29 dezembro 2008

Videoclipe - Radiohead


Nude

O Radiohead sempre faz uns clipes meio loucos, né? Ah, já era para eu ter postado aqui.

Tempo....

Nossa! Muito tempo sem escrever aqui, né? Para vocês não ficarem sem saber o porquê de tanta demora, eu vim aqui apenas explicar.

Eu já devo ter falado aqui alguma vez, que eu trabalho lá na Rádio Cultura e vocês sabem que eu também tenho um quadro junto com a Penny Lane no Cult 22, certo?

Pois então, neste final de ano, eu tive a idéia de fazer um programa especial, que traria aos ouvintes grandes nomes da música internacional e nós tocarímos algumas faixas dos discos lançados este ano. Passei para o chefe e ele aprovou!

Daí, uma corrida contra o tempo. Produzi, fui atrás das músicas, li um monte de coisa e pan! O programa foi ao ar na semana passada, dia 26 de dezembro, ao vivo e com a apresentação de Marcos Pinheiro.Agora, nesta sexta, dia 2 de janeiro de 2009, eu apresentarei a segunda parte e última.

Caso vocês possam escutar, se tiverem de bobeira em casa, vê lá se a minha voz num é horrenda. Se o "trêm" ficou bem produzido e essas coisinhas. Quero críticas! Mas por favor, como eu já disse críticas boas ou ruins, mas fundamentas, não tem coisa pior do que gente que nem criticar sabe.

O serviço é: "Retrospectiva 2008 - o maiores lançamentos internacionais deste ano", produção e apresentação: Alê dos Santos. Das 20h às 22h. Pela Cultura Fm.

Se eu não bloggar mais, Feliz Ano Novo, tudo de bom para vocês!

19 dezembro 2008

E quem abre os shows do Radiohead no Brasil é....

E mais uma notícia sobre o show do Radiohead no Brasil.

Quem abre os shows dos ingleses é a banda alemã Kraftwerk (os caras estão podendo ou não?). A notícia está no site oficial do Radiohead.

Eles também abrem os shows na Argentna, México e Chile.

18 dezembro 2008

We love 'cariocas'! Just love!

Fazia tempo que eu não recebia nada no Música de Bolso, que como vocês sabem é um projeto alternativo de vídeos. Eles chamam várias bandas para tocarem duas músicas em lugares nada convencionais.
Hoje pela manhã, abri meu e-mail e achei ninguém menos que MoMo. Eu já falei dele aqui e disse o quanto o cara é bom. Aí embaixo você assisti MoMo cantando "Buscador", música que dá nome ao seu segundo disco.



Numa onda mais samba, eis que temos Max Sette, que faz parte da Orquestra Imperial. Ela está nos trompetes e por trás de algumas composições, entre elas a minha preferida "Ereção". Aqui, o moço (que voz!) canta "Ido Embora", dele e do também carioca Marcelo Camelo.


Se não aguenta, bebe leite!
Para finalizar a seção "carioquesca", um dos cariocas que mais se destacou em 2008, nosso querido Marcelo Camelo. Eu preferi colocar "Téo e a Gaivota", mas se você for no canal dele no Música de Bolso vai encontrar o moço numa improvisação bem Os Imprevisíveis.



17 dezembro 2008

Capitu

Falaram muito dessa minissérie. Também, não é para qualquer um fazer uma releitura de um dos maiores caras da nossa literatura, né? E o Luiz Fernando Carvalho se aventurou nessa, pode-se dizer, loucura. Eu não assisti e se você tá nesse mesmo barco, saca só:


Primeiro episódio

Daqui a pouco sai em DVD e se alguém quiser dar de presente, eu nem ligo! Tendo o Michel Melamed já me interessa. Amo aquele carioca!

Videoclipe - Bloc Party


One Month Off
Porra! Acabaram com a minha infância!

Bob Dylan - Tell Tale Signs

Que Bob Dylan é um homem com uma grande habilidades musical, isso todos nós já sabemos. Mas daí ter 8 volumes de Cds com versões diferentes para suas músicas e tantas outras deixadas para trás, não é para qualquer um.

Como prometido, vamos falar hoje do oitavo capítulo do Bootleg Series, que desde 1991 mostra a enorme capacidade inventiva deste norte-americano.

A série deste ano foi batizada de Tell Tale Signs e traz sobras e outras versões (ao vivo ou não) de músicas de seus últimos Cds lançados, que vão desde Oh, Mercy (1989) até Modern Times (2006).

Tell Tale Signs saiu em duas versões. Um álbum duplo com 27 músicas (e quem correr pode conseguir comprar a versão com com mais 12 músicas de bônus).E a segunda é especial para os colecionadores, pois a Columbia Records também resolveu soltar uma versão em vinil com quatro Lps.

Antes de ser lançado Dylan soltou a inédita "Dreaming Of You" em seu site oficial para download gratuito. Bastava apenas você fazer um cadastro e poderia ouvir no seu MP3 a música que ficou de fora de "Time Out of You", disco lançado em 1997. Ela inclusive passou pelo blog quando virou vdeoclipe.

15 dezembro 2008

The Pro, Watson e Bois de Gerião

Engraçado o modo como eu conheci o The Pro. Eles estavam na minha lista mental de "bandas para escutar" e me adicionaram no Mysapce. Tentei entender como eles sabiam que eu os queria escutar, mas são essas coisas inexplicáveis que acontecem na nossa vida. Ouvi muito pouco e acabei por querer assistir um show deles ao vivo. Perdi no Porão, perdi no Torneira Mecânica, mas estava aí o Na Rota do Rock Brasília apareceu para me dar essa satisfação. Na mesma noite ainda iria ver o Watson (outra banda que queria ver ao vivo) e Bois de Gerião. Era uma noite perfeita.

Foi o The Pro que abriu a noite de shows no UK Brasil Pub. Dias antes de ir até lá tinha pedido algumas musiquinhas para eles, para poder cantar junto. O show foi curto, vide o que aconteceu no Mercado Musical Paralelo na última quarta, mas o som estava bem melhor. Nos dois shows, eles mostraram músicas novas, inclusive com um novo instrumento, teclado. A minha favorita dentre as que ouvi, é "Volta Tempo", que está no EP.

A banda tem pouco tempo de vida, apenas três anos e é incrível ver-lhes a qualidade musical. A voz de Zé (vocal) é grave e mesmo quando dá uma afinada para se adequar a música, não desafina. No quesito presença de palco, a nota é dez. Pois as músicas animadas vem arrecadando fãs a cada show que fazem.

Essa com certeza é uma das bandas que vão tocar muito em 2009. Esperamos o lançamento do Cd.

A noite continuaria num ótimo nível com o Watson subindo ao palco. Eu há tempos não os ouvia. Tinha baixado algumas coisas demos no Trama deles, mas não tinha me animado tanto. Agora com o EP lançado (Lei da Seca, que tem apenas 7 músicas e pode ser baixado no Trama) vi o quanto os meninos cresceram. A banda também não é muito velha e em pouco tempo já melhorou muito o som.

Esse ano, o Watson teve um problema com o bateirista. Jack sofreu um acidente e ficou um bom tempo hospitalizado. No show ele era apenas platéia. Do acidente ele ainda impunha uma tala no pescoço, mas foi chamado ao palco para tocar. O momento foi de tensão, não só do irmão (Gabriel, ex-bateirista o Bois e agora no Móveis), como do público que sabia o que se passava. O rapaz não pensou muito, subiu ao palco e tomou o lugar de Guigo, que está na bateria não só do Watson, mas também do The Pro.
Ele tocou apenas uma música, mas já deu para perceber que não lhe faltam forças para voltar à banda.

No que me apetece, a melhor música do EP é "Emetevi Apresenta".

Esta é mais uma banda que merece a atenção de vocês.

Antes do Bois subir ao palco, vimos o show do Galinha Preta, banda do figuraça Frango Kaos. Embora a maior parte do público tivesse ares meio indies, eles conseguiram animar a galera com suas músicas de dois minutos. Cantaram muitas músicas novas, mas o melhor foi ouvir "Roubaram o meu rim".

O Bois de Gerião também era um dos convidados do Mercado Musical Paralelo e lá o show ganhou o mesmo clima de despedida do UK. Eram os últimos shows do Gabriel na bateria, pois o cara está de partida para o Móveis Coloniais de Acaju. A grande pergunta é se a banda vai continuar a tocar com esse desfalque. A que parece, quem esteve na sala Cássia Eller na última quarta, talvez tenha o visto o último show dos meninos.

Nos dois shows, os fãs foram contemplados com músicas antigas e até com as do último Cd. Em ambos haviam poucas pessoas, mas bastavam, porque todo mundo cantava e dançava junto.

No UK, o grande ápice foi quando alguns subiram ao palco para cantar "Cifrão", uma das músicas mais pedidas sempre.

Torcemos para que a banda não acabe e que em 2009 lance um Cd de inéditas. Qualquer coisa chama o Guigo!

Mais Cuca de Copas











Fotos: Manu Abdala

12 dezembro 2008

E você? Ainda acredita em Papai Noel?


The Wombats - Is This Christmas?

News

O Franz Ferdinand vai dando detalhes aos poucos de seu próximo álbum. Tonight, como foi nomeado, sairá em fevereiro (ou final de janeiro) e além da capa, já tem o track list. Look:


1. Ulysses
2. Turn It On
3. No You Girls
4. Send Him Away
5. Twilight Omens
6. Bite Hard
7. What She Came For
8. Live Alone
9. Can’t Stop Feeling
10. Lucid Dreams
11. Dream Again
12. Katherine Kiss Me

Dos shows já confirmados para o ano que vem (ai, Meu Deus!!! Radiohead!!!), quem também vem ao Brasil são os meninos do Keane. E advinha! Também será em março! Haja grana, hein?
Os shows não passam por Brasília (como sempre), mas dá para dar um pulo em Belo Horizonte no dia 12. Dia 10, eles se apresentam em Sampa e 13 no Rio.

Profissionalizando a parada - Videoclipe


No One's Better Sake

Mais um? É, pois é...

11 dezembro 2008

Eddie - Carnaval no Inferno


Na onda dos lançamentos de final de ano, eis um ótimo presente de Natal (se é que você ainda compra cds). A pernambucana Eddie acaba de lançar seu mais novo trabalho, Carnaval no Inferno.

Tem faixas para escutar no Myspace e você ainda pode baixar ele "todim" clicando aqui.

E você? Ainda acredita no Papai Noel?


Pavement - Gold Soundz

10 dezembro 2008

Cat Power e sua sobras

Acaba de sair o oitavo capítulo do Bootleg Series, que trás sobras e versões diferentes para as músicas de Bob Dylan. Não vamos dar mais detalhes agora, porque logo ele ganhará um post aqui.

Nesse âmbito de sobras de discos, a indie mais linda de todos os tempos, minha querida Cat Power acaba de soltar o Dark End Of The Street, que conta com 6 músicas que ficaram de fora de seu último disco o Jukebox.

Baixe e sinta o prazer de escutar essa mulher cantar.

Festival Cuca de Copas

Estava esperando as fotos da produção. Recebi algumas, mas faltou do show do Autoramas e Matanza. O festival foi um repeteco do Porão do Rock, mas shows desses cariocas são sempre imperdíveis. O Gonorants melhorou bastante, mas poderia ter feito um show bem melhor.O grande incoveniente da noite foi o público. Lê aí!

Antes de ser transformar no Festival Cuca de Copas, o festival era apenas o show de lançamento do primeiro Cd da banda Gonorants. O negócio é que o projeto foi crescendo e trouxe bandas de fora, as cariocas Matanza e Autoramas. Além delas, foram convidadas as brasilienses Gilbertos Come Bacon, High High Suicides e Super Stereo Surf. Essa última cancelou o show no dia, pois um de seus integrantes passou mal.

