29 maio 2009

Camelo e Ivete



É isso mesmo que vocês estão vendo.

Mais uma do Mombojó

É, esse novo disco do Mombojó já está na hora de sair. Aí, embaixo tem mais uma música nova, que eles gravaram no estúdio da Trama. "Antimonotonia" está para download gratuito aqui. Mas não me pergunte porque ao invés de Mombojó, está escrito Marcelo Machado no perfil deles.



Esse sotaque pernambucano é uma coisa, não?

Quer escutar o novo do Placebo?

O Placebo soltou para audição gratuita seu mais novo disco, o Battle for the Sun. Para escutar é simples, basta entrar no site oficial da banda, dar seu nome, e-mail e o seu país de origem. Esperar um e-mail com um código e escutar tudinho.

Só tem um porém. Você só poderá escutar o CD 5 vezes, depois disso, fica vetada a sua entrada. O streaming acaba às 3h da matina de segunda, dia 1° de junho. 

Aproveitem!

28 maio 2009

Videoclipe - Yeah Yeah Yeahs


Heads Will Roll

Tente Outra Vez...


A Scarlett está parecendo mais "a brasileira que não desiste nunca" (lembram dessa propaganda?).
Ás vezes acho que deixam ela cantar só porque ela é muito bonita. Num entendeu? A moça vai se aventurar mais uma vez no mundo da música, lançando o seu segundo disco Break Up. Dessa vez ela contou com uma ajudinha do Pete Yorn. Dá para ver como a parceria deu certo na música "Relator", disponível para audição no site ofical
A tracklist é essa daqui: 
01. Relator
02. Wear and Tear
03. I Don't Know What To Do
04. Search Your Heart
05. Blackie's Dead
06. I Am The Cosmos
07. Shampoo
08. Clean
09. Somebody

27 maio 2009

Paul Banks ou Julian Plenti

O vocalista do Interpol, Paul Banks resolveu fazer uma trabalho solo e para não ter o nome de sua banda original ligada a ele, ele inventou um pseudônimo. O agora Julian Plenti soltou além da tracklist, uma música para download em seu site oficial.
Skyscraper:
01. Only If You Run
02. Fun That We Have
03. Skyscraper
04. Games for Days
05. Madrid Song
06. No Chance of Survival
07. Unwind
08. Girl on the Sporting News
09. On the Esplanade
10. Fly as You Might
11. H
E eu falei que o novo disco do Muse já tem nome? Pois é. O próximo trabalho do trio britânico será The Resistance. É esperar para ver.

25 maio 2009

Entrevista - Pullovers


Em inglês a expressão “pull over” quer dizer estacionar, encostar. Coisa que os paulistanos do Pullovers não fizeram ao longo desses 10 anos de vida.
Nascida em 1999, dentro da cabeça de Luiz Venâncio (único remanescente), o Pullovers já começou com o pé direito gravando a seu primeiro disco com Adriano Cintra, o homem do CSS. Pullovers cant play covers trazia um Pullovers com claras influências de bandas como Pavement. Influências que os seguiram até o terceiro disco, Carniça (2005), gravado com a modelo Geanine Marques.
No quarto álbum, Tudo o que eu sempre sonhei, Luiz resolveu deixar o inglês de lado e passou a escrever em português. Mesmo ainda sendo conhecida como a banda mais fofa do mundo indie brasileiro, agora com letras que podem ser facilmente entendidas por qualquer um, os Pullovers parecem ter ficado ainda mais.
Algumas canções chegam ao pop “extremo” com letras grudentas, como “O amor verdadeiro não tem vista para o mar” (uma das músicas gravadas no Música de Bolso). Já outras podem soar como um discurso bem elaborado, caso de “Tudo que eu sempre sonhei” e/ou “Marcelo ou Eu traí o rock”.

Hoje, além de Luiz Venâncio, o Pullovers é Rodrigo Lorenzetti nos teclados, Bruno Serroni no baixo, Angelo Lorenzetti na viola, Gustavo Beber na bateria e Habacuque Lima, que também faz parte do Ludov, na guitarra.

