31 março 2009

Nova formação do Forgotten Boys e o Chuck

Depois de 10 anos com o Forgotten Boys, Chuck Hipólito anunciou a sua saída da banda, como nós já havíamos comentado bem brevemente por aqui. Os integrantes remanescentes da banda resolveram então mudar um pouco o som e chamaram para o grupo um tecladista e um percusuionista. A grande pergunta é: Como é que será que isso vai ficar? Dá para você conferir no show que vai rolar dia 11 de abril (sábado) aqui e Brasília (depois damos mais detalhes).

Os escolhidos para ocuparem tais cargos foram o tecladista Paulo Kishimoto e o percussionista Zé Aurélio.

Nesse meio tempo,
Chuck Hipólito integrará a banda The Sinks. Quer saber um pouco mais. Olha lá no Bruno.

30 março 2009

Download gratuito, mas só hoje!

Bob Dylan soltou em site o primeiro single de Together through life, seu trigésimo terceiro álbum e você só tem hoje, dia 30 de abril, para baixar. Basta entrar no site oficial do cara para fazer o download gratuito de "Beyond here lies nothin'".

Aproveite!

26 março 2009

The Prodigy - Invaders Must Die


Invanders Must Die, este é o título do novo Cd dos eletrônicos The Prodigy. O quinto álbum dos ingleses parece anunciar em alto e bom som: "Nós somos The Prodigy".

Depois do fracasso em Always Outnumbered, Never Outgunned (2004), que foi assinado pelo grupo, mas feito apenas por Liam Howlett (o homem por de trás das máquinas). O grupo retoma sua formação clássica e trás de volta os homens da linha de frente: Keith Flint e Maxim Reality. O disco nos remete é uma reciclagem e a volta de tudo o que foi feito pelo grupo em meados de 1990, onde teclados virulentos e pesados riffs de guitarras predominavam em meio aos vocais rasgados de Flint e Reality.

Nem só de passado vive o The Prodigy, e isso é exibido nas faixas "Colours", "World's on Fire" e "Piranha" que se aproximam de bandas como Klaxons e Haudouken!. Eles ainda mostram um lado jamaicano elétrico em "Thunder", e pesada bateria de Dave Grohl em "Run with the Wolves".

O passado do The Prodigy pode não ser totalmente representado em Invaders Must Die, mas com todas as letras me atrevo a dizer que não se envergonha.

Móveis Convida de graça

O Felipe tinha falado de um rumor sobre o Móveis Convida ser gratuito e é verdade. Acabo de receber uma mensagem do Esdras Nogueira confirmando esta informação.
Os Móveis conseguiram uma parceria com o programa Mesa Brasil do Sesc/DF e você poderá trocar 1kg de alimento não perecível por um ingresso. (Massa, né?)
De acordo com o Esdras, já que o CD C_MPL_TE sairá de forma gratuita para todos nós, nada mais justo do que o show de lançamento também tenha o mesmo espírito. Ainda não foi divulgado como será a troca dos ingressos, mas logo teremos notícias.

E você? Tem visitado o site dos caras para ouvir as músicas novas? Aí vai mais uma.


Lista de Casamento

23 março 2009

Bruce Springsteen - Working on a Dream

Com mais de 30 anos de carreria, 36 no total, o norte-americano Bruce Springsteen chega ao seu décimo sexto álbum de estúdio, Working on a Dream, mostrando que ainda está em forma.

O Cd está cheio de influências de nomes que fizeram sucesso, principalmente nos anos 60 e 70, como Dylan, Byrds, Roy Orbinson, Mamas and Papas e até Beach Boys. Bruce traz um álbum basicamente pop com folk.
Já suas letras, que desde o começo da carreia falavam essencialmente para os americanos médios, agora mudam de tom e se tornam mais universais, mas nem tanto.

Working on a Dream é inspirado na crise que os Estados Unidos estão vivendo e na mudança no comando do País. Bruce apoiou ativamente a eleição de Barack Obama, como tantos outros artistas e ainda tocou na posse do novo presidente.

O disco tem 12 faixas e mais duas bônus. Uma delas, “The Wrestler” foi composta especialmente para a trilha sonora do filme O Lutador, a pedido do amigo Mickey Rourke, que está de volta às telonas depois de um longo período parado. O ator ganhou o Globo de Ouro por sua atuação no filme, mas perdeu o Oscar para Sean Penn, por Milk.

