31 julho 2009

Festival de Música Candango Cantador

Calma! Não é só porque o festival se chama Candango Cantador, que você tem que se assustar e achar que é apenas para os "caipiras" ou sertanejos. Na verdade, o Festival de Música abre espaço para artistas e bandas de todos os estilos e o prêmio para o vencedor é de R$ 10 mil.
A inscrição é simples, basta entrar no site oficial do evento, cadastrar a sua banda e pagar uma taxa de R$ 20,00. As inscrições seguem até o dia 21 de agosto, portanto ainda dá tempo.

Os shows serão dividos em três locais Planaltina, São Sebastião e Samambaia nos 28, 29 e 30 de agosto, respectivamente. Dos 15 artitas escolhidos, 4 vencedores desta etapa seguem para a grande final, que será no dia 15 de setembro.

E os prêmios para os colocados são:

- Primeiro lugar: Além dos R$ 10 mil, participação no CD Festival de Música Candango Cantador e presença garantida no projeto Cultura e Outras Prosas, a ser realizado entre setembro e dezembro deste ano;
- Segundo lugar: R$ 6 mil;
- Terceiro lugar: R$ 4 mil.

E aí? Vai perder tempo?

30 julho 2009

Twitter - Entramos nessa onda!

Agora o Drops Cultural também tem Twitter! Mas desculpa, é meio pessoal e tem frasesinhas "emos" (sentimentais) de vez em quando. Mas...Singam-nos os bons!
Nem sempre dá para escrever tudo aqui!

Solana - Música Nova

O Solana apresentou seu show novo semana passada lá no Espírito Santo e aproveitou para lançar música nova.


A Casa dos Ramalhetes

27 julho 2009

Little Joy em Brasília

Se você perdeu o show do Little Joy em Brasília terá mais uma chance de ver o trio (sexteto) ao vivo! Não, você não terá que viajar para São Paulo ou Rio de Janeiro, mas poderá pegar o seu carro e correr para o Arena Futebol Clube, dia 16 de agosto para conferir o show da banda aqui em Brasília. É isso mesmo! A banda volta ao solo brasiliense (veja a crítica do primeiro show aqui) depois de anunciar que voltaria ao Brasil para tocar nas cidades citadas anteriormente. Ainda não foram divulgados os preços dos ingressos, que podem ser salgados, mas assim que tivermos mais notícias comentaremos por aqui.

Foto: Myspace

Porão do Rock - Notícias!

O site/blog do Cult 22 já havia saído na frente dos seus “concorrentes”, quando anunciou em primeira mão algumas novidades sobre o Porão do Rock deste ano. O programa saiu mais uma vez na dianteira e entrevistou um dos organizadores do evento, na última sexta-feira, dia 24. Na ocasião, Gustavo Sá só deveria falar sobre o Pílulas Porão do Rock, que trouxe como atração principal a banda pernambucana Nação Zumbi. Porém, Marcos Pinheiro, apresentador do Cult 22, aproveitou a presença de Sá no programa para divulgar as novidades do Porão deste ano. Seguem em tópicos o que pode rolar de novo nesta edição.

Datas

A previsão é que o evento se realize nos dias 18, 19 e 20 de setembro. Sendo o primeiro dia apenas para palestas, workshops e afins, que contarão produtores, músicos, jornalistas culturais e etc. Nos outros dias o rock come solto!

Seletiva

A seletiva para as bandas de Brasília vão rolar nos dias 15 e 16 de agosto (sábado e domingo) na Torre de TV. As bandas interessadas devem fazer o seu cadastro no site oficial do evento. As bandas que já estavam inscritas também terão que se recadastrar. Pois o site foi reformulado e todo o banco de dados do Porão será atualizado.
Cada noite da seletiva, com entrada franca, terá duas bandas convidadas. Na primeira noite, tocarão Krisiun e Ratos de Porão. Na segunda, Raimundos e Autoramas. E se liga, uma banda abre a Seletiva e a outra fecha, portanto quem quiser conferir os dois shows terá que ficar até o final.