Depois de me deparar com este disco, procurei o Luiz Venâncio para fazer uma entrevista com a gente. O resultado desta conversa via e-mail, vocês conferem logo aí embaixo.


Drops Cultural: O quarto álbum de vocês, Tudo o que eu sempre sonhei é o primeiro com composições em português. Em entrevista ao Trama Virtual, você disse que “não seria honesto” continuar compondo em inglês. Você pode explicar melhor para gente o porquê?
Luiz Venâncio: Porque simplesmente acabou a vontade de compor em inglês. Pluft! Acabou.

Drops Cultural: Como é o processo de composição de vocês? Sei que muitas músicas são escritas por você, mas temos mais compositores na banda? E quando alguém chega com uma letra, todos dão o seu “pitaco” para compor a melodia?
Luiz Venâncio: Na verdade, o processo de composição em geral parte das músicas pra depois chegar à letra. São raras as exceções, como em “Lição de Casa”, que está no disco. Esta eu fiz a letra e depois musiquei. Mas geralmente é o contrário: alguém (eu ou outro – o Rodrigo, tecladista, por exemplo) faz a música e depois eu coloco a letra.

Drops Cultural: Com o passar do tempo, as músicas do Pullovers foram ficando mais tranquilas. Li por ali, que é até por você ter ficado mais velho. Neste quarto disco, as músicas ganharam ares mais “MPBistas”, de bandas como Los Hermanos. Vocês já foram taxados de cópia (ou cria) do grupo carioca? Ou isso é apenas coisa de quem não conhece o trabalho de vocês?
Luiz Venâncio: Não condeno quem diz que “parece Los Hermanos”. Afinal os caras se tornaram a principal referência histórica deste tipo de música. Nem tanto pra nós, que temos muitas referências em comum com eles e obviamente os admiramos, mas principalmente pros ouvintes. Então às vezes aparece essa opinião a partir de uma primeira impressão. O que acontece sempre é que uma audição um pouco mais cuidadosa esclarece as enormes diferenças. Em primeiro lugar, no tipo de poesia. De uma certa forma, temos um pouco a linguagem dura (com momentos de lirismo desenfreado que explode parecendo quase não ter lugar) da nossa cidade, São Paulo. Poeticamente e musicalmente também. Eles, obviamente, têm uma delicadeza, suavidade e jeito de dizer as coisas próprios de quem vive o Rio (e No Rio). Sei lá, é meio tosco-simplista essa divisão geográfica-cultural, mas pode ser esclarecedora.


Drops Cultural:
Na entrevista para a Mondo 77, você diz que seria estranho continuar fazendo o mesmo trabalho do começo de carreira. O que é uma coisa óbvia, já que todos temos que crescer um dia. Mas como se deu o seu amadurecimento musical? O que você deixou de escutar? O que você descobriu? (Isso inclui literatura e filmes também, que possam ter te influenciado).
Luiz Venâncio: Ah, deixei simplesmente de escutar o que escutava há 10 anos atrás, o que como você disse é totalmente normal. Como diria a vovó, quem fica parado é poste. O que eu descobri: outra obviedade: os... CLÁSSICOS. Atenção para o momento panfletário-professoral: juventude, leia os clássicos! Ouça os clássicos! Assista os clássicos! Na literatura, no cinema, no teatro e, claro, na música. O que não necessariamente significa ouvir Mozart ou Schubert. O Maestro Jobim é um clássico também.


Drops Cultural: Agora, sobre o futebol. Da onde surgiu essa sua paixão?
Luiz Venâncio: Ah, agora você tá falando do que vale a pena! Senta aí e abre uma cerveja! Então, veja você: do futebol veio meu grande feito esportivo: fui, jogando de goleiro, vice-campeão paulista na categoria “Fraldinha” (8 anos). Vice. Quase um Rubinho Barrichello dos gramados. Queria inclusive deixar aqui a minha homenagem ao Rubinho. Gostar do Rubinho é encarar a vida como uma epopéia, saca? No caso, protagonizada por um anti-herói. É como gostar do Corinthians. Veja o nome do time: vem de Conríntios! É grego, é bíblico também. É a pura tragédia grega! O corintiano é a tradução máxima do paulistano: força, sofrimento, uma doçura desconcertada e, às vezes (mas só às vezes), a redenção e a vitória no final.