Outra faixa especial do novo disco de Bruce é “The Last Carnival”, que presta uma homenagem a Danny Federici, que por vários anos foi tecladista da banda que o acompanha, a E-Street Band. Ele morreu em abril do ano passado.

De acordo com o crítico e jornalista da Folha de S. Paulo, Ivan Finotti, Working on a Dream começa muito bem com a épica “Outlaw Pete”. Música de 8 minutos que conta a história de um homem que começa a assaltar bancos ainda menino.

Ivan ainda comenta que nas faixas seguintes, o disco esfria e começa a engrenar mesmo depois da quinta música, “What Love Can Do”. O destaque é para “Tomorrow Never Knows”, que leva o mesmo nome de uma canção dos Beatles.

Em Working on a Dream, Bruce Springsteen retorna com a bem-sucedida parceria com o produtor Brendan O’ Brien, que já trabalhou com nomes como Pearl Jam e Stone Temple Pilots.


The Wrestler

20 março 2009

Cds à vista

Os norte-americanos do Interpol avisaram em seu site que já estão trabalhando no quarto disco do grupo. O sucessor do excelente Our Love to Admire (2007) terá músicas mais "vitais". Ainda não há data marcada, mas esperamos que o novo CD saia ainda este ano.

O Interpol esteve no Brasil ano passado e tocou em Sampa, Rio e Belo Horizonte.

E se liga! Nesta segunda-feira, dia 23 de março, a Domino Records vai lançar o primeiro single do The Kills. Eles que estão prestes a lançar seu mais novo álbum. O single da música "Black Baloon", estará acompanhado pela faixa inédita "Weedkiller" e por uma versão de "44", música de Howlin' Wolf.

Nova do Vampire Weekend


White Sky

Tem muito o que dizer não. Escute aí. A outra é "Cousins", que você escuta aqui.

Móveis Coloniais Ao Vivo

Escuto, escuto e escuto os Móveis e não consigo achar ruim. Os meninos colocaram ontem no site oficial os dias em que todas as músicas do novo Cd serão postadas no site. A última foi "Cão Guia" que está aí embaixo. Ainda dá para cantar junto, pois as letras também foram disponibilizadas.


Cão Guia

18 março 2009

Operários do Hardcore


Antes de mais nada, peço desculpas aos leitores da Rolling Stone, pois o título do post está exatamente como a pequena nota publicada na edição de fevereiro, e que fala justamente do sexto CD gravado em estúdio pelos capixabas do Dead Fish auto-intitulado Contra Todos.

O título se enquandra perfeitamente na proposta da banda, já que continua com o mesmo hardcore, porém com uma pegada que remete aos lançamentos anteriores, sobre a "tutela" da Deckdisc. Baterias rápidas, guitarras cheias de melodias, letras que parecem voltar a protestar e a voz de Rodrigo que quase explode em um CD que dá vontade de pular.

Confesso que hardcore não é o que mais escuto, mas tive que ouvir o CD por tudo o que a banda representa no cenário nacional. E por conseguir continuar com a mesma proposta há 18 anos mesmo tendo assinado contrato com uma gravadora.

Contra Todos empolga e traz de volta a vontade de ouvir uma das bandas mais vorazes do cenário hardcore, que hoje em dia não possui muitos representantes.

Videoclipe - Copacabana Club

Para mim, uma das bandas mais superestimadas de mundo independente dos últimos tempos, mas nem por isso ruim. O Copacabana Club lançou em Curitiba este final de semana o seu primeiro videclipe (mais um. Reconheço que tem um monte de videos juntos) e me lembrou demais o Ting Tings.


Copacabana Club - Just Do It

Ficou massa, não?!

Videoclipe - Móveis Coloniais de Acaju

Os Móveis avisaram e cumpriram. Toada semana eles vão lançar uma música do segundo Cd da banda, C_MPL_TE. Eles já haviam colocado "O tempo" à disposição de quem quisesse baixar e agora, eis que surge o videoclipe (ao vivo). Olha aí!


O Tempo

Fala se não foi gravado na casa do André?! Ah! Aproveitando o ensejo, a quarta banda escolhida para tocar no Móveis Convida é goiana Black Drawing Chalks, uma das bandas mais legais que eu vi no Porão ano passado.

