25 março 2008

Móveis Convida VIII

"Embora dá para não preceber, alguém deve estar rindo de você". Entretanto, eu percebi tudo. Senti um pouco de vergonha, mas estava no show para soltar meus demônios e me divertir. Foi isso que eu fiz.
Não consegui ver a Cravo Carbono, (banda que eu mal escutei e que troquei pelas audições de Bloc Party e Beirut) e vi só 03 músicas do Bois de Gerião. A impressão que eu tive foi de que o show estava bem animado.
O que viria a seguir, não era o mais esperado da noite para muita gente ali dentro do Centro Comunitário. A banda mineira Pato Fu trazia à Brasília seu novo show e Cd, Daqui pro Futuro. Mais do que uma apresentação das músicas novas, ouvimos um intercalar de músicas antigas. As muito conhecidas, como "Ando Meio Desligado", "Eu" e "Perdendo Dentes" levaram todos a cantarem em coro. Escutamos até uma música do primeiro Cd, Rotomusic de Liquidificapum,que muita gente sabia.

Do Cd novo as escolhidas foram "Mamã Papá", que abriu o show, "30.000 pés", "Nada Original" e "Tudo vai ficar bem", pouco para um show exclusivo do Daqui pro Futuro.

Os pontos altos do show vieram, um quando a tão esperada "convidante" subiu ao palco para cantar com o Pato Fu. Embora pareça um monopólio do show da outra banda, acho que ao invés de tocar só uma música, todas as bandas deveriam interagir no palco. Tocando com um convidado da outra banda, que estivesse ali apenas apreciando aquela gelada.
Como a própria Takai falou:"Foi como ver a noiva antes do casamento", mas não foi nada ruim. Móveis e Pato Fu fizeram um ótimo matrimônio musical.
O segundo ponto alto, aconteceu quando Fernanda Takai se distanciou do microfone, ficou de costas para o público e voltou de óculos escuros e chifrinhos que piscavam(!), para cantar "Capetão 66.6". Essa cena foi impagável.
Achei o show muito pequeno, esperava mais umas horinhas.

Num curto intervalo e sem muitas "delongas" subiram ao palco os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju. Depois de muito tempo sem apreciar o show dos meninos e até sem vê-los pessoalmente, o show foi cheio de supersas.

Primiero, pelo novo festival de bigodes e caras lisas que se alternaram entre os integrantes da banda. Depois, músicas novas. Foram cantadas, pelo menos, 05 músicas que estarão no novo álbum da banda, anunciada só para outubro!

Como é bom, passar um tempo sem escutar uma banda e acabar revendo-a num show. Você acaba querendo ter de volta todo o tempo perido. Acho que esse sentimento tomou conta de muitos ali, que dançaram até a última música, mesmo não aguentando mais e usando suas últimas forças, como eu.

A dobradinha com Fernanda voltou a acontecer. A música "Menina-Moça" começou distoante na voz de Fernanda, mas acabou bem depois de abafada pela de André. A parceria foi boa, só a música, mal escolhida.

O público no final do show estava bem diminuído, mas quem ficou, viu como valeu a pena. O som falhou, justamente, depois de "Copacabana", que trouxe uma roda muito pequena para as já vista por aí.

Da noite a única coisa que não me agradou foram os intervalos dos shows. Faltou música boa! Eu mesmo ouvi só duas, (e que sempre tocam) Los Hermanos, "O Vencedor" e Franz Ferdinand, com "Take me Out".

O que é uma pena, porque um dos melhores shows que eu fui na minha vida (Mombojó - 2006), você simplesmente não conseguia parar de dançar. Os intervalos eram tão bons quanto as bandas que subiram no palco naquele dia. E olha que eu nem cobraria para tocar lá. Só queria meu nome divulgado e claro, ser apresentada a todos músicos da noite.
Fotos por Felipe Nunes e Roberto Mathias.

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