23 setembro 2009

Videoclipe - Phoenix

O Phoenix retorna ao nosso blog, dessa vez com um videoclipe. Os caras usaram apenas efeitos de luz para montar esse clima legal. Simples e bacana, né?


1901

19 setembro 2009

Porão do Rock - Programação

Uma vergonha eu não colocar a programação do Porão do Rock aqui, mas ainda está em tempo. Da programação que vocês já haviam visto por aí, tivemos duas alterações: o El Mato a un Policia Motorizado tocará às 17h20 no Palco Principal (sábado) e os Cabeloduro agora abrem o Palco Pílulas do domingo, às 18h30.

Sábado (19/9)
Palco Principal
16h – Super Stereo Surf (DF)
16h40 – Orgânica (SP)
17h20 – El Mato a un Policia Motorizado (Argentina)
18h – Cachorro Grande (RS)
18h55 – Ludov (SP)
19h35 – Elffus (DF)
20h15 – Black Drawing Chalks (GO)
20h55 – Eagles of Death Metal (EUA)
22h05 – Mugo (GO)
22h45 – Mindflow (SP)
23h25 – Angra (SP)
0h35 – Dynahead (DF)
1h15 – Sepultura (MG)

Palco Pílulas
18h30 – Scania (DF)
19h15 – Di Boresti (DF)
20h – Rocan (DF)
20h45 – O Melda (MG)
21h30 – Belle (RS)
22h15 – Superquadra (DF)
23h – Watson (DF)
23h45 – The Pro (DF)

Domingo (20/9)
Palco Principal
16h40 – Fallen Angel / Dungeon (DF)
17h20 – Detrito Federal (DF)
18h – Paralamas do Sucesso (RJ)
19h10 – Plebe Rude (DF)
20h20 – Escola de Escândalo (DF)
20h50 – Atração surpresa
21h20 – M. Roots (DF)
22h15 – Little Quail & the Mad Birds (DF)
23h10 – Raimundos (DF)
0h20 – Rafael Cury & the Booze Bros. (DF)
1h – Móveis Coloniais de Acaju (DF)

Palco Pílulas
18h30 – Cabeloduro (DF)
19h15 – Cassino Supernova (DF)
20h – Na Lata (DF)
20h45 – Soatá (DF)
21h30 – Trampa (DF)
22h15 – Kanela Seka (DF)
23h – Bootlegs (DF)
23h45 – Blazing Dog (DF)

Quem estiver em casa, pode acomapanhar a cobertura on-line de todos os shows no site oficial do evento. Muito se falou sobre a "Atração Surpresa", eu digo que sei quem são, mas não posso falar. Já saiu na Veja, na Rolling Stone, no Correio Braziliense e em mais uma penca de sites dizendo que será um tributo a Legião Urbana com Dado e Bonfá (remascentes da banda) tocando. Isso nós só saberemos amanhã.

Black Drawing Chalks - Life is a Big Holiday For Us

Rápido. Esse é um dos adjetivos que classificava bem o primeiro disco do Black Drawing Chalks, “Big Deal”. Lançado em 2007 pela Monstro, o álbum trazia letras que falavam sobre o que mais mexe com a cabeça dos jovens de 20 anos: mulheres, bebida e rock and roll. O som era o mais puro, seco e simples rock ‘n roll a sair de Goiânia, talvez a capital brasileira desse rock tipo de rock.

O segundo álbum “Life is a Big Holiday For Us” (2009, Monstro Discos), segue a mesma linha, apenas com um diferencial, está bem mais trabalhado. A banda conseguiu canalizar toda sua energia, em músicas que ganharam guitarras mais grunges (sujas) e resolveu dar uma ousadinha a mais. A começar pela capa, que deixou o bege e verde de “Big Deal”, para ganhar a delirante e multicolorida arte assinada pelo coletivo Bicicleta Sem Freio, que conta com dois membros da banda.

As letras também não perderam o seu teor, como podemos notar na música “Girl I’ve Come To Lay You Down”, da onde foi tirado o título do disco. Nela, os meninos dizem o que realmente estão a procura: sexo, sexo e sexo. Difícil não concordar com eles, certo?

A música que abre o disco, o hit “My Favorite Way” também não deixa para traz as raízes de “Big Deal”, enquanto que “Don’t take my Beer” mostra as pequenas diferenças surgidas nesses dois anos, vindas de uma clara maturidade musical. As outras músicas seguem com guitarras aceleradas – “Finding Another Road”, “Precious Stone” e “The Legend”. A mais pesada do disco é “I’m a Beast, I’m a gun”, lançada anteriormente num pequeno EP, onde também encontrávamos “My Radio”. A última tem influências do country rock, junto com “Free From Desire”.

O difícil em “Life is a Big Holiday For Us” é escolher apenas uma música para escutar, mas uma coisa é certa, não há como escutá-lo e ficar parado.
Nesta sábado, a banda será destaque no Festival Porão do Rock em Brasília, e abrirá o show do Eagles of Death Metal.

15 setembro 2009

Entrevista - Transmissor

O Transmissor nasceu dentro da cabeça de Thiago Corrêa, quando ele ainda tocava no Udora (antes Diesel). Ele convidou o amigo Leonardo Marques (também do Udora) para cantar e tocar coisas diferentes do que a então banda deles fazia.

O Udora se mudou para os Estados Unidos para tentar a sorte grande, coisa que não conseguiu. Foi por lá, que os dois começaram a se apresentar em cafés, cantando em português mesmo, só para testar e o retorno foi surpreendente.

De volta ao Brasil, mais precisamente Belo Horizonte, a dupla quis colocar o projeto para frente e chamou os amigos Henrique Matheus, Jennifer Souza e Pedro Handan (hoje substituído por Bruno Santos) para completar o time. Juntos começaram a compor, cantar, fazer shows... Até que nasceu a “Sociedade do Crivo Mútuo”, a primeira compilação da banda. Nome que muito tem haver com o que acontece com o quinteto, onde todos podem opinar em tudo.

A cada ano que passa, a banda está agregando mais fãs de sua música doce. Uma mistura de indie e pop, com instrumentos não muito convencionais como o ukelelê e o cavaquinho. O single, “Primeiro de Agosto” já ganhou um belo videoclipe, que vocês podem assistir ao final da entrevista com Thiago Corrêa, vocalista e guitarrista da banda.

Drops Cultural: Não dá para falar do Transmissor sem falar do Udora. A banda começou com um som mais pesado, até se apresentou no Rock In Rio III e hoje pega mais leve com as guitarras. Coisa que acontece com o Transmissor. Esse desejo do Udora de fazer um som mais calmo influenciou na escolha do som feito pela banda? Era um desejo coletivo?
Thiago Corrêa: Acho que uma coisa não tem ligação com a outra. São dois mundos distantes. A música do Transmissor é bem diferente da do Udora. Saí do Udora antes deles começarem a compor o terceiro disco deles, que como você disse, tem uma pegada mais leve. Mas nessa época, várias músicas do Transmissor já existiam.


Drops Cultural: Como surgiu a idéia de montar a nova banda? Quem convidou quem para participar deste novo projeto?
Thiago Corrêa: No começo estávamos o Leonardo e eu. Fizemos algumas apresentações acústicas em cafés de Los Angeles no começo de 2006. Testamos algumas composições em português mesmo e gostamos muito da receptividade das pessoas com a música nos EUA. Ficamos mais confiantes pra tentar uma coisa nova. Depois, quando voltamos pro Brasil, resolvemos convidar alguns velhos amigos. Chamamos o Pedro, o Henrique e fizemos um show. Depois chamamos a Jennifer e a partir daí ficamos com essa formação até 2009. Esse ano o Pedro, que é também ilustrador (a capa do nosso disco é assinada por ele), se mudou pra Sampa e o Bruno Santos entrou na banda como bateirista.

Drops Cultural: A banda tem um diferencial muito bacana. Juntam três vozes, além de trazer instrumentos não muito convencionais no rock, como o ukelelê e cavaquinho. Conte para a gente como apareceram essas misturas.
Thiago Corrêa: Não foi muito pensado não. Tem aquela coisa de ouvir a música na cabeça e sair buscando aqueles timbres por aí. Gostamos do novo. De tentar coisas não tão confortáveis pra gente. Isso motiva o pessoal, que fica sempre procurando alguma alternativa pra criar. As várias vozes tem um papel importante na identidade do som e nós amamos isso. É natural porque todo mundo compõe. Então quem tem vontade de cantar, tem espaço.