A noite começou atrasada com os Gilbertos subindo ao palco às 22h40. O público ainda era mirrado, mas isso não iria atrapalhar o show do grupo, como não atrapalhou na segunda noite do Porão do Rock. A mistura de ritmos africanos, brasileiros, rock e rap animou os presentes.

Com um rock sujo e meio punk, entraram o palco os High High Suicides. O grupo fez um show curto, com cara de "tapa buraco". Eles se alternaram entre músicas cantadas em inglês e português. O ponto alto aconteceu quando o vocalista André Morale, gritou: "Quem gosta de sexo aí?", uma introdução para "Sex Games".

Foi durante o show do High High Suicides, que o grade que separava o público do palco mostrou que talvez não agüentasse até o final dos shows.

A banda que deu seqüência a noite foi a convidada, Autoramas. Liderada por Gabriel Thomaz (ex-Little Quail), o Autoramas tocou músicas de seus últimos trabalhos e não mostrou nada novo. O que aconteceu no Porão do Rock deste ano, quando se apresentaram lá, também na segunda noite. Thomaz não deixou de gritar: "Rooooockk!" durante o show, que se transformou em sua marca registrada.

O mais “abismante” é que ao mesmo tempo em que conseguiam coro em suas músicas, o Autoramas também teve que escutar gritos de: "Matanza!Matanza!Matanza!".

Os gritos que pediam os "country-rockers" também foram ouvidos diversas vezes no que deveria ser o grande show da noite, o do Gonorants. Eles de certa forma acabaram acanhando a banda. Em certo momento, o baterista da banda, Rafael pedia calma ao público e dizia que o show já estava perto do fim.
Acabou que o trio não pôde mostrar tudo o que tem para mostrar, já que potencial eles tem. Mesmo com gritos de "Vanessa, eu te amo!", pedidos de música e participação especial de Gabriel Thomaz, para cantar duas músicas do Little Quail and the Mad Birds, a platéia daquela noite não era do Gonorants, mas sim do Matanza.

Antes de começar o show dos cariocas, a grade que já estava rente ao palco, foi colocada em seu local de origem pela produção.
O Matanza subiu no palco exatamente às 2h05 da madrugada e repetiu o que fez no Porão do Rock, instrumental para a entrada de Jimmy.
Mal havia começado o show e a grade de proteção na agüentou o empura-empurra. As pessoas começaram a cair, passar mal e além dos seguranças, algumas pessoas da produção também foram para frente do palco tentar colocar a grade lugar.

Jimmy até brincou com a situação e disse: "(...) também não precisa matar as pessoas que estão aqui na grade. Mas como não sou eu quem estou aí, foda-se!". A galera foi ao delírio, entretanto músicas depois, o show teve que ser parado para a grade ser recolocada no lugar, mais uma vez. Nesse meio tempo, algumas vozes começaram a gritar: "Ei, Matanza! Vai tomar no cu!". Os meninos passaram a se entreolhar sem entender muito bem o que estava acontecendo e antes disso, mostraram certo bom humor tocando, enquanto a produção trabalhava.

Jimmy que não estava no palco, voltou revoltado e deu um esporro na galera. Eles continuaram o show. Dessa vez, sem o brilho de antes, mas continuaram. As músicas percorreram todos os Cds lançados da banda e o coro foi até o último verso da noite.
Fotos: Manu Abdala.

09 dezembro 2008

Camelo, Camelo...Sempre ele

Sim, eu morro de inveja da Mallu Magalhães só porque ela namora esse cara. Fazer o que? A gente fica aqui, chupa o nosso dedo, de vez em quando uma balinha de menta e segue a vida. Nos vídeos da semana, ele no El Mapa de Todos.


Janta

Pip Brown ou Ladyhawke

Ninguém perguntou, mas eu achei legal falar um pouco dessa neozelandesa talentosa, Pip Brown.

A moça também pode ser chamada de Ladyhawke ou "Feitiço da Áquila", nome de um filme dos anos 80.

Este também é o nome de seu disco de estréia (senha:sharedmusic.net), que é totalmente calcado no eletrônico com nítidas influências dos anos 80. Na verdade, não há como não escutar o disco da loira e não lembrar na mesma hora das famosas danceterias. O que acontece também com Confessions on a Dance Floor da diva pop, Madonna.

Assim como Madonna, Pip faz isso propositalmente, pois é desta década que ela tira muitas de suas influências.

E por que a chamei de talentosa? Porque além de escrever suas próprias músicas, é multiinstrumentista (gravou muitos dos instrumentos de seu disco) e desenhista (é dela a capa de Ladyhawke).

Se você curte CSS, Lucy and the Popsonics, The Gossip e esses eletropops moderninhos, é bom provável que aprove Pip. Fica aí a dica.


Paris Is Burning

08 dezembro 2008

Fomos rebaixados


São Januário ficou mais triste. Os torcedores sofreram, acreditaram, choraram e um deles até tentou se matar ao ver o time cair para a segundona. O negócio é que o Vasco teve uma péssima atuação este ano, e já vinha definhando aos poucos. Um dos passos importantes para o time, mas que o desestruturou um bocado, foi eleição de Roberto Dinamite, grande nome do time, no lugar de Eurico Miranda.

O Vasco mereceu. Mas não adianta chorar pelo leite derramado. Agora é lutar, por as contas em dia, principalmente com os jogadores, que ficaram (se não estão) muito tempo sem receber.

Nós confiamos no nosso presidente e não vamos deixar o time na mão. Torcedor é torcedor.

Plágio

É, amiguinhos! Novamente uma denúncia de plágio. Dessa vez o alvo são os meus queridinhos ingleses do Coldplay. O guitarrista Joe Satriani acusa os meninos de usar partes de "I Could Fly" na música "Viva la Vida" e quer dinheiro neném!



O cara está ou não está certo? Puta merda, hein? E a falta de criatividade?

