20 fevereiro 2009

Entrevista - Rafael Castro e os Monumentais

Faz tempo que não aparece uma entrevista aqui pelo Drops, mas nunca é tarde. Dessa vez escolhemos um artista lá de São Paulo, que muitos de vocês não devem ter ouvido falar, mas se gostam de uma mistura irreverente e divertida, Rafael Castro e seus amigos Monumentais são uma boa pedida.

Conheci o Rafael via Myspace depois de ler uma matéria no site Banana Mecânica sobre o CD Amor, amor, amor, que tem a capa sujestiva aí ao lado. Fui direto ouvi-lo e adorei. É impressionante o tanto de material que o cara tem em tão pouco tempo de banda. São 6 Cds oficiais, mais demos que ele resolveu não mostrar para ninguém. O mais recente é Maldito, que saiu em dezembro do ano passado. E se você quiser baixar é simples, basta entrar no Myspace que tá tudo lá de graça. Mas lembre-se, Rafael Castro é um artista independente, portanto, se você poder doar alguma quantia, também tem um link lá.
Outra coisa que chama atenção é sua potência vocal. Numa mesma música ele consegue fazer grandes mudanças na voz. Ás vezes até confundindo nós ouvintes.

Rafael Castro é o nosso artista de hoje no quadro Cult Brasil, do prgrama Cult 22. Lembrando que o Cult vai ao ar todas às sextas-feiras, de 22h a 1h, pela rádio Cultura Fm, 100,9 MhZ. Não perca! Enquanto isso, dá uma olhada na entrevista que fizemos esta semana.


Drops Cultural: Vamo lá, pergunta simples. Como que você começou a tocar?

Rafael Castro: Em 1989, num piano de brinquedo da Hering, aqueles bem bonitinhos, de madeira. Acho que vendem até hoje.

Drops Cultural: Nas conversas que tivemos pelo Myspace, você disse que seu pai faz uma participação em uma faixa de Amor, Amor, Amor. Qual a influência dele para você ir parar na música?

Rafael Castro: Exato. Me aproveitei da voz de canalha que ele sabe fazer e o chamei pra cantar a música "Mulher Bicombustível". Ele deve ter me influenciado de toda forma possível, mas principalmente me apresentando os discos dos artistas que acabaram me influenciando. E com os “causos” que ele vive contando, é claro.

Drops Cultural: Você tem uma coisa bem irreverente na sua música. Quais suas principais influências na música e também na vida?

Rafael Castro: Sempre digo que a maior influência na música e também na vida é a televisão. Mas também tem os artistas que pouco aparecem na televisão como Os Mutantes e o Jards Macalé. Nas letras sempre estão presentes as coisas que acontecem na vida dos meus amigos e as histórias que eles vêm dizer que viram ou ouviram falar. Os amigos também são o “termômetro” que vai indicando se eu estou acertando ou não nas composições.

Drops Cultural: Em tão pouco tempo de carreira, 03 anos (me corrija se estiver errada), você tem uma produção notável de CDs, mas nenhum leva o nome d’Os Monumentais. Há quanto tempo você se juntou a banda?

Rafael Castro: Componho e gravo nessa linha desde 2004, mas o primeiro disco que disponibilizo é de 2006, antes disso tem umas gravações muito ruins que eu optei por não veicular em lugar nenhum. Os discos não levam o nome dos Monumentais porque os Monumentais são a banda de apoio e, de tempos em tempos, a formação vai mudando de acordo com a disponibilidade da rapaziada. Nos discos eu gravo sozinho, por isso eles levam apenas o meu nome. A idéia de chamar os amigos pra tocar e chamá-los de Monumentais surgiu há aproximadamente 1 ano.

Drops Cultural: Você disponibilizou todos seus discos na internet. Isso excluiu o CD físico? Ou é só uma forma de conhecerem sua música mais facilmente? E o Trama Virtual? Não é uma saída para os artistas independentes?

Rafael Castro: CD físico tem custo, dá muito trabalho pra fazer e quase ninguém compra. Como o caminho natural é pegarem o disco, ripar e compartilhar na internet, já adianto alguns estágios pro pessoal e economizo tempo e dinheiro. De fato, eu creio que essa é a forma mais fácil de se divulgar as músicas por ser rápida e gratuita.
O Trama Virtual, Myspace, Palcomp3 e outros sites do gênero são boas ferramentas pra se divulgar e se fazer contatos, porém não é uma saída. A saída ainda é o rádio, a televisão e o jabá.

Drops Cultural: E shows fora de São Paulo? Previsões? Brasília?

Rafael Castro: Rolaram alguns em Campinas, Curitiba e interior de São Paulo, Bauru, Barra Bonita... Pra tocar em Brasília ainda não recebi nenhum convite. Mais cedo ou mais tarde deve aparecer. Vamos esperar!

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