30 dezembro 2009

Videoclipe - Julian Casablancas


11th Dimension

Revéillon é a na Play!

Ah sim, eu esqueci de dizer que ia discotecar na Play! na semana passada, mas como deu para perceber o Drops anda um pouco parado, já que estamos todos tirando um recessinho de Natal e Ano Novo. A noite foi muito bacana e quem não compareceu, deixou de escutar muito rock até às 5h50 da manhã.
A Play! continua essa semana e faz uma edição especial de Ano Novo, nesta quinta-feira, dia 31 de dezembro, a partir das 22h. Os nossos queridos Marcos Pinheiro e Penny Lane irão discotecar, juntamente com os convidados Flávio Forgotten, Alysson Lago, Ruiz Lopes e Weirdo e Thiago Freitas. Gonzalo Insônia, o residente, também estará por lá. Os ingressos custam R$ 15,00 (antecipados) e R$ 20,00 (na hora). Você pode encontrá-los na A.loja.com. Mais informações no site.

Feliz Ano Novo para todos e em 2010 o Drops Cultural volta com mais novidades para vocês!

Mallu Magalhães - "Mallu Magalhães"

A primeira pergunta que se faz quando você descobre que saiu o novo disco da Mallu Magalhães em dezembro é: “Quem deixou isso acontecer?”.
Não é de hoje, que vemos lançamentos serem adiados para saírem num mês melhor. Ano passado, os fãs de Lily Allen tiveram que esperar “pacientemente” até fevereiro deste ano para poderem ouvir It's Not Me, It's You, disco que já estava pronto há mais de 6 meses. Um exemplo mais próximo é a banda Watson, que resolveu lançar seu primeiro disco em março de 2010, embora já esteja prontinho.
A menina, agora quase mulher (Mallu completou seus 17 anos), deixou a independência de lado e agora trabalha com a Sony/BMG. Na contramão, o disco foi produzido por um dos caras mais importantes do indie, Kassin. É nítida a influência do produtor e músico no disco da garota. Em músicas como “Nem fé, nem santo” e “Shine Yellow”, encontramos todos aqueles barulhinhos característicos de suas bandas (+2 e o projeto Artificial), mas claro no tom para um disco meio folk. É, meio.
Embora o principal caminho seja o folk, Mallu se arriscou mais neste álbum. Há um pouco de country, ska, blues e até reggae. Também deixou a vergonha de lado e resolveu escrever mais canções em português, das 13 que compõem o disco, seis são na língua mãe.
Mas o jeito meio Bob Dylan de cantar continua presente. Aquele jeito meio arrastado e com a voz às vezes por falhar. Talvez seja para não forçar a voz, já que Mallu descobriu um cisto na corda vocal, onde se instalam uma rachadura e um calo.
A cantora e compositora mostra mais maturidade em suas letras e músicas, mas poderia ter sido mais criativa na hora de escolher o nome do disco, que mais uma vez se chama Mallu Magalhães.
Destaque para “Make it Easy”, “O Herói e o Marginal” e "Shine Yellow", cujo o videoclipe você pode assistir aí abaixo:

18 dezembro 2009

Entrevista - Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta


A Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta nasceu em 2003, quando Ronei Jorge resolveu montar uma banda e foi chamando a galera para participar. Edson Rosa (guitarra e vocal), Sérgio Kopinski (baixo e vocal) e Maurício Pedrão (bateria) aceitaram o convite e estão até hoje com na banda, que lançou este ano o seu segundo disco “Frasco Comprimidos Compressas”. A banda conseguiu ganhar o edital do programa Petrobras Cultural e o álbum teve uma produção mais elaborada. Além de disco físico, a banda resolveu disponibilizar o álbum para download gratuito no site oficial da banda. O primeiro disco, que é homônimo, saiu em 2005 e como toda banda independente teve seus problemas. Para falar sobre esse novo lançamento e um pouco sobre a banda, conversamos com Ronei. Confira:

Drops Cultural: Ronei, a banda nasceu a partir de você. Neste último disco, Frascos Comprimidos Compressas (2009), por exemplo, as letras são todas suas (com exceção de “Circule seu Sangue”). A Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta não poderiam ser encarados como um projeto seu, que acabou por ser tornar uma banda?
Ronei Jorge: Na verdade, as letras e músicas são minhas, com exceção de “Circule seu Sangue” que letra é minha e a música é uma parceria com Edson Rosa. Isso acontece desde a primeira banda que tive. Sempre tive o papel de levar a canção pronta (letra, melodia e harmonia) pra que depois a banda fizesse o arranjo. É uma prática mais comum do que se imagina. Assim foi com os Beatles, Roxy Music, Pink Floyd, Los Hermanos e etc… Acho que é um projeto conjunto de um compositor e uma banda, é a junção dos dois.

Drops Cultural: Como surgiu o convite dos outros integrantes?
Ronei Jorge: Eu já conhecia Pedrão. Chamei ele pela afinidade musical. Edson tocava com Pedrão numa banda de música brasileira instrumental. Pedrão chamou Edinho e tínhamos que arranjar um baixista. Sérgio foi o único que não conhecíamos, até porque ele era o único que não tocava no mesmo circuito de bandas.

Drops Cultural: Em 2005, o grupo lançou um disco homônimo. Por que só agora, 04 anos depois, saiu o segundo?
Ronei Jorge: Basicamente porque banda independente não tem grana disponível pra gravar todo ano. Acabou sendo bom, porque demos uma amadurecida no repertório, nos arranjos e nas canções.

Drops Cultural: Vocês acabaram provando a “glória” de lançar um disco com incentivo da Petrobras. Mas conta para gente as dificuldades de se gravar um bom disco, como vocês fizeram com o primeiro. E mesmo com as facilidades de hoje, o que está uma banda querendo gravar um disco pode esperar pela frente?
Ronei Jorge: A gente teve uma oportunidade incrível de poder gravar o primeiro disco com Luiz Brasil. Ele se entregou ao projeto totalmente. Tivemos que tirar do bolso pra fazer o disco e contar com o apoio de Luiz e de alguns amigos. Acho que o artista independente tem que buscar alternativas para poder gravar, enfim, registrar o seu trabalho. A alternativa para a gravação do segundo CD foi fazer o projeto para o Petrobras de música. Com a conquista do edital, pudemos chamar Pedro Sá para produzir e gravar em melhores condições, com mais tempo de estúdio. Mas mesmo com o Petrobras contamos com a colaboração de todos, inclusive do próprio Pedro Sá. Para viabilizar o próximo passo temos que pensar em outra alternativa.

Drops Cultural: Muita gente sempre pergunta se nessa era digital vale mesmo a pena lançar um disco físico. Já que o álbum se tornou apenas um cartão de visitas. Quais os prós e os contras que você aponta em um lançamento físico?
Ronei Jorge: Não vejo nada que seja ruim em lançar o disco. Acho que continua sendo o melhor registro de um trabalho, o mais fiel em termo de som. Geralmente, o som disponibilizado na internet não é tão bom quanto o do disco. Outra coisa que dança também é a ordem das faixas, coisa que acho muito interessante no formato físico. Nem sempre um trabalho funciona com faixas separadas. Tem a arte, a relação tátil, o fato de ir pra loja comprar o disco. Olha, até virar o lado de disco eu gosto. Dito isto, admito que, com a internet, o mundo se abriu, as pessoas passaram a ouvir muito mais coisa, o trabalho do artista pode chegar nos lugares com muito mais velocidade, ele pode apresentar o seu trabalho com mais facilidade.

Drops Cultural: O Forgotten Boy pensou certa vez em fazer o álbum e dar de presente uma mídia para as pessoas baixarem o disco no site deles. Queria saber o que passou pela cabeça de vocês para divulgar este novo álbum. Ou vocês preferiram mesmo fazer da forma tradicional?
Ronei Jorge: Eu acho que pra a gente foi bom fazer as duas coisas: disponibilizar o disco na internet e ter o disco físico. Acho que um não anula o outro. Tem gente que gosta do disco com capa, encarte, fica atento a quem tocou o quê, quem compôs tal musica. Tem gente que só quer ter a música, que não se importa com outra informação. Depende do freguês. Eu gosto de pensar em capa, em encarte, ordem das músicas, gosto de saber quem toca o quê em cada faixa, quem são as participações especiais, quem fez a arte, ler as letras, pegar no disco. Isso faz parte de minha cultura de consumidor de música e aprendi muito com isso, mas é geracional, hoje já é diferente. Não é melhor nem pior, é diferente.