Braço argentino

Este ano, outra novidade é uma edição especial na Argentina, que contará com atrações dos dois países. Por aqui os escolhidos foram Móveis Coloniais de Acaju, Mundo Livre S/A, Autoramas e MQN. A edição será entre os dias 23 e 24 de outubro.

De graça ou pago?

Isso vai depender da verba do governo. Caso o Porão entre para o calendário de festividades do Cinquentenário de Brasília, e o governo repassar uma verbinha, o festival será na Esplanada dos Ministérios e totalmente free. Se isso não rolar, ele volta ao estacionamento do estádio Mané Garrincha com seus preços populares.

Atração “quase” confirmada

No último sábado, 25 de julho, Jorge Du Peixe deixou escapar no show no palco do Pílulas, que “no Porão a gente volta”. E mais tarde disse para mim: “Hoje foi só um apiritivo".
É, depois de trazer o Mundo Livre, a organização do festival acerta em trazer a Nação, que comemora este ano os 15 anos do manguebeat.

Banda Internacional?

É...Em off, já existe uma banda internacional confirmada para o evento. Mas não vão espalhar que o Korn, pelo amor de Deus! Todo ano a gente escuta a mesma coisa.

23 julho 2009

Trailer do White Stripes

Que o Jack White é um cara incansável, todo mundo já sabe. E entre uma parada nos trabalhos com o Whithe Stripes, shows e gravação com o Dead Weather, produção de discos no selo dele e mais um monte de coisas que ele faz. O cara arranjou um tempinho na agenda lotada, para pegar os vídeos que foram gravados na turnê com o White Stripes em 2007 no Canadá e fazer o primeiro documentário da banda. (Ufa!)
O resultado será apresentado lá mesmo, no Festival de Filmes do Toronto, dia 18 de setembro. O trailer pode ser assitido aqui. Adireção ficou a cargo de Emmett Malloy.
Foto tirada do Myspace.

22 julho 2009

Vídeo - Pelas Tabelas

Estava eu dando uma passada pelo Sobremúsica e me deparei com o post: "Ser compositor é isso". O vídeo é do programa Pelas Tabelas, dirigido por Pablo Francischelli e do Caio Jobim, que você pode assistir no Canal Brasil. A idéia é trazer sempre dois compositores para falar sobre música, o processo de composição e assim por diante. O vídeo é ótimo e traz um monte de gente que você e eu conhecemos. Tem Trummer, Céu, Curumim, Lucas Santtana...

Música Nova - Thom Yorke

Pode até ser uma música nova do Radiohead, mas para mim parece mais com o projeto solo mesmo.

Wado libera seu quinto álbum


Já tinha comentado aqui que o (incansável) Wado iria lançar um novo disco este ano. No show que fez aqui em Brasília, o alagoano até cantou algumas músicas novas, mas não esperava que o Cd já estivesse pronto. É! Você pode baixá-lo em seu site oficial! Depois uma resenhazinha.

Cat Power no Via Funchal - 18/07/09

Oh, não! Eu simplesmente perdi o show da Cat Power (a minha musa inspiradora). Entretanto, nós temos os nossos contatos em Sampa e no Rio, e vejam! Convocamos Israel Lippe (que já havia escrito especialmente para o Drops antes para nos contar como a gata se comportou no palco. Sou da opinião de que, para saber se uma banda é realmente boa, é preciso vê-la ao vivo. Essa tese nunca fez tanto sentido para mim quanto na noite de sábado (18), quando Cat Power se apresentou no Via Funchal, em São Paulo, em sua terceira vinda ao país (as outras foram em 2001 e 2007, esta no Tim Festival).

Por melhores que sejam seus discos, eles não dão a real dimensão de quão bela é sua voz. A apresentação começou com um pequeno atraso, por volta das 22h20, talvez pela chuva torrencial que caía na cidade. Logo de cara, Cat Power mandou sua versão de “The House of Rising Sun”, dos Animals.