05 dezembro 2008

Lily Allen e seu CD

Falamos, falamos da Lilly e agora ela oficializou o nome de seu Cd e o lançamento. It's not me, it's you sai em fevereiro do ano que vem. As faixas que compõem o novo Cd estão aí embaixo:

1. Everyone’s at it
2. The fear
3. It’s not fair
4. 22
5. I could say
6. Go back to the start
7. Never gonna happen
8. Fuck you
9. Who’d've known
10. Chinese
11. Him
12. He wasn’t there

Aqui você assiste o clipe de "The Fear", que antes levava o nome de "I don't Know":

Nervoso e os Calmantes


E o Nervoso e seus Calmantes passarão em Brasília na segunda-feira para lançar seu primeiro disco. Os caras só tinham lançado o Ep e estarão à FNAC, às 19h30. Não perca!!
No Trama dá para baixar duas músicas, "Bom Veneno" e "A Visita".
Aqui, uma das músicas que eu mais gosto dele, "Já desmanchei minha relação":

04 dezembro 2008

The Killers - Day & Age

Acabo de escutar o Cd do Killers, Day & Age, e achei ruim e bom. Explico. O Cd é bom musicalmente falando e ruim porque não parece o Killers de forma alguma.

Quando comecei a escutar tive a sensação de estar escutando o Keane! Achei que estava escutando o lado B de Under the Iron Sea. Tudo bem, eu sabia que o Brandon Flowers ficava imitando o sotaque inglês para cantar. Vai ver que ele se acha meio fracassado de ser americano, mas vá lá, fazer um Cd tão parecido asim?


Vale a pena escutar, tá?




PS: Pus denovo, para vocês verem o clipe. Num é igual a esse?

Caralho, Mallu!!!



Por essa você não esperava.

03 dezembro 2008

El Mapa de Todos

Estamos bem atrasados é bem verdade, mas eu estava esperando as fotos do show para colocar o texto no ar. Pelo menos as fotos que eu tirei. (Preciso de uma câmera). Como nesse blog, nunca é tarde, lá vai o texto (que pela primeira vez, foi divulgado antes em outro lugar):

O Festival El Mapa de Todos organizado pelo Senhor F trouxe à Brasília esse final de semana (de quinta a sábado) debates, workshops, lançamentos de livros, mostra de vídeos, oficinas e shows, tudo pela integração entre os povos de língua espânica-portuguesa.
Os shows mais esperados com certeza eram do Hermano (ou ex?) Marcelo Camelo, da banda que lota estádios na Argentina, os Babasónicos e dos pernambucanos do Mundo Livre S/A, que se apresentaram respectivamente quinta, sexta e sábado. Na quinta eu dei uma passada por lá.

A primeira banda da noite era Beto Só, o brasiliense que canta músicas melancólicas. Por abrir o festival, Beto acabou atraindo pouco público. Não havia mais do que 50 pessoas para ver o show do rapaz, que começou pontualmente às 20h30. Uma pena. Beto Só cantou na meia-hora designada músicas de seu novo CD, Dias Mais Tranqüilos e do primeiro, Lançando Sinais. Ele se apresentou no foyer do teatro, onde foi montado um palco para alternar os shows.

Em seguida, o português Azevedo Silva conseguiu acalmar ainda mais o público com suas músicas de temas tristes, como "Pena" e "Morte". Justificando seu momento "down", Azevedo falou: "Nós moramos mais perto do Pólo Norte, por isso somos pessoas mais frias". Mesmo assim, não havia como não rir do duo de guitarra e violão no palco, que sempre que podiam inseriam algum comentário engraçado para animar a noite. Quando foi classificar sua música, por exemplo, emplacou: "É um fado indie.”.

Os portugueses pareciam muito felizes por tocarem para o teatro do Espaço Brasil Telecom praticamente cheio e Azevedo não perdeu a chance: "Nós tocamos sempre para umas 10 pessoas...".

Os uruguaios do Danteinferno angariaram o público apenas durante os 30 primeiros minutos de sua apresentação, enquanto eles se apresentavam no palco externo, muita gente preferia ficar na porta do teatro aguardando o show de Marcelo Camelo. O local estava cheio , portanto a preferência da maioria das pessoas foi deixar o Danteinferno de lado.

E foi um grande "inferno" entrar naquele teatro. Era apenas o show solo de Camelo e a euforia era tão grande, que quase não dá para descrever. As pessoas formaram uma fila gigante e se atropelaram na hora de entrar. Fiquei imaginando como seria caso os Los Hermanos voltassem a ativa. E juro que fiquei com medo. Ao mesmo tempo, acho que essa espera vai ser longa, já que tudo o que os integrantes da banda fazem é simplesmente venerado pelos antigos fãs. Seja Amarante tocando com o Fabrízio Moretti e Binki Shapiro em seu Little Joy. Seja o Rodrigo Barba tocando bateria com o Canastra, ou mesmo o Medina na banda que acompanha a Adriana Calcanhoto.

Camelo encontrou um teatro abarrotado de gente, além das 450 pessoas sentadas em suas cadeiras, havia gente em pé e no chão. O show começou pontualmente às 23h. Ele entrou no palco sem falar nada e tocou "Passeando", mesmo com os aplausos continuou sem falar, parecia meio tímido, enquanto os "Hurtmolds" tomavam seus lugares.

A música seguinte foi a primeira lançada por ele, "Téo e a Gaivota", que assim como todas as músicas que ainda seriam tocadas ganham um ar mais rico musicalmente com a presença do Hurtmold. "Menina Bordada" ficou mais dançante, "Liberdade" quase virou um samba e "Copacabana" uma autêntica marchinha de carnaval. A união entre a banda e Camelo foi muito acertada. Eles, maduros instrumentistas e Camelo um ótimo letrista.

Camelo só resolveu agradecer a presença do público e desejar uma boa noite, depois de cantar a terceira música, "Tudo Passa". Um dos pontos altos aconteceu quando ele cantou apenas com seu violão, a música que originalmente conta com a participação de sua nova "pupila", Mallu Magalhães. Foi uma pena não vê-los juntos em "Janta".

Ele também não deixou as músicas que escreveu no Los Hermanos para trás. Cantou "Pois é" e "Morena". As composições cantadas por Maria Rita também não ficaram de lado, "Despedida" e "Santa Chuva" (que está no CD) também foram contempladas no show.

