12 setembro 2008

Nunesoteca - MGMT

Bem, venho eu falar de um grupo que me veio meio por acaso. Trata-se do duo formado pelos universitários do Brooklyn, Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden. Trata-se de The Management ou mais conhecido como MGMT.

O grupo me agradou não tanto pela qualidade do som (o que é indiscutível), mas sim pelo psicodelismo que se mistura com um electropop, e arrisco ainda, a colocar uma pitada de folk ao som da dupla. Psicodelismo esse que não via há tempos. Além disso, o grupo meio que foge e consegue não ser rotulado como apenas mais uma duplinha que faz, digamos, música eletrônica.

Não podemos negar, que a dupla explodiu em uma fase em que se fala tanto de grupos europeus que fazem essa espécie de música laboratorial, como por exemplo os franceses do Justice, Vampire Weekend, Au Revoir Simone (que por sinal não é tão novo assim, pois já escuto há algum tempo), e outras tantas, que poderiam por si só, fazer um único post. Mas além de toda essa coincidência, a banda se sobresai entre todas esssa citadas, pois faz um som único, um som que não se é comum de ouvir nos dias de hoje.

E posso até parecer um pouco pretensioso e me contradizer, quando digo que a banda faz um som que não se é comum ouvir nos dias de hoje, mas em minha primeira audição do som da dupla, não consegui pensar em outra banda, a não ser nos ingleses do Hot Chip. Talvez pela vocal, que se assemelha muito entre os dois grupos, talvez pelos samplers meio sombrios em que ambos usam em meio à algumas faixas, não sei. Mas como sempre ligamos uma coisa a outra, para não deixar o duo sozinho, minha associação foi com os ingleses.

O duo lançou dois CD's, sendo o primeiro Climbing To New Lows (2005), que é um CD mais cru, em relação ao segundo, intitulado de Oracular Spetacular (2007), álbum esse em que a dupla abraça ainda mais a psicodelia e o estilo retrô, características que me convenceram.
A dupla se prepara pra se apresentar aqui em terras brasileiras no Tim Festival, ao lado de bandas como, Klaxons, The Gossip, Gogol Bordello, The National, entre outras, incluindo o nosso querido hermano, Marcelo Camelo.

Infelizmente não terei a honra de dar as caras por lá, mas torcendo muito pra que seja uma apresentação que mereça um bis, pra quem sabe um dia, eu ter a chance de poder ver os psicodelicos do novo milênio em ação.

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