Drops Cultural: Grande parte da composição de vocês do Leonardo Marques ou são de sua autoria. Mas como rola esse processo? Alguém escreve uma letra e leva para todo mundo opinar? Ou quem faz a letra também é responsável pela melodia?
Thiago Corrêa: Não existe uma dinâmica definida nesse processo aí. Tem muita variável. Cada um tem um jeito de compor. Às vezes fazemos músicas e letras juntos, mas existem os momentos que algumas músicas pulam pra fora de você e já estão praticamente prontas. Uma coisa que não muda é a liberdade que a gente faz questão de manter em relação a esse processo criativo. Todo mundo pode dar sua opinião e tentar melhorar tudo que é feito. Isso é até parte do conceito da "sociedade do crivo mútuo" que dá nome ao primeiro CD.


Drops Cultural: Fala um pouco mais para gente sobre a “sociedade do crive mútuo”.
Thiago Corrêa: O conceito “sociedade do crivo mútuo” nasceu das nossas conversas enquanto estávamos compondo músicas e da nossa dificuldade de criticar as composições alheias sem ferir o compositor. Compor é um momento delicado aonde as pessoas se expõem e fica fácil ser atingido por um comentário mal colocado ou uma crítica mais forte. A “sociedade do crivo mútuo” nada mais era no começo da idéia, um meio de se trabalhar sem ego em esquema de cooperativa, aonde as pessoas convidadas para o círculo entram de boa fé para levar as composições ao melhor lugar comum. Estendendo o conceito, a sociedade também propõe que as pessoas que dela participam, estão de certa forma, amparadas artisticamente pelas outras, podendo contar uns com os outros para realização de atividades e projetos artísticos.

Drops Cultural: Já que falamos em composição, as músicas de vocês falam muito sobre amor. Seja dos corações partidos ou apaixonados (correspondidos). Isso foi pensado ou é apenas uma coincidência? Estava todo mundo apaixonado quando escreveu sua canção?
Thiago Corrêa: Esse disco foi um grande desabafo sentimental mesmo. Foi concebido num momento de mudanças muito grandes e incertezas quanto ao futuro. Estávamos recém chegados ao Brasil depois de 5 anos. Tentando nos achar em meio a tudo isso. São músicas extremamente sinceras no que diz respeito ao assunto. Acho que isso trouxe toda essa carga sentimental pra elas. E é claro, que relacionamentos terminados ou recém começados fazem parte e são muito bons pra escrever música. Estamos constantemente apaixonados, seja pela novidade ou pela nostalgia.

Drops Cultural:Vocês ganharam destaque no Festival Conexão Vivo. Como foi a experiência? O festival abriu portas para tocar fora de Belo Horizonte? Fazer contatos?
Thiago Corrêa: O festival foi realmente muito importante . Já tínhamos experimentado essa sensação quando participamos do Jambolada em Uberlândia. Festivais como esses são a maneira mais expressiva de chegar a um público interessante com rapidez. O que a gente quer mesmo é mostrar a música para o maior número de pessoas possível. Nada melhor que um festival com boa infra pra fazer isso.

Drops Cultural: E a divulgação do primeiro disco? Além de show na cidade, há perspectiva de shows pelo Brasil?
Thiago Corrêa:Fizemos o lançamento em 2008 e dentro das possibilidades da realidade independente, temos rodado com esse CD. Firmarmos a parceria com o selo Ultra Music, que faz a ponte pra que esse disco esteja disponível na maior parte do país. Já estivemos em várias cidades do interior, já fomos pra São Paulo e em setembro estaremos no Rio. Gostamos muito de viajar e tocar pra novas pessoas. Em BH a gente tem o prazer de tocar pro nosso público, o que é sempre muito bom e nos faz realmente ter aquele sentimento bom de estar em casa. Mas estamos o tempo todo em busca de novas possibilidades.