O repertório da turnê atual é baseado no último disco, Jukebox, em que ela canta músicas de outros artistas e no EP Dark End of the Street, além de algumas do The Greatest, de 2006 e do The Covers Record, este também de versões, como o nome deixa explícito. Apesar de que dizer que o que Cat Power fez nestes discos são covers seria injusto. Ao cantar uma música de outra banda ou artista, ela não faz uma mera versão. Ela se apropria, desconstrói, transforma a música e nos entrega algo completamente novo.
Ao cantar essas músicas, Cat Power não só empresta sua voz às letras dos outros. Ela entrega sua alma. O público de três mil pessoas a vê ali, mas ela está longe. Ela não canta para eles, ela canta para si, absorta e entregue a uma viagem pessoal. Enquanto canta, ela dobra os joelhos, fecha os olhos, dança nas partes instrumentais, ao som dos Dirty Delta Blues, excelente banda que a acompanha.

Ao contrário das grandes produções, tudo é contido neste show. O cenário não conta com nenhum objeto, à exceção de uma vela, colocada em cima do teclado, que queima durante a apresentação inteira. A iluminação é mínima, no limite do tolerável, com luzes azuis, vermelhas e verdes envolvendo a cantora.

Depois de 40 minutos, a cantora, o baterista Jim White e o baixista Erik Paparazzi saem do palco, deixando o tecladista Gregg Foreman e o guitarrista Judah Bauer solando por alguns minutos. Ela volta e canta uma música apenas com os dois. Depois é a vez destes saírem, para Cat Power cantar acompanhada de baixo e bateria. Na música seguinte, já estão todos reunidos novamente.
“I Lost Someone”, “Metal Heart”, “Lived in Bars”, “I Don’t Blame You”, as músicas se sucedem, com aplausos calorosos antes e depois de cada uma. Cat Power não fala entre uma canção e outra, só mandou um oi no começo da apresentação.

Após duas horas, o show termina com “Angelitos negros”. A cantora se aproxima dos fãs, tira fotos, distribui autógrafos. Chan Marshall (seu nome real) não está nem aí para rótulos grandiosos como diva ou pop star. É só uma mulher simples, com uma voz abençoada.
Por Israel Lippe (equipe do Bloody Pop)
Foto: MTV

Aproveite e leia a resenha (apaixonada) sobre a Cat Power no Don't Touch My Moleskine.

20 julho 2009

Nova do Kings of Convenience

Se você estava órfão do Kings of Convenience, eis que a dupla de músicas lentas, tristes, bonitas e tudo mais, resolveu cantar uma música nova e lançou nas rádios italianas (?). "Mrs. Cold" pode ser asistida aí embaixo, num show em Seuol do ano passado. (Por que alguém só divulgou isso agora?)

Mrs. Cold

Videoclipe - Cat Power

Se essa mulher linda, que eu venero tanto se pergunta... O que diabos eu tenho que pensar da vida?Para acalmar a segunda-feira.


Where is my love?

17 julho 2009

CJ Ramone

Eu e Marcos Pinheiro terminamos o Cult 22 mais cedo na última sexta-feira, dia 10, para conseguir chegar a tempo ao show do CJ Ramone.

Enquanto tentávamos estacionar o carro, CJ gritava no palco: “1,2,3,4!”. Era mais ou menos 0h15. O show percorreu bem até uma hora. O local estava cheio (para não dizer entupido). Havia cerca de 2 mil pessoas, que se apertavam para assistir ao show de tributo a um dos quartetos mais importantes da história do rock.

As músicas percorreram os maiores sucessos, como “Blitzkrieg bop", “I wanna be sedated”, “Sheena is a Punk Rocker” e até “R.A.M.O.N.E.S” do Motorhëad entrou na lista.

O palco foi montado na parte interna no Arena. Quem conhece o local, já deve imaginar como estava a situação na platéia. Os ânimos exaltados queriam a cada vez estar mais perto do ídolo, o que deixava as pessoas na frente muito apertadinhas na grande de proteção. O clima entre os seguranças do local, era visivelmente de apreensão. Duas pessoas conseguiram subir ao palco, mas nenhuma com a intenção de abraçar os integrantes da banda. Saíram do meio da multidão apenas porque ficou insuportável estar lá. E usaram o palco como meio de escapar do empurra-empurra.