A noite toda a impressão que se tinha era de que Marcelo estava muito feliz, num tom totalmente MPB. Pernas cruzadas (quando sentado) e leve, quando levado pelo som dos instrumentos do Hurtmold.

A banda também teve sua hora. Marcelo virou a cadeira de lado e eles passaram a tocar algo "improvisadamente musicado", lembrando o que ele faz em seu segundo projeto "Os Imprevíveis". Nesta parte conseguimos ver e escutar o grande trabalho sonoro do Hurtmold. Camelo se retirou do palco como entrou, cabeça baixa, sem falar nada e deixou apenas eles tocando.

Os meninos saíram do palco e minutos depois, Marcelo voltou sozinho para tocar "Santa Chuva" e para finalizar, a marchinha "Copacabana". Uma noite feliz, muito feliz para quem curtiu o Sou de Camelo.
As fotos estão horríveis, é verdade, mas infelizmente não me mandaram as melhores. Créditos para Roberto Mathias. a do duo Azevedo Silva foi retirada do Blog do Jamari.

01 dezembro 2008

Agendão de Dezembro

Faz tempo que a nossa agenda não aparece por aqui, mas como é dezembro, mês de férias, é bom ficar por dentro de tudo que vai rolar pela cidade, né? Portanto lá vai!


O agito já começa amanhã no Rayuêla Bistro (412 sul) com show da banda Velhos e Usados. Este pode ser o último show dos meninos em Brasília este ano e eles prometem além das músicas que estão no CD (que pode ser baixado no site oficial), músicas novas. Os ingressos custam R$ 5,00 e o show começa às 22h.

No dia seguinte, 03 de dezembro é a vez do Festival Na Rota do Rock Brasília, uma junção entre os sites brasilienses Na Rota do Rock e Rock Brasília, que irá trazer 19 bandas em 4 dias de festival. O legal das noites é que além de serem em locais diferentes, elas também terão bandas de estilos variados. Como nós já falamos aqui, basta acessar o link para saber o programação.


No dia 5, uma sexta-feira, o Festival Cuca de Copas traz à Brasília velhas conhecidas do público brasiliense. Os cariocas do Matanza e do Autoramas, duas bandas que tiveram no Porão do Rock deste ano. O que era para ser apenas o lançamento do Cd da banda Gonorants, virou um festival, que além dessas três, terá as brasilienses Gilbertos Come Bacon, High High Suicides e Super Stereo Surf. Os ingressos estão R$ 10,00 (antecipados) e R$ 15,00 (na hora) e podem ser comprados na GTR Instituto de Guitarra (111 Sul e 708/709 Norte), Porão 666 (Taguatinga), Abriu pró Rock (Gama Shopping) e Kingdom Comics (Conic).


E ainda concorrendo com os festivais acima, o baiano mais louco chega à Brasília (inacreditavelmente) no dia 5 de dezembro e fica até o dia 7 com seu mais novo show, Estudando a Bossa. Tom Zé se apresentará no Teatro da Caixa, que fica SCS Qd 04. Os ingressos custam R$ 10,00 (meia). Sexta e sábado, o show é às 20h30 e domingo, às 19h.

Dia 6 de dezembro, a Makossa e o Criola se juntam para o Baile da União, que vai acontecer lá no estacionamento 10 do Parque da Cidade. Os Djs da noite serão Mak, Jamaika, Chicco Aquino, Tahira (SP), Wash (SP), Oops, Greg Villanova (França), Barata, Daniel Black e Pezão. Os ingressos: R$ 15,00 (antecipados), R$ 20,00 (no local, até 1h) e R$ 25,00 (no local, após 1h).

Dia 10, numa terça-feira, as banda The Pro, Brown-Há e Bois de Gerião se apresentam na sala Cássia Eller, do Espaço Cultural da Funarte, que fica atrás do Torre de TV. Os shows fazem parte do Mercado Musical Paralelo ou MMP, que trará mais shows. Os ingressos custam R$ 5,00 (meia).
A Almah, que também passou por aqui no Porão do Rock, retorna à cidade dia 19 para show no Blackout bar, na 904 sul. O show começa às 21h e terá abertura das bandas Bruto e Slug. Não sei ainda quanto será os ingressos.

E no dia 20 de dezembro, finalizando a nossa agenda, tem show do meu maranhense preferido. Zeca Baleiro chega à Brasília com o show de seu último disco, O Coração do Homem-Bomba Vol. 1. O show é lá no Centro de Conveções e esses são os valores dos ingressos: R$ 70 (poltrona VIP), R$ 60 (poltrona VIP lateral), R$ 60 (poltrona especial) e R$ 40 (pltrona superior). Lembrando que essas são as meias-entradas.


Ficamos por aqui. Até porque tá perto do Natal já, né? E o Ano Novo. O que vocês vão fazer?

Ruído Rosa - Videoclipe

No último programa, que ganhou uma dobradinha, toquei uma banda lá dos anos 80, que foi inspiração para o CSS.


Metrô, Stabilo

Depois na comparção, CSS com "Metting Paris Hilton", que está no EP e no primeiro Cd deles. E para finalizar uma moça que acaba de lançar seu primeiro Cd, Pip Brown ou Ladyhawke (depois falaremos mais sobre ela), com "Manipulation Woman".

Curtiu?

28 novembro 2008

Aula de música



Entendeu?

Radiohead no Brasil!


É, meus queridos!É com muita satisfação que eu publico neste blog que o Radiohead desembarca no Brasil em março.
Os shows serão em dois dias, 20 no Rio e 22 em São Paulo. Os ingressos custarão R$ 200,00 e não terá área vip. Ou você vai com a "plebe" ou não vai. Eles começarão a ser vendidos pelo site ingresso.com às 0 h do dia 5 de dezembro.
Eu não sei como estará meu orçamento, mas Deus (apelando para alguma força superior) faça com que eu possa ir.
Muita emoção. Muita emoção mesmo.