Drops Cultural: Ronei, você é o compositor principal da banda. Ninguém nunca chegou com uma letrinha para você não?
Ronei Jorge: É o que disse antes. Há um grande equívoco quando se pensa em compositor unicamente como letrista. Compositor faz letra, música e harmonia. A não ser que ele tenha algum parceiro. Nesse caso ele pode ser só letrista, ou só melodista, ou dividir as funções, fazer só a harmonia…
Por exemplo, acabei de participar de um trabalho de trilha para uma peça e três músicas foram criadas a partir de letras produzidas pelos diretores. Eu compus somente a harmonia e melodia.
Eu sempre fiz letra e música, mas nunca impedi que alguém da banda fizesse parte disso. Tanto que incentivo Edson a fazer mais música, pois ele é um ótimo compositor, mas ele não se entusiasma tanto. Agora, eu tenho parcerias fora da banda. Fiz mu sica com Paquito (compositor soteropolitano), Lucas Santtana, Adalberto Filho (do Numismata) e Luizão Pereira (Dois em Um). Acho que o pessoal da banda gosta do que eu faço e prefere deixar assim.

Drops Cultural: E na hora de compor a música? Os meninos participam ou os ladrões são responsáveis mesmo pelo show?
Ronei Jorge: O processo é o seguinte:
Eu vou ao estúdio com o violão e toco a música que fiz em casa: letra, melodia e harmonia. Eles ouvem e começam a fazer os arranjos, decidem sobre: andamento, introdução, solos, dinâmica, compassos, convenções… Todos nós participamos dos arranjos, inclusive dando pitaco no instrumento do outro. Esse é o nosso método, mas tem banda que o cara vai com um texto na mão, a banda toca alguma coisa e o cara sai cantando.

Drops Cultural: Vocês estão numa safra muito boa de músicos de Salvador e conseguiram tirar aquele estigma de que “Bahia só tem axé”. Embora vários músicos tenham provado que isso é mentira. Hoje, como está a cena independente de Salvador?
Ronei Jorge: O cenário musical de Salvador sempre foi muito rico. Ele ficou um pouco obscurecido com a indústria da Axé Music, que conseguiu se expandir e acabou se formalizando como “música baiana”. Ficou uma coisa meio folclórica e turística, não que no meio da Axé Music não tenha coisa boa. Tem muita coisa boa que foi enquadrada nesse rótulo. Mas de qualquer forma, esse rótulo aprisionou a Bahia em um formato.Logo aqui, que teve um cara dos primórdios do Rock e ótimo artista, Raul Seixas; uma banda de rock das mais populares, Camisa de Vênus; e quatro dos mais conhecidos caras da música popular brasileira: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Dorival Caymmi e João Gilberto. Isso sem falar em Novos Baianos, Tom Zé, Gal Costa, Bethânia... Aqui sempre foi diversificado. Teve banda de Hard Rock boa, como a Úteros em Fúria, a melhor banda de psichobiilie que eu já ouvi, Dead Billies, a banda indie Brincando de Deus, a banda pop Penélope. Hoje tem Cascadura, Retrofoguetes, Orquestra Rumpillez, Baiana System, Mariella Santiago etc… Como todo estado brasileiro, rola uma diversidade muito grande.

Drops Cultural: Percebi que “Frascos Comprimidos Compressas” tem muitas músicas que falam de amor. Coisa que acontece com outra banda que já entrevistamos aqui no Drops Cultural, a Transmissor, com sua “Sociedade do Crivo Mútuo”. Porém, a música que dá nome ao disco foi a que mais me chamou atenção. Você pode contar a história dela?
Ronei Jorge: Ela é uma música que fala de relacionamento. Acho que o disco fala mais de relacionamento do que de amor. Essa letra fala um pouco da busca por uma resposta sentimental rápida, da urgência em se sentir correspondido.

Drops Cultural: Como foi a escolha de “Vidinha” para o single?
Ronei Jorge: Nós não escolhemos “Vidinha” para single. A música que tem tocado na rádio daqui é “Você sabe dessas coisas”.

Drops Cultural: Para finalizar, onde foram tiradas as fotos que compõem o encarte de “Frascos Comprimidos Compressas”?
Ronei Jorge: No apartamento de um conhecido de Oske, o fotógrafo. Ele colheu algumas imagens depois de tirar fotos da gente dentro de um apartamento de um amigo.

17 dezembro 2009

Pete Yorn & Scarlett Johansson - Break Up


Um disco de duetos inspirado nas gravações de Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot nos anos 60 é a característica da união entre o músico Pete Yorn e a atriz-cantora Scarlett Johansson. Tudo isso resultou em um disco agradável e prazeroso aos ouvidos.

Pete decidiu convidar Scarlett para fazer um disco minimalista. Break Up é singelo, frágil e pequeno, sim, pequeno. O disco conta com nove faixas que chegam aos seus 29 minutos.

Quem virou a cara para o primeiro disco da nova musa de Woody Allen, o Anywhere I Lay My Head, que funcionava como um tributo a Tom Waits, agora pode dar uma nova chance para a moça. Ela parece ter crescido. E neste segundo álbum trabalha como coadjuvante, apenas dando auxílio ao músico, que não teve medo de arriscar e a deixou usar sua voz com toda a liberdade.

Break Up é um disco para qualquer hora e momento. Faixas como “Relator” funcionam bem em vários ambientes, acompanhado ou não. Destaque também para “Clean”, que remete a baladas tristes de Cat Power, com discretas batidas eletrônicas. Em seus melhores momentos, Pete e Scarlett provam que a parceria deu bons frutos. Scarlett se encontrou e deu um ponto final satisfatório àqueles que a criticaram na sua primeira caminhada pelo mundo musical.

Videoclipe - Belle & Sebastian

Acordei com vontade de escutar Belle & Sebastian. E você?


I'm a cuckoo

15 dezembro 2009

Descontraída Rita

No ingresso para o show da Rita Lee haviam dois horários. Um indicando a abertura da casa e o outro o horário do show. Pecou quem viu apenas um e chegou lá cedo como eu. É, ou era de praxe, que todos os shows no Centro de Convenções começassem apenas meia-hora atrasados, isso se atrasassem. Deixando de começar às 21h para começar às 21h30. As coisas mudam, né?
Enquanto Rita Lee assistia a “novela das 8”, quem esperava do lado de fora teve que ouvir covers de MPB e Pop Rock (num volume desagradavelmente alto) e poderia consumir pelo bar.
A entrada para o teatro só foi liberada às 22h. Lá dentro, músicas instrumentais dos anos 60 e música clássica.

Marcada para às 22h30, a apresentação para a divulgação do DVD Multishow Ao Vivo Rita Lee, só foi começar às 22h55, mostrando que muito provavelmente havia acontecido alguma coisa na coxia. Vaias já eram ouvidas, quando uma música alta foi jogada e instantes depois Rita Lee subiu ao palco.

Cheio de sucessos, que foram desde “Amor e sexo” a “Doce Vampiro”, Rita mostrou que mesmo no alto de seus 64 anos está cheia de energia. Ela não consegue ficar parada um minuto. Enquanto apresentava a banda, por exemplo, andava para lá e para cá no palco, sempre fazendo uma brincadeira com os músicos. Quando foi apresentar o marido, Roberto Carvalho, disse: “E esse é o presidente vitalício da minha vida”, revelando que mesmo depois de tanto tempo, o amor ainda reina.

A cantora também mostrou que está antenada com o que está acontecendo na política do país. Quando teve a oportunidade, comentou sobre o escândalo do pagamento de propina, que seria capitaneado pelo governador José Roberto Arruda. Tirou sarro dos próximos candidatos à presidência, criticou o voto obrigatório, falou mal da novela de Manoel Carlos, elogiou a “Cinquentinha” (nova minissérie da Globo) e até brincou com Michelle, a primeira-dama dos Estados Unidos, antes de cantar “Bwana”.

Muito divertida e descontraída, Rita só pareceu se aborrecer um pouco quando ouviu um “mala maluco” gritando de lá: “Toca Raul!”. Sem perder a majestade, disse: “Sabia!” e fez uma pequena versão para “Como vovó já dizia”. Com muito humor, ela ainda falou: “Eu não sei nem cantar as minhas músicas mais e você me faz um negócio desses? Tô até com uma colinha aqui.”, se referindo as letras no palco.

Com cola, ou sem cola, o brilho de Rita Lee não seria ofuscado. Destaque para o momento em que Rita canta “Ovelha Negra” e no telão passam várias fotos dela e capas de seus tantos discos. Mesmo terminando com “Agora Só Falta Você”, o público quis mais e foi brindado no bis com “Ando Meio Desligado”, “Mania de Você, “Erva Venenosa”, “Lança-Perfume” e “Chiquita Bacana”.
Mais fotos no Flicrk.

