18 agosto 2009

Cineclube dos Bancários traz rock para tela

Como isso é um blog, vamos as devidas explicações. Estamos devagar nas atualizações é verdade, mas isso tem um porquê. Fui trabalhar no Capital Fashion Week e não tive muito tempo nem para pensar, quanto mais escrever. Mas, volto com uma dica muito legal, que é participar do Cineclube dos Bancários. Todas às segundas-feiras, o Teatro dos Bancários (314/315 sul) abre suas portas para o cinema brasileiro e este mês está com uma programação especial para os roqueiros de plantão.

O segundo filme exibido foi Guidable – A verdadeira história do Ratos de Porão, no dia 10 de agosto. Documentário assinado por Fernando Rick e Marcelo Apezzato, que tem total aprovação dos membros da banda. É um dos filmes mais completos que eu já vi na vida. Estão lá o começo punk, a bateria feita de latas de lixo, a entrada do João Gordo, as drogas, o primeiro disco, as primeiras turnês fora do país, a assinatura com uma gravadora de fora, a mudança no som, como começou a história de “traidores”, as várias trocas de baixistas, o João Gordo mais Gordo que o habitual, a amizade com os caras do Sepultura...Enfim, absolutamente tudo sobre o Ratos. A única coisa, que talvez pudesse ter sido melhor abordada, é como os integrantes da banda se sentem em relação a essas pessoas que os ofendem, muitas vezes sem nem conhecer a história da mesma.

Ontem, dia 17, pudemos conferir a história (mal contada) de Arnaldo Baptista em Loki – Arnaldo Baptista. A idéia do documentário é contar a história de Arnaldo, que fundou junto com o irmão, Sérgio Dias e Rita Lee a banda “Mutantes”. E por que dar essa visão ao filme? Para tirar da cabeça de muitos, que a Mutantes foi apenas a banda que revelou Rita Lee. O diretor, Paulo Fontenelle conseguiu o seu propósito, mas omitiu informações. Loki é muito bonito, chega a emocionar, porém a falta de Rita Lee para dar o seu ponto de vista da história, deixa a história um pouco defasada. Além disso, o filme não é tão bem explicado faltando por exemplo um depoimento de Caetano Veloso (como apontado pelo jornalista Pedro Brandt no debate após a sessão), uma explicação melhor do relacionamento de Arnaldo com Sérgio Dias, quem foi Roberto Menescal na vida da banda, algumas palavras do irmão Cláudio e alguns outros detalhes que não são abordados em Loki. Arnaldo Baptista é retratado como um “coitadinho”, um sentimental, um artista. Não o ser humano que erra e que acerta. Que machuca e que é machucado. E foi disso que senti mais falta.

Para quem quiser acompanhar o Cineclube ainda dá tempo. Semana que vem, dia 24 de agosto, o filme escolhido para exibição é Apenas o Fim de Matheus Souza, o jovem cineasta de 20 anos que arrancou elogios de vários (cri)críticos. E para finalizar a série, teremos dia 31 de agosto, Titãs – A vida até parece uma festa, dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Neto.
As sessões são sempre às 20h e a entrada é franca. Basta apenas chegar uns minutinhos antes para pegar o seu convite.

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