30 abril 2008

Rádio Cultura

Essa seria a nossa segunda entrevista, mas...Estou sem tempo para transformar minha matéria. Então, estou passando a matéria que fiz para aula para o blog!
Sexta-feira passada eu estive no Cult 22 e foi demais! Para ouvir, é só entrar lá no site do programa.


Todo estado brasileiro possui sua Rádio Cultura. Brasília, por ser a capital federal não poderia ser diferente.

A Rádio Cultura (100,9 fm) é sustentada pelo governo, mais precisamente pela Secretaria de Cultura que paga aos funcionários e os gastos, nada além disso. Desde sua inauguração, há 20 anos, ela não tem recebido grandes investimentos. A Rádio não tem verba própria e não pode cobrar por comerciais em sua programação. E esse também não é seu objetivo.

A programação de hoje é mais alternativa, trazendo MPB, rock, reggae, blues, jazz... Valorizando, principalmente, o artista da cidade. Mas não foi sempre assim. Entre 2001 e 2007, a Rádio passou por uma reestruturação. “A Rádio deixou de ser popular, para se tornar ‘popularesca’, isso só afastou os antigos ouvintes e acabou não trazendo novos”, diz Marcos Pinheiro.

Em 2006, começo de 2007, Marcos Pinheiro passou de apresentador (do programa Cult22, já há 17 anos no ar) e colaborador da Rádio para diretor. Essa promoção não o fez trabalhar menos, muito pelo contrário. Além de acumular os cargos anteriores, ocupa também o de locutor e programador da noite.


Foi com ele que a Rádio voltou as suas origens. Resgatou antigos programas como “Música e Informação”, Conexão DF e Anjos da Noite, novos programas que diversificam a programação, como Criolina, Gramofone, SOS Gaia, Papo Firme e FMI nas Ondas do Rádio estão no ar. Prezando por sua criação, a diversidade musical e o melhor, sem preocupação comercial.

Para chamar novos ouvintes e estimular as ligações, nos pequenos intervalos, a Rádio sorteia brindes, como camisetas, adesivos e convites para os mais diversos shows. “Afinal ninguém liga de graça”, completa Marcos. Esse foi o jeito que a Rádio conseguiu para divulgação da mesma.

Quando apóia algum show, por exemplo, a logomarca da Rádio aparece nos folhetos entregues pela cidade, levando assim ao interessado em ir ao show, a ouvir a Rádio, no intuito de ganhar seu convite.

A Cultura já participou de eventos como Porão do Rock, BMF Moto, FMI, Belas da Vez e tantos outros.

Hoje trabalham na Cultura 03 jornalistas, são eles Kakau Teixeira, Paola Antony e Claudêmio Costa. Vários colaboradores, entre eles Indiana Noma (à frente do Anjos da Noite) e Fernando Rosa (por trás do Senhor F).

Sem deixar de citar os programadores Luís Antônio Magalhães e Tenisson Ottoni, que trabalham, respectivamente, nos turnos matutino e vespertino. Não deixando de lado Santana, o responsável pela sonoplastia e também é apresentador do Conexão DF.

Tentando trazer mais ouvintes, a Rádio Cultura agora está também na internet. Não em seu próprio site, ainda sem previsão para sair, mas numa parceria com o Movimento Calango. Entrando lá, o sistema é bem simples, apenas clicar na logomarca
da Rádio Cultura e escutar a “alternativa inteligente”.



Um pouco mais sobre Marcos Pinheiro


Marcos Pinheiro tem uma longa trajetória com a Rádio Cultura. Antes mesmo de se formar em Jornalismo pela UnB, ele já trabalhava na Rádio Cultura.
Como estudante, passou antes por um estágio de Acessória de Imprensa. Depois disso, foi apresentar um programa sobre esportes semanal na Cultura e acabou sendo contratado.

Em 1991, junto com Cláudio Marcelo, nasceu o programa Cult 22, de quem é apresentador até hoje. Agora em parceria com Abelardo Mendes Jr, o Cult continua no ar fazendo o que sempre fez de melhor, tocar “rock e pop sem discriminação”. E de várias vertentes. Um dos quadros, por exemplo, tornou-se um programa da Rádio no final de 2005, o Senhor F.

Marcos nunca abandonou o programa, mesmo tendo se desvinculado da Cultura por alguns anos. Passou por várias funções, entre elas gerente de programação em 97 e agora diretor.

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