12 dezembro 2009

Videoclipe - Of Montreal

Acabei de dar uma passadinha no Trabalho Sujo e encontrei esse videoclipe aqui. O Matias faz um comentário muito legal. Você lembra do Ratinho do Castelo Rá-Tim-Bum? Pois. Dá uma sacada nesse clipe do Of Montreal. Nossa, minha infância está no Youtube. E a sua?


of Montreal - Brush Brush Brush from kate zee on Vimeo.

10 dezembro 2009

Autoramas - MTV Apresenta: Autoramas Desplugado


Depois de lançar álbuns do Móveis Coloniais de Acaju, CSS e Macaco Bong, o projeto Álbum Virtual disponibiliza o MTV Apresenta: Autoramas Desplugado. A banda liderada por Gabriel Thomaz tirou todos os fios e fez um disco dançante do início ao fim, apenas com as cordas do violão.

O disco leva 15 faixas, que vão de sucessos anteriores da banda, músicas novas, releituras e covers. As músicas “Gente boa” e “Samba rock do Bacalhau” são inéditas. Além disso, a banda repaginou “Galera do Fundão” da época de Little Quail & The Mad Birds, regravou “I SawYou Saying” (composta por Gabriel e o ex-Raimundos Rodolfo) e fez um cover esperto de “Eu vou vivendo” dos gaúchos do Walverdes.

O projeto é ousado, já que traz uma banda enérgica como Autoramas pra tocar versões “desplugadas”. Mas nem a proposta de tocar apenas violão deixou Gabriel Thomaz sentado. A gravação do projeto que foi exibido na MTV, dia 13 de novembro foi gravado com platéia, Gabriel e Flávia Couri (baixista) de pés, com muita animação. Peça fundamental das apresentações do grupo.

Seguindo a linha rock’n roll dançante misturado com uma pitada de surf music e rock sessentista, o disco conta com participações especiais de Roberto Frejat, Érika Martins, Big Gilson e Mulher Misteriosa Jane DeLuc nas castanholas e Humberto Barros. Destaque para as faixas “A 300 km/h” que incrivelmente ganhou mais força que a original. “Sonhador” que leva a voz de Frejat e o dueto feito por Gabriel e Érika em “Música de Amor”.

Com esse disco, o Autoramas mostrou que desplugado ou não, ainda comanda várias pistas, principalmente a do "Rrrrroock"!

Portishead lança single

Mal tinham lançado o terceiro álbum e o trio inglês, Portishead já estava falando em um quarto álbum ainda para este ano. Não deu. Mas você já pode ouvir a nova música do grupo, "Chase the Tear", composta especialmente para ajudar a ONG Anistia Internacional. Toda a verba arrecadada com o download da canção (que não está disponível no Brasil) será doada a instituição.


Chase the Tear

09 dezembro 2009

Cat Power preparando novo disco

Cat Power (na foto com a banda) já avisou, está preparando seu nono disco e dessa vez vai seguir a linha “voz e violão”. Ela deixará de lado a banda Dirty Delta Blues, que a acompanhou em seu último disco Jukebox e também excursionou com a cantora. Para fazer um disco apenas com seus dotes musicais. Saiba que além de violão, Chan também toca piano e guitarra. É muito talento não é não? E ela ainda é linda!

Videoclipe - The Killers

O Bob Dylan fez um disco especialmente para uma das datas comemorativas mais importantes do ano (para algumas pessoas), o Natal. O Killers não quis tanto, mas soltou um single e videoclipe especial em comemoração a data. Para não passar em branco pelo Drops, dá uma olhadinha!


Happy Birthday Guadalupe

Billy Corgan faz música para filho (que não teve)

Billy Corgan, vocalista do Smashing Pumpkins lançou nesta segunda-feira, dia 07 de dezembro, a música "Song for a son". A mais nova música do grupo está disponível para audição no site Spinner.
Corgan explicou que a música é uma reflexão do fato dele ele não ter filhos.
Assista o videoclipe de "Zero". Só porque está na camiseta do Billy!

05 dezembro 2009

Goiânia Noise - 2° dia de último dia de cobertura

Depois de encontrar um hotel chulé, dormimos de 4h às 8h e rumamos para um hotel melhor. Era o mínimo que se podia fazer para dormir mais confortavelmente e com ar condicionado, porque Goiânia é bem quente. Depois de um rolê pela cidade (assuntos profissionais de um dos colegas de quarto), fomos almoçar baratinho num restaurante muito bom. A tarde ficamos por lá mesmo conversando, apareceu o Renato (do Black Drawing Chalks) com o Chuck Hipolitho. Mais conversa e mais cerveja, enquanto esperávamos uma amiga de Brasília chegar para os shows de sábado. De volta ao hotel e sem água para todo mundo tomar banho, acabamos chegando atrasados mais uma vez no Martim Cererê. Já haviam passado pelos palcos Evening (GO), The Backbiters (GO) e o Mini Box Lunar (AP), dava os seus últimos acordes, para então os goianos do Mugo subirem ao palco. O show animou o pouco público presente, que pedi músicas e cantava/berrava junto com Pedro, vocalista da banda. Pelos os seus mais de 2 milhões de acessos no Myspace talvez a banda merecesse mais.
Cassim & Barbária foi uma das grandes surpresas da noite. Achei que a banda mandava um folk rock e o que eu vi foi uma porrada. A banda não é tão pesada quanto o Mugo, mas também não é tão leve quanto eu imaginava. Eles se apresentaram com dois bateristas, que além de gordinhos e barbudos, ainda vestiam a mesma camisa. A dupla também se revezava nos efeitos sonoros. A grande atração do show era o baixista, Amexa, que ficou sério do começo ao fim da apresentação. Ele parecia estar em outra dimensão, às vezes, mas não ficou indiferente quando os amigos fizeram brincadeiras do lado de cá do palco.

O cansaço já estava batendo, mas por indicação de um amigo, nós não poderíamos perder o Los Lotus. Os argentinos, que não tem cara de argentinos, não da maneira em que vocês os visualiza na mente, fazem também um garage rock. Rock simples e direto, mas não com a mesma competência dos nossos amigos chilenos do Guiso, porém empolgaram.

Depois de bater um papo com o baixista da Grimskunk, seria uma injustiça não ver a banda. E mais uma porrada estava por vir, o som é uma mistura de rock com elementos do hardcore e até um pouco de rap. O show levantou a galera e a energia foi parar no palco. O vocalista principal, Franz Schuller, arranhou várias vezes o português para tentar se comunicar com a galera. Em certo momento disse: “Eu não sei falar português, mas vou tentar” e mesmo com dificuldade conseguiu. Engraçado ver que a língua dele sempre travava quando ia dizer: “Goiânia”. O grupo inteiro estava muito animado, mas o tecladista com certeza chama atenção. Ás vezes era penoso tirar uma foto, já que ele não parava de mexer a cabeça.

Uma parada para a cerveja, uma sentadinha e uma “aguinha”, enquanto Porcas Borboletas (MG) +Paulo Patife (SP) e Confronto (RJ) se apresentavam. As pernas queriam um tempinho para poder conhecer o Mama Rosin, ver o Black Drawing Chalks e claro, o Dirty Projectors.

O trio suíço Mama Rosin já poderia ser visto caminhando pelo Martim Cererê desde sexta-feira e sábado a tarde dando uma voltinha pela cidade. Quando o grupo começou a tocar, um susto. A banda é composta por um bateirista, um guitarrista e um... Sanfoneiro! Acha que não pode dar certo? Mas dá sim. O som alegre, nos é familiar, mas não dá para imaginar aquilo saindo da Suíça. Muito simpáticos, os meninos trouxeram barras de chocolate para presentear o público, mas quem se deu bem foi a fotógrafa perto do palco.


Os Black Drawing Chalks eram sim muito esperados naquela noite. Não foram poucas vezes que eu ouvi: “Hoje eu vim aqui para ver vocês, hein?”, enquanto conversava com algum deles. A banda entrou sozinha no palco, mas na terceira música, “My Radio”, o convidado Chuck Hipolitho pegou sua guitarra para agitar ainda mais a noite. Na meia-hora que tinham disponível, os goianos cantaram parte do disco “Life is a Big Holiday For Us”, lançado pela Monstro. Um dos motivos para Fabrício Nobre ser o convidado de honra no palco do BDC, “Esse é o orgulho lá de casa”, disse. E como não poderia deixar de ser, cantaram juntos “Burn, baby, burn”, do MQN. O show ainda contou com os “moshs” de Renato (tocando a guitarra) e Douglas, que saiu da bateria para Chuck tocar. Animado? Não tanto quanto o do MQN, mas eles estão no caminho.

