05 junho 2008

O Rock Acabou?


Quem é esperto, leu a frase aí em cima e lembrou na mesma hora da música do Moptop. Não é especificamente dela que vamos falar, mas de uma série de reportagens que o Jornal do Brasil vem trazendo sobre a morte do rock and roll. Tudo isso, porque no Prêmio Tim de Música encontramos poucos representantes do gênero. Estavam concorrendo O Canastra, Pato Fu e Nação Zumbi (que abocanhou um dos prêmios).

E você? Acha que o rock morreu?

Na verdade, essa crítica do Jornal do Brasil vem em cima do que o rock mais repudia, tornar-se pop. Há tempos não temos bandas que movem multidões e que estão na mídia o tempo todo, isso é certo. Mas em que veículos os roqueiros deveriam estar?

O mundo alternativo a cada que passa vem ganhando mais espaço e ficando cada vez mais democrático. Ao invés de "superbandas", temos hoje bandas que querem divulgar seu trabalho fazendo shows, ou jogando material na internet.
O Rock até hoje é muito discriminado. Veja o Porão do Rock. O evento acontece há mais de 10 anos (faz 11 este ano) e foi adiado por falta de patrocínio.
Os tempos estão mudando. Claro que não vamos dar prêmio algum a um grupo que não tem nem 01 disco lançado, mas não podemos simplesmente desconsiderá-lo.
Uma banda não precisa aparecer no Faustão para ser conhecida. E será que é este tipo de público que ela quer atingir? Será que ela quer ser ouvida por pessoas que escutam uma música chamada "Créu" de um cara conhecido como "DJ Créu"???
Há outras maneiras de divulgação, mas tem gente que insiste em fechar os olhos.
O Tim realmente não levou muitos roqueiros, só que isso não quer dizer que o rock esteja morrendo.
Agora, é triste você ter que ler a seguinte declaração: "Rock tem mais haver com MTV, Multishow. Aqui no Tim é uma coisa mais adulta, mais solene. E adolescente é um saco!", João Barone, Paralalamas do Sucesso.

Eu me pergunto: "Será que todos os caras que estão no rock n' roll são meros adolescentes?".

Fica a pergunta e a reflexão. Para vocês que estão começando, ou que tem uma banda no meio alternativo, o mesmo Jornal fez o caminho do rock independente, que pode ser lido na página deles na internet.

2 comentários:

ASKeS, 2000-2007 disse...

Alê, infelizmente o meio independente tem tantos ou mais vícios que o do mainstream. Um exemplo disso é a cena independente de Brasília. Havia uma meia dúzia de produtores e todo o (pequeno) espaço disponível na mídia era destinado à divulgação de seus eventos e de suas bandas protegidas, restando às bandas e eventos fora desse "eixo" umas notinhas de rodapé. Tive uma banda por sete anos e tivemos muito mais espaço em jornais além-Brasília do que por aqui. Em suma, o que eu quero dizer que quando há uma mídia local engajada em divulgar e promover a cultura independente de forma honesta, como fora nos anos 90, os resultados aparecem com mais facilidade.

Alê dos Santos disse...

Desculpa pela demora.

Primeiro, eu não tenho quase que nenhuma intimidade com o rock independente de Brasília. Conhecço algumas bandas e sei o quanto é barra. Então sobre esse assunto eu nem posso me atrever eu falar muito.
Mas o que eu vejo é que tem espaço para todo mundo e que o sucesso chega para todos que tem algo de qualidade para mostrar. Pode ser chegar ao nível de um Móveis Colonais (que é conhecido não só aqui em Brasília) ou ser apenas uma banda local, como sei lá, Watson.

Sobre os produtores, o que vc está dziendo é bem capaz que aconteça, porque queria ou não, estamos todos vendendo o nosso trabalho. É o capitalismo. E eu acho, claro, se fosse uma coisa mais harmônica, iam rolar mais shows. Espaço é o que não falta.

E para as bandas alternativas, há o Cult 22, o site e o programa, o Garagem do Correio Braziliense e por aí vai.

Neste post o que na verdade eu gostaria de abordar é o fato de dizerem que o rock está acabando, felizmente eu nãi vejo isso. E para usar um termo que não é mau, estamos numa "entresafra".