Isso não tiraria dos presentes a alegria de ver ao vivo um tributo feito por um dos ex-integrantes dos Ramones a sua banda. Mas acabou tirando a paciência de Daniel Rey, ex-produtor do grupo e que empunhava uma guitarra no trio aquela noite. Por um instante, ele chamou o segurança, falou alguma coisa no ouvido, apontou para o setlist, que estava numa das caixas de retorno e esperou. O show estava parado. O segurança tenta fazer alguma coisa, mas...Não se tem muito o que fazer, a não ser pedir para a galera que estava atrás recuar um pouco e desapertar o pessoal da frente.

O show continuou. Eles tocaram uma música e saíram do palco. Voltaram, Daniel com um novo setlist na mão.Tocaram três músicas, agradeceram e foram embora. O show que deveria ter durado cerca de 2 horas, acabou em 1 hora e 10 minutos. Muito frustrante para quem não pagou lá muito barato para estar ali aquela noite. Uma pena não poder aproveitar mais.

Ficamos sem foto, quem quiser mandar já sabe o nosso e-mail: dropscultural@gmail.com

16 julho 2009

Dica de Sábado - 18.07.09

O final de semana passado estava cheio de coisa para fazer (entenda-se shows). Este está fraco, mas você também não vai ficar em casa, né?
A dica para o sabadão é aparecer lá no Arena, que abrigará a edição especial da conhecida "London Calling". A festa estará comemorando os seus 3 anos de vida e terão vários Djs a noite toda! Além deles, rola dois pockets shows, um com a banda Clash City Rockers e Morning Glory (esta fazendo covers do Oasis).
Os ingressos custam R$10,00 (antecipados), R$ 15,00 (no dia até a 1h30) e R$ 20,00 (depois de 1h30). Antecipados à venda na Aloja.com (Brasília Shopping) e na pizzaria Dom Bosco (306 norte).

Quem quiser saber mais coisas pode mandar um e-mail para duvidosos@gmail.com. Ou clica no flyer.

Nação em Brasília - detalhes

Olha! Agora temos o flyer e os valores dos ingressos!

Ingressos: R$ 20,00 (primeiro lote)
Locais de venda: Pizzaria Dom Bosco (303 Sudoeste, 306 norte e 103 sul), GTR (11 sul e 708/09 norte), Chilli Beans (Pátio Brasil, Parkshopping e Pier 21), Fun House (Conic), Porão 666 (Taguatinga) e Abril pro Rock (Gama Shopping).
Mais informações no site do Porão.

Videoclipe - Lily Allen

Será que ela está interpretanto ela mesma?

22

Orquestra Contemporânea de Olinda


O Arena não estava tão cheio quanto ao dia anterior, quando cedeu espaço para o show de CJ Ramone, em tributo a sua ex-banda, mas conseguiu reunir uma galera. Ao som dos Djs do Criolina e Funfarra, essa galera esperava mesmo o show dos pernambucanos da Orquestra Contemporânea de Olinda.
Os meninos subiram ao palco pouco mais de meia-noite e não deixaram o povo parado até o final do show. Cantaram músicas de seu primeiro e homônimo disco, sem deixar as raízes de lado, tocando canções que embalam o carnaval de Olinda. Teve espaço até para um cover dos Skatalites e para a música nova, “Toda Massa” gravada nos estúdios da Trama.
A banda parecia não querer sair do palco e a energia do público os contagiava. É praxe uma banda sair e voltar para tocar o bis, mas não foi o que aconteceu com a Orquestra aquela noite. Sem descer do palco, a maioria de seus integrantes já estava preparada para tocar, pressionados por Gilú (percusão).
Tiné, um dos vocalistas da banda, disse que só tocaria “Brigiti”, música programada no setlist, se 5 garotas subissem ao palco. Subiram 4, que não sabiam cantar nenhum pedacinho da música. E se quase no final de “Brigiti” você viu uma moça de preto ser convidada a subir ao palco, por uma das meninas que estavam lá em cima...Acredite. Era eu! O show acabou com o bis da música mais conhecida deles: “Sereia”.

