06 agosto 2009

Pílulas de Rock

Começar um show sem atrasos em Brasília é praticamente impossível, já que todo mundo chega aos eventos sempre uma hora depois do marcado. Não poderia ser diferente no Pílulas Porão do Rock. A primeira banda a subir ao palco foi a Gilbertos Come Bancon. Desfalcada, pois um vocalistas está de férias no Espírito Santo, a Gilbertos simplesmente surpreendeu. A som agora parece mais canalizado, ou seja, a banda sabe exatamente o que quer mostrar. Coisa que deve ter acontecido depois da gravação do primeiro disco, depois da vitória no Festival Universitário em 2007. Foi no meio do show do Gilbertos, que as pessoas realmente começaram a chegar.

Saber que o show do Móveis era esperado, isso todo mundo já sabia, mas que a aceitação do segundo disco ia ser tão boa, ninguém esperava. A cada dia que passa os “móveis” mostram mais competência, mais entrosamento (embora seja besteira falar disso) e muito carisma. Mesmo já participando de programas no Multishow, Globo, e sendo destaque no Correio Braziliense, os meninos continuam os mesmos. Daqueles que se você encontrar um dia no Beirut da norte, e você pedir um autógrafo, ou perguntar da banda, eles vão responder sem problemas. A cumplicidade e a simplicidade entre os membros da banda, que até quando André errou a letra de uma das músicas, a única coisa que rolou foi um sorriso entre os integrantes que perceberam. Mesmo coreografados, com roupas coloridas e cenário para compor o show, o espírito anterior da banda que foi idealizada lá na UnB continua intacta.

O Móveis acabou tocando apenas 12 músicas. Pouco, muito pouco para os ávidos fãs, que cantavam (gritavam) todas as músicas em coro. Foram privilegiadas as músicas novas (claro), mas ainda teve espaço para “Aluga-se Vende” e a que não pode deixar de faltar em nenhuma apresentação da banda “Copacabana”. Teve gente acanhada, mas a galera conseguiu abrir a roda e fazer girar.

O último show da noite era também o mais aguardado (não pela maioria dos fãs do Móveis). A Nação Zumbi subiu ao palco e na primeira música, “Fome de Tudo” já se ouvia-se gritos para que a banda tocasse as antigas. Pedidos atendidos, menos no pessoal que gritou “Risoflora”, que de acordo com o vocalista Jorge Du Peixe não tinha ido viajar com eles. As músicas antigas ganharam novos arranjos e para brincar com o público Du Peixe sempre dizia: “Não, agora é uma música nova!”. Em seguida escutávamos, por exemplo, “Quando a maré encher”.

A iluminação do show é o grande mote para o clima colorido do último disco lançado pela Nação. Sempre muito escuro, o palco ganhava por vezes luzes azuis, brancas e vermelhas. Embora o show tenha durado 1h30, a impressão que se teve é de que foi pouco para os fãs, mas a banda volta logo mais no Porão do Rock.

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