Espera na porta do Pyguá para poder ficar bem pertinho do Dirty Projectors. Deu certo. Fiquei no canto direito do show, por isso as fotos tiveram um ângulo só. O show começou apenas com Dave e Angel Deradoorian cantando “Two Doves”, do último disco do grupo, Bitte Orca. Ao final da música parte do grupo entrou no palco com várias palmas e gritos ao fundo. O outra componente, Haley Dekle, entrou apenas na terceira música para emprestar a sua voz. O show que tinha tudo para ser parado tendendo para o sem graça, surpreendeu a todos que foram para ver a banda. O Dirty Projectors deixou o folk de lado e passaram para um show vibrante. Foi impressionante ver todas aquelas barulhinhos reproduzidos no palco, pelo teclado e pelas vozes das meninas. A áurea era de encantamento. Durante a apresentação é nítida a total dependência que os outros intregrantes da banda têm a Dave. Ele parece o maestro daquelas orquestra eletrônica, indie e até folk. O ponto alto rolou quando tocaram “Temecula”, “Stillness is the Move”, “No Intention” e “Remade Horizon” na sequência, apontando o final do show. Mas, por insistência, a banda voltou e mandou mais duas músicas no bis. Uma noite feliz. Brasília estaria nos planos apenas depois do meio-dia, quando teríamos que deixar o hotel. No caminho para cá, Jerivá, é claro!

Mais fotos no Flickr.

02 dezembro 2009

Cobertura Cerrado Virtual 2009

A sexta edição do Cerrado Virtual, que aconteceu no último final de semana, dias 27 e 28 de novembro, mesmo com sua megaestrutura pareceu um festival do improviso.

Na primeira noite marcada para começar as apresentações às 19h, o horário era tomado pela agitação e o corre-corre da produção para colocar tudo em seu lugar. Os shows começaram com quase duas horas de atraso e a primeira banda a se apresentar foi a brasiliense A Muringa. Fazendo um rock-maracatu para pouquíssimas pessoas. Soatá se apresentou antes dos goianos do Black Drawing Chalks, pois a vocalista Ellen Olléria, teria outra apresentação.

Após um show curto do Soatá, subiram ao palco os rockeiros do Black Drawing Chalks. O show foi enérgico como de praxe, alternando músicas do novo e do antigo álbum, que serviu como uma prévia do que poderia ser visto no dia seguinte no Goiânia Noise Festival, onde eles se apresentariam ao lado do guitarrista Chuck Hipolitho, ex-Forgotten Boys. Foram cerca de 40 minutos para um público pequeno e animado.

Depois dos goianos, o palco principal da arena foi tomado pela banda Manjahro. A banda faz uma mistura de reggae com rap e conseguiu animar alguns presentes. Estes se dividiam entre o palco e a tenda mix, que recebia o DJ Twin Brain. Com a ausência do Public Enemy, o ponto alto do festival foi adiantado. As homenagens a Tom Capone começaram com a apresentação de um vídeo emocionante sobre a trajetória e vida do produtor, e ainda depoimentos de artistas consagrados com quais o produtor trabalhou.

A primeira banda a prestar a homenagem foi a Peter Perfeito, na qual Tom tocou guitarra. O grupo não se apresentava há 11 anos. Fizeram um show curto, com apenas cinco músicas. Logo depois o palco foi tomado pelo Raimundos. Um show pesadíssimo, com guitarras á la Suicidal Tendencies.

Raimundos fez um show longo, com quase duas horas de duração e algumas participações especiais. O ex-baterista Fred Castro tocou em duas músicas: “Mulher de Fases” e “Puteiro em João Pessoa”. O “detonauta” Tico Santa Cruz cantou “Eu quero ver o Ôco” e mais duas de seu grupo carioca.

Tico assumiu que iria se apresentar em alguns shows junto com o grupo, mas que ensaios ainda faltavam. Para quase fechar o show, a ex-Penélope, agora em carreira solo, Érika Martins emprestou sua voz para “A Mais Pedida” e “Namorinho de Portão”. O final do show ficou por conta de familiares de Tom e do produtor Carlos Miranda dando uma canjinha.

Após o show de homenagem, o grupo Tropa de Elite se apresentou no outro palco. Por volta de 02h30 o grupo carioca O Rappa subiu ao palco, com várias declarações de Falcão ao amigo Tom Capone. A banda também se apresentou durante mais ou menos duas horas e o público cantou todas as músicas do início ao fim.

O segundo dia de festival não foi muito diferente do primeiro. Muitos atrasos e algumas alterações. A primeira banda a se apresentar foi a Roda na Banguela, que fez um show para um público menor que o da primeira noite. Após o primeiro show, a banda Na Lata fez seu show antecipado, pois os integrantes do Etno não apareceram. A produção não deu nenhuma nota sobre a ausência dos caras.

Logo depois, os maranhenses da Raiz Tribal agitaram o público com um reggae dançante. A noite continuou com seus improvisos e alterações de line-up. Os brasilienses do Jah Live se apresentaram por volta de 23h. Com alguns problemas técnicos, a banda seguiu em frente com seu show, que fez a platéia cantar algumas músicas do seu primeiro disco.

Outra alteração ocorreu, e o grupo paulista Farufyno se antecipou. A banda fez uma mistura de MPB e samba rock e agradou quem estava por perto. Com o show acontecendo no palco ‘menor’, o palco principal recebia a estrutura para a apresentação de Marcelo D2.

O carioca fez um show que animou grande parte do público, grande parte foi embora logo após o seu final. O ponto forte foi com Fernandinho fazendo beat box em ritmo de Seven Nation Army do White Stripes. Com uma leva de pessoas indo embora depois do show de D2, o ex-Planet Hemp B Negão subiu ao palco com seu mais novo projeto, Turbo Trio. Além de B Negão, o projeto conta com os DJs e os produtores Alexandre Basa e Tejo Damasceno. O show foi pra cima e animou o público, principalmente os que esperavam por músicas animadas e dançantes.

Após essa apresentação, B Negão corria para o palco principal onde aconteceria um dos shows mais esperados do festival. O Instituto prestou uma homenagem a Tim Maia digna de aplausos e atenção. Além de B Negão, o show do coletivo contou com participações de Thalma de Freitas, Carlos da Fé e Mc Kamal. Daniel Ganjaman comandava a trupe, que ainda tinha o saudoso Curumin na batera, e o multi-instrumentista Fernando Catatau na guitarra. O show permeou grandes músicas da fase racional de Tim. Canções como “Que Beleza”, “O Caminho do Bem” e “Energia Racional” levantaram aqueles que esperavam pela apresentação.

O público que estava presente parece não ter aproveitado bem a situação, já que não respondia aos pedidos do grupo, como por exemplo, palmas ou a participação entre uma música e outra. No final das contas, o festival conseguiu cumprir com suas metas, e se mostrou mais real do que virtual.

Dica de Sábado


Nasce mais uma banda em Brasília e para marcar este nascimento, nada melhor do que um show. É neste sábado, dia 05 de dezembro, que a banda Korina começa os seus trabalhos já lançando o EP, Todo Mundo Vive Reclamando da Minha Falta de Assunto. A noite também será animada pelas bandas Tiro Williams e Club Silêncio. Os ingressos custam R$ 15,00 e a "night" começa a partir das 22h, mas vale dar uma passada antes no Piauí. As discotecagens são dos "watsons" Jack, Adriano e Tornozelo (também conhecido como Felipe).

Videoclipe - Bob Dylan


Must be Santa

Goiânia Noise - 1° dia de cobertura

Chegamos ao Martim Cererê atrasados. Eu e mais dois amigos nos aventuramos em pegar a estrada a noite para poder assistir aos shows do Goiânia Noise de sexta-feira, dia 27 de novembro. A grande expectativa era conseguir assistir ao show da banda pernambucana Volver, mas não deu. Mesmo com o atraso de uma hora na programação, a chuva e os engarrafamentos na saída de Brasília fizeram com que nós chegássemos à Goiânia apenas às 22h. Já haviam passado pelos palcos/teatros/caixas d'água Pyguá e Yguá as bandas Sattva (GO), Hellbenders (GO), O Melda (MG), Rinoceronte (RS) e a Volver. Mesmo decepcionada, ainda havia toda uma noite pela frente e o Noise poderia sim me surpreender. Não conhecia muitas das bandas e resolvi que também não iria procurar nenhuma delas, mas ia me deliciar com o show de cada uma. Depois de passear um pouco pela arena, conhecer o stand da Converse, da Petrobrás, do estúdio, da Monstro, ver onde ficavam os banheiros, dar uma volta nas barraquinhas (local apelidado de shopping) e descobrir quanto ia custar a água, voltei para os shows.

