01 outubro 2008

Zeca Baleiro - O Coração do Homem-Bomba Vol. 1

Se reinventar nunca é demais para uma pessoa como Zeca Baleiro, é o que ele mostra em seu novo trabalho, O Coração do Homem-Bomba Vol.1. Já deu para notar que esta é a apenas a primeira parte de um trabalho que ele dividiu em duas.

Ao contrário do que conferimos em Baladas do Asfalto & Outros Blues, O Coração do Homem-Bomba é bem mais dançante, passando por vários ritmos como rock, reggae, samba e por aí vai. Estes, bem presentes em seu último disco, Lado Z, onde canta canções próprias ou de seus convidados, que vão desde Martinho da Villa até a desconhecida do grande público, Forróçacana.

Nas 13 canções inéditas do disco (03 delas são vinhetas), Baleiro embala uma boa pista de dança. No Cd encontramos três homenagens. A primeira ainda está disponível em seu site oficial para download, "Toca Raul". Além de um desabafo, a faixa é uma resposta aos seres que em qualquer show que seja, sempre gritam a mesma frase: "Toca Rauuuuullll!".

As outras vão para o sambista Luiz Ayrão, onde Baleiro revive em "Bola Dividida", André Abujamra em "A Alma não tem cor" e Geraldo Vandré, numa música que ganha o mesmo nome do cantor e compositor. Sortuna, destoando de todo o restante do Cd, "Geraldo Vandré" é mais uma parceria com Chico César. A segunda e bem-sucedida parceria do disco é com o recente companheiro Zé Geraldo.

O bom de escutar um Cd como este é ver como a cara (ou marca) de Baleiro está sempre presente em qualquer um dos Cds que ela tenha feito. Mesmo que ele flerte com o blues, rock, samba ou até com o reggae, seu bom-humor cínico e muitas vezes crítico, está em todas as faixas, a exemplo de "Vai de Madureira".

Outro ponto importante neste álbum é a relação de Baleiro com as mulheres que vão desde "Elas por Elas" (que falam de várias mulheres em rimas), "Você é má" até "Nega Neguinha".

Do Volume 2 pode esperar um disco bem diferente. De acordo com o próprio Baleiro, este será mais introspectivo, a começar pelas faixas que estão em seu site, "Débora", "Tacape" e "Como Diria Odair", numa clara referência ao cantor e também compositor, Odair José.

Por aqui, o moço aparece dia 31 de outubro no Centro e Convenções.

Preparem os bolsos e claro, as cadeiras!

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