10 abril 2009

Muito calor e rock and roll

Depois de muito esperar pelas fotos do show do Moptop, dia 28 de março no Landscape, resolvi divulgar o texto antes do dia 28 de abril com fotos encontradas da internet. Se por um acaso eu receber as fotos, a gente põe por aqui, como fizemos com o Cuca de Copas.


Como vocês sabem, o Grito Rock, que iria acontecer em fevereiro foi adiado para março, devido ao fechamento do Landscape, lugar onde iam acontecer os shows. A gente acompanhou o dilema, e inclusive até torceu para que o evento não fosse cancelado. O Blackout que era a segunda opção da produtora (Torneira Produções), também fechou suas portas para o rock and roll.
Conversando com André Morale, um dos membros da produtora, a justificativa para o show rolar no Landscape era a falta de espaço. É certo que Brasília não tem um único local para show médio. Um problema para os produtores da cidade, mas levar o Moptop para o minúsculo Landscape não foi muito apropriado. Além de pequeno o local está sem refrigeração adequada. Falta um ar-condicionado potente no local onde se realiza os shows. De acordo, com Fagner, um dos sócios da casa, só depois deste show, é que eles terão verba para comprar os tais. Com o fechamento do local, eles tiveram que gastar uma grana extra para as novas "recomendações" judiciais.

A noite estava recheada de shows. A segunda banda (e a primeira que eu consegui ver, já que cheguei atrasada) foi o Tiro Williams, que teve um pequeno problema com um vocal baixo. Depois vieram Rainha Vermelha, Brow-Há e The Pro. A última também sofreu com o mesmo problema do Tiro, mas que foi resolvido no decorrer do show. A banda foi uma das mais festejadas na noite. Com certeza havia amigos no meio do público.

O Moptop subiu ao palco às 2h15 da manhã para mostrar seu novo trabalho, Como se comportar, que saiu final do ano passado, pela Universal. Eu não falei deste disco aqui, pura e simplesmente, porque não havia gostado. Porém, ouvindo com mais calma, percebi mesmo o quanto os meninos melhoram, não só musicalmente, como "letralmente". Mas ainda sim, eles continuam a ser chupadores de guitarras. Exemplo de "Contramão", primeira música cantada por Gabriel no show, que tem muito de Titãs, em sua "Sonífera Ilha".

Assim, como todas as outras bandas, o Moptop sofreu com o calor. O baterista Mario pediu algumas vezes para que o ar-condicionado fosse ligado. Detalhe: ele estava ligado(!!!). Rodrigo (guitarrista), até brincou quando disse: "Desculpa aí...pelo calor!". E isso, claro, afetou o show. Gabriel parecia sério e a impressão que se teve é de que ele apenas deu "Boa Noite!", porque tiveram que parar antes da segunda música, pois faltava uma rosca na bateria. Depois da parada: "Uma Chance", música do primeiro disco.

O show foi bem balanceado. Tiveram músicas dos dois discos, com ênfase, claro, para o segundo, que foi quase tocado inteiro. Com um pouco mais de uma hora de duração, os presentes, que resolveram acompanhar o show até o fim (muita gente foi embora antes mesmo do show dos cariocas), ganharam bis e teve até Ramones! Como revelou Gabriel, música que eles não tocavam há tempos, mas que merecia ser tocada naquele "inferninho" (literalmente).

Mostrando muito entrosamento. Brincadeiras internas. Risadinhas. Bejinhos mandados por pura zuação. O Moptop fez um grande show apesar das adversidades da noite. E viva ao rock que prevaleceu.
Texto publicado também no site Rock Brasília.

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