No palco uma banda meio estranha. O vocalista parecia ter saído de um desfile de Alexandre Herchcovitch e ainda te fazia lembrar do Thom Yorke. O guitarrista tinha acabado de sair de um videoclipe do Weezer, o baixista fora integrante do Metallica e o bateirista...O bateirista era o único simples entre eles. O som da banda me agradou logo na primeira música, mas como tinha chegado atrasada, tive que passar por exatas 5 pessoas para descobrir o nome da banda. O que me surpreendeu, pois muitos ali dentro não sabiam qual era a proposta da banda, nem muito menos o nome dela, mas estavam lá dentro curtindo o show sem medo de ser feliz. O Milocovik faz uma mistura de rock com música eletrônica e lembrando um pouco Jumbo Elektro e todas essas bandas de rock que resolveram fazer essa mistura em seus últimos discos. Cito Franz Ferdinand, Killers, Friendly Fires, Rakes, mas há sim uma pitada brasileira e a cara dos meninos. O Milocovik tem apenas 3 anos de vida e um EP lançado (Sex Pack), só agora eles resolveram levar a banda a sério, como contou Gustavo (baixista da banda). Eles ainda tem muito o que crescer, mas já mandam bem na mistura de idiomas, cantam em inglês, espanhol e português.

Devidamente pulado, o show do Punch (GO), fui para o Vivendo do Ócio. Escutei a banda pela primeira vez no programa Senhor F e não gostei. Achei uma cópia deslavada do Arctic Monkeys e resolvi não escutar, mas ao vivo tive que dar o meu braço a torcer. Os meninos, que tem cara de ter 15 anos, mandam bem. O som fica mais pesado ao vivo e os amigos “antárticos” ficam para trás. Assim como o Milocovik, eles ainda tem todo um caminho pela frente e ainda precisam aprender como se portar em um palco. Porém, ainda são adolescentes e suas preocupações são outras. É por isso que as letras ainda não tem profundidade alguma.

O show seguinte era de uma banda que tinha um visual interessante. Um dos vocalistas e também guitarrista da banda, Alejandro Gómez, estava com óculos Rayban branco e parecia muito com De Martino do Ting Tings. O Guiso veio diretamente do Chile e faz um som bem rock, simples e direto, bem no estilo goiano. Quando bem feito, esse tipo de som não tem como desagradar e o Guiso arrancou várias palmas e gritos delirantes da galera. Além de terem aprendido alguns palavrões soltos durante a apresentação, Alejandro terminou agradecendo ao público, ao Fabrício Nobre e falando em português: “Espero que o Guiso volte ao Brasil mais vezes”.

O som pesado dos Devotos, que estão comemorando os seus 20 anos de carreira foram comemorados em um Cult Brasil, no Cult 22 e eu preferi guardar forças para assistir a combinação MQN (GO) + Walverdes (RS). “Um gordo e uma anão, o que poderia ser pior?”, questionou Gustavo "Mini", vocalista do Walverdes. Para muitos ali dentro, a pergunta era: “o que poderia ser melhor?”. As duas bandas se juntaram para um show especial na 15ª edição do Goiânia Noise e não decepcionaram. A energia no palco foi duplicada e jogada direto no público, que pulou sem parar. “Essa é a melhor coisa que eu já fiz na vida”, disse Fabrício Nobre quase no final do show. Foi aí que eles mandaram dois covers “os mais óbvios possíveis”. O primeiro, Black Sabath e para finalizar o show, Nirvana.
A noite estava perto do fim, mas a animação ainda estava grande. Para fechar o festival, o Móveis Coloniais de Acaju e Bocato. A fila era grande fora do teatro e o local ficou lotado. Teve gente que ficou do lado de fora batendo palmas e tentado participar do show. Um momento bonito de deixar qualquer brasiliense orgulhoso. A banda tocou músicas de seus dois discos e finalizou com "Copacabana" numa roda pequena e vibrante. Lá se foi a primeira noite do Goiânia Noise e ainda tínhamos que procurar um lugar para dormir.

Mais fotos do Flickr.

30 novembro 2009

Them Crooked Vultures - Them Crooked Vultures


Uma banda composta por Josh (Queens of the Stone Age) Homme, John (Led Zeppelin) Paul Jones e Dave (Nirvana, Foo Fighters) Grohl só poderia ser "taxada" de supergrupo, como é o caso do Them Crooked Vultures. Os primeiros segundos do disco de estréia já mostram o porquê disso.

A banda remete a tempos antigos, onde Dave Grohl explodia na bateria da banda de Kurt Cobain e John Paul Jones fazia sons psicodélicos no baixo do Led Zeppelin. Josh Homme continua assumindo a guitarra e fazendo o típico “stone rocker” que o consagrou no QOTSA.

Them Crooked Vultures (o disco) conta com 13 músicas e este é um de seus defeitos. Algumas faixas se estendem sem necessidade, deixando o disco muito grande. Porém, isso não tira o brilho de um disco que aponta como um dos melhores do ano. Destaque para “Mind Eraser, No chaser” que tem Josh e Dave nos vocais e “Dead and friends” que talvez seja a que mais lembre a banda ‘principal’ de Josh.

No decorrer da audição, Them Crooked Vultures te envolve numa viagem musical. Canções como “Warsaw Or The First Breath You Take After You Give Up” são a prova disso. As músicas se encaixam e do meio para o final, o álbum começa a explodir em psicodelia e em riffs, que dispensam qualquer tipo de comentário.Lançado há cerca de três meses, o Them Crooked Vultures traz um disco daqueles que não aparecem todo dia.

25 novembro 2009

Videoclipe - Vampire Weekend


Cousins

Entrevista - Stela Campos

Stela Campos é uma daquelas artistas que não para encaixar em apenas um estilo. Em seu novo disco, Mustang Bar, ela brinca com o tropicalismo, o kraut rock, rock sessentista, a chanson francesa e mesmo com tantas influências o álbum encontra uma unidade. Em 48 horas de estúdio (não corridas, é claro), Stela conseguiu gravar todo o disco, que de certa forma é uma continuação do anterior Hotel Continental (2005). O trabalho foi gravado tão rápido, porque a cantora já tinha grande parte das canções prontas. A produção foi dividida entre Clayton Martim (Cidadão Instigado) e Missionário José (que já trabalhou com Bonde do Rolê, Mombojó), já as composições ela divide com o companheiro de palco e marido Luciano Buarque.


A cantora paulista começou sua carreira na década de 90, em Recife e embora não seja lembrada quando se fala no manguebit, teve sua participação no movimento. Agora já mais experiente, a cantora conversou conosco (via e-mail) sobre as particularidades deste novo trabalho, além de falar um pouco de sua trajetória e do novo mercado fonográfico.

Drops Cultural: Por que você foi morar em Recife? E como a cidade te influenciou para este novo disco?

Stela Campos: Eu estava numa fase de transição na minha vida pessoal e na ocasião não havia nada me prendendo em São Paulo. Fui para Recife para tocar num festival chamado Summerstage, que foi o embrião do Abril pro Rock, e pretendia prolongar a viagem por mais umas 6 semanas. Tirar férias mesmo. Uma vez lá, me envolvi em vários projetos e fui ficando, ficando... Num certo ponto, me vi bem estabelecida lá, trabalhando como locutora e repórter de TV – paralelamente a minha carreira musical, que, do ponto de vista autoral, criativo, floresceu muito nestes 6 anos que estive por lá.
Mustang Bar é um bar lendário da cidade, mas nada glamouroso – ou seja, toda a boêmia recifense já passou por lá em algum momento, mas não é necessariamente um “point” da cena local. Não diria que é uma homenagem à cidade, nem uma inspiração exclusivamente recifense. É mais como um cenário para comportar personagens que poderiam sair de qualquer cidade grande.

Drops Cultural: A cidade acabou por ser tornar uma influência na sua música e na de seu parceiro e marido, Luciano Buarque. Foi de lá que vocês tiraram todos esses personagens fictícios e (também) vivenciais para colocar nas músicas?

Stela Campos: Sim. É o nosso habitat natural. Sem dúvida, é de onde a gente pesca as imagens. Mas também não é uma regra. A gente vem trabalhando em coisas (futuras) que mudam de rumo, que falam em 1º pessoa – e Mustang Bar já traz um pouco disso também, principalmente as faixas em inglês, tipo “Supermarket Dreams”.

Drops Cultural: Este é o seu disco mais roqueiro. O que te fez voltar ao rock? Você passou a escutar coisas diferentes? Voltou-se mais para o rock?

Stela Campos: Não. Eu nunca me desliguei do rock. O que acontecia é que eu estava num esquema de produção que me dava mais liberdade criativa dentro do formato eletrônico. Mas minha bagagem, que parte do Velvet, Bowie e Patti Smith, sempre esteve presente de alguma forma. O curioso é que, no auge da onda eletrônica, quando me chamavam para os eventos segmentados e tal, eu me sentia meio como uma impostora, uma roqueira deslocada.