Drops Cultural: Além do futebol, outra influência clara nas músicas deste Cd é a cidade de São Paulo. Você viveu a vida toda lá? Ou escreveu as músicas em algum momento de saudade?
Luiz Venâncio: Sempre vivi em São Paulo. Acho que isso fica claro no que eu escrevo... Nos meus S, nos meus R, em tudo o que eu falo enfim... Até nas minhas neuroses. Somos 4 paulistanos típicos na banda. As duas exceções são Habacuque, brasiliense, e Gustavo, de Barra Bonita (interior de São Paulo).


Drops Cultural: Quem é Marinês?
Luiz Venâncio: São todas as boas moças que eu vejo no metrô saindo da Zona Leste pra ir trabalhar no centro ou na Paulista, de scarpin, terninho, às vezes vestidas mais casualmente também... Vou inverter o que disse o Caetano: elegância indiscreta em vez de deselegância discreta. Lindas, acho todas muito doces e sonho que todas sejam felizes e encontrem seus “manos”, tão doces quanto elas. Aliás, precisamos compor a versão masculina também. Quem sabe o namorado da Marinês não é um típico corintiano? Que se dá bem no final?

Drops Cultural: O Pullovers não é uma grande banda no âmbito nacional, mas no meio alternativo/independente, vocês são só elogios. Como é estar tanto tempo no mercado e não “estourar”? E como se manter tanto tempo no mercado?
Luiz Venâncio: Não sei... É difícil responder “como é ser assim”. Aprendi uma palavra nova outro dia: “tautológico”. Então eu digo: ser assim é... ser assim.

Drops Cultural: Em entrevistas com outras bandas, pelo menos as mais antigas, sempre ouvimos que o meio independente se profissionalizou. Conta como você vê este novo mercado. Uma banda independente consegue hoje viver só de música ou não?
Luiz Venâncio: Claro que não. Quase ninguém consegue, mesmo quem é muito mais conhecido do que nós.

Drops Cultural: A pergunta que não quer calar e que nós sempre fazemos aos entrevistados. O CD é independente, mas está saindo pelo selo Pisces Records e está para download no perfil de vocês no Trama Virtual. Por que a escolha de um selo? O CD também era sua versão física?
Luiz Venâncio: Ah, escolhemos o selo porque ele nos fez uma oferta para lançarmos o cd fisicamente e topamos, simples. Mas acho que realmente hoje em dia talvez seja até mais importante do que o cd “físico” as faixas estarem na Internet.

Drops Cultural: Você conhece alguma banda de Brasília?
Luiz Venâncio: Claro, várias. Inclusive temos um especialista na banda, o brasiliense Habacuque. Por isto nem vou citar ninguém, deixo a resposta pra outra ocasião (e pro especialista).

Drops Cultural: Não sei se vocês já vieram por aqui, mas há alguma expectativa em tocar por aqui? Ou as pessoas terão que se contentar com os shows em São Paulo?
Luiz Venâncio: Nunca fomos. O mais perto que eu cheguei foi Goiânia. Espero que possamos tocar aí em breve. Mas, por enquanto, nada marcado ainda.

Drops Cultural: Uma pessoa que nunca ouviu o Pullovers deve começar por qual disco?
Luiz Venâncio: Olha, eu sinceramente gostaria que começasse pelo último. E se não for possível, que não deixe de escutá-lo pra ver o que temos nos tornado.


O que dará o salgueiro? (Trama Virtual)

Entrevista divulgada também no site Bloody Pop.

22 maio 2009

Videoclipe - The Gossip

O The Gossip soltou para download em seu site o single de seu próximo disco e ele já ganhou videoclipe. Eu gostei da música.


Heavy Cross

Coldplay dá álbum


Deu a louca no mundo da música! Depois de Radiohead perguntando quanto você quer pagar pelo álbum, depois de downloads gratuitos de singles, depois de downloads de Cds (no caso das bandas independentes brasileiras), o Coldplay resolveu presentear seus fãs com um disco especial.

São nove faixas ao vivo gravadas nos shows na turnê internacional da banda. Baixe!
Tracklist:
01."Glass of water”
02.“42”
03.“Clocks”
04.“Strawberry swing”
05.“The hardest part / Postcards from far away”
06.“Viva la vida”
07.“Death will never conquer”
08.“Fix you”
09.“Death and all his friends”

Dica de sábado

15 maio 2009

Videoclipe - Little Joy

.
Next Time Around

Entrevista - Solana

“Vai Carlos! Ser gauche na vida!”. É o que diz Carlos Drummond de Andrade no Poema de Sete Faces. Este também é o sobrenome de Juliano, vocalista da banda capixaba Solana. Foi através de um grupo literário que ele conheceu Dante Ixo. Eles fizeram amizade e passaram a musicar poemas, depois a escrever músicas e por fim, montaram uma banda.
O primeiro nome dela foi "Carpe Diem", que teve de ser trocado e virou a Solana. A banda começou sua carreira de verdade em 2002, depois de ganhar o festival Rock Por Essas Bandas, organizado pela rádio Transamérica. Depois disso, a banda chamou atenção do selo BM Factory, que resolveu gravar o primeiro disco do grupo, Quanto mais depressa, mais devagar....
Depois de sofrer baixas na formação da banda, a Solana se reestruturou e hoje é composta por Juliano Gauche (vocal, violão e guitarra), Murilo Abreu (baixo e voz), Rodolfo Simor (guitarra) e Bento (bateria). Foi este quarteto que produziu e gravou o segundo disco da banda, Feliz, feliz, que pode ser baixado gratuitamente no site oficial.
E foi este mesmo quarteto que subiu ao palco do Domingão do Faustão para mostrar seu trabalho ano passado.

Foi sobre tudo isso e mais um pouco que conversamos via e-mail com o vocalista da banda, Juliano Gauche. O resultado dessa “proza” vocês conferem aí embaixo:

Drops Cultural: O que mudou na banda depois da saída do Dante Ixo? Já que ele e você eram os principais compositores.
Juliano Gauche: Assim que o Dante saiu, saíram também o guitarrista Rafael Rocha, o produtor Sérgio Benevenuto (que foi quem produziu o “Quanto Mais Pressa, mais Devagar...”) e toda a estrutura do seu selo, o BM Factory. Ficamos só eu, o Murilo e o Bento. Entrou o guitarrista Rodolfo Simor e começamos a trabalhar as canções que eu havia composto até então. Não demoramos muito a montar o repertório que seria o “Feliz, feliz”. O Murilo também começou a compor e o Bento foi meu parceiro em uma das músicas. Tudo passou a ser mais democrático.

Drops Cultural: O primeiro nome da banda foi “Carpe Diem”. Nome que remete à literatura, que de certa forma, foi o que uniu você ao Dante. Por que a escolha de mudar de nome? E de onde veio “Solana”?
Juliano Gauche: O nome “Carpe Diem” já estava registrado, o que nos impossibilitava de usá-lo. Estávamos em estúdio gravando o primeiro disco quando o Murilo achou a palavra “Solana” no livro “Noites Tropicais” do Nelson Mota. A palavra foi para a lista de possíveis nomes e no fim foi a escolhida.

Drops Cultural: Já que estamos falando de começo. Vocês começaram em um festival (Rock Por Essas Bandas, em 2002). Hoje nós vemos um retorno aos festivais que apresentam bandas independentes. No caso de Brasília, temos o Porão do Rock. O que vocês acham dessa iniciativa? O Solana já tocou em outros festivais?
Juliano Gauche: Depois do Rock Por Essas Bandas não houve mais nenhum festival por aqui nesses moldes, até o ano passado. No ano passado aconteceu o primeiro festival “Omelete Marginal” e toda cena independente o agarrou com unhas e dentes. Todos aqui sabem da importância de se unir para se mostrar da melhor maneira possível. O resultado foi lindo e pode ser conferido no site http://www.iu.art.br/ Recebemos os prêmios nas categorias: Melhor Banda, Melhor Disco e Melhor Site.

