06 julho 2009

Apenas o Fim


Sua namorada chega na faculdade dizendo que vai embora. Você está indo para a sala fazer prova. Pede para conversar depois, porque senão vai atrasar para a tal, mas ela parece mesmo estar falando sério. Você fica e ela te dá duas opções para a última hora que vão ficar juntos antes dela partir: ou vocês transam, ou conversam. O nosso protagonista escolhe a segunda opção. É assim que começa o longa “Apenas o fim”.

Nesta conversa toda a relação e ao mesmo tempo toda uma geração é exposta na tela do cinema. Tom e sua namorada(interpretados por Gregório Duvivier e Érika Mader) tem cerca de 20 anos, fazem cinema da PUC- Rio, portanto tiveram e têm várias coisas em comum. Assistiram aos mesmos filmes, as mesmas séries, os mesmos desenhos animados... E são discussões sobre estes temas que ilustram grande parte da trama.

O cenário é simples (a própria faculdade), o tema é simples (o fim de um relacionamento), até mesmo os efeitos são simples. Então...Qual é a graça de “Apenas o Fim”? Os diálogos! Muito bem elaborados e contanto com a ótima interpretação de Duvivier, eles simplesmente fazem com o que expectador, se transporte para o filme. Tom pode ser tanto parecido com você, como com seu filho, primo, sobrinho...Ou seja, ele existe. O mesmo acontece com a personagem de Érika. Ela é uma menina sem rumo, que mesmo gostando do namorado quer se aventurar por aí. Ela sente aquela urgência de mudança, que todo adolescente já passou na vida.

“Apenas o fim” também chama atenção pela direção. Matheus Souza tem 20 anos e faz cinema na mesma faculdade que seus protagonistas. Falou para os pais que iria fazer Comunicação Social, mas escondeu o fato de que estava fazendo Cinema. Agora com o seu primeiro filme sendo tão bem aceito pelos críticos e expectadores, teve que contar a verdade. Ele talvez tenha levado uma bronca por mentir, mas os devem estar orgulhosos, já que o filme ganhou os prêmios de “Melhor Filme” por Júri Popular do Rio e “Melhor Filme” por Júri Popular na 32ª Mostra de São Paulo.

O longa nos faz parar para pensar em nossos próprios relacionamentos e mostra que aquele poderia ser apenas o fim do seu.

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