Música de Bolso - Volver

Que eu sou apaixonada por sotaques vocês já devem ter percebido por aqui. Não é à toa que já tivemos um post com o nome de "We love cariocas". E os pernambucamos por terem um dos sotaques mais lindo do mundo são tão cativos neste blog.
Como sempre, o projeto audiovisual Música de Bolso traz uma ótima banda independente para mostrar sua música de uma maneira diferente. As escolhidas pelo trio foram: "Pra Deus Implorar" (a minha preferida do último disco, Acima da Chuva) e "Clarisse" da Volver.



Cachorro Grande - "Cinema"


Se você escutou Todos os Tempos (2007 - Deckdisc), com certeza vai estranhar o novo disco do Cachorro Grande, Cinema (Deckdisc). Esqueça as guitarras mais marcantes, o som sujo, a bateria pesada. Os gaúchos mudaram, mas mudaram para melhor.
Para começo de conversa, saíram da capital paulista e voltaram para o seio familiar em Porto Alegre. O disco foi todo gravado no estúdio Acit, na capital gaúcha com aparelhos analógicos. Tudo para dar um ar “vintage”, bem anos 70, como eles queriam. Pode ser um retrocesso, mas não para o quinteto.
Cinema é o disco mais limpo, redondo e bem mixado feito por eles. E Marcelo Gross (guitarrista) explicou de maneira simples o fato dos outros discos não terem saído assim: “Nós não tínhamos grana”. Mas não foi só por isso, já que as influências do quinto álbum vem de bandas como Pink Floyd, Led Zeppelin e Jethro Tull, todas fazendo o chamado “space rock”.
O disco também recebeu um tratamento especial e na hora da mixagem ganhou sons de vento, motocicleta, gaivotas...Sendo assim, “o disco não poderia mesmo ter outro nome”, como afirmou Gross.
Alguns fãs ficaram incomodados com o som mais elaborado da banda, mas Gross está certo ao afirmar que: “Não dá para ser como o Ramones”.

“Dance Agora”, a música de trabalho já deu um susto em muita gente por aí. A música já começa com vários efeitos saídos de teclados e sintetizadores. É a Cachorro Grande te chamando para sair de casa, beber e dançar até não aguentar mais. Seguem o mesmo clima “Ninguém mais lembra de você” e a mais “estranha” para os ouvidos despreparados “Eileen”.
A pegada rock está bem presente na curtinha “A alegria voltou”, “Diga o que você quer escutar” e na música composta pelos cinco integrantes da banda “A Hora do Brasil”.
Ainda tem um clima nostalgia com “Por onde vou”, que trás o verso: “Eu agora estou aqui, no lugar de onde vim”. “Amanhã” tem um clima Beatles, quando o quarteto sofreu as influências indianas e colocou cítaras no meio do rock. No fim, este é mais um disco de rock que você não pode deixar de escutar.
O Cd está disponível para audição no perfil da banda no Myspace.
Trechos da entrevista com Marcelo Gross foram tiradas da versão online do jornal A Tribuna.

15 julho 2009

Casablancas prepara disco solo

Queria eu dizer que o Strokes estão com o disco para sair, mas...Não é assim. A banda que está sem lançar desde 2006 (o último disco foi Firth Impressions of Earth) deve se organizar mesmo apenas no ano que vem. Quem está com álbum gravadíssimo é o vocalista do Strokes, Julian Casablancas. Chamado de Phrazes for the Young, o disco ganhou um vídeo para promovê-lo. Dá uma olhada!



Não sei se é meu computador, mas não conseguiu ouvir nada. E vocês?

14 julho 2009

Videoclipe - Iggy Pop

O Iggy Pop ficou "velho" e resolveu fazer um disco menos rockeiro. Até "How Insensitive" (sim, "Insensatez" do Tom Jobim") ele gravou! Preliminaires saiu em junho. Se liga aí no primeiro vídeo do disco.


King of The Dogs



10 julho 2009

Orquestra Contemporânea de Olinda em Brasília amanhã!

Os pernambucanos da Orquestra Contemporânea de Olinda estiveram em Brasília em abril para apenas dois shows no teatro da Caixa. Encontrei os meninos dando sopa lá no Balaio Café e além de me contarem que iam voltar logo à Brasília, eles me disseram que iam participar do "10 horas no estúdio" da Trama.

