12 agosto 2008

Muse no Porão (dessa vez sim!)

Depois de assistir do show do Muse, eu sinceramente não conseguia acreditar em tudo o que eu tinha visto ali naquela 1h e 20 minutos de show. Passei uns três, quatro dias, sem saber o que escrever sobre o show. E hoje, ele está ganhando um post só para ele.
Mais pirotécnico, mais grandioso e mais pesado esse é o Muse no palco. Os meninos cantaram músicas principalmente do último Cd gravado em estúdio, Black Holes and Revelation. Vimos o que muitas pessoas no Rio e em São Paulo viram, apenas mais compacto. A primeira música, por exemplo iniciou os três shows, “Knights of Cydonia”. E foi a primeira vez que eu ouvi essa música toda. Sempre ficava enrolando e tive o prazer de escutá-la ao vivo, assim com “Supermassive Black Hole (a música que para mim parece de strip-tease), a ótima “Take a Bow” e a que não poderia deixar de ser tocada “Startlight”, que praticamente fechou o surreal show.
Na parte mais “quietinha”, vimos Bellamy (ô, homem gato!) se debruçar sobre o piano e além disso, cantar parte da música com um megafone. Tivemos vários efeitos especiais, como um telão, que funcionou superbem em “Knights (...)”, superbalões cheios de papel picado e super jatos de fumaça. O Muse realmente empolgou os mais de 25 mil pagantes na última noite do Porão do rock.

Outra coisa, como todas no show, para chamar atenção foram os instrumentos dos meninos. Mathew Bellamy, que trocou de guitarra várias vezes, tinha os instrumentos com uma lâmpadazinha que piscava em várias cores. O bateirista Dominic Howard tinha a bateria transparente, o que nos permitia ver sua calça amarela coladinha. Acreditem! Chris Wolstenholme, mais recatado ficou em seu cantinho tocando muuuuuuito.
Minha crítica para o show foi: eles quase não falaram com o público. Entre as músicas ouvimos muitos “Obrigado's”, mas nada de falar nada.
O show ainda teve uma paradinha, que trouxe o “quero mais”! Foi quando os meninos resolveram falar mais do que duas palavras. Quem começou foi Dominic, que falou o quanto estava feliz em tocar no Brasil e ali, naquela noite. Bellamy se empolgou e falou tão rápido, que quase não entendemos nada. Eu mesma, acabei escutando apenas a última frase: “We are so glade to be here”! E nós não?

Deu para ter uma idéia do porquê de eu não conseguir falar sobre o show durante tantos dias? Eu simplesmente fique extasiada, sem fala, sem acreditar em tudo aquilo. Meu tesão só não foi maior, porque eles não tocaram a música que eu mais gostaria de ouvir ao vivo, “Assassin”.
Aí embaixo, uma das músicas fodas tocada no show: “Hysteria”:




Fotos de Marcelo Santiago e Patrick (fotógrafo do Porão).

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