Drops Cultural: Mustang Bar pode ser considerado uma sequência do Hotel Continental, seu disco anterior?

Stela Campos: Acho que sim. A gente não teve a intenção, mas tem uma continuidade tanto na temática como no som. A última faixa de Hotel Continental foi produzida à parte, com o Clayton Martin, que produziu Mustang Bar comigo e Missionário José. De fato, Mustang Bar começa onde Hotel Continental terminou.

Drops Cultural: Você é uma artista um pouco difícil de classificar em algum movimento do rock. Não dá para dizer que você folk, se você tem influências do tropicalismo. E nem dá para dizer que você é tropicalista, sendo que vocês tem influências das “chansons franceses”. Você não acha que isso complica um pouco para o ouvinte? Ele não fica meio perdido ao escutar Stela Campos? Ou você vê uma unidade (unanimidade) no seu trabalho?

Stela Campos: A linha autoral é a única coisa que importa. Você pode ouvir um disco do Gainsbourg da fase chanson, da fase pop, art rock e reggae, mas sempre vai reconhecer o cara por trás de tudo. O Bowie é um pouco assim – o Beck também. Me identifico com isso e, de uma forma natural, sem me forçar em exercícios de estilo, acho que venho trilhando um caminho parecido.

Drops Cultural: O Mustang Bar foi um disco que demorou a sair, mas que foi gravado muito rapidamente, já que grande parte da sua pré-produção dele foi feito no seu estúdio caseiro. Mas porque a demora para lançar? Quais foram os tramites que atrasaram?

Stela Campos: Vários fatores: primeiro a mixagem e os ajustes finais, depois a masterização, a capa e o projeto gráfico, e por último o processo de prensagem e de elaboração do material de divulgação. Levou quase um ano para sair, mas é assim mesmo (no esquema indie).

Drops Cultural: Li numa entrevista em que você diz ser “indispensável o disco físico” e que até lançaria apenas em vinil, se isso fosse possível. Essa não é uma visão muito arcaica no meio de tanta tecnologia? Você, por exemplo, lança Eps e singles virtuais em seu site. Essa é sua maneira de se adequar ao mercado?

Stela Campos: Sou adepta do mp3, vivo baixando música e também pretendo dar continuidade aos meus lançamentos virtuais (sim, é uma maneira de se adaptar ao mercado; um formato bem mais viável em termos econômicos). Mas também sou uma colecionadora de discos à moda antiga. Gosto de ter o disco em mãos, de folhear o encarte. Sou totalmente a favor da resistência do disco físico (seja CD ou vinil). Não acho que o vinil seja arcaico. Não é toa que o LP está voltando ao mercado: ele representa uma reação às mídias descartáveis, à poluição informativa que vivemos. O mp3 é uma grande invenção, mas também é preciso olhar seus efeitos colaterais. Hoje em dia, o cara põe zilhões de álbuns no iPod, mas dificilmente irá escutar cada um deles mais de duas vezes (se muito). Está criando uma geração de ouvintes superficiais, o que é péssimo. Os discos precisam ser degustados com calma. Só assim se cria uma boa base de referências.

Drops Cultural: Hoje, muito artistas estão fazendo não só o disco, mas também outras versões de seus lançamentos, com livretos, vinil, pendrive, disco com músicas extras... Mais uma infinidade de coisas parar chamar atenção dos compradores. Você já pensou em alguma coisa para chamar mais atenção para o seu trabalho?

Stela Campos: Sim. A idéia dos singles virtuais é bem isso. Há outros planos também, mas como depende de vários fatores, prefiro divulgar só quando estiverem em vias de se concretizar.

Drops Cultural: O João Augusto, dono da Deckdisc, comprou a única fábrica de vinil na América Latina, que fica no Rio de Janeiro, a Polysom. Ele disse que mesmo com a fábrica, os impostos ainda são os grandes vilões da indústria. Então ainda teremos preços altos. Você acha que mesmo assim, vale a pena apostar neste mercado? Já entrou em contato para fazer algum relançamento por lá?

Stela Campos: Antes da Polysom fechar (e ser comprada), eu pedi o orçamento para prensar um EP de covers de Daniel Johnston, que acabei lançando no formato virtual. Na época, eles estavam bem no meio da crise e retornaram o e-mail explicando que não estavam mais fechando negócios, por assim dizer. A situação ainda estava indefinida quando gravamos Mustang Bar, portanto nem pensamos a respeito. Mas torço pela empreitada e espero um dia, finalmente, poder prensar alguma coisa em vinil.

Drops Cultural: Você canta em três línguas. Sempre pergunto para os artistas em que língua é mais fácil compor. Qual você prefere?

Stela Campos: Inglês é a mais fácil, por causa das minhas influências – que são 80% estrangeiras, tenho que assumir. Mas a gente prefere trabalhar no idioma português, por uma questão de idealismo. Acontece que o processo de acabamento das letras é bem mais lento, complicado. Por conta disso, a gente tem um excedente de canções em inglês engavetadas. Está nos nossos planos lançar esse material de alguma forma, talvez num projeto paralelo – ainda não sei. Já o francês é mais uma brincadeira. Não domino a língua e fiz a letra (de “Le Captaine”) com ajuda de uma amiga franco-canadense.

Drops Cultural: Como você conheceu o Luciano? Vocês passaram de músicos-parceiros para marido e mulher, por exemplo? Já teve alguma discussão musical que atrapalhou a vida pessoal de vocês?

Stela Campos: A gente se conheceu na noite recifense. Ele já fazia músicas, mas demorou um certo tempo até meu trabalho se integrar ao dele. A gente está junto desde 1995 e a colaboração mais efetiva dele vem a partir de 2002 (em Fim de Semana). Ele pensa mais no conceito, nas letras, e eu mais na parte musical, nos arranjos. É uma parceria que dá certo porque um completa o outro. Basicamente todas as músicas do Luciano têm dois acordes ou três, mas ele vai além ao compor as linhas vocais, que é a forma como ele sugere arranjos. Entre 4 paredes, a parceria tem momentos espinhosos, claro, pois somos francos um com o outro. Se ele fizer alguma coisa que eu não goste, falo na hora – e vice-versa.

Drops Cultural: O disco contou com produção e também participação de dois caras conceituados no meio independente. Como rolou essa parceria?

Stela Campos: O Clayton Martin (Cidadão Instigado) toca comigo desde os últimos shows de Fim de Semana (2002). Ele produziu uma faixa de Hotel Continental, “Girl From 33”, que, aliás, citei no início dessa entrevista. A partir daí, tornou-se uma figura crucial no meu som. O Missionário José eu conheci em Recife. Lá, gravei com ele uma cover surf-cabaré de “Sabiá” para o disco “Baião de Viramundo”, tributo de Luis Gonzaga, que foi bastante comentado na época. A gente se reencontrou há uns dois anos aqui em São Paulo. Convidei ele para um pocket show folk que estava montando e o entendimento mútuo que surgiu daí fez dele uma escolha natural para Mustang Bar.

Drops Cultural: Para quem não conhece Stela Campos, o que esperar deste CD?

Stela Campos: É um disco de rock psicodélico, intercalado por momentos folks, mais etéreos. Também faz ponte com kraut rock e com o samba rock (em "Ligia Hello Kitty"), que é algo que eu nunca fiz antes. As letras falam sobre mulheres vingativas, diabéticos solitários, bêbados e prostitutas ressentidas, entre outras coisas.

Fotos do Myspace. Agradecimento especial à Agência Alavanca.

Supersuckers cancelam shows no Brasil



Quem estava com as malas prontas para a 15ª edição do Goiânia Noise, agora irá com menos empolgação ao festival. A banda norte-americana Supersuckers cancelou ontem os shows que faria no Brasil. O motivo? Problemas com o visto. Mas faltou um pouco de cuidado Dan "Thunder" Bolton e companhia, já que eles largaram dois passaportes em Los Angeles, deixando para trás a possibilidade de conseguir o visto na Argentina, onde tocam antes.
Os Supersuckers iriam se apresentar dia 27 em Goiânia e dia 28, no Clash Club, em São Paulo. Quem quiser seu dinheiro de volta (no caso de São Paulo, tem-se que), procure a organização dos shows. E está acabando o prazo para participar da promoção "Hands On" da Converse/Goiânia Noise. Segue o vídeo:

6ª edição do festival Cerrado Virtual


O festival Cerrado Virtual chega a sua sexta edição e promete balançar a capital neste fim de semana. Serão mais de 30 atrações, dos mais variados estilos. Entre as atrações estão bandas como O Rappa, Black Drawing Chalks, Marcelo D2, Turbo Trio, e vários outros.