Amanhã estaremos lá no Arena para conferir o show, enquanto a hora não chega você pode assistir o vídeo.

Nação em Brasília

A Nação Zumbi chega à Brasília dia 25 de julho para o adiado show no Pílulas Porão do Rock. É a organização do festival mostrando que não morreu. Além dos pernambucanos, a noite também será embalada pelos Móveis Coloniais e Gilbertos Come Bacon. Breve mais detalhes!
Para aquecer, assista ao videoclipe "lóki" que eles lançaram.

Bossa Nostra

Último dia do Espaço Brasil Telecom


O Espaço Brasil Telecom fechou suas portas por tempo indeterminado e em grande estilo, com o show da banda pernambucana Mombojó. Como vocês já sabem, a Brasil Telecom foi comprada pela Oi, que informou não estar interessada Espaço. Pelo menos, até o presente momento. Já que os antenados, puderam assistir a vários shows, espetáculos e mostras de arte espalhadas pela cidade no último dia 04, patrocinados pela Oi.
Percebemos que a empresa está ligada a Cultura e esperamos que continue assim, já que mesmo mal localizado para os “desmotorizados”, o Espaço Brasil Telecom era responsável por trazer vários artistas do mundo independente ou não a preço acessível.
Mas voltemos ao show. Silêncio. Tudo escuro. A banda entra no palco mal iluminado e começa a tocar “Discurso Burocrático”, música que antecede “A Missa”, ambas do primeiro disco do Mombojó, Nadenovo. A música continua, segue o passo, mas e o vocal?
Por que não entrou na hora certa? Felipe tentou fazer bonito, porém o microfone não ajudou. Nada que fosse estragar a ansiedade do teatro lotado para assistir ao show da banda, que não aparecia em Brasília há anos. Quando tudo deu certo, Felipe atravessou no meu da galera, que estava sentada e gritou: “Pode se levantar! Eu não quero vocês sentados não!”. Era apenas o que muitos ali dentro estavam esperando ouvir. Este era o grande problema do Espaço, trazer shows dançantes para um teatro.

A alegria da banda já transpirava logo no começo do show. Coisa diferente do assistido em 2007. Sem dois integrantes da formação original, o novo quinteto teve que se virar para não mudar totalmente a sua sonoridade, ou seja, sua identidade com o público. O jeito vou usar o teclado. Sobrou para Chiquinho pegar os efeitos usados nos discos para caracterizar cada música e soltar durante o show. Os antigos fãs da banda, vão sentir falta sim, da flauta d'O Rafa e dos sopros de Campello, mas a banda tem se virado bem. As músicas novas (já escutada por vocês aqui em várias oportunidades) tem a cara do velho Mombojó, e ainda mostram um novo horizonte musical.
O setlist percorreu os dois discos da banda com as músicas mais conhecidas e dando espaço até para “Pára-quedas”, “Estático” e a novíssima “Antimonotomia”. O ponto alto do shows aconteceu já no bis, quando a galera já estava quente e se soltou mais. Coisa que até Felipe comentou no meio do show. Em “Papapa” ele convidou duas pessoas para subirem ao palco e participarem do show. A coreografia era simples, balançar os braços para trás enquanto o refrão (muito fácil de acordo com Vicente) rolava. As meninas que subiram ao palco ficaram um pouco acanhadas e uma mocinha assanhada acabou tomando partido da situação. Ela dançou junto com as garotas e ainda quis dar beijinho no vocalista.
O show acabou com o clichê “Deixe-se Acreditar”, como não poderia deixar de ser. Quem compareceu pôde levar para casa o DVD “Mombojó – Nadadenovo”, patrocinado pelo Itaú Cultural, pela bagatela de R$ 5,00 e ainda tentar levá-lo para casa autografado.

Fotos: Felipe Nunes

09 julho 2009

Vanguart de graça domingo!