A foto é de um dos meus blogs preferidos, Bloody Pop.

Videoclipe - 3 na massa


Thalma de Freitas - Enladeirada



Mais uma!

Perfect As Cats - The Cure Tribute

Conhece o Cure? Então você vai se esbaldar com o tributo feito a banda.

Sem bandas conhecidas, algums completamente, o Perfect As Cats traz músicas das mais diversas fases do The Cure.
Eu como não conheço muito da banda de Roberto Smith, vou dizer que musicalmente o Cd é legal e tem versões bacanas.
O Cd alterna-se entre pontos altos e baixos e já não começa tão bem, com as bandas Xu Xu Faing, Hercuba e Bat For Lashes fazeendo versões para "Fascination Street", "Killing an Arab" e "A Forest" se parecerem tanto, que a impressão que temos é que a primeira música nunca acaba.

O legal desse tributo é que parte da renda vai para a instituição de caridade Invisible Children.

Para baixar clique aqui e aqui.

24 novembro 2008

Ruído Rosa - Videoclipe



Além de Garbage, toquei Cat Power com "Empty Shell", Pato Fu com "Porque Te Vas" e Rita Lee com "Elvira Pagã".

Críticas, comentários e sugestões: ruido.rosa@hotmail.com.

"Yeah! We speak portuguese!" (Hélio Flanders - Planeta Terra 2008)

Hoje vamos juntar dois brasilerios que resolveram cantar em inglês, Rodrigo Amarante, com seu Little Joy e Mallu Magalhães.

Nós já havíamos postado aqui um link para vocês baixarem o Cd do trio, agora vamos falar um pouquinho da banda e do novo Cd.

Amarante e Moretti se conheceram em um festival em Lisboa, onde o Los Hermanos e os Strokes tocaram no mesmo dia. Depois do fim (ou recesso por tempo indetrminado) dos Los Hermanos, Moretti convidou o amigo para passar um tempo na casa dele. Foi aí que Rodrigo conheceu Binki Shapiro, cantora e namoada do bateirista do Strokes.
Eles passaram a tocar juntos, compor... E o que era só uma brincadeira entre os três se transformou num projeto. O fruto dele foi o homônimo Cd Little Joy.


O Cd saiu no dia 4 de novembro, mas uma semana antes vazou na internet. O selo foi a pequeno (grande) Rough Trade, que como já foi falado aqui trabalha com os Strokes, o (bunitinho) do Beck e com os "Libertinos".
Ao escutar o Cd não há como dissociá-lo das bandas que os dois fazem parte. Eu ouvi muita gente escutando uma ou outra música e dizendo: "Mas isso parece Strokes" ou "Isso é Los Hermanos", o negócio é que eles são parte dessas bandas (!), caso você não tenha entendido ainda.
O tom predominante do Cd é mais descontraído, com guitaras havaianas, momentos indies e bem "downs" como em "With Stranges" e "Play the part".

A única música toda cantada em português é "Evaporar", que já é uma velha conhecida dos fãs do carioca. E é Amarante que está a frente de muitas das músicas do grupo, mas Binki também mostra serviço. A moça dá voz a bela "Unattainable" e "Don't Watch me dancing".
O primeiro single da banda já virou clipe e vocês podem assistir no post abaixo.

Para os fãs, Amarante já avisou que em janeiro dá uma passada por aqui (São Paulo, Rio..Nunca Brasília!).

A menina que virou sensação após disponibilizar no Myspace apenas 3 músicas acaba de lançar seu primeiro Cd, o também homônimo Mallu Magalhães.

Maria Luiza é uma adolescente diferente daquelas que nós costumamos encontrar por aí. Não é todo dia que se vê uma menina que gosta de Johnny Cash, Bob Dylan, Beatles e até Caetano Veloso. Hoje com 16 anos (ela tinha 15 quando começou a fazer sucesso), Mallu, como prefere ser chamada, vem conquistando vários corações com seu jeitinho de menina.

Embora muita gente torça o nariz para o "mito" em que ela se tornou quase que sem querer. É preciso admitir que ela tem muito talento e que se for bem desenvolvido, daqui há alguns anos ela será uma grande cantora. Mallu também é autodidata e multiinstrumentista.


No Cd encontramos apenas músicas autorais, algumas delas já conhecidas como "J1", "Tchubaruba", "Get to Denmark" e "Don't look back", que não estão muito diferentes do que escutou no Mysapce, mas ganharam novas arranjos. As músicas em sua maioria são cantadas em inglês. As exceções estão em "Vanguart" (música bem fofa em homenagem claro, aos cuibanos. Ou apenas ao Flanders???) e "Preço da Flor". Mallu entra completamente na onda folk, brinca com a voz (que em 90% do Cd soa como de uma criancinha) e com as sonoridades, como em "Noil" (um longo suspirar) e "Sualk".
A capa do Cd (foto ao lado) é uma homenagem a música de Caetano, "Leãozinho".

Lá no Myspace dela, dá para conferir duas músicas que não foram parar no Cd, "O herói e o marginal" e "Song to George" (será George Harisson?).

Agora me diz, o que essa menina tem que ela pegou o Flanders e (agora pode estar) está (!!!!!!!) tendo um caso com o Camelo? Vai, fala aí!

19 novembro 2008

Eles podem vir ao Brasil











Videoclipe - Beck

Denovo?!

É! Denovo! O Beck já soltou outro videoclipe, dessa vez a música é "Youthless", também do novo Cd, Modern Guilt.

Ruído Rosa

Quarta-feira, de uma semana meio lenta ainda e a novidade está na sexta-feira. Por quê? Porque será a estréia do novo quadro do Cult 22, Ruído Rosa. E quem vai estar lá? Euzinha aqui.

Eu e Penny Lane (do site Rock Brasília) fomos convidadas pelo Marcos Pinheiro para comandar um quadro sobre as meninas do rock. Então, a idéia é tocar mulheres que cantam, tocam, ou simplesmente são marcantes para o história do rock e no rock atual.


A estréia dessa sexta-feira, será marcada por "As mulheres que marcaram a nossa vida".