Videoclipe - Television

Não chego nem perto de ser uma profunda conhecedora de Television, mas essa música é boa e não é "brincadêra" não. O Television que é uma das bandas que influenciou o Stephen Malkmus.


Marquee Moon - Parte 1 (e só a parte 1)

17 março 2009

Lily Allen - It's not me, it's you

Lily Allen ficou sem calcinha, deu vexame bêbada, pintou o cabelo de rosa, loiro e voltou ao preto. Brigou com um tal de Perez Hilton pelo Twitter. "Pagou peitinho". Brigou com a Katy Perry. Mudou de produtor e ainda falou que se seu segundo disco não fosse um sucesso ela pararia de cantar.
Com o segundo disco em mãos, seus atos acabam chamando mais atenção que o disco em si.

A inglesinha encrenqueira de apenas 23 anos, lançou It's not me, It's you em fevereiro, mas só agora eu consegui um tempo para falar dele por aqui. E a palavra que melhor o resume é fraco.

Sem Mark Ronson (mas não esquecido, pois participa da faixa “Talking Shit About Me” do álbum) no comando, Lily optou por fazer um disco mais eletrônico e pop, com letras que ainda falam de seu cotidiano. Deixando de lado as batidas ska e vocais mais rap. A influência talvez tenha vindo de seu ex-namorado, Ed Simons do Chemical Brothers. Em It’s not me, it’s you, a inglesa trabalha com o produtor Greg Kurstin, do The Bird and the Bee.

Uma das melhores faixas do disco (e eu tenho que concordar com o Thiago Ney, da Folha) é "Fuck You", que foi inspirada no governo catastrófico do ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Entretanto, a que mais me chamou atenção foi "He Wasn't There", que fala sobre a falta que o pai lhe faz. Nesta, Lily dá um tom mais anos 60 à música. Quando começa, temos a sensação de que estar ouvindo a música em vinil.

Prometo atualizar os nossos lançamentos. Logo teremos Bruce Springsteen, U2 e Yeah Yeah Yeahs.

The Pro no Balaio

E os meninos do The Pro tocam nesta quarta-feira no Cansei de Ser Cult, do Balaio Café (201 norte).

Os ingressos são R$ 10,00, mas se você quiser pagar mais barato, mande um e-mail com o seu nome para a lista amiga: canseidesercult@gmail.com e pague apenas R$ 5,00 até às 23h. Então, não se atrase! Na mesma noite ainda tocam os DJs Tuzão e Alex, mais os residentes Cookie Valentino e Maraskin.

O trio (quase quarteto) vem mostrando algumas músicas novas nos últimos shows e dessa vez não deve ser diferente. Só aumentando a nossa expectativa para o CD.

Aproveitando para lembrar que dia 28 eles se juntam a Tiro Williams (sim, o Watson não vai tocar mais), Brown-Há e Rainha Vermelha para tocar no Landscape no Grito Rock (superdiado). A grande atração da noite são os carioca do Moptop, que trazem à Brasília o show de seu segundo CD, Como se Comportar. Os ingressos são R$ 15,00 (até às 23h) e R$ 20,00 (depois). E aproveite para chegar cedo, pois caipirinha é de graça até 0h00!!

Circo Motel apresenta Ep em São Paulo

Não faço idéia de como o pessoal do Circo Motel encontrou o meu e-mail, mas...Eles me chamaram para a audição de seu primeiro Ep, que foi lançado dia 12 de março. Como não tinha nem como eu me sair de Brasília para São paulo, apenas para vê-los, pedi para um amigo e ele topou. Israel Bumajny escreve também lá no Bloody Pop e fez o seguinte comentário sobre o que viu:

"Quinta-feira com trânsito de sexta em São Paulo, depois de muito tempo chego ao estúdio de tatuagem na Cardeal Arcoverde em que se dará a audição do EP de lançamento da banda Circo Motel. Cerveja quente e vinho recepcionam os convidados, que depois de algum tempo têm a chance de ouvir o EP.

São cinco músicas, todas em português. O som é basicamente um misto de hard rock e glam rock, lembrando bastante um Guns and Roses da fase Appetite for Destruction. Não por menos, Guns é uma das influências apontadas por Felipe, vocalista da banda, ao lado de Led Zeppelin e Stone Temple Pilots. Mas Felipe também aponta influências de reggae, que não ficam muito explícitas nas músicas, e diz que a banda pretende fazer um cover de Mutantes, Ando Meio Desligado.