Drops Cultural: O primeiro disco de vocês , “Quanto mais pressa, mais devagar...”, foi produzido pelo Fábio Henriques (que já trabalhou com Planet Hemp, O Rappa, Renato Russo...). Como surgiu essa parceria? E como foi trabalhar com ele? Vocês acham que ele interferiu positivamente no trabalho de vocês?
Juliano Gauche: O Fábio só mixou e masterizou Quanto Mais Pressa, mais Devagar.... Conhecemos ele através do Sérgio Benevenuto, que foi quem produziu mesmo. É claro que ter alguém com a bagagem dele num primeiro disco só valoriza todo o processo. E ele foi demais! Tanto como pessoa, quanto profissional. Aprendemos muito sobre como gravar, além de ouvir histórias sobre pessoas que gostamos e que ele trabalhou junto, como o Renato Russo.

Drops Cultural: Como é a cena independente em Vitória?
Juliano Gauche: A cena em Vitória está ótima. Hoje temos esse festival que citei, que também é uma revista e um portal e que está juntando informações e artistas. Temos também diversos editais que financiam circulações de shows e espetáculos em todo o estado do Espírito Santo. Muitos artistas estão se lançando através do Myspace e chegando rapidamente ao público. Mas tudo ainda no âmbito regional. Temos sérias dificuldades de conseguir a atenção de festivais, revistas, blogs e programas fora daqui.

Drops Cultural: Indiquem uma banda independente do Espírito Santo que vocês gostem.
Juliano Gauche: Uma unanimidade entre nós é a banda Zémaria.

Drops Cultural: Aproveitando o ensejo, quais são as principais influências da banda?
Juliano Gauche: Zémaria, Roberto Carlos, Sérgio Sampaio, Pink Floyd, Beatles, Tom Jobim, Rodrigo Amarante, Syd Barret, Bob Dylan, Led Zepplin, Dante Ixo, Billie Holliday, Chet Barker, Elvis Presley, Trafic, Legião Urbana, Sodre Lerche, Caetano Veloso, Herbert Viana, Cazuza, Rubem Braga, Fernando Pessoa, Mutantes, Rimbaud, Baudelaire, The Doors, Nirvana, Elis Regina...

Drops Cultural: O segundo disco, “Feliz, feliz”, foi lançado em 2008 e foi colocado para download gratuito no site oficial de vocês. Por que o download no site quando vocês podem trabalhar, por exemplo, com a Trama? Houve também uma mudança no lançamento. Vocês saíram de um selo e lançaram o CD de forma independente. Por quê?
Juliano Gauche: Quando o Dante saiu o selo que nos produzia já tinha fechado. O Sérgio Benevenuto não gostou da nossa nova idéia e preferiu não nos produzir mais. Como disse acima, temos sérias dificuldades em nos relacionar com o mercado nacional. O Rafael Ramos da Deck Disc, por exemplo, achou o Feliz, feliz um disco morno e não se envolveu. Coisas assim nos levaram a fazer tudo sozinhos.

Drops Cultural: Além de conquistar o primeiro lugar no Rock Por Essas Bandas, ser uma das 5 finalistas do Revista Oi (2004), a Solana foi parar no palco do Domingão do Faustão (em 2008). O que isso representou para a vida da banda?
Juliano Gauche: O impacto foi maior dentro de nosso estado mesmo. Alguns acessos a mais pelo Brasil, mas nada de convites para shows, outros programas, nem nada do gênero.