Drops Cultural: Hoje, pode-se dizer que está mais fácil ser uma banda independente. Com o advento da internet dá para fazer um perfil no Myspace e divulgar o seu trabalho para o mundo. Como é a experiência de vocês nesse campo? Como vocês lidam com isso? Ajudou mesmo? Ficou mais fácil?
Thiago Corrêa: Infinitamente mais fácil. Quando começamos a ter banda não era assim mesmo. Era bem mais lento pra ser conhecido um pouco além das fronteiras da sua rua. Hoje temos fãs no país todo e até fora dele, que conheceram a banda exclusivamente pela internet. Damos sempre muita atenção a isso e utilizamos esse espaço para trazer novidades sempre que possível. É um veículo democrático e de certa forma bem honesto porque dá pra ver quando tá dando certo ou não.

Drops Cultural: Há sempre a dúvida do que é melhor: CD independente ou por um selo? Vocês optaram por gravar o “Sociedade do Crivo Mútuo” por um selo, o Ultra Music. Como se estabeleceu o contato entre as duas partes? Vocês mandaram um EP?
Thiago Corrêa: Na verdade o disco foi gravado aqui em casa mesmo, no quarto, de forma totalmente independente. O que a gente fez com o disco depois de lançado, foi procurar alguém com um mecanismo eficiente de distribuição e divulgação. O Barral (dono do selo Ultra) já tinha visto a banda no comecinho e desde aquela época a gente conversava sobre trabalhar juntos. As bandas independentes tem que manter o foco aberto para todas as partes do processo musical que atravessam a música, como a distribuição, divulgação, produção de shows, etc. Mas não se pode negar que um apoio especializado de um selo pode fazer a diferença na hora de unir tudo isso. Além do mais, podemos gastar mais tempo com o principal que é aperfeiçoar a música.

Drops Cultural: Mesmo com o selo, o disco está para download gratuito no site da Trama. Por que esta escolha? Isso não atrapalha na venda dos discos físicos?
Tiago Corrêa: Tanto a banda quanto o selo acreditam mais na força da canção divulgada, sem formato definido (CD, vinil, MP3) , do que na venda de discos. Todos os artistas sofrem financeiramente com essa queda nas vendas. Só que ninguém mais hoje em dia pode depender de vender discos pra sobreviver. Ainda vale a pena fazer o disco físico, na minha opinião. Tem pessoas que valorizam a experiência de ter a capa na mão, as letras e tudo isso. Eu sou uma delas, mas não somos a maioria.

Drops Cultural: Belo Horizonte tem uma cena independente forte, mas tem muita gente que não conhece. Você pode dar um panorama para quem não conhece a cena? Festivais, bandas que merecem ser citadas.
Tiago Corrêa: Essa pergunta é dificil porque não dá pra ser justo falando apenas de alguns. Mas eu pessoalmente acho muito legal a iniciativa do Outrorock, que é promovido por bandas daqui de BH com apoio da prefeitura e o Garimpo, festival que traz gente interessante do país pra tocar aqui.


Primeiro de Agosto

A banda Transmissor foi destaque no quadro Cult Brasil, dentro do programa Cult 22, dia 07 de agosto. Para ouvir, clique aqui.

14 setembro 2009

Volver - 10 horas no estúdio

O Volver passou pelo "10 Horas no Estúdio" da Trama Virtual, mas a música que eles escolheram para gravar ainda não está disponível no perfi deles.

Tiro Williams lança no Senhor F


O Tiro Williams lançou seu primeiro disco na noite dia 29 de agosto. Uma noite de sábado quente, mas muito acolhedora. O CD saiu de maneira independente, foi parar no Trama (como já explicamos aqui) e agora é lançado pelo selo Senhor F. Agora é só baixar e você ainda pode escolher aonde.

Para ver ao vivo já vai sabendo, dia 21 de setembro a banda estará no Rayuella, junto com Os Triturados pelo Coração.