Se conseguir conquistar o cenário mainstream, o Circo Motel (o nome pretende remeter a diversão e sexo) pode ser uma boa opção para quem não se importa com novidades e revoluções musicais (e no Brasil são milhares, taí a turnê do Iron Maiden que não me deixa mentir), mas também não é chegado nos filhotes emo de CPM 22 e NX Zero."

Israel Bumajny

16 março 2009

Bob Dylan - Novo disco à vista

Bob Dylan comentou na semana passada que iria lançar um disco em abril e pegou todo mundo desprevenido. Afinal, ninguém nem soube que o cara estava gravando alguma coisa.
O caso é que o nosso songwriter favorito estava fazendo tudo na "calada da noite" e acaba de divulgar alguns detalhes sobre Together through life, o sucessor de Modern Times (2006), seu último disco lançado.

Dylan afirmou, em entrevista ao seu site oficial, que o disco começou a ser pensado depois que o diretor Olivier Dahan o chamou para fazer a trilha sonora de seu mais novo filme, "My Own Love Song". E ele acabou se empolgando e compondo mais canções.


O dia para o lançamento já está marcado e será dia 28 de abril. A produção ficou memso a cargo do cantor.

Entrevista - Pélico

Ele nunca gravou com artistas conhecidos. Não tem música na novela e não é nenhum Brad Pitt. Na verdade, é um paulista como muitos outros e que podem passar despercebidos por você na rua. Mas o nosso entrevistado dessa semana foi captado pelo radar da boa música do nosso blog e depois de alguns contatos resolveu nos conceder esta entrevista.
Robson Pélico, mas conhecido como Pélico, lançou seu primeiro Cd no ano passado, O Último Dia de Um Homem Sem Juízio, pelo Monga Records. Aqui ele fala um pouco da sua curta carreira, de como entrou na mundo da música, sobre o mundo independente e sobre seu CD.


My Favorite Way: Começando simples, como é que você entrou na música? Que instrumento começou a tocar? Quem te influenciou?


Pélico: Meu avô tocava muito bem violão, era seresteiro. E aos domingos eu ia lá na casa dele vê-lo tocar suas modinhas, valsas e boleros. Daí, acho eu, que começou a despertar meu interesse por música, eu digo, por tocar algum instrumento, porque antes disso eu já gostava de ouvir os discos do meu pai, pedia discos de presente de aniversário e tal.

My Favorite Way:
 Além do básico violão, que outros instrumentos você toca?
Pélico: Não me considero um multiinstrumentista. Toco violão e guitarra, mas gosto de brincar com outros instrumentos, tipo sintetizadores, baixo e algumas coisas de percussão.

My Favorite Way:
 Embora no seu Myspace esteja falando que você nunca pertenceu a nenhuma banda, nem tocou com grandes artistas, você já tocou com o Bazar Pamplona e Rafael Castro (nosso último entrevistado) em shows. Com quem mais você já tocou por aí? É meio como: “A união faz a força" entre os artistas independentes?


Pélico: Então, esse meu anti-release está meio desatualizado (hahaha). Gosto muito de tocar com os Bazares e o Rafael Castro, sempre que sou convidado, apareço pra dar uma canja. Não 
penso nessa coisa da “união faz a força”, tudo foi muito natural, sem qualquer intenção de se unir por uma causa. Toco com eles porque gosto do trabalho deles e talvez por isso ficamos amigos.

Em novembro do ano passado eu participei de um projeto em homenagem ao Raul Seixas no Sesc Pompéia (SP). Cantei com a Elza Soares, Marcelo Nova e a Rebeca Matta. Foi uma experiência sensacional, sempre quis cantar Raul de verdade, sabe? Foi muito divertido!

My Favorite Way: 
A sua banda é formada pelo Loco Sosa e Jesus Sanchez, que pertencem entre outras bandas ao Los Piratas e pelo Regis Damasceno do Cidadão Instigado. Como é que rolou este convite? Não é complicado tocar com caras de outras bandas? As agendas não chocam? O que eles podem agregar a sua sonoridade?