Drops Cultural: Vocês não sofreram nenhuma discriminação por tocar no programa? Essa atitude pode até agregar novos fãs, mas vocês não acham que pode desagradar aos antigos?
Juliano Gauche: Quando saiu a classificação ouvimos muitas piadinhas. Mas quando rolou o destaque no quadro, o nosso nome se popularizou muito por aqui. Muitas notas em jornais, pessoas nas ruas nos parabenizando...Enfim, um tipo de atenção que não tínhamos em nosso mundinho cult. Agora é grande o número de bandas daqui que enviaram seus vídeos também. Quem gostava da gente antes nos ajudou muito na época da votação, todos sabiam que isso era uma chance para esse diálogo complicado com o Brasil. E todos ficaram felizes com o resultado.

Drops Cultural: Para os curiosos que querem ver a banda ao vivo, quando e onde serão os próximos shows?
Juliano Gauche: Dia 16 de maio a gente abre para o Capital Inicial no maior ginásio de Vitória, o Álvares Cabral. No final junho, começará um intercâmbio com o Rio e São Paulo através das noites Omelete Marginal, criadas pelos mesmos organizadores do festival homônimo. E o Solana é uma das atrações. Em agosto tocaremos num festival na França. E também estamos sendo cotados para uma festival em Fortaleza, também em agosto. Além de shows pequenos que a gente sempre faz em casas noturnas daqui. Para acompanhar nossa agenda é só ir á nossa página no Myspace.

Aqui um vídeo da banda que juntamente com Pullovers será a nossa atração de hoje do quadro Cult Brasil, dentro do programa Cult 22. O Cult 22 que vai ao ar todas as sexts-feiras, de 22h a 1h da manh,a dentro da programação da rádio Cultura Fm (100,9 MhZ).


A Melodia Bonny Dundee


Fotos do Myspace e da internet.

Max Sette - baixe!

Se você curte esses novos nomes da MPB, que estão fazendo um sambinha gostoso, como a Orquestra Imperial, Mariana Aydar, Roberta Sá e até mesmo o nosso querido Curumin, a dica é escutar o novo trabalho do carioca Max Sette.

Nós não escutamos ainda, mas por conhecer o primeiro disco do cantor, já o indicamos para vocês. Para quem não sabe, Max Sette também faz parte da mesma Orquestra Imperial que citamos lá em cima. Além disso, é um dos principais compositores do primeiro disco da banda, juntamente com Moreno Veloso e Amarante. 
Em seu novo trabalho, O que passou,  Sette conta com a participação especial de Wilson das Neves. Bem relacionado esse garoto aí, não?

12 maio 2009

Caetano Veloso - Zii & Zie

Caetano Veloso resolveu fazer um novo disco e para isso convocou a bandaCê (Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado), que esteve em seu último trabalho. Trabalho este que marcou uma mudança na sonoridade de Caetano. Experimentações com o rock misturado a MPB.
Neste disco, Zii & Zie, o ponto principal é o samba. É tanto que o disco iria se chamar “Transambas”, por não se tratarem se sambas em si, e sim misturas. Porém, Caê descobriu que já existia um homônimo e teve que trocá-lo. Ficou então Zii & Zie, que quer dizer “Tios e Tias”, em italiano.
E como saber se o este novo disco iria agradar ao público? Mostrar ao poucos o trabalho em shows. Mas quem não podia ir aos shows, iria ficar de fora disso? Não. Bastava entrar no blog que o cantor e compositor fez especialmente para mostrar as novas músicas, para conferir as versões e votar nas que você mais havia gostado. Apelidado de “Obra em Progresso” o show e o blog traziam sempre coisas novas para os internautas/fãs opinarem na nova obra de Caê.
Principal personagem deste CD, o Rio está presente em várias faixas. Quando não é personagem principal, como em “Lapa”, pode ser apenas o coadjuvante, exemplo de “Perdeu” e “Falso Leblon”. As duas últimas que se contrastam e se complementam em suas histórias. “Perdeu” é como Caetano denominou “o seu 'Guri'”, de Chico Buarque. A música conta sobre um menino que mora na favela e termina no tráfico de drogas. Já “Falso Leblon”, toca na ferida aberta por “Tropa de Elite” e fala sobre uma menina de classe média que consome drogas e não tem muita coisa na cabeça.
Duas regravações também fazem parte do disco, que teve produção de Moreno Veloso. Com novas roupagens as músicas do disco Clementina de Jesus (1976), “Incompatibilidade de Gênios” (Aldir Blanc e João Bosco) e “Ingenuidade” (Serafin Adriano), entraram para Zii &Zie.
Outra faixa que chama atenção é “Base de Guantánamo”, que foi escrita antes da eleição de Barack Obama e criticam as atitudes do governo anterior. A letra acabou ficando “caduca”, o que claro, não fez com que perdesse o seu valor estético e não desagradou ao músico.
Abaixo você assiste o vídeo desse disco, que como eu já confidenciei, eu não me canso de escutar:


Tarado Ni Você

Caetano Veloso se apresenta neste sábado, dia 16 de maio, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães e os ingressos estão os olhos da cara:

Poltrona Vip: R$ 150,00 (meia-entrada)
Poltrona Lateral: R$ 120,00 (meia-entrada)
Poltrona Especial: R$ 100,00 (meia-entrada)
Poltrona Superior: R$ 60,00 (meia-entrada)

Rafael Castro - O incansável

Nós entrevistamos o Rafael Castro e uma das coisas que mais nos chamou atenção foi a quantidade de Cds, que em tão pouco tempo de carreira o rapaz agrega. Não contente com esse acúmulo de material, Rafael Castro lançou no mês passado nada menos do que 2 Eps e está se preparando para o seu próximo disco. Inclusive, quem acompanhou o B-Rock (programa da Rádio Sonora Fm, que vai ao ar todas às segundas-feiras, 15h às 16h) da semana passada conseguiu escutar em primeira mão música “Legal”.

O esquema para escutar os Epzinhos é o mesmo de sempre. Entre no Myspace do rapaz e faça o seu download gratuito. Depois nos conte o que você achou.

11 maio 2009

Móveis Coloniais de Acaju - C_MPL_TE

Síndrome do segundo disco é um verdadeiro temor para muitas bandas que explodem com o lançamento de seu primeiro trabalho. Síndrome que não passou nem perto dos brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju e seu C_MPL_TE.

Muito aguardado por todos aqueles que já acompanhavam a banda desde o início da carreira, C_MPL_TE, mostra um Móveis mais maduro e consciente de tudo aquilo que provocou em um público apaixonado. Mostrando que é possível evoluir e experimentar matendo a qualidade. Elogios não faltaram ao Idem (2005), o primeiro disco da banda, e consequentemente ao Móveis, que de certa forma revolucionou o cenário musical brasileiro.
C_MPL_TE mostra que a evolução é necessária, mas é preciso saber fazê-la. Com produção de Carlos Miranda, o disco abusa dos sopros, e ainda encontra espaço para solos de guitarra, coisa que não é tão explícita em Idem.
André Gonzales mantém sua voz na medida certa soando agradavelmente bem aos ouvidos, nas letras que com certeza irão se tornar hinos. Como é o caso de Copacabana" e "Seria o Rolex?".Músicas que já estavam no repertório do grupo, como "Lista de Casamento" e "Sem Palavras" ganharam nova roupagem e entraram no disco.
O disco agrada desde os antigos até os novos seguidores da banda, sendo assim, C_MPL_TE poderia muito bem se chamar COMPLETO. Assim mesmo, com todas as letras.

Váááárias coisas

No momento Cd, a Regina Spektor e o Wilco já tem capa e tracklist, saca só:


01 “The Calculation”
02 “Eet”
03 “Blue Lips”
04 “Folding Chair”
05 “Machine”
06 “Laughing With”
07 “Human Of The Year”
08 “Two Birds”
09 “Dance Anthem”
10 “Genius Next Door”
11 “Wallet”
12 “One More Time With Feeling”
13 “Man Of A Thousand Faces”


01 “Wilco (The Song)”
02 “Deeper Down”
03 “One Wing”
04 “Bull Black Nova”
05 “You And I”
06 “You Never Know”
07 “Country Disappeared”
08 “Solitaire”
09 “I’ll Fight”
10 “Sonny Feeling”
11 “Everlasting Everything”





O nosso querido Beirut, que quase veio no Tim Festival no ano passado, pode passar pelo Brasil ainda este ano.