Foto: Cristiano Carvalho

Billboard no Brasil

A revista Billboard irá ganhar a sua edição brasileira e a primeira capa será ninguémmais, ninguém menos do que: Roberto Carlos! Clichê? Também achei, fico pensando se a Billboard não será uma cópia da Rolling Stone, que um dia resolveu colocar os meninos NX Zero peladinhos em sua capa e me "rachou a cara". Vamos ver o que será que vem por aí. A revista sai dia 10 de outubro e eles vem para o Porão do Rock.

Música de Bolso - Ana Cañas

Mais uma vez, o Música de Bolso traz um artista independente de qualidade, embora Ana Cañas tenha acabado de lançar seu segundo álbum pela Warner. As músicas escolhidas estão em Hein?, onde a moça assina várias composições com Liminha (também no vídeo) e Arnaldo Antunes (que também lançou disco. O link para baixar está no nosso Twitter).

No lado A, "Não quero mais":


E no lado B, "Na medida do possível":

Vote no VMB!

O Vídeo Music Brasil deste ano está mais recheado de atrações de alto calão e do mundo independente. Estão lá Nervoso e os Calmantes, Black Drawing Chalks, Mallu Magalhães, Holger, Little Joy, Devotos, Copacabana Club, Garotas Suecas, Cachorro Grande, Pública, Júpiter Maçã... Ou seja, um monte de gente boa que não pode deixar de ganhar um prêmio.

O Drops Cultural está numa campanha simples: “Não deixe que o Fresno, Pitty, NX Zero e derivados ganham novamente!”. O link está aqui, você só vai perder uns 5 minutinhos.
Além do show do Franz Ferdinand, a premiação do VMB também terá Erasmo Carlos, Vivendo do Ócio, Móveis Coloniais de Acaju e Pitty. Saberemos os ganhadores dia 01° de outubro.

09 setembro 2009

Lirinha em Brasília

José Paes de Lira é bem mais conhecido como Lirinha, vocalista da banda Cordel do Fogo Encantado. O rapaz chega à Brasília um pouco antes de sua banda para apresentar seu espetáculo, “Mercadorias e Futuro”, dentro da programação do Festival Internacional de Teatro – Cena Contemporânea. No espetáculo, Lirinha é Lirovsky um vendedor de livros que invetou um aparato eletrônio para ajudá-lo nas vendas. Dirigido, escrito e encenado por ele, “Mercadorias e Futuro” tem produção e co-direção de Leandra Leal. A trilha sonora é uma parceria de Lirinha com o conterrâneo Buguinha Dub.

Espetáculo “Mercadorias e Futuro”
Dias: 09 e 10 de setembro
Horário: 21h
Local: Teatro Nacional, Sala Martins Penna
Ingressos: R$ 16,00 (inteira)

07 setembro 2009

Sonic Youth no Brasil

O Planeta Terra estava deixando todo mundo desanimado até que : "SONIC YOUTH irá tocar no festival!". Olha a confirmação.

É, amigos...Agora sim dá para pensar em voar para São Paulo. O que acham?

Videoclipe - Juliette Lewis

Ela deixou o penacho, mas continua tão sexy quanto antes. Juliette Lewis largou também a sua banda os The Licks e da carreira solo já mostra o seu primeiro videoclipe:


Fantasy Bar

04 setembro 2009

Despedida do Bois




Faz tempo que se ouve que o Bois de Gerião vai pendurar as chuteiras e deixar o rock de lado. E agora é verdade mesmo. Os meninos vão deixar a música de lado e o show de despedida será nesta domingo no projeto Todos os Sons, do CCBB. Apareçam!

Foto: Myspace.

Porão do Rock - Mais atrações e novidades

O Porão do Rock soltou mais notícias sobre sua programação. A dúvida de antes já está sanada. O festival será mesmo na Esplanada dos Ministério e o acesso terá livre. Serão três dias de evento, que estava previsto desde a entrevista do Gustavo Sá no programa Cult 22. Sendo o primeiro dia apenas de palestras e debates. Já com dois nomes definidos: MV Bill e Roberto Frejat.
Nos dias 19 e 20 é show nos córneos! Das atrações já confirmadas, o Nação Zumbi não poderá comparecer no festival por problemas na agenda. Mas ainda teremos Eagles of Death Metal (EUA), Angra (SP), Sepultura (MG) e as bandas Blazing Dog, Bootlegs, Cassino Supernova, Kanela Seka, Na Lata e Soatá, que passaram na seletiva.