Lembrando que o Programa Cult 22 vai ao ar toda sexta, de 22h às 1h da matina na rádio Cultura. Caso você não esteja em Brasília, dá para ouvir a rádio pela internet.


Espero que vocês gostem.

17 novembro 2008

Camelo: em movimento

"Sinceramente, acho que o jeito como a gente promoveu o recesso permite nossa volta. Ele quase pede essa volta. Achei uma separaçãoi muito natural, tão natural quanto sentir saudade. A sensação que todo mundo tem é a mesma que eu tenho: nossa história é bonita e tem páginas em branco para serem preenchidas".


Marcelo Camelo, em entrevista para a Rolling Stone de Outubro.

E falando de Camelo, o cara agora se enveredou em outro projeto. Se liga!

(Esse cara não para, né?)

A foto é do Myspace dele.

Jesus and Mary Chain

Como eu não assisti ao show do Jesus and Mary Chain, pedi que o Marcos Pinheiro (grande fã da banda e que viu o show do começo ao fim), fizesse uma resenha para o blog. Lá vai:


"Foi um encontro quase religioso na noite de sábado (8/11). Eu, humildemente, em meio a um séquito de cinco ou seis mil fiéis. Ele, lá em cima, soberano e entoando cânticos que levaram os súditos a momentos de louvor e êxtase. Sim, meus amigos, Jesus baixou por uma hora no Planeta Terra.
E o mundo, para aqueles presentes, nunca mais será o mesmo.
Quem me conhece sabe que sou um cara que cresceu musicalmente em meio ao “boom” do rock britânico dos anos 80. Tempos de universidade, das festinhas e de uma leva de boas bandas que despontaram no cenário pós-punk… e que chegaram às FMs brasileiras na época em que Internet era mera imaginação.

Neste contexto estavam os escoceses do Jesus and Mary Chain. Na primeira vez em que tocaram no Brasil, em 1990, não pude assisti-los. Eles se separaram por um bom tempo, mas voltaram. E ficou, desde então, a esperança de que pintassem novamente por nosso país. Quando a organização do Planeta Terra anunciou a vinda dos caras, não tive dúvidas: independentemente de outras atrações, compraria ingresso pro festival. E foi o que fiz, ainda em setembro, pagando o preço inicial de R$ 80. Curiosamente, embora confirmada, o nome da banda não aparece no tíquete. Falha imperdoável.

No sábado passado, pontualmente às 20h30, estava eu lá postado em frente ao palco principal. A ansiedade era grande e, sinceramente, não me decepcionei. Pelo contrário! É verdade que o som baixo e abafado limitou a potência da talentosa guitarra de William Reid.
Houve quem reclamasse da falta de comunicação do irmão e vocalista Jim com o público (como se o Jesus tivesse sido, em algum momento da carreira, um poço de simpatia). Ou, paradoxalmente, quem esperasse uma apresentação caótica, cheia de distorções, como fizeram por aqui há 18 anos.

Mas eu, não. O que me importava era a música e ela falou mais alto, nem que fosse em espírito e criação. Snakedriver, Head On, Far Gone and Out, Blues from a Gun, Between Planets, Sidewalking, Teenage Lust foram se enfileirando como uma artilharia pesada, sem tempo a perder. Happy When it Rains, do segundo álbum, Darklands, me levou às lágrimas - foi a primeira canção do Jesus que me chamou a atenção e me fez virar fã, já que o disco de estréia, Psychocandy, só fui conhecer melhor depois.

Em um dos poucos momentos de interatividade com a platéia, Jim anunciou a “brand new song” Kennedy Song. E a dobradinha final com Just Like Honey e a contagiante e fatal Reverence foi o tiro de misericórdia. Não havia mais volta naquela viagem. A se lamentar apenas as ausências, no set list, de April Skies, Almost Gold e Sometimes Always (aquela cantada com a Hope Sandoval, ex-Mazzy Star). E dos amigos e fãs Abelardo Mendes Jr. e Carlos Marcelo, que se comunicaram comigo por torpedos - e viram o show pela Internet.
Com o perdão da concorrência: para mim o Planeta Terra foi “Jesus and Mary Chain e mais 10″! Absolutamente memorável!"


A resenha também está no blog Cult 22.

Planeta Terra 2008

Com atraso e sem contar para vocês, passei o final de semana em São Paulo para conferir o Festival Planeta Terra. Festival que inclusive, ganhou vários posts aqui neste blog.
O mais legal é que fomos convidados para curti-lo e eu ganhei o ingresso para fazer a cobertura.

O Planeta Terra quase ganhou nota 10 em organização. Os banheiros estavam limpíssimos e não encontrávamos fila nem para o banheiro, nem para comprar bebidas. O problema era na hora de comer. A comida não era lá essas coisas, mas pelo menos, podíamos escolher por comida japonesa. E as filas eram um pouco brochantes. Num festival onde você tinha que correr para ver todas as atrações isso não deveria acontecer. Eu e Marcelo (meu acompanhante) acabamos perdendo o show da folk-girl Mallu Magalhães.

Outra coisa que eu não consegui entender foi o impedimento de comprar garrafinhas de água com a tampa!!! Totalmente inexplicável e quando íamos perguntar, a resposta era a mesma: "Medida de segurança". Juro que estou até agora pensando o que estavam fazendo com essas tampas.

