acho que você não precisa queimar muitos dos seus neurônios para entender de qual tipo de jornalista estamos falando aqui.

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