11 agosto 2008

Cobertura Porão do Rock - sexta-feira

Eu e o Felipe trabalhamos no Porão. Ele na Assessoria de Imprensa do evento, eu como Jornalista do site. Minha função era assistir a um show e logo em seguida escrever como foi o tal show.
No primeiro dia, eu fiquei no Palco Pílulas, que começou com um atraso de meia hora. A banda que abriu a série de shows que estariam por vir, foi a brasiliense Device, uma das bandas que ganhou a seletiva do Porão.
Device não faz nem um pouco o meu estilo de música. Death, trash metal, realmente não faz a minha cabeça. E mesmo não gostando do estilo tive que assistir, então o que eu avaliei em todos os shows foram as performances e o público. No caso da Device, parece que faltou alguma coisa. Eles soaram como qualquer outra banda que toque este estilo. O show estava vazio, ainda havia pouca gente na Arena do Rock.

As bandas seguintes foram Sayowa, Vougan, Podrera e Black Drawing Chalks. Essa última de minha cobertura e uma banda bem legal. Os goianos mostram um rock sem firulas. Duas guitarras um baixo, uma bateria e tá bom demais! O repertório foi todo de músicas autorais. A única coisa que atrapalhou o show foi a microfonia. A gente não sabia se o som do Palco Pílulas estava baixo demais, ou se o do Principal estava alto demais.
Depois vieram Almah, Elffus e Lesto!.

Então eu conheci Os Astros. O vocal dessa banda é o cara que cantava no Trem da Alegria, sabe aquela banda que animou a sua infância?Só que para mim, Juninho perdeu toda a voz. No palco ele parecia um bêbado que cantava enrolado. As letras? Fraquíssimas! Mas o instrumental, demias. Formado por Biu na guitara e Bruno no baixo, ambos ex-Rumbora (Rumbora que, embora a banda tenha terminado, esteve bem presente neste festival) e Fabrício na bateria fez mais sucesso.

Agora Nitrominds, Kill Karma, Mukeka di Rato e Rafael & The Booze Bros, ou irmãos birita e o melhor show do Palco Pílulas na noite de sexta-feira.
Num total clima anos 70, com cabeludos de calças boca-de-sino e golas para fora, Rafael começou tocando músicas de seus disco. Estavam marcadas apenas 04 músicas, uma delas em homenagem aos Beatles, que fecharia o show. Mas Rafael acabou ganhando mais duas músicas da produção. E vieram mais homenagens, a primeira “Evil”, música da banda Cactus, e a segunda “Remedy” do Black Crowes.

Macakongs 2099, Moretools, Madame Saatan e ela, a mais maldita de se cobrir num festival, a Maldita!!
Para mim o pior show de toda a minha vida e olha, que eu já fui em muito show ruim! Nunca me senti tão mal em frente a um palco.
A primeira coisa que me chocou foi o vocalista. Erich entrou no palco com algo que parecia sangue derramado em toda a sua camisa branquinha e uma máscara bicuda, cantando uma música que só fala de doenças.
Na terceira música, sem a máscara e numa performance sem igual, Erich chamou uma garota da platéia para participar do show. A guria que subiu ao palco estava tão visivelmente bêbada, que já foi logo abraçando o grudento Erich. Ele lhe entregou uma coleira e pediu que ela clocasse no pescoço, porque daquele minuto em diante, ela seria sua escrava. A menina, não quis nem dizer o nome e ele espertamente a apelidou de “Sodomia”.Como “Sodomia” não conseguia prender a coleira, Erich começou a puxá-la pelo cabelo. Não satisfeito tirou a camiseta suja e envolveu a garota. Finalizando a música, que dizia “eu estuprei um anjo”, Erich a colocou do lado da bateira.
Por falar em bateria, o ponto alto do show aconteceu justamente quando o batera Vidaut ficou sozinho no palco. Embalado pelo hit “A menina pastora”, Vidaut tocou alguns covers.
E o trabalho da noite (pelo menos o remunerado) acabou ali.

MQN, DFC e Matanza, ou melhor dizendo, o melhor show da noite! Tendências Suicidas? Para que se você tem o Matanza?
O cabeludo Jimmy levantou a galera com sua voz robótica e rouca cantando músicas dos quatro Cds. Como “Pé na porta e soco na cara” e “Ela roubou meu caminhou”, que os deixou conhecidos.
Para quem gosta, deu para pular do início ao fim, na mistura country, hardcore dos meninos. As mais de doze mil pessoas no Porão simplesmente alucinaram com o ritmo dançante e com as piadinhas de Jimmy.
Do Suicidal eu apenas vi uma música e também não fiz questão de assistir. Já estava muuito cansada. Eles apenas fizera o show que tinham que fazer. Rock and roll e skate.

Fotos Marcelo Santiago e Alessandro Dias (fotográfo do Porão)

Um comentário:

Renato Nunes disse...

Gostei da resenha. Tá afim de escrever no meu blog também?