08 setembro 2008

Pílulas Porão do Rock - The Hiiiiivessss!!

Como prometido, lá vem a crítica dos shows que aconteceram lá no Pílulas este final de semana.
Eu cheguei lá meio atrasada.
Primeiro, porque é de praxe que os shows no Arena começam com atraso e segundo, porque havia uma fila enorme de carros. Será que era para ver o show da superbanda sueca The Hives? Não caro leitor, lá perto estavam rolando, simultaneamente, um casamento e um show de axé, funk ou pagode. Sentiu que a gente ficou 20 minutos num percuso que poderia ser feito em 2?

Ainda haviam poucas pessoas na Arena (muitos adolescentes entre 12 e 16 anos) prestando atenção ao show do Supergalo. Ou "Superchatos", como essa blogueira carinhosamente os apelidou. Eu comentei que não ia mais falar deles aqui no blog, mas vou abrir uma exceção. Exceção que pode ser feita novamente.

Minha crítica ao Supergalo é a seguinte: pop rock como todo pop rock e letras sem nenhuma profundidade. Crítica que foi atacada com : “O Led Zeppelin também não tinha letra” e “Eu não acho que toda banda tem que trazer algo novo”. Eu concordo com as duas afirmações, mas elas também merecem ser questionadas.
A primeira eu complemento dizendo o seguinte, o Litlle Quail também não tinha letras muito elaboradas (quem não lembra de “1 2 3 4” ???), só que as duas bandas tinham outro atrativo: o vocal e o instrumental. Além, claro, da performance. E não precisa ir tão longe para saber do que eu estou falando, vai só no Youtube ou escuta “Kashmir”.O mesmo eu digo das bandas novas. Caso do Moptop, que todo mundo fala ser uma cópia do Strokes. Pode ser que seja uma cópia, mas pelo menos os meninos, além do lindo sotaque carioca e dos belos olhos azuis do Gabriel, tem músicas com letras que conseguiram instigar a galera, como “O Rock Acabou”.
E o Supergalo?

Fico chateada de fazer uma crítica dessas a músicos que já participaram de bandas como Rumbora e Raimundos.

Seguindo a seqüência dos shows, The Hives!!! (?) É, eu também me espantei. Entretanto, o contrato dos meninos dizia que eles entrariam no palco a meia-noite. Nem um minuto a mais, nem um a menos.

Eu achei que o Arena ainda estava vazio e chuto que nem 5 mil pessoas estavam por lá. O que foi bom, porque no show do Muse eu mal conseguia me movimentar e estava com uma raiva tremenda de um cara que não parava de balançar a cabeça. Também não houve uma graaande divulgação. A organização do evento só esqueceu de colocar mais grades de proteção, pois parte do lugar estava cercado com aquelas faixas de polícia (que a gente vê nos seriados e filmes), que não segurou os “mijadores do mato”. Mas vai ver que as grades de Brasília foram parar em sua maioria no maldito “7 de setembro”.

Os meninos entraram o palco um pouquinho depois da meia-noite Para preparar a entrada a trilha sonora foi “A Stroll Through Hive Manor Corrids” do The Black and White Album. Quem abriu o show foi o guitarrista Nicholaus Arson num solinho que chamou o restante da banda, todos com seus ternos preto e branco.

Eles realmente merecem o título de performáticos. O cargo chefe fica, claro, para o “vocalista” Howlin' Pelle Almquist, como ele mesmo se denominou. E palavras em português foi o que não faltou no show. Pelle foi do simples “Obrigado, Brasília!” para “Senhoras e senhores!”, “Grita aí!”, “Batam palmas!”, “Para!” e até “rápido”, quando quis classificar o tipo de rok que o The Hives faz. A diversão de Pelle no show show, com certeza foi essa. Algumas vezes ficava até chato a sessão de “Grita aí!” e “Batam palmas!”, mas foi impressionante a simpatia e a energia do palco para a platéia.

Pelle dava chutes no ar, subia nas caixas de som, pulava da bateria, jogava o microfone para cima, subia na estrutura do palco, e quase foi para a galera quando resolveu cantar perto do público.

O restante da banda cumpria seu papel, jogava paletas e baquetas a cada pausa. Os meninos também mostraram além da energia, um calooor. Aos poucos todos foram se despindo. O primeiro foi o baterista Chris Dangerous, seguido pelo baixista Dr. Matt Destruction e pelo egocêntrico Pelle. Uma de suas outras falas incessantes era “The Hiiiiveeeeees!!”. A impressão que se tinha era de que eles estavam mais animados que o público.

Sobre as músicas eu não posso falar muito. Só conheço o último Cd dos rapazes, que foi praticamente todo cantado no show. Uma das coisas que mais me chamou atenção, foi a potência vocal de Pelle. O cara consegue ir do mais grave ao mais agudo sem desafinar.

“Tick tick boom” foi simplesmente a mais pedida. Quando os meninos fizeram a parada básica, parte do público armou o coro: “Tick, tick boom! Tick tick boom!”. Coro que até atrapalhou a parada de uma das músicas e Pelle acabou devolvendo com gritos de “Para!” E “Shut Up!”, para então a música ser finalizada.

“It's time to explode” e estava anunciada a tão esperada música, que tinha até cartaz! “Tick tick boom” finalizou o show quase que perfeitamente, não fosse uma falha, a única falha, no som. Terminou assim o show internacional mais foda que eu já fui até hoje na minha vida e que também me fez nunca mais querer largos os rapazes. Nos dois sentidos é claro, porque eu adoraria ter sido a guria que subiu no palco e agarrou Pelle por trás.

Minha pergunta que fica é: Por que eles cospem tanto? É mal de sueco?



O Hives voou para São Paulo e muita gente foi para casa. Entretanto, o Arena ainda ficou cheio, comprovando a tese de que muitos dos adolescentes dali queriam mesmo era ver o Móveis Coloniais de Acaju.

Eu honestamente, não prestei muita atenção no show. Estou meio cansada de assistir a mesma coisa há anos, embora os meninos sempre façam um show diferente a cada dia.
Eles se mostraram mais entrosados e coreografados, como não podia deixar de ser, devido ao tempo que estão juntos. A melhor parte foi ouvir que aquele seria o último show do Idem, primeiro Cd deles.
O show empolgou, como sempre empolga, mas é muito bom dizer que ele foi o último e vem coisa nova por aí.

As fotos do Hives vieram do site oficial dos caras, o mesmo para a do Móveis. Me sinto muito triste de não poder ter tirado uma foto do Pelle pulando da bateria, por exemplo.

Nenhum comentário: