26 fevereiro 2008

A primeira, mas não a mais simples

Depois de uma luz, eu resolvi fazer uma entrevista. A bola da vez (ou banda) foi a Lafusa. A escolha deles foi por há pouco tempo (dia 08/02) eles terem se apresentado lá em Sampa numa festa (que futuramente também se transformará em revista vurtual), a Manda Brasa como atração principal.
Além disso, puxamos outros assuntos, como o som que a banda leva, a divulgação do EP e do futuro CD, quando vai rolar um novo trabalho e por aí vai.
Toda entrevista foi feita por e-mail, porque esta repórter aqui não tem tempo, gravador e/ou câmera. Eu gostei muito do resultado, espero que vocês também.

Drops Cultural: Ano passado vocês lançaram o Ep "Quadricôlor" e desde então fizeram vários shows. A grande pergunta dos fãs é: Quando vai rolar o Cd?

Aloízio: Consideramos o "Quadricolôr" um disco pelo trabalho e vontade que tivemos para concretizá-lo. A princípio, queremos começar a gravar um disco de músicas inéditas no fim de 2008.
Guedes: Vamos deixar as coisas fluirem naturalmente. Quando acharmos que está na hora, é a primeira coisa que faremos.

DC: Falando em shows...Vocês acabam de tocar no Berlin, na festa Manda Brasa como atração principal do evento (para ver fotos e o playlist, entre no fotolog da banda). Eu li por aí que vocês mandaram muito bem. Mas gostaria de saber de vocês como foi.

Aloízio: Foi nosso terceiro show em São Paulo e o primeiro só com Lafusa na noite. Um som mais ou menos e um público fervendo - esse foi o show no Berlin. Temos um novo formato de show que agradou muito o pessoal que foi até o Berlin dançar e se divertir. Nos disseram que foi a maior lotação da festa até então.
Guedes: E no dia do meu aniversário. Foi demais!

DC: Também no ano passado, vocês começaram a tocar fora de Brasília. Qual foi o primeiro lugar? E até agora qual foi mais especial para vocês?

Aloízio: Nosso primeiro show fora de Brasília foi em Goiânia, no festival Rock In Sopa, em setembro de 2006. Foi um dos nossos melhores shows. Em primeiro lugar, o público surpreendeu - não esperávamos ninguém no nosso palco, mas o Martim Cererê estava cheio de gente suada e feliz (incluindo a gente). Trocamos uma energia maravilhosa durante o show e tudo saiu literalmente perfeito. Ano passado a turnê com Móveis Coloniais de Acaju no nordeste foi bem divertida e conseguimos conquistar um público fiel, que já espera a volta da banda agora em março. Em Belém tocamos para muita gente e todos dançaram muito; em São Paulo, muita gente cantando as músicas... Estar no palco, em qualquer lugar, é muito especial.

DC:Como começaram estes convites?
Aloízio: Tudo pela correria que fazemos. Mandando material, e-mails, scraps no orkut, ligando, investindo, correndo atrás...

DC: Voltando ao CD. A divulgação de vocês, além do boca-a-boca, é feita principalmente pela internet. Vimos recentemente uma banda brasiliense lançar seu CD (referência ao CD Híbrido, da banda Velhos e Usados), praticamente inteiro, para download gratuito em seu site. Alguma possibilidade disso acontecer com o Lafusa?

Aloízio: Claro. Tanto que antes do lançamento do EP, nós lançamos uma música na internet e depois fomos colocando outras, pouco a pouco. A internet hoje é tão importante quanto usar cueca. Você pode até não usar, mas se estiver com ela é muito melhor...
Guedes: Ninguém sabe ao certo como vender música nos dias de hoje, especialmente as bandas grandes. Para os artistas independentes, a internet foi um grande presente. Acredito que as gravadoras e os grandes blocos corporativos ligados à músicas têm buscado um retrocesso, bloqueando os downloads ilegais e punindo quem os realiza. Não há volta. Então buscamos aproveitar o espaço que a internet nos oferece, e hoje nosso EP pode ser baixado, na íntegra, na nossa página no Trama Virtual. Gratuitamente.


DC: O Lafusa tem um projeto musicalmuitointeressante, que inclusive já teve duas edições. O Lafusicando já tem algum pretendente para este ano?
Aloízio: O terceiro Lafusicando deve acontecer em Abril. Estamos fechando o espaço e esse terá um formato diferente. Começamos a incluir outros instrumentos no set e isso está mudando um pouco o show. Dando margem para que possamos convidar diferentes artistas para participar do projeto.