Um dos atrativos do festival é uma homenagem ao produtor e músico Tom Capone, revelado em Brasília. O tributo acontece na primeira noite do festival e vai se dividir em três partes: a primeira com show da banda brasiliense Peter Perfeito, da qual Tom foi guitarrista e produtor. A segunda homenagem é com os Raimundos, que contará com as participações de Érika Martins e Tico Santa Cruz. Para finalizar, a banda que Tom Capone era muito próximo, os cariocas d'O Rappa sobem ao palco.

A programação do festival contaria com a presença dos norte-americanos do Public Enemy, mas um atraso na liberação de recursos adiou a vinda da banda. Agora, eles se apresentam dia 12 de dezembro em local a definir. Além das bandas, o evento terá com uma tenda mix, que passará por várias vertentes da música eletrônica e derivados.

O festival se realiza nos dias 27 e 28 de novembro a partir das 19h, no elevado do estacionamento do Estádio Mané Garrincha.

Os ingressos estão saindo a R$ 20,00 (cada noite) ou R$30,00 (passaporte para os dois dias). Os pontos de venda são a Mormaii (Brasília Shopping, Pontão do Lago sul, Conjunto Nacional e Pátio Brasil), Pizzaria Dom Bosco (Taguatinga), Be Hard Esportes radicais (109 norte) e na Melodia (706 norte). A programação completa você confere no site do festival.

22 novembro 2009

Dirty Projectors - Bitte Orca


Tendências eletrônicas, arranjos vocais sofisticados, produção caprichada, e mais alguns quesitos que chamam atenção para Bitte Orca, o mais novo disco do Dirty Projectors, projeto do músico Dave Longstreth.

As vocalistas Angel Deradoorian e Amber Coffman, dão a calmaria que contrasta com a parte agitada do disco, como na faixa “Stillness is the Move” (videoclipe abaixo), que abusa do experimentalismo, em uma mistura envolvente de vocais e instrumentos.

O disco te leva numa viagem entre indie (pop), música eletrônica, uma pitada de experimentalismo, e uma levada de rock, que sugestivamente remete ao Vampire Weekend. Não por acaso, Erza Koenig fez parte do grupo em outros carnavais. A diferença entre Bitte Orca e o anterior Rise Above (Dead Oceans, 2007) é percebida de cara. No álbum anterior, Dave escolheu onze faixas do disco Damaged do Black Flag para dar uma cara nova a cada uma. Em Bitte Orca, a autoria é completa e a estrutura da banda com seus seis integrantes, é máxima. Dave acerta a mão em um disco de nove faixas, com pouco mais de trinta minutos.

Referências é o que não faltam ao disco. Encontramos pitadas de Of Montreal na faixa “Useful Chamber”. E uma garimpada no som parecidíssimo com os conterrâneos do Animal Collective e seu Merriweather Post Pavilion (2009). Não é a toa que o álbum é lançado pela Domino Records, a mesma do Animal Collective, e ainda, do Franz Ferdinand.

O Dirty Projectors é uma das atrações do 15° Festival Goiânia Noise e toca no sábado, dia 28 de novembro. Veja a programação no site


Stillness is the Move

17 novembro 2009

15ª edição Goiânia Noise Festival

O Goiânia Noise Festival chega a sua 15ª edição com muito peso em suas costas e muito aprendizado. Este ano, há uma programação especial, com shows rolando por vários lugares de Goiânia em 5 dias de apresentações. Os nomes são os mais diversos. Tem Siba tocando com Roberto Corrêa, Volver, Supersuckers, Dirty Projectors, Móveis Coloniais de Acaju com Bocato...
Ao mesmo tempo, também rolam palestras, mostra de filmes, além de uma exposição contando os 15 anos do festival por meio de 15 artistas e cartunistas, que retrataram o festival nestes anos.

O festival também fechou uma parceria com a Converse. Para participar da promoção "Hands On", você tem que fazer uma frase com o título de três músicas das diferentes atrações do Goiânia Noise. Os donos das 30 melhores frases poderão customizar um All Star estilo Chuck Taylor, ganhando assim um tênis exclusivo.

16 novembro 2009

Cobertura Planeta Terra 2009

São Paulo estava quente. Os termômetros marcavam 27°, mas a sensação térmica era muito maior. Os shows no Playcenter, local escolhido para abrigar a terceira edição de bem-sucedido festival Planeta Terra, estavam marcados para começar às 16h, com o sol ainda alto. Vale lembrar que estamos no horário de verão.

O sol era forte, mas já havia gente interessada em ouvir o trio cuiabano Macaco Bong debaixo dele. Alguns preferiram sentar na sombra artificialmente cedida pelo camarote. Escalados para abrir o festival, Bruno Kayapy, Ney Hugo e Yaianã Bertholo aproveitaram a oportunidade para tocar uma música nova, que caía super bem na ocasião. “Sol guente” havia sido nomeada naquele dia pelos seguidores da banda no Twitter. A banda também incentivou o download gratuito de seu disco, Artista Igual Pedreiro, disponível no site da Trama, pelo projeto Álbum Virtual. “Nós acreditamos nisso”, arrematou Ney.

Muito aplaudido, o Macaco Bong saiu do palco e deu lugar ao Móveis Coloniais de Acaju. A música alegre da banda contagiou a todos e mesmo quem estava quieto, bateu pelo menos o pé. A energia da banda passava do palco para o público e foram eles os responsáveis por um dos shows mais divertidos do dia. A receptividade do público foi a melhor possível. O pessoal obedecia às palmas pedidas por André, vibravam nos primeiros acordes das músicas, quando Xande resolveu tocar seu trombone com o pé, ou mesmo quando Paulo teve seu sax tocado por Fábio e Esdras. O show terminou com “Copacabana” e claro, a roda.

Sendo assim, nenhuma bandinha britânica com meia dúzia de singles poderia apagar a clima deixado pelos brasilienses do Móveis. O Maxïmo Park até que tentou. O vocalista Paul Smith, é muito performático, mas o show da banda foi bem irregular, como seu último disco Quicken the Heart. Paul agradeceu muito aos fãs, falando várias vezes, em português, “Obrigado”.

O Primal Scream já não parecia estar muito a vontade no palco. O show foi escuro, passando uma áurea dark no ar. A falta de carisma de Bobby Gillespie deixou transparecer que aquele show era apenas mais uma obrigação da “apertada” agenda do grupo. O setlist foi especial para um festival e contou com desde “Country Girl”, até a super conhecida “Rocks”. O som também não ajudou muito, além da pressão baixa, o grupo teve problemas com uma das guitarras.

Ao contrário do que se assistiu com o Sonic Youth. O som estava alto o suficiente para fazer com que todos entrassem no clima da banda. Pela terceira vez no Brasil (as outras foram em 2000 e 2005), a banda não falou muito no palco, mas nem precisou já que a maioria das pessoas estava hiponotizada por eles. O show, como afirmou Kim Gorgom à Folha, foi baseado no último disco, “The Eternal”. A guitarrista da banda e única mulher, foi um espetáculo à parte. Com seu vestido prateado e cabelos loiros na cara, a senhora Gordom ousou em passos e até se jogou no chão. No começo do show, uma chuva fina começou a cair e os setlists tiveram que ser trocados várias vezes. Nada que atrapalhasse a apresentação do grupo, nem esfriasse o público. Embora o calor tenha sido amenizado depois disso.

Para fechar a noite, a segunda e mais esperada atração, Iggy Pop & The Stooges. O show era especialmente do clássico disco, Raw Power, lançado em 1973. A música que abriu a apresentação foi justamente à homônima ao disco. O número de pessoas que corriam dos brinquedos, da praça de alimentação e dos caixas foi impressionante. Duas músicas depois, Iggy Pop disse: “Eu estou sozinho aqui em cima” e chamou alguns rapazes para subirem ao palco. Os “alguns” acabaram se transformando em vários e seguramente havia cerca de 100 pessoas por lá. O problema aconteceu na hora em que a música acabou, uns não queriam descer e outros queriam falar com Iggy antes de saírem de lá de cima. O irreverente vocalista nem se comoveu, apertou a mão de algumas e assim que pode, foi para o lado vazio do palco e gritou para a banda: “Eu estou esfriando aqui!”, convocando-os a tocar mais uma. Para ele o importante era não desacelerar.
O vovô Iggy mostrou que já não tem a mesma energia de antes, mas a sua loucura continua a mesma. Apenas com uma calça jeans preta (como de praxe), Pop andou para lá e para cá no palco, sempre incitando o público. As calças iam caindo, mas ele nem ligava. Continuava a cantar como se nada estivesse acontecendo, embora soubesse muito bem. Além das clássicas de Raw Power, Iggy também cantou músicas de sua carreira solo, como “The Passenger” e “Lust For Life”, que fechou a noite de shows. “Obrigada pela adorável noite”, despediu-se Iggy do público com sua bunda de fora.