Pélico: Quando comecei fazer a pré-produção do disco, pensei em alguns caras pra participar, já conhecia o Loco e já tinha visto algumas vezes o Regis tocar, aí foi fácil, fiz o convite e eles toparam gravar. Deixamos meio acertado que quando rolasse show eles também fariam.
É freqüente problemas com as datas, mas eu tenho alguns substitutos na mão, como o João Victor (Bazar Pamplona) na guitarra, Cláudio Tchernev na bateria.
Eu gosto de tocar com o Jesus Sanchez, Loco e Regis porque eles participaram do disco, entendem a história e são grandes músicos.


My Favorite Way: 
O seu primeiro CD,
O último Dia de um Homem Sem Juízo, saiu ano passado. Quanto tempo levou para ele ficar pronto?


Pélico: Não me lembro exatamente quando comecei a gravá-lo, porque eu fiz muita coisa em casa, mas acho que demorou um pouco mais de um ano.

My Favorite Way:
 Você lançou um Ep, mas não encontramos nem sinal dele, nem no Trama nem no Myspace. As músicas que estão nele foram regravadas no disco? Ganharam cara nova?

Pélico: As seis faixas do EP entraram no disco. A diferença do EP e do CD é bem sutil, só remixei.

My Favorite Way:
 Ao contrário de muitos artistas independentes, você não tem nenhum link (na cara*) para baixarmos o seu disco na rede. Você não acha que disponibilizando-o gratuitamente na internet, não seria mais fácil difundir o seu trabalho? No Trama, por exemplo, só conseguimos baixar três faixas. Existe algum convênio com alguma distribuidora?

Pélico: É, não disponibilizar (na cara) o disco pra baixar pode atrapalhar um pouco, mas acredito que downloads (clandestinos) já ajudam muito a divulgação do disco. Não posso colocá-lo inteiramente na net, porque tenho um selo (Monga Records) e a Tratore como distribuidora. Tanto o selo como a distribuidora, têm seus próprios esquemas de venda online.

My Favorite Way:
 E shows? Alguma turnê agendada? Brasília?
Pélico: Dia 29 de março toco no projeto Folk This Town! aqui em São Paulo, num outro formato de show, que é bem diferente do disco; sanfona, baixo e violão.
No final de abril vai rolar uma turnê no nordeste, mas não tenho as datas certas ainda. Agora em Brasília, tô esperando convites, é só chamar que estarei aí!

*Existe um link “clandestino” para baixar o CD, mas não vamos colocar aqui em respeito a gravadora. Mas não fica triste, já que dá para ouvir o disco completinho lá no Trama.

Aqui, um dos vídeos que Pélico fez especialmente para o Música de Bolso.

Música de Bolso - Pélico - "Naquela Casa"



Pélico é atração de hoje do B-Rock, dentro da rádio Sonora Fm (103,7 MhZ). O programa vai ao ar todas às segundas-feiras, de 15h às 16h.
E sexta-feira iremos apresentar seu trabalho no quadro Cult Brasil, do Cult 22, que como vocês já cansaram de saber, vai ao ar dentro da rádio Cultura Fm (100,9 MhZ) de 22h a 1h.

Videoclipe - Yeah Yeah Yeahs

Nós ainda não demos maiores detalhes sobre o novo do Yeah Yeah Yeahs, mas está próximo desse dia chegar.

O Cd, It's Blitz vazou na internet muito antes do seu lançamento oficial, dia 14 de abril (adiantadao agora para 31 de março). Sendo assim, a banda está já está se organizando para fazer um novo e mais estrondoso lançamento e acabam de gravar o primeio videoclipe. A escolhida não podia deixar de ser "Zero", o single.

Não dá para vocês verem por aqui, por isso, dá uma clicada aqui e assista Karen O desfilando pelas ruas de São Franciso.

Videoclipe - Franz Ferdinand


No You Girls

Videoclipe - Radiohead

Tive a felicidade de neste final de semana estar em frente a uma televisão com Net, onde estava passando um pequeno documentário sobre o Radiohead, "Metting People is easy", que foi feito na turnê do Ok Computer. Num dado momento, eles mostram como foi feito este videoclipe aí. Como estamos quase no que sim, podemos chamar de "show do ano", resolvi postar ele por aqui.


