12 maio 2008

Lafusicando: Como foi a 3° edição

Seguindo a tradição, neste Lafusicando eu também entrei de graça! Não, não foi porque eu tenho um blog super lido em Brasília, mas porque eu liguei na Rádio e ganhei um ingresso.

Cheguei um pouco atrasada, mas bem a tempo para o show do Rainha Vermelha. A banda tem uma sonoridade boa. Gostei muito do instrumental dos caras, mas as letras já não me agrdaram muito. Também achei que os meninos estavam um pouco comedidos, faltou presença de palco.




Essa daí é a música de trabalho dos rapazes


Desde que eu entrei na Plínio Marcos, vi um banquinho e um negócio cheio de chapéus (que inclusive tinha um lindo!). Pensei que fosse para a show do Lafusa, mas me enganei. Assim que o Rainha Vermelha saiu do palco, um rapaz aqui de Brasília, chamado Rudá Carvalho começou a tocar. Ele estava acompanhado apenas de um violão. O cara toca bem, ao mesmo tempo que canta, mas cansa. As músicas tem as mesmas batidinhas e em geral são lentas. Isso, ao invés de entreter o público, dispersou-o por completo. O menino acabou tocando para uma meia dúzia de gatos pingados desinteressados. Além disso, acabou atrapalhando o show do Do Amor que perdeu público.

Do Amor começou cantando uma música com a letra bem elaborada, mais ou menos assim: "Aaaaaahhh!". Isso me fez pensar logo: "Meu Deus, o que será que vem por aí?". Tinha lido que uma das influências deles é axé e fiquei muito com o pé atrás. Depois de descobrir que o Bubu (que tocava com os Los Hermanos) fazia parte do grupo, dei mais credibilidade aos meninos. Um amigo meu, que eu confio muito no gosto musical, falou que era bom e esse foi o ponto final para, mesmo desconfiada, eu ir assitir aos shows deles.

O Do Amor, além de Gabriel Bubu na guitarra, tem Marcelo Callado (não, não faça a piadinha infame!) na bateria, Ricardo Dias Gomes no baixo e Gustavo Benjão também na guitarra.

Os meninos tem um currículo invejável. Todos tocam com Nina Becker, Callado e Ricardo tocam com Caetano e Gustavo é um dos Calmantes do Nervoso.

A banda surgiu ano passado e neste ano conseguiram um pouqinho mais de tempo. Além dos shows, gravaram até o Ep.

Voltando ao show, depois da primeira música, tudo começou a melhorar. Os "Do Amores" mostraram que uma salada musical pode resultar em música de qualidade. Não pense que por ter influências do axé music, você vai ver um show estilo Ivete Sangalo. A pretensão nem é essa. A música na verdade fica animada, dançante, sendo díficil ficar parado no show. Esse foi um dos problemas de se fazer um show no teatro. A Plínio Marcos tem uma acústica muito boa, mas é um teatro e as pessoas ficam sentadas! Só depois de um casal bondoso ter levantado é que as pessoas se entiram mais a vontade para tal.Pena não ter dançado "Cachoeira".



Última música adicionada no Myspace, Chalé.

O chato é que quando a galera estava animando o show acabou. E quem voltou ao palco? O cansativo Rudá. Dessa vez com mais público, graças ao Do Amor e ao show que estava por vir, Lafusa.
Nós ficamos muito felizes quando vemos o crescimento de uma banda que a gente gosta. A saída do Gustavo e a entrada do Luiz na banda foi primordial para isso acontecer. Quando eles falaram que tinha entrado um conta-baixo, piano, jazz... Eu estranhei. Fiquei curiosa para saber o que tinha acontecido com as músicas.

As mudanças não foram tão radicais como eu havia imaginado. Algumas músicas receberam introduções mais elaboradas, mas o teor (ainda bem) é o mesmo. O que mudou e cresceu foram os covers e as particpações.

A primeira delas foi de Rafael Oops, ex-Disco Alto, agora Conhaque Supernova, cantando uma versão para "High and Dry" do Radiohead, que eu não poderia deixar de gostar. Depois subiram ao palco o baixista do Rainha Vermelha, Felipe, o Moraes, e o Irá, da Banduirá. Essa última realmente não me desceu. A voz do Irá me lembrou muito a Dinho Ouro Preto e para mim, ele quase conseguiu (mas foi por pouquinho mesmo) fazer com que a música do Lafusa soasse pop demais.

Dos covers, o mais lindo sem dúvida alguma foi "What a difference a day made" do Jamie Cullum. (Agora sim o piano!) Embora o Aloízio tenha dito que não sabia tocar, na hora em que a música começou, vimos o quão mentiroso ele é. Eu que sou fãzoca do Cullum adorei.
Eu nunca falei dele aqui no blog, mas já cansei de tanto elogiar o jazz desse cara. Logo que eu tiver um tempo, faço um post só sobre ele.

Teve uma que eu não sei o nome e nem quem canta (ô, mania de conhecer as músicas e não saber esses detalhes) bem jazz mesmo.E durante uma das músicas (que eu não lembro qual foi, e já estou fazendo a minha nota mental de levar, nem que seja um guardanapo para os shows) rolou Mody Peaches, ela, a linda! "Any One Else But You" (lembram de Juno?) e um poquinho de "Hey Jude" (que está aqui!). Os meninos do Lafusa mostrando que estão ligados.

Além das graças do Jamil e sua bela gaita, do cabo do Luiz que teimava em sair do lugar e do Guedes (como sempre) tocando muito, escutamos algumas músicas novas. Entre elas "Sépia", que nós já falamos ali embaixo.
A outra, que marcou o momento mais emocionate do show, chama-se "Quarto de Cordel", dedicada a menina Isabella Nardoni, que foi, ao que tudo indica, jogada pelo pai da janela de seu quarto. Aloízio teve que conter as lágrimas quando foi anunciar a música. Ele falou uma frase que, eu acho, deveria ser seguida por todos nós: " (...) a gente tem que cuidar um do outro", independente de ser da nossa família ou não, completo eu. Já imaginou como o mundo seria mais harmônico se não fosse tão individualista e egoísta?

A música é mais pesada do que de costume e transmite alguma coisa desesperada, como o que aconteceu com Isabella.

Para o show ficar completo, só faltou a participação de, pelo menos, um dos meninos do Do Amor. O som teve poucas falhas e estava muito bom. Infelizmente não tenho fotos do show, as do Do Amor eu robei no Myspace deles.


A música que ganhou coro

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