DC: Como é a escolha das bandas? Vocês escolhem por afinidade musical?Ou por amizade?
Aloízio: Qualquer artista que nos identificamos entra pra lista de possíveis atrações. Tem de Maria Rita, Dave Grohl a Madame Saatan e Macaco Bong. De acordo com a verba do evento, sabemos quem chamar.

DC: Por agora, algum show na cidade? Ou a banda está voltada para fora de Brasília?
Aloízio: Estamos mais voltados para fora do DF, no sentido de divulgar mais o nosso trabalho. Mas estamos com muitos projetos pra Brasília esse ano. No último sábado (23) testamos um formato de show com muita influência de jazz, e deu muito certo. Estamos analisando a possibilidade de fazer algo assim mensalmente. O Lafusicando deve trazer uma atração de fora e duas novas bandas de Brasília.

DC: O "fusiquê" é a mistura de tudo que cada um mais curte. As influências musicais. Como cada um tem um gosto diferente, como compor e fazer música? Onde fica o denominador comum?
Aloízio: Tudo começa quando eu ou Jamil, geralmente, chegamos com alguma composição no estúdio e a banda toda vai opinando no arranjo até que a música vai tomando forma e se construindo. Tocamos elas várias vezes até decidir que estão prontas para o público.

DC: A banda de vocês começou em 2005, certo? Justamente no tempo da faculdade. Vocês ainda estudam? É muito difícil conciliar? O que cada uma de vocês faz hoje?

Guedes: Na verdade foi no finalzinho de 2004... Hoje em dia eu tento conciliar o Lafusa com a faculdade de jornalismo e o emprego, 6 horas por dia, e trabalho com o Aloízio na Quarta Supernova, evento realizado por ele aqui em Brasília. Mas a paixão de verdade é a música, não tem jeito.
Aloízio: Eu estudo comunicação, e recentemente comecei a produzir o disco de novas bandas e artistas daqui. Trabalho com minha mãe em uma produtora de eventos, tenho o projeto Quarta Supernova, estou estudando música e trabalhando na parte de produção do Lafusa. É muito difícil conciliar tudo, mas em breve termino a faculdade e vou me dedicar 100% à música.
Jamil: Trabalho e tento estudar... É difícil conciliar, pois meus pensamentos e energias estão sempre centrados na música, mas sei que preciso ainda ter uma fonte de renda mais estável. Por pouco tempo, espero.
Luiz: Entrei para o Lafusa em 2008, mas larguei a faculdade de publicidade há cerca de um ano para me dedicar integralmente à música. Hoje estudo baixo acústico e elétrico na Escola de Música de Brasília.

DC: A formação do grupo hoje, ainda é a original?
Aloízio: No fim de 2007, depois de uma conversa, o Guga (Gustavo Portella) deixou a banda para se dedicar a sua banda original (a banda em questão é a ADI) e aos estudos. Quem assumiu os baixos foi Luiz Ribeiro.

DC: Alguns de vocês (ou todos) têm projetos paralelos ao Lafusa. Gostaria que vocês falassem um pouco sobre. Como começou, se isso atrapalha o Lafusa, ou complementa? E como que é? Do que se trata.

Guedes: Muitas vezes é difícil levar um projeto paralelo, mas entre a gente isso sempre funcionou muito bem. Atualmente, meu projeto paralelo é o Quarta Supernova, onde discoteco com o Aloízio. No fim das contas, é só diversão, então tá valendo.
Jamil: Em todos os projetos paralelos continuamos juntos, ajudando ou apreciando... É foda fazer coisas e deixar os amigos longe, então é tudo sempre junto. Que bom, né?
Luiz: Alem do Lafusa, toco em mais duas bandas de estilos completamente diferentes: uma de hardcore, o Cardia, e outra de ska, o Bois de Gerião. Ainda toco música erudita com a Orquestra Sinfônica da Escola de Música de Brasília, e trabalho com um pessoal do jazz e do samba da cidade. Isso tudo só acrescenta a todos os meus trabalhos, pois levo a experiencia boa de cada um pro meu jeito de tocar.
Aloízio: Tudo que fazemos relacionado a música só nos acrescenta. Nos organizamos bem para que tudo funcione.

Como citado aí em cima, no site da trama você conhece um pouco do trabalho dos meninos e de quebra baixa o EP deles. Porém, você ainda pode acessar o myspace e o site oficial da banda. Para já ir curtindo aqui, assista ao videoclipe (lançado ano passado) da música Primeira das Mais Simples.

Lado B na nossa comunidade no orkut.

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