No Surprises

Disco Alto - Sierra Nevada

Tranquilo. Calmo. Leve. Esses são alguns dos adjetivos que nos veem à cabeça quando escutamos a banda brasiliense Disco Alto.
Os meninos acabam de lançar seu primeiro disco, Sierra Nevada de forma independente. Eles fizerem três shows de lançamento. O primeiro na Livraria Cultura, depois no Gate's e por fim um pocket na Fnac. Acabei indo apenas na Livraria Cultura e perdi metade do show, que contou com algumas participações especiais, entre eles a do nosso querido Beto Só.

Já com os seus 6 anos na estrada, a banda já sofreu alterações em sua formação. Perderam, por exemplo, o vocalista Rafael Oops, que hoje está no Conhaque Supernova e também discotecando muito por aí com o Criolina. A formação hoje é a seguinte: Flávio Pookkie (voz, guitarra e violão), Rodrigo Jesus (no baixo e voz), Rafael Mostro (guitarra, voz e violão), Bruno Sres (guitarra, violão e voz) e Paulo Renato (bateria, percussão, teclado e voz). Viu que os meninos gostam mesmo de cantar, né?

Para quem não sabe, o Disco Alto começou como uma banda cover de Radiohead e acabou evoluindo para uma banda autoral. É por isso, que ao ouvir o disco, não há como dissociar o som dos brasilienses, do que é feito pelos ingleses. Rafael Monstro, em entrevista ao Garagem, do Correio Braziliense, ainda completou dizendo que a banda suga um pouco do Sigur Rós. Mas na hora de compor, quem lhe inspira é o rei, Roberto Carlos.
Outras bandas me vieram à cabeça também, como os novíssimos Fleet Foxes e o carioca MoMo.

Se você gosta deste tipo de música, não perca tempo! Sierra Nevada pode ser comprado com a banda e também na Livraria Cultura.

11 março 2009

Mil e uma coisas

Eu estou saturada de coisas para fazer e não contente arranjei mais coisa. Acreditam? (Por isso, por favor, seu eu cair no erro de escrever "nada haver" ao invés de "nada a ver". Abstraiam. Rs).Mas...Vamos por partes.

Primeiro, desde a semana passada comecei a produzir e apresentar o programa B-Rock, na rádio Sonora Fm, que é veiculada ao UniCeub, faculdade onde estudo. A proposta é trazer bandas independentes do Brasil, Brasília e do mundo. O programa vai ao ar todas às segundas-feiras de 15h às 16h. Portanto, se você tiver alguma banda, manda o Cd que eu toco por lá. Nesta semana, tocamos o novo do Disco Alto, por exemplo. Inclusive, os meninos se apresentam amanhã lá na FNAC, às 19h30.

Segundo, agora escrevo para o Bloody Pop. O blog/site de música independente e boa do Lívio Vilela, que abriu as suas portas para uma equipe. Eu fui selecionada para escrever por lá e tem mais gente legal. Conheçam.

Terceiro, nós somos o blog destaque do site/rádio Cotonete. Toda semana o site fala de algum blog que vale a pena você conferir. Claro que eu não acreditei quando recebi a entrevista, pois sempre acho que escrevo apenas para os amigos e para mim neste blog. Mas perece que não é bem assim. Conheçam o site, dá para pescar coisas bem legais por lá.
Quarto e último tópico, nosso amigo Felipe Nunes deve logo logo voltar a escrever por aqui.
É isso. Mais detalhes em breve. Esssa semana está punkrockhardecore.

10 março 2009

Móveis Coloniais - Single

Corri aqui apenas para perguntar se vocês por um acaso já ouviram o novo single do Móveis. Ouviram?A banda brasiliense que está lá pelos estúdios da Trama trabalhando com o Miranda, soltou o primeiro single de seu mais novo trabalho, C_MPL_TE.
Dá para baixar lá no novo site dos meninos. Corra!



Aqui o videozinho do site. Viram que o "Convida" já tem data marcada? Pois é, além do Macaco Bong, a noite também será embalada pelo Galinha Preta. O dia? 3 abril no Centro Comunitário da UnB. Bom quando uma banda não esquece suas suas raízes.

06 março 2009

Nuda

O Nuda é uma das bandas pernambucanas que mais tem chamado atenção no mundo independente nos últimos tempos.

Formado por Rapha (guitarra e voz), Henrique (baixo), Arthur Dossa (Guitarra e violão) e Scalia (bateria e percussão), a banda faz um som é auto-intitulado jungle-tangle-mangel, que nada mais é do que uma mistura de jazz, bossa-nova, MPB, samba, carimbó, rock, experimentações e eu ainda acrescentaria maracatu. Uma miscelânea de sons, diga-se de passagem.