O White Stripes está gravando novo disco, que deve sair em 2010. E o Cachorro Grande também esté se dedicando a gravação de seu quinto álbum.

Aqui o videoclipe do Snow Patrol:

07 maio 2009

Baixe o novo do Móveis!

Acordou com aquela vontade de fazer um download esperto? Então, este é o seu dia de sorte! Desde ontem a Trama Virtual liberou o segundo álbum dos Móveis Coloniais de Acaju, C_MPL_TE para você.

06 maio 2009

Cat Power no Brasil

Depois de arrasar os corações dos marmanjos no Tim Festival em 2007, a gata Cat Power volta ao Brasil dia 18 de julho! O show será apenas em São Paulo, no Via Funchal e os ingressos serão meio salgadinhos:

Plateia Lateral - R$ 60,00
Mezanino Lateral - R$ 100,00
Plateia 3 - R$ 100,00
Plateia 2 - R$ 150,00
Mezanino Central - R$ 150,00
Plateia 1 - R$ 200,00
Camarote - R$ 300,00
Plateia VIP - R$ 300,00

Ep do Júlia Says


Olha o Júlia Says lançando Ep

Vazouuuuuuuuuu!!!

Vazou o novo do Sonic Youth, o The Eternal! Baixe, meu amigo!
Tracklist:
01 "Sacred Trickster"
02 "Anti-Orgasm"
03 "Leaky Lifeboat (For Gregory Corso)"
04 "Antenna"
05 "What We Know"
06 "Calming The Snake"
07 "Poison Arrow"
08 "Malibu Gas Station"
09 "Thunderclap For Bobby Pyn"
10 "No Way"
11 "Walkin Blue"
12 "Massage The History"

Videoclipe - EX



Curtiu? Então, entra no Myspace dos gaúchos do Ex e confere mais músicas do novo projeto musical do trio Thiane Nunes, Rafael Martinelli e Guilherme Glant.

05 maio 2009

Tribos Urbanas no Cinema

O Centro Cultural Banco do Brasil como sempre tem uma programação diferenciada e ótima. Dessa vez a mostra de cinema tem um tema para nenhum roqueiro botar defeito, Tribos Urbanas no Cinema
Com curadoria de Cinnamon Label e Tatá Aeroplano (sim, aquele do Cérebro Eletrônico e outras mil bandas), a mostra exibirá filmes que refletem os pensamentos, as crenças, a inventividade, a arte dos integrantes de cada um dos movimentos que definiram épocas e renovaram o pensamento e comportamento do mundo. ( Grifo retirado do site).
A programação está toda aqui. E tem para todos os gostos! Um dos filmes é este aí da foto, Control, que conta a história do Joy Division. Vale a pena, viu!
 A mostra segue até dia 24 de maio e os ingressos custam R$ 4,00 (inteira). 

04 maio 2009

The Gossip solta single

Mais uma banda soltando single que estará no próximo disco. Basta entrar no Myspace do The Gossip para pegar um link esperto e baixar o "Heavy Cross".

A música estará em Music For Men (diz que você também lembrou do Matanza também), quarto álbum do trio encabeçado pela polêmica Beth Ditto. No site oficial também dá para escutar. 

01 maio 2009

Dinosaur Jr. - single

Na vibe de jogar singles na internet quando o Cd ainda não vem, a banda de rock alternativo Dinosaur Jr. disponibilizou esta semana em seu site oficial, o single “I want you to know”, que estará no próximo disco da banda, Farm. O download é gratuito e o disco está previsto para sair dia 23 de junho. A capa é esta aí ao lado. O que acharam? Num é o momento meio Senhor dos Anéis?

O último disco da banda saiu em 2007, Beyond.