Cheguei cedo no Festival e podia até ter conferido o "Brothers Of Brasil" com os irmãos Suplicy, mas isso era querer demais da minha pessoa. Portanto, depois de entrar e conhecer um pouco dos Galpões, eu e Marcelo fomos correndo para o Main Stage, pois começava a apresentação de um dos grupos que eu queria muito ver, o Vanguart.
Hélio Flanders e sua turma me impressionaram com a energia do show, que eu esperava ser bem tranqüilo. Depois de escutar o Cd deles, você não consegue pensar em outra coisa senão violão e um pequeno palco. Mas, não foi isso que aconteceu.
Mesmo cedo, os meninos angariaram um coro dos fãs. Além das músicas do primeiro Cd, muito priveligiadas no show, eles cantaram músicas novas e algumas de outros Eps. Um dos pontos altos do show aconteceu quando Flanders cantou "Cachaça", o grande hit da banda. Ele agradeceu ao coro dizendo: "Obrigado, cachaceiros!". Mais a frente, depois de cantar "Hey Yo Silver" Flandres emendou com: "Tira essa bebida de viadinho e traz um 'uisquinho' para rapaziada". Claro, que a galera ficou empovorosa.
Flanders ainda se mostrou muito feliz em tocar ali, como não podia deixar de ser, agradeceu a oportunidade e a presença de todos ali três vezes. Para fechar a apresentação, "Semáforo".

Correndo para o Indie Stage fomos conferir a apresentação do meu paulista preferido, o Curumin. Pegamos apenas a meia-hora final do show, mas deu para escutar "Kyoto", "Japan Pop Show", "Caixa Preta", "Tudo bem malandro" numa versão reggae, "Guerreiro" e "Magrela Fever" . Mesclando músicas de seus dois Cds, Achados e Perdidos e Japan Pop Show, Curumin parecia a pessoa mais feliz do mundo tocando naquela noite. Encontramos de pessoas que sabiam cantar todas as músicas e os curiosos também pareceram curtir o show.Teve até participação especial de Christopher Lover. O rapaz está em "Mal Estar Card" de Japan Pop Show. Além do impressionante carisma, Curumin também improvisou muito, como faz em seus shows, e chamou a galera para cantar “Nega”. Sim, aquele velho sucesso da lambada. Assim como o show de Curumin, os shows seguintes também sofreriam com os problemas no som.

Numa troca de horários, assistimos apenas três músicas do estranho experimental do Animal Collective, que também sofreu muito com o som. Deu para pelo menos ver "Peacebone", uma das músicas que está no último Cd lançado pelo quarteto, Strawberry Jam. Essa era uma escolha para quem tem estômago, já que o som dos meninos é bem diferente.

Indo para o Main Stage o show que nos esperava era do lendário Jesus and Mary Chain. Uma das coisas chatas foi esperar a banda vendo a exibição ao vivo do Planeta Terra, que nos intervalos fazia entrevistas e mostrava algumas "interações". Por falar nisso, o telão foi uma das coisas que não funcionou muito bem no festival. Pois muitas vezes os nomes das músicas tocadas apareciam erradas, antecipando o que a banda em questão ainda iria tocar.
Ao contrário do que aconteceu comigo, para muita gente o Planeta Terra resumia-se a ver na ativa o grupo escocês que fez muito sucesso nos anos 80. Eu assisti apenas três músicas e me desloquei mais uma vez para o Indie Stage, onde um dos melhores shows do festival estava para acontecer.

Os ingleses do Foals no começo não me animaram muito, mas no decorrer da apresentação mostraram uma força e presença de palco enorme. A platéia foi ao delírio com o vocalista indo para o meio da galera e cantando no "gargarejo". Eu não aguentava mais ficar em pé e acabei saindo de perto para assistir o show pelo telão, mas acabei não prestando tanta atenção.

Perdemos Spoon e fomos para parte do The Offspring. Embora as críticas lidas estavam corretas, o Offspring não tinha como não levantar a galera. Eles cantaram muitas músicas conhecidas e o coro só aumentava. Sim, eles estão velhos, eles não tem a mesma energia dos anos 90, mas o show foi muito bom.

Claro que não dava mais para sair do palco principal, já que os shows que viriam em seguida seria Bloc Party e Kaiser Chiefs.

Kele e sua turma subiram ao palco um pouco acanhados. Eu e muitas pessoas estávamos esperando um show bem mais enérgico, pelo poder que as músicas da banda têm. Kele estava de boné e bermuda num estilo mais despojado. O mais empolgado no palco era o baterista Matt Tong, que depois de algumas músicas já estava até sem camisa.
As músicas percorreram os três Cds do Bloc, mas claro que "Banquet", "Silent Alarm", "Like Eating Glass" e "Helicopter" levantaram muito mais a galera.
O ponto alto do show aconteceu quando Kele se desculpou pelo o que aconteceu na MTV e afirmou que aquilo havia sido um acidente, mas não explicou nada. No palco, Kele mostrou mesmo que "quem sabe faz ao vivo" e remixou "Mercury" ali mesmo.
A banda ainda parou de tocar em alguns minutos, o que deixou os fãs desolados, achando que o show seria de apenas 30 minutos. Mas os meninos voltaram ao palco e terminaram a apresentação, que para muitos foi curtíssima.

A espera para o show do Kaiser Chiefs seria recompensada. Mostrando uma energia fora do comum, Ricky Wilson mostrou até o "cofre" quando correu para cantar no gargarejo e sua cueca vermelha. Os fãs, claro, já estavam indo ao delírio e Ricky não parou por aí. Pulou, jogou microfone, dançou e voltou várias vezes para perto dos fãs. As músicas abrangeram todos os Cds, mas espertamente o Kaiser Cheifs deu enfâse em seu primeiro Cd, Employment. Além dessa energia toda, Ricky aprendeu algumas frases em português e fez graça ao falá-las. O rapaz enfatizou várias vezes que o Nick Peanut Baines era um herói por estar tocando naquela noite. Dias antes, ele havia passado por uma cirurgia de apendicite. "Ele é um herói!", Ricky exclamava.
Os meninos ainda ganharam cartazinho com pedido para a música "Na na na na naa" e não deixaram de tocá-la. Ao final da apresentação, ficou aquele gostinho de "quero mais" e a galera gritava animadamente para que os ingleses voltassem ao palco. O que não aconteceu, já que o estoque de hits já havia acabado.

Numa noite como essa, eu só estava querendo um banho e minha cama, mas ainda tinha 15 horas de viagem pela frente para voltar à Brasília. Claro que valeu a pena, só que quero voltar de avião para Sampa.


As fotos são minhas, Marcelo Santiago e a último do site do Planeta Terra.