Todas as atrações tocaram no palco principal. Pelo outro palco passaram Ex!, Copacabana Club, Patrick Wolf, Metronomy e The Ting Tings. O duo britânico fez um show animado e cantou todas as músicas de seu único e primeiro disco. Porém, foi meio estranho ver Katie White (vocalista e guitarrista) se esforçando em uma guitarra propositalmente desligada. Jules de Martino mostrou que é o cara da banda. Ele é responsável pelos samples, bateria, baixo e até pela guitarra programada que Katie finge tocar no palco.

Nós dois palcos ainda teriam DJs, que ficaram sem sua tenda este ano. Passaram por lá Étinne de Crécy, o duo N.A.S.A e Anthony Rother.

A cobertura especial do Planeta Terra 2009, também abriu as portas para o Drops Cultural inaugurar o seu Flickr. Aproveite!

Pontos Altos e Baixos do Planeta Terra 2009

Organização: os horários foram respeitados e os atrasos foram mínimos. Receber um porta bituca e programação na entrada foi muito bom, para que ninguém ficasse perdido e pudesse fazer o seu itinerário sem perder os shows que gostaria de ver. Ter a estrutura do parque também foi bom já, pois tínhamos banheiros (usar banheiros químicos é horrível, mas eles também estavam lá para eventualidades). Outro destaque foi a limpeza.

Brinquedos: ter 90% dos brinquedos do Playcenter funcionando e liberados foi sensacional. Dava para assistir a um show e no intervalo sair correndo para a montanha-russa, por exemplo. Isso deixou o ambiente bem mais leve.

Entrevistas: durante os intervalos rolavam umas entrevistas com as bandas e pessoas que passavam pelo festival, para entreter a galera, como que aconteceu no ano passado. Foi legal ver Macaco Bong, Primal Scream, CSS, Maxïmo Park, mas o pessoal vacilou quando resolveu colocar Marcos Pasquim, o cara do Fresno e Paulo Ricardo. As vaias foram merecidas.

Programação: o festival acertou em trazer Sonic Youth e Iggy Pop & The Stooges como cabeças, mas parece que eles gastaram tanto com essas atrações, que acabaram não trazendo atrações menores (internacionais) bacanas, como Foals, Spoon e Animal Collective no ano passado.

Praça de alimentação: os preços eram altos demais, por comidas que enchiam de menos. Foi melhor esperar sair da arena e comer um cachorro-quente duvidoso na saída do show.

Transporte: colocar um ônibus no metrô da Barra Funda direto para a Playcenter foi uma sacada de mestre. Na saída dos shows é que foi complicado. Era difícil encontrar um ônibus ou táxi livre e quem foi de carro, teve que pagar horrores para estacionar por perto. A produção do evento poderia ter feito alguma parceria com a prefeitura ou com uma agência de táxi, não só para encontrarmos disponíveis, mas também para pagar um preço mais camarada.
Fica a dica do Skol Beats, que preparou ônibus, que deixavam o pessoal em pontos estratégicos de São Paulo. Assim, quem morava por perto podia ir andando para casa. (sugestão tirada de uma lista de discussão).

Ônibus do Terra


Uma das promoções que estavam rolando para você entrar de graça no Planeta Terra era a do ônibus, que eu já havia falado por aqui.

Era simples. Você entrava num ônibus virtual que estava “bombando”, ou criava um seu e o fazia bombar de seguidores. Quem tivesse mais seguidores, ganhava ingressos para levar os amigos e acesso a um ônibus de verdade estacionado na arena dos shows para assistir a tudo de camarote. Os seguidores ainda teriam que lutar pelos ingressos, já que apenas 15 deles sairiam vitoriosos. Eles ganharam um par de ingressos para levar quem quisessem para os shows. A disputa foi acirrada e as campanhas passaram por orkuts, twitters, facebooks e todas as redes sociais possíveis.

Rodolfo Nunes, 28 anos, foi um dos contemplados. Ele ficou em 10° lugar e trouxe o amigo junto com ele. O biólogo de Niterói (Rio de Janeiro) ficou sabendo da promoção pelo site do festival. Fez uma pequena pesquisa dos ônibus mais cheios e passou a seguir o da Twittes. A campanha foi mais “acanhada”. Rodolfo passou a mandar e-mails para toda a sua rede pedindo que votassem nele e que encaminhassem para os amigos. Deu certo. Perguntado sobre quem queria ver, não hesitou: “Vim para ver o Primal Scream, Sonic Youth e o Iggy Pop. Essa lenda viva.”, disse o biólogo.

No ônibus as mordomias eram as melhores. Tinha cerveja (Heinecken), água, energético, salgadinho, massagem, maquiagem e discotecagem. As picapes foram comandadas pela dupla “Chicks in Charge”, que tocavam nos intervalos dos shows. As moças tem uma noite especial no Milo Garagem, em Higenópolis.

O ônibus, portanto, foi aprovado por todos que passaram por lá. Só poderia mesmo ter ficado um pouco mais perto do palco.

13 novembro 2009

Videoclipe - Flaming Lips


Watching The Planets

Você viu o Wayne Coyne (vocalista do Flaming Lips) peladão? Então assiste de novo! (Não vai ver esse clipe no trabalho, hein?!)

Pavement deve lançar inéditas em 2010

Spiral Stairs, guitarrista do Pavement, disse em entrevista à NME, que ano que vem a banda pode lançar um disco só de inéditas. O álbum deverá mesclar músicas antigas e conhecidas do grupo com faixas novinhas em folha.


O show, que marca o retorno do Pavement, será dia 1° de março na Austrália.

Videoclipe - Weezer


(If You're Wondering If I Want You To) I Want You To

Watson no cinema


Os meninos do Watson não fizeram um super filme sobre a trajetória da banda. Mas se você curte cinema, a dica é comparecer no Cine Academia e conferir o filme "Rua dos Bobos" (de Juliana Martins) que tem a trilha sonora da banda brasiliense.

Estrelado por Mariana Lima, o média-metragem conta a história de uma menina que encontra o apartamento de seus sonhos na Rua dos Bobos, mas acaba descobrindo que as coisas não são tão perfeitas como ela imaginava.

"Rua dos bobos" é exibido dentro do XI FIC Brasília (que está com uma programação invejável. Este final de semana tem "A Todo Volume") neste sábado, às 21h e domingo, às 18h. As sessões são gratuitas.
Aproveitando o ensejo, o Watson lançou na última sexta-feira (dia 06 de novembro) o single de seu primeiro disco, "Asa belhas". Não pude comparecer, pois estava em São Paulo.

Céu - "Vagarosa"


Já dizia o velho ditado: “me diga com quem andas, que te direi quem és”. A cantora Céu não poupou boas companhias para o seu novo disco e o trabalho não poderia ter uma qualidade inferior.

Tivemos que esperar 3 anos, para poder ouvir músicas novas de Céu, que emprestou a sua voz a alguns projetos como o 3namassa de Pupilo e Dengue da Nação Zumbi. Os dois, junto com Lúcio Maia formam os Los Sebozos Postizos e participam da releitura para a canção “Rosa Menina Rosa”, de Jorge Benjor. Sentiu o bom gosto da moça?
Céu ainda convidou Luiz Melodia para cantar “Vira-Lata” e Thalma de Freitas e Anelis Assumpção estão em “Bubuia”. Para tocar, temos Guizado em “Nascente”, Bnegão em “Cordão da Insônia”, Chiquinho do Mombojó e Bactéria do Mundo Livre S/A nos teclados, Catatau do Cidadão Instigado nas guitarras de “Espaçonave” e Curumin dando um upgrade na bateria.

Mesmo com esse tanto de gente de tão alto quilate, Céu não perde o compasso e na malemolência já ditada no homônimo primeiro disco, ela reina majestosa em Vagarosa. O nome inclusive é um contraponto a esse tempo em que vivemos, onde a busca pela informação segue tão frenética.

Aos seus 29 anos e com uma filhinha, Céu se sente mais mulher e sensual do que no álbum anterior. É por isso que ela passa pelo samba, reggae, trip hop, dub, algumas vezes jazz e também blues, como em “Espaçonave” sem medo de errar e o melhor, ela não erra. O motivo é simples, ela está fazendo o que gosta e se sente à vontade. O instrumental segue tranqüilo, mais orgânico, dando ênfase a bela voz da cantora paulista.

Vagarosa teve produção da própria Céu, com colaboração de Gui Amabis, Gustavo Lenza e Beto Linhares. A cantora chega à Brasília dia 28 de novembro e se apresenta no Teatro Brasília, antigo Espaço Brasil Telecom.