29 junho 2009

Max Sette - "O que passou"

O que era para ser uma parceria com o grande baterista Wilson das Neves acabou se transformando no segundo disco de Max Sette, O que passou. Explico. Max tinha a vontade de fazer um segundo disco, Wilson tinha várias melodias prontas, mas pensou que não teria tempo para seguir em turnê com Max e pediu para que o disco, ao invés de levar o nome “Max Sette e Wilson das Neves”, (na verdade o disco se chamaria Na Dividida) ganhasse um “participação especial”.

Das 10 faixas do disco, 5 são parceria com Wilson. Mas também tem espaço para outros parceiros, como César Bodão (da Orquestra Imperial), Fábio Vasconcelos, Marcelo Camelo e Helena Ranaldi (com quem é casado e que ganhou uma bela música em sua homenagem “Helena...Helena").

Cheio de sambas espertos e perfeitos para qualquer gafieira do Rio de Janeiro, O que se passou combina muito bem com o trompetista. Isso para quem já ouviu o primeiro disco de Max, Parábolas ao Vento (2007) e sabe que o também cantor e compositor tem um pé na Orquestra Imperial (bem como Wilson das Neves).

É notável a melhor desenvoltura de Sette e a melhor gravação de O que passou. Destaco “Vai rolar” e “Na dividida” com Das Neves, “O que passou” com Helena Ranaldi e a que considero a melhor do disco “Ido Embora” com Camelo.

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