Ainda não está sabendo? Pois é, a banda matogrossense Vanguart chega à Brasília dia 12 de julho para um show nos gramados do CCBB. A banda é uma das convidadas do projeto "Todos os Sons", que também trará a cantora Ligiana (cantando samba, chorinho e afins) e o Quarteto Tequatro.
O Vanguart trará músicas de seu último (e primeiro) disco homônimo lançado em 2007. A entrada é franca e os shows começam a partir das 17h. Nos vemos lá!

Lembrando que esta sexta, Hélio Flanders (vocalista da banda) estará na Play! para discotecar.

Videoclipe - Bloc Party

O Bloc Party andava meio sumido e para chamar atenção de novo da mídia, o que fizeram? Lançaram uma música nova. "One more chace" foi ouvida pela primeira vez no rádio BBC e chega às lojas dia 10 de agosto. Embaixo o vídeo.


One more chance

Baixe agora!

Não sei se vocês viram, mas o Glastonbury (aquele festival lá na Inglaterra, que o agente do Bruce Springsteen não sabia que existia) soltou os áudios dos shows principais. Tem Neil Young, o Bruce, Yeah yeah Yehas, Franz Ferdinand e muito outros! Coooorrreee para baixar!

06 julho 2009

Videoclipe - Franz Ferdinand


Can't stop feeling

Tracklist do novo do Muse

Já falei do novo do Muse algumas vezes por aqui (aqui e aqui) e agora saiu a tracklist de The Resistance, olha aí:

1- "Uprising"
2- "Resistance"
3- "Undisclosed Desires"
4- "United States Of Eurasia (+ Collateral Damage)"
5- "Guiding Light"
6- "Unnatural Selection"
7- "MK Ultra"
8- "I Belong To You (+ Mon Coeur S'Ouvre A Ta Voix)"
9- "Exogenesis: Symphony Part I (Overture)"
10- "Exogenesis: Symphony Part II (Cross Pollination)"
11- "Exogenesis Part III (Redemption)"
E essa cara do Bellamy quer dizer o que?

Apenas o Fim


Sua namorada chega na faculdade dizendo que vai embora. Você está indo para a sala fazer prova. Pede para conversar depois, porque senão vai atrasar para a tal, mas ela parece mesmo estar falando sério. Você fica e ela te dá duas opções para a última hora que vão ficar juntos antes dela partir: ou vocês transam, ou conversam. O nosso protagonista escolhe a segunda opção. É assim que começa o longa “Apenas o fim”.

Nesta conversa toda a relação e ao mesmo tempo toda uma geração é exposta na tela do cinema. Tom e sua namorada(interpretados por Gregório Duvivier e Érika Mader) tem cerca de 20 anos, fazem cinema da PUC- Rio, portanto tiveram e têm várias coisas em comum. Assistiram aos mesmos filmes, as mesmas séries, os mesmos desenhos animados... E são discussões sobre estes temas que ilustram grande parte da trama.

O cenário é simples (a própria faculdade), o tema é simples (o fim de um relacionamento), até mesmo os efeitos são simples. Então...Qual é a graça de “Apenas o Fim”? Os diálogos! Muito bem elaborados e contanto com a ótima interpretação de Duvivier, eles simplesmente fazem com o que expectador, se transporte para o filme. Tom pode ser tanto parecido com você, como com seu filho, primo, sobrinho...Ou seja, ele existe. O mesmo acontece com a personagem de Érika. Ela é uma menina sem rumo, que mesmo gostando do namorado quer se aventurar por aí. Ela sente aquela urgência de mudança, que todo adolescente já passou na vida.

“Apenas o fim” também chama atenção pela direção. Matheus Souza tem 20 anos e faz cinema na mesma faculdade que seus protagonistas. Falou para os pais que iria fazer Comunicação Social, mas escondeu o fato de que estava fazendo Cinema. Agora com o seu primeiro filme sendo tão bem aceito pelos críticos e expectadores, teve que contar a verdade. Ele talvez tenha levado uma bronca por mentir, mas os devem estar orgulhosos, já que o filme ganhou os prêmios de “Melhor Filme” por Júri Popular do Rio e “Melhor Filme” por Júri Popular na 32ª Mostra de São Paulo.

O longa nos faz parar para pensar em nossos próprios relacionamentos e mostra que aquele poderia ser apenas o fim do seu.