Os novos nomes divulgados foram: El Mato a un Policia Motorizado (Argentina), Cachorro Grande (RS), Orgânica (SP), Mugo (GO), Belle (RS) de fora. E as brasilienses Super Stereo Surf (de novo*), The Pro (de novo*), Paralamas do Sucesso, Raimundos, Móveis Coloniais de Acaju, Detrito Federal, Dynahead e Rafael Cury & the Booze Bros (de novo*). Além de Litlle Quail, Maskavo Roots, Fallen Angel e Escola de Escândalo, que foram anunciadas neste minuto ao vivo no Cult 22.
A segunda noite de shows será especial para os brasilienses. Todas as atrações serão bandas de Brasília e uma delas é uma surpresa que muita gente não vai nem acreditar. Esperem. Mais novidades é lá no Blog do Porão.


*Todas tocaram no festival ano passado. Fica a crítica.

Planeta Terra Vs Maquinaria

O Tim Festival acabou ano passado para infelicidade de todos aqueles que curtam umas musiquinhas alternativas e de boa qualidade. Ao mesmo tempo, acabou aquela rivalidade que rolava entre o Tim e outro festival que a cada ano está se tornando maior, o Planeta Terra.

Patrocinado pelo portal da internet, festival já trouxe nomes como Lily Allen, Offspring, Jesus and Mary Chain, Devo, entres outros nomes. Além de nomes bem “undergrounds” ou “moderninhos”, como o Spoon, Animal Collective, Foals, The Rapture, Datarock.

Estava tudo em brancas nuvens para a organização este ano fechar com mais grandes nomes da música nacional e internacional. Os palpites borbulharam na internet, até que chegou o Maquinaria.

O festival foi marcado para o mesmo dia que o Planeta Terra, 07 de novembro e de cara já anunciou o Faith No more, que estava na boca do povo para tocar no Planeta! Sendo assim, não é hora de perder tempo e foram anunciadas mais atrações, Primal Scream, Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, Ting Tings, N.A.S.A e Copacabana Club foram rapidamente escalados para o PT.

Jane's Adiction e Deftones foram confirmados no Maquinaria. A briga ficou feia, mas equilibrada. O que temos são dois festivais que estão mostrando qual o perfil de seu público. O Planeta Terra ainda tem um diferencial, se realizará num Playcenter, com os brinquedos funcionando!

A grande questão agora é como tudo isso vai se desenrolar, já que o Planeta Terra perdeu uma boa oportunidade de trazer o Friendley Fires, mas ainda tem boas bandas soltas por aí. Acho que ninguém lembrou do Grizzly Bear, lembrou? Ou do Dirty Projectors? Tanto é que nesta semana foram anunciados os seguintes nomes: o DJ francês Etienne de Crecy, a banda britânica Maximo Park, a dupla inglesa Metronomy e o grupo brasileiro EX!.

Realmente não está nada animador. Os ingressos estão R$ 140,00 (inteira).

Videoclipe - Móveis Coloniais de Acaju

Depois da polêmica, um videoclipe para amenizar o clima:


Cheia de Manha

Putis! Muito bom! Ainda tem carinhas conhecidas.

01 setembro 2009

Titãs - A vida até parece uma festa

O livro “Titãs- A vida até parece uma festa”, de Herica Marmo foi o mote para Branco Mello providenciar a produção do documentário de mesmo nome sobre a vida da banda, que ainda tem a direção de Oscar Rodrigues Alves. O doc estreou ontem em Brasília com um atraso de um ano (o filme foi exibido no Festival do Rio em 2008) e a pré-estréia rolou ontem no Cineclube dos Bancários.

A expectativa sobre o longa era muito grande. A sala de projeção estava lotada e a fila dava a volta no Teatro. Afinal de contas, os Titãs são uma das grandes bandas de rock do Brasil. É...Mas faltou conteúdo. “Da onde saiu a história dos Mamões e Mamãoettes, Tony Belloto?”, “Como foi ser preso?”, “Por que diabos vocês foram no programa do Sílvio Santos?”, “Como vocês entraram no mundo das drogas?”, “Como entraram na música?”, “Como se conheceram?”...E tantas outras perguntas que não foram respondidas no filme.