E é neste ponto que podemos criticar a banda. Em meio a tantas influências, os meninos parecem que querem agradar a todos, mas correm o risco de não agradar a ninguém. No repertório há músicas mais samba, outras mais indie, outras que misturam guitarras mais pesadas com percussão, tornando a banda um pouco difícil de ser digerida na primeira audição.

Eles estão fazendo muito shows por aí e um dos motivos é por fazer parte do Lumo, coletivo do Circuito Fora do Eixo, que ajudou os meninos a viajar por aí.Eles estiveram em Brasília no mal divulgado Todo o Carnaval tem seu fim, que rolou lá no Landscape Pub, na terça-feira de carnaval, dia 24, onde também tocaram Tiro Williams (numa apresentação cheia de contra-tempos, mas nem por isso ruim), O Garfo (também de Pernambuco) e os brasilienses do Monovida (banda que eu ainda não parei para escutar).

Estamos falando do Nuda, porque eles são a atração do Cult Brasil hoje, dentro do programa Cult 22, que como vocês já sabem, vai ao ar todas as sextas-feiras, de 20h à 1h da matina tocando muito rock, lá na rádio Cultura Fm, 100,9 MhZ.

05 março 2009

Little Joy - Unplugged

Eu sei que estou colocando muitos vídeos por aqui, mas esse vídeo do Little Joy está muito bom. Dá uma curtida.

04 março 2009

Muse em 2009 com disco novo

Agora vai! O Mathew Bellamy, vocalista do Muse disse na BBC que até o final de 2009 sai mais um disco do trio. Ele ainda informou que o quinto álbum será mais sinfônico, contadando com a participação de uma orquestra.
Os meninos aproveitaram a deixa e divulgaram um vídeo com o que pode estar no próximo disco:



Estalinhos e descarga? Quer som mais orgânico?

O Muse que ganhou 2 prêmios no NME Awards, Melhor banda ao vivo e Melhor arte de Cd. Bellamy também foi contemplado com o prêmio de Homem mais sexy. Concordam?

03 março 2009

À Sombra dos Los Hermanos


Foi em 1997 que os Los Hermanos estouraram com o sucesso chamado "Anna Júlia". O videoclipe foi parar na MTV, vivia entre os 10 primeiros da programação e era protagonizado pela ainda iniciante Mariana Ximenes.
A letra da música não poderia ser mais tocante. Um cara que fora trocado por outro que não iria amar a Anna Júlia tanto quanto ele amaria. Um hit adolescente e um sucesso certeiro, afinal, quem nunca sofreu por amor?
Mas... Não era bem isso que os barbudos (e o então sem Barba, Rodrigo Barba) queriam. Depois do homônimo primeiro CD, o quarteto foi mudando o seu som. Deixaram o primeiro disco de lado, o mais adolescente, doloroso (de amor) e rock, para aos poucos irem inserindo letras mais maduras e toques de MPB. Eles foram para O Bloco do Eu Sozinho (que seria e deveria ter sido o primeiro disco deles), partiram para o Ventura (o melhor disco da carreira, por ser o mais equilibrado) e chegaram ao mais experimental, "MPBista" e tranquilo (com alguns toques "rocks" que devem ter vindo de Rodrigo Amarante) 4.
Nadando contra a maré, os Los Hermanos conseguiram com o passar dos anos agregar mais fãs a sua família. Sendo assim, eles influenciaram toda uma geração de pessoas como eu e você que gostamos hoje de indie, pop, rock, MPB, música boa em geral.


Ao Vivo - O Vencedor

Raros são os grupos que tocam alguns dos estilos citados acima e que nunca tiveram nenhuma influência do quarteto carioca.
Mesmo que a influência venha dessa fonte, as bandas indies brasileiras de hoje também beberam de outras bebedouros para construírem seu som. Algumas, claro, parecem apenas "covers" e não merecem mérito algum.