“Titãs (...)” vale sim, pelas imagens, pelas músicas, pelas piadinhas, pelo inusitado. Há cenas hilariantes, como quando eles chegam no programa da Hebe, em 1984 e a apresentadora pergunta, antes deles tocarem qualquer coisa: “Isso é punk?” e um deles responde: “Não. Isso é 'Sonífera Ilha'”. Ou quando eles vão ao programa do Gugu e salvam uma fã de uma aranha gigante (essas vocês tem que assistir).

Talvez seja só a minha impressão, mas eu esperava algo que os Ratos fizeram em seu Guidable, que foi dissecar a história da banda.O que assistimos no filme é que para os Titãs a vida realmente parece uma festa, com as suas devidas proporções, é claro.

Fraude ou uma piada divertida?


A internet é realmente um meio maravilhoso de difusão cultural. Nela você pode ver a Vanusa detonando o nosso hino nacional, ou um carinha defendendo a Xuxa, só porque ela (ou a Sasha) não sabem escrever corretamente as palavras no twitter. Dá para ler coisas interessantes, saber mais sobre filmes, músicas, bandas... A internet se tornou uma coisa tão importante, que até os veículos mais conceituados de comunicação foram parar na rede. Alguns até já possuem twitter!

Um bom exemplo disso é a Revista Época, da editora Globo. Há tempos revistas como Veja, Época e Isto É, já saíram da lista de revistas para se ler algo que realmente valha a pena. Para quem curte o meio independente, tivemos uma prova cabal de que elas não sabem mesmo o que dizem.

Móveis Coloniais de Acaju nasceu nos idos dos anos 2000, quando seus integrantes ainda estavam na faculdade e resolveram montar uma banda. Como se sabe uma das coisas mais complicadas é dar nome a qualquer coisa. É difícil ser original, não copiar. A sensação que se tem é que tudo já foi inventado, provado, fabricado. Parece que não há mais lugar para o novo. De certa forma, todos nós sabemos que é verdade.

Depois de uma quebrar a cuca, a banda resolveu se inspirar numa revolta da antiga história brasileira. A Revolta do Acaju, que aconteceu em 1813, na Ilha do Bananal (Tocantins). Fato que foi reproduzido e desde 2005, ano em que eu conheci a banda, soube que o nome dela veio por isso. A única coisa que ninguém esperava era de que tudo fosse mentira. Precisou que os repórteres André Fontenelle e Lívia Deodato fizessem uma matéria para desmascarar a banda.

A brincadeira de anos, então foi revelada. Mas não como deveria ser, com todo mundo rindo no final. Tão pretensiosa, a revista Época deu um tom de “esporro” e “indicou” que os meninos estavam desrespeitando a linda e maravilhosa história brasileira, cheia de índios javaés felizes. Uma a fronta, é claro! A matéria está na íntegra no site da revista e não precisa ler muito para ver que o grupo é visto como um falsário (Dá só uma olhada na legenda da foto). E também dá para perceber como esses ditos jornalistas não devem entender absolutamente nada de música. O mais engraçado e contraditório é escreverem para uma editoria chamada Mente Aberta.


Os Móveis, para se defender, acabaram fazendo um post especial no blog da banda. O que eu, honestamente não achava necessário. Já que jornalismo assim, só serve de exemplo para os estudantes da área do que não fazer quando se formarem. Mas...A ideia e justificativa foram no mínimo engraçadas.

Dando um pequena lida nos comentários do blog dos Móveis encontrei um que dizia, que o “jornalismo produz a fraude”. E daí, tenho que defender a classe. Em todos os lugares existem os bons e maus profissionais. No jornalismo não é diferente. Há aqueles que fazem os benditos “CTRL+C, CTRL+V” e aquelas que realmente trabalham (embora isso também seja ponto de discussão). Acho que você não precisa queimar muitos dos seus neurônios para entender de qual tipo de jornalista estamos falando aqui.