É por tudo isso, que quando vou a algum show, acho tão injusto quando alguém diz: "Mas isso é Los Hermanos". O engraçado foi ouvir esta mesma "crítica" para um cara que fazia/faz parte do grupo. Quantas vezes não ouvimos, por exemplo, que o Little Joy tem influências dos Los Hermanos. Ou que eles são uma cópia do Strokes? Mas será que se as músicas do Little Joy fossem tocadas pelos Strokes, os fãs e a crítica iriam gostar tanto? Será que iria convencer? Ou será que seria melhor que os Los Hermanos tocassem as músicas? Aposto que até Marcelo Camelo deve ter ouvido que seu projeto solo tem um "quê" de Los Hermanos (e tem mesmo, basta ouvir o último Cd deles).

A outra boa crítica é "Mas o cara faz um projeto paralelo para tocar a mesma coisa que tocava na banda dele". O The Last Shadow Puppets é um bom exemplo. Projeto paralelo do vocalista da banda Artic Monkeys, Alex Turner, não há como dissociar o Last Shadow da banda de origem do cantor, embora ele tenha uma linha mais anos 60.

Pergunto-me se toda banda nova tem que revolucionar a música e trazer novos ritmos, estilos, sons, misturas. Esta não é uma defesa a mesmice, porém não creio que só por ter influência de uma ou outra banda e trazer isso no som um grupo tenha menos mérito do que outros que estão no mercado.

Private Party


The Rakes com o amigo Kele Okereke, do Bloc Party numa festinha particular.

O que passou - Parte II

Mais uma vez voltamos com discos que não foram comentados aqui no Drops em 2008, mas nem por isso foram esquecidos. Eu, pelo menos, baixei.
A começar pelo primeiro disco do "projeto" Sonantes, entre aspas porque eles mesmo explicam que isso não tem nada de projeto: “Sim, porque nesse caso, “projeto” não é termo que explique bem a intenção. Afro, latino, cancioneiro, pernambucano, planetário, o disco se coloca, de maneira espontânea e imponente, na linha evolutiva da música daqui, ao valorizar muito a composição e a interpretação”.

" Ilmos. Senhores(as) proprietários de aparelhos auditivos por ventura bloqueados, venho por meio desta solicitar-lhes a desobstrução de suas vias. É chegada a hora e a vez da cotonete!"
Fonte: Myspace.

É, atente os seus ouvidos porque você está entrando numa viagem musical encabeçado por Pupilo e Dengue do Nação Zumbi. O Cd tem um clima gostoso, dançante e também sexy, resultado da voz doce de uma das minhas cantoras favoritas dessa nova geração, Céu. Mas esta dica é apenas para quem curte bandas como Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e MPB. Os Sonantes ainda tem em sua formação de Gui e Rica Amabis.

Se você gosta do que foi citado acima, provavelmente vai curtir também o som do segundo disco de Curumin. O multiinstrumentista que está nos devendo uma entrevista desde que esteve em Brasília ano passado, lançou Japan Pop Show no meio de 2008.
Seu segundo disco realça ainda mais suas raízes japonesas e também brasileiras (Curumin é filho de espanhóis com japoneses). Numa mistura de hip-hop, samba, funk, dub... O Cd é cheio participações especiais. Estão lá Bnegão e Lucas Santana, na faixa "Caixa Preta", Marku Ribbas em "Dançando no Escuro", Cristopher Lover em "Mal Estar Card", além de Fernando Catatau do Cidadão Instigado.

Mudando totalmente de estilo, vamos agora para um rock mais tranquilo com Beto Só. Dias Mais Tranqüilos é o segundo disco da carreira do cantor e compositor brasiliense e mostra um Beto Só mais maduro não só nas letras, como melodicamente.
Beto Só que já é conhecido na cidade por ter várias de suas músicas gravadas por outros artistas de Brasília.
Dias Mais Tranqüilos foi escolhido pelo Garagem do Correio Braziliense como o melhor disco de música independente de 2008, embora eu tenha curtido bastante o Cd, não concordei. Claro, vale muito escutar.

Blur de volta

Damon Albarn anunciou ano passado que o Blur estaria de volta em 2009. Ele ainda fez as pazes com o guitarrista original da banda Graham Coxon. Eles estão prometando um novo disco e devem se apresentar no Hyde Park em Londres, dia 03 de julho.
Mas antes de se apresetarem por lá, a dupla já citada se juntou para uma palhinha no NME Awards 2009. Não dá para colocar o vídeo aqui, mas pega o link aí.

No Drops, vamos ficar com um